terça-feira, 31 de dezembro de 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes




Essa é a Rua Péricles de Mendonça.  Inesquecível, pois era o caminho de todos nós que vínhamos da Pracinha do Coronel para a Rua do Sarmento, e vice-versa.  Era a rua da casa da Dona Glorinha, do Correio, da casa do Bolote, da Rádio Difusora e da Farmácia do Sô Devolde.

Além disso, o patrono da rua, o Dr. Péricles, ilustre político (vereador, prefeito, deputado estadual e senador) ficou famoso na cidade em um episódio do qual NÃO participou, e justamente porque não estava presente na cidade.  Dizem os antigos que, na fatídica noite de 7 de setembro de 1926, se o equilibrado político, na época prefeito e senador, aqui estivesse, não teria ocorrido o conflito armado no comício do PRM (Partido Republicano Mineiro) que vitimou dezenas de pessoas, com quatro mortes.

Esse fato, fruto da intolerância e do revanchismo, é uma dolorosa lição que, ao que parece, ainda não foi aprendida, haja vista a ocorrência de conflitos em plenas festividades do final de ano em São João.  Que a seriedade e o bom senso do fundador do periclismo possam contagiar as pessoas que passam pela sua rua!

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin


CASOS CASAS & mistério ???


QUE LUGAR É ESSE ???  ONDE FICA ESSA CASA ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Ninguém.  Finalmente, lançamos uma paisagem que nenhum leitor conseguiu identificar.  Mas, ainda há tempo de localizá-la, pois aquele Papai Noel ainda está num telhado da Rua Cavalheiro Verardo, em frente à Rua Zeca Henriques.  Confiram!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FELIZ MESMO ANO


Chega um novo ano e, com ele, as famosas EXPECTATIVAS do que poderá acontecer de melhor.  Sempre pensamos no que vai acontecer de melhor, pois, de pior, já basta este ano que passou, dizem.  E, assim, nem passa pela nossa cabeça que algo ruim (cruz credo!) possa ocorrer.

Temos essa mania, diria até mesmo essa superstição de que o futuro será SEMPRE melhor.  E ficamos nas festas de despedida de final de ano vislumbrando acontecimentos felizes que, certamente, virão no próximo ano.

A questão é que, por mais que desejemos, a única coisa que nos acontece com a passagem do tempo é que ficamos mais velhos.  Com um pouco de sorte e dedicação, até mesmo um pouco mais sábios.  Como vamos utilizar essa sabedoria, é outra questão.

Há pessoas que chegam ao cúmulo de querer saber se a próxima VIDA vai ser melhor do que a atual.  Outro dia, numa palestra de um monge budista, uma pessoa queira saber se, em face de suas boas ações atuais, a próxima vida seria melhor.  O palestrante respondeu, até com uma certa calma:
- Não, meu amigo, posso te afirmar, com certeza, que a sua próxima vida será exatamente igual a esta, com seus apegos, mesquinharias, limitações e sofrimentos. 

Vendo aquele preocupado discípulo sair pela porta com cara de cachorro que caiu da mudança, fiquei pensando nessa história de NOVO ano.  Na verdade, não há novo ano!  Existe uma mudança de número no calendário, mas nós, seres humanos, NÃO MUDAMOS UM MILÍMETRO!

Mas, como conseguir as mudanças tão desejadas?  Aí vai outro equívoco: nós NÃO conseguimos mudanças!  O que nós conseguimos são as CONSEQUÊNCIAS de nossos atos.

Ah, mas aí danou tudo, vocês podem dizer, pois, se ninguém muda, tudo vai continuar na mesma m... eleca.  E aí então, finalmente, posso dar uma boa notícia: mesmo sem mudar, mesmo continuando exatamente o que somos, podemos agir de forma DIFERENTE e aguardar os resultados.

Fica aí, pois, o meu desafio: não pensem; ajam de forma diferente e, em 2015, a gente conversa!  Felizes atitudes em 2014!

Crônica: Jorge Marin
Foto: Cosmopolita, disponível em http://www.flickr.com/photos/cosmopolita1/

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

FALANDO & SÉRIO - A ETERNA MAGIA


Não tem como, ao se aproximar o Natal, deixar de se lembrar do Papai Noel da Tipografia e do sr. Wolnei Protásio que, vestido de bom velhinho, saía pelas ruas da cidade jogando bala pra garotada.  Isso para não falar, é claro, daquele imenso e fantástico presépio que era montado com muito carinho na casa do sr. Tininho juntamente com suas irmãs, bem ali na subida da Guarda Mor Furtado.

Sinceramente, não entrava em minha cabeça como poderia o Papai Noel sair pela rua jogando balas, se, ao mesmo tempo, continuava sentado dentro da vitrine.  Da mesma forma, ficava a imaginar como poderia ele, gordo daquele jeito e com um imenso sacão nas costas, entregar os presentes, se na chaminé de minha casa não cabia um gato sequer.

Também tínhamos um modesto presépio, que, guardado com muito carinho num pequeno bauzinho, era montado religiosamente todos os anos. Lembro-me perfeitamente quando, acompanhado de minhas irmãs, saíamos para procurar serragem, pedregulhos e um galho bonito que pudesse nos servir de árvore de Natal.  Tudo o mais natural possível e feito com nossas próprias mãos que, de maneira simples, tentavam remontar a simplicidade do nascimento do Menino Deus.

Após colocarmos a guirlanda na porta e montarmos o presépio bem ao lado da árvore de Natal, ficávamos aguardando ansiosos pela chegada de nossos familiares que, com certeza, estariam trazendo na bagagem, um monte de castanhas, nozes e avelãs.

E assim, VIAJANDO NA MAGIA DO MOMENTO, ALIMENTANDO NOSSO LADO CRIANÇA, aprendíamos através de nossos pais, que antes de tudo, O NATAL ERA O NASCIMENTO DE JESUS. 


Crônica e foto (vitrine da loja onde funcionava a Tipografia): Serjão Missiaggia

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes




Natal em São João Nepomuceno!  As pessoas que ganharam o presente de continuar vivendo na cidade NÃO têm ideia do que é passar o Natal sem passear pela Rua do Sarmento, sentar na Pracinha do Coronel e subir o Largo da Matriz.

Para a comunidade sanjoanense espalhada por esse mundão de Deus, fica aí um "gostinho" da nossa paz, da nossa beleza e da nossa fraternidade.  Feliz Natal!

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


OLHEM PRO CÉU, PESSOAL (É NATAL!). QUE LUGAR É ESSE?

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - muitos acertaram o mistério da semana passada (casa na pracinha do Botafogo): Ronilson Barbosa, Reneé Cruz, Alessandra Novaes Barbosa, Icko Velasco, Vanderlei Moretto e Marcelo Soares Vital.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O QUE FICOU DO NATAL


O tempo passa e, após todos esses anos, continua sendo muito difícil fazer alguma coisa na vida sem a aprovação dos nossos pais, estejam eles vivos ou mortos.  Digo isto assim à véspera do Natal porque é inevitável chegar nessa época e não nos lembrarmos dos momentos em que, crianças, participávamos daquela comemoração fantástica.

É fácil observar e, se fecharmos os olhos até ouvir as vozes deles, os nossos pais, dentro de nós, arrastando aquela árvore com cheiro de mofo, desembrulhando as bolas coloridas e testando as luzes de um estranho pisca-pisca.

Adoravelmente simplórios, vivíamos tudo aquilo como uma grande lição de humildade.  Afinal de contas, Deus, o Todo Poderoso, havia encarnado numa mulher simples e nela gerado um filho que nasceria numa manjedoura, substantivo que só era usado mesmo no Natal, igual presépio.

O que não sabíamos, e que hoje começamos, com o passar do tempo, a perceber é que NÃO se tratava de uma lição de humildade.  A representação natalina, no nosso caso cristã, transcende muito a história de Jesus, Maria e José e é uma apologia, ou um louvor à sagrada família.

Explico: não existe nada na história da humanidade que se assemelhe à importância da FAMÍLIA.  Local de abrigo, apoio, amparo, é do espaço familiar que partimos para os necessários voos de nossa existência.  Mais do que a imaculada concepção de Maria, dogma criado há pouco, no século XIX, há que se destacar que Deus está presente em TODAS as concepções, pelo menos até que a fecundação humana possa ser sintetizada em laboratório.

Assim, acredito que o Natal, nos dias atuais, pode ter perdido muito de suas características religiosas, mas é um tempo ótimo para se reafirmar os valores familiares, para se falar em solidariedade e para celebrar a paz.

Que possamos viver o Natal com muito entusiasmo (do grego en theos, literalmente, com Deus) e que o amor dos pais seja genuinamente sagrado, como o é a existência dos nossos filhos. Amemo-nos.

Crônica: Jorge Marin
Foto: TimelessImages, disponível em http://www.deviantart.com/art/Merry-Christmas-44902848

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

FALANDO & SÉRIO - Nossa qualidade vida x Progresso


Com certeza, está aí uma equação um tanto complicadinha de se resolver. Alguns dão mais importância ao progresso enquanto outros à qualidade de vida, sendo que o ideal seria uma interação e a perfeita harmonia entre ambos.

Já falamos, aqui mesmo no Blog, sobre TRÂNSITO, POLUIÇÃO SONORA, MOBILIDADE URBANA e ÁRVORES, assuntos que, de certa forma, acabam sendo reféns de um inevitável progresso. Apenas como exemplo, cito as montadoras, que injetam no mercado a cada ano milhares de veículos automotores e que, da mesma forma, empregam outros tantos milhares de pessoas, mas que, muito em breve, farão com que as cidades, literalmente, parem literalmente.  Segundo estimativas, existe até uma data aproximada para que isso venha a acontecer nas grandes metrópoles, pois a frota cresce e o espaço físico, não.

Trata-se de uma voracidade a nível mundial, restando a cada um de nós, a difícil missão de tentar encontrar, de maneira sábia, uma solução no âmbito LOCAL para as nossas necessidades. E é bom mesmo irmos pensando, desde já, na nossa TERRINHA e o que poderemos fazer para driblar ou, pelo menos, tentar amenizar no futuro, essa conturbada realidade.

Não abro mão e jamais deixarei de clamar pelas árvores, sendo que, quanto mais as tivermos, melhor!  “VERDE COMO TE QUERO VER”, refrão este de uma bela música de nosso amigo compositor e contrabaixista Márcio Velasco que, além de compor o repertório do Pitomba, veio posteriormente a se tornar uma de nossas bandeiras .

É triste observar como vamos, sutilmente, substituindo esse ser tão especial pelo ar condicionado.  Se, por um lado, procuramos refrescar o interior de nossas casas, por outro, despercebidamente, ficamos a gerar ainda mais calor externo, ou seja: O FAMOSO SALVE-SE QUEM PUDER.  Daí a importância também das ÁRVORES e de suas sagradas sombras.

Da mesma forma, e conscientemente, continuarei a fazer parte daqueles que defendem o nosso CALÇAMENTO EM PEDRAS.  Ainda acho que O CUSTOxBENEFICIO que ele hoje nos traz somente será PERCEBIDO e ENTENDIDO, quando AMANHÃ ficarmos sem ele.
 
Dias desses, fazendo uma de minhas caminhalaxadas (mistura de caminhada com relaxada) naquele trecho que vai desde trevo de Descoberto até as proximidades da fazenda do sr. Willian Fajardo, fiquei imaginando a possibilidade de se fazer em algum lugar no futuro, um PEQUENO CORREDOR ECOLÓGICO, onde, em sua extensão, fosse construída uma passarela para caminhada e uma ciclovia, que, entre umas e outras coisas, pudessem levar os praticantes destas modalidades, não só ao convívio saudável com a natureza, como também distanciá-los de um trânsito ENSURDECEDOR e, muitas vezes, irresponsável do centro da cidade.

Para finalizar, abro um pequeno parêntese para cumprimentar a Prefeitura Municipal pela colocação de LIXEIRAS em diversos pontos centrais, juntamente com a interessante CAMPANHA de CONSCIENTIZAÇÃO sobre a limpeza urbana.  CONSCIENTIZAR É PRECISO SEMPRE, em qualquer tempo e lugar.

Crônica: Serjão Missiaggia.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes



Uma pequena grande rua.  Assim o Serjão definiu a Rua Dr. Francisco Zágari enquanto a fotografava.  A rua, que leva o nome de um dos maiores juristas do país (Dr. Zágari, além de professor, foi delegado, promotor, prefeito e suplente de senador), é um local riquíssimo em memórias.

Vai ser difícil encontrar uma pessoa nascida nas décadas de 50, 60 e 70 que não tenha conhecido a famosa coleção de bonecos articulados do sr. Rubens Sachetto ali naquela rua.

Outra coisa: quem nunca "arrastou" um namorado ou namorada ali naquele ladinho da Força e Luz para lascar uns beijos mais calientes?

Finalmente, nos últimos 90 anos, quem não passou por ali, no Carnaval, e ouvindo "vermelho e verde, é a nossa bandeira", se arrepiou com a alegria do querido Trombeteiros?

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin




CASOS CASAS & mistério ???


QUEM SABE ONDE FICA ESSA CASA ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - O casarão da Rua Capitão Basílio,  que foi o mistério da semana passada, foi reconhecido por vários leitores: Maninho Sanábio, Antônio José Calegaro, Sebastião Luiz Costa, Nilson Magno Baptista, Celso Theodoro e José Carlos Barroso

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O PADRE E O DIVÃ


Ver o depoimento do padre Marcelo Rossi no programa Fantástico de domingo passado deve ter sido um duro golpe para a sua multidão de admiradores, seguidores e fãs.  Eu mesmo, que não sou uma coisa nem outra, fiquei consternado ao ver o depoimento do antigo ícone da Igreja Católica na década de 2000.

Abatido, esquálido e com a fala arrastada, a ponto de demandar a colocação de legendas em alguns momentos da entrevista, o sacerdote, inegavelmente uma grande alma e um caráter exemplar, fez talvez um dos seus pronunciamentos mais marcantes, ao reconhecer a sua fragilidade humana, os seus pequenos pecados e até mesmo o seu desamparo perante a vida.

O padre, que nunca deixou de ter uma multidão de ouvintes e telespectadores, afirmou ter passado por uma séria depressão, mas, por julgar que a doença não passasse de “frescura”, resolveu não procurar acompanhamento, nem médico nem psicológico.  Resultado: sofreu a dor profunda e o desamparo absoluto da depressão.  Segundo ele, recuperou-se parcialmente através do canto, da escrita e da oração.

Ora, ora!  É louvável que o sacerdote, conhecedor desses três campos, tenha tentado se reerguer a partir daí.  No entanto, a simples mirada de sua figura na telinha da TV, mostra que ELE NÃO CONSEGUIU!  E aí, é inevitável a pergunta, que a repórter fez e ele respondeu positivamente: um padre deve submeter-se ao tratamento psicológico, psicanalítico ou psiquiátrico?

Gente, assim como em Mateus 22 (a César o que é de César e a Deus o que é Deus) e, mais recentemente, em Sharon Axé Moi (cada um no seu quadrado), é preciso que tenhamos em mente que, em caso de DOENÇA, devemos procurar o profissional habilitado a tratá-la! E isso vale para padre, médico, policial, dona de casa ou qualquer um.

Entregar para Deus, por mais fé que se tenha, é eximir-se do próprio problema. Temos, nesta jornada terrestre, uma vocação irresistível para sermos felizes.  Mas isso nos coloca algumas responsabilidades: a primeira é, com certeza, cuidar da própria saúde.  Outra responsabilidade, que também julgo fundamental, é não atrapalhar os outros.  Se não quiser ajudar, não ajude, mas, pelo menos, não atrapalhe!

No mais, como canta o padre Marcelo, hoje com certeza mais sábio e mais conhecedor da alma (e agora também do corpo) humanos: erguei as mãos e dai glória a Deus!
 
Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

DELINEANDO O PASSADO


Confesso que sou um esmiuçador juramentado de fotografias. Fico a buscar o menor dos detalhes em cada uma delas, e, se for uma daquelas do tempo da vovó, meu amigo, aí é que viajo mesmo!  Interessante é que isso é uma coisa meio que assim de família, pois tenho uma irmã que tem essa mesma mania. Isto pra não falar do fato curioso de adorarmos também aquele cheirinho de madeira nobre dos móveis antigos. Mas isso ficará pra depois...

Já que o assunto agora são as fotografias, confesso que sou apaixonado por essa imagem que está ilustrando a postagem. É uma de minhas favoritas e talvez a melhor foto panorâmica da cidade não contemporânea que conheço. 
Mas, afinal de contas, de onde teria surgido esta preciosidade? Deparei-me, por acaso, com ela no facebook Curtir São João Nepomuceno, mas gostaria imensamente de ter dado crédito à sua verdadeira origem.

Minha primeira curiosidade é de que ano seria. Com certeza, em seu verso, deverá vir constando a data e, quem sabe, até outras informações pertinentes, mas, enquanto não as obtenho, vou dando alguns pitacos. Fica aí já convocadíssima minha mana e os amigos que quiserem ajudar.

De imediato, algo que me chama a atenção, é o fato de ainda não haver o prédio do antigo Banco do Brasil ali ao lado da sede do Mangueira. Da mesma forma, o prédio da Fábrica de Macarrão que existia ao lado de minha casa na Rua Zeca Henriques. Lembro-me vagamente da construção do prédio do Banco do Brasil, sendo que a construção da Fábrica de Macarrão ocorreu quando eu estaria, mais ou menos, com dois anos.

Um segundo detalhe são essas belas árvores na descida da Guarda Mor Furtado juntamente com os antigos postes de ferro da Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina e suas lâmpadas ainda incandescentes. Recordo-me bem dessas árvores, juntamente com suas lacerdinhas que ficavam a penetrar em nossos olhos, causando uma ardência insuportável. Com meus oito a dez anos, me embioquei muito em suas copas brincando de pique esconde, sendo que na época, já estariam um pouco mais velhas, uns cinco anos, talvez. Presumo então, que esta foto teria sido tirada em torno de 1960.

Esse jardim era algo impressionante de tão belo e ainda mais tocante quanto ao zelo com o qual era cuidado. A poda de suas árvores era feitas de maneira artesanal sempre copiando a forma de algum objeto. Em seu início, existia um arbusto em forma de trono que era meu preferido em que a meninada adorava sentar. 

Agora, já fazendo bom uso do zoom de meu PC, observo que existia uma imensa árvore na Praça Carlos Alves, e isso me intrigou bastante. Até então, nunca havia visto uma imagem ou sabido que ali já tivesse existido, no passado, uma árvore daquele porte. Um tanto curioso, procurei entrar em contato com meu estimado mano, obtendo a seguinte resposta:
“Quanto à árvore, claro que existiu, ao lado do coreto, dando sombra
para a turma do bate-papo. Sua destruição, juntamente com o coreto,
foi um crime estético. Era uma praça belíssima, cartão postal de São João”.

Mas, voltando à foto, se não estou enganado, consegui apenas visualizar três carros pelas ruas da cidade, por sinal num monstruoso engarrafamento subindo ali na Rua Capitão Braz em direção à Praça Carlos Alves. E dizer que, mais ou menos naquele mesmo período, quase fui atropelado pelo bisorrão do Padre Trajano que, no momento, estaria passando em frente à minha casa, guiado pelo sacristão Sr Juquita.

Brinquei muito na casa de um amigo que morava no belo casarão de dois andares onde, posteriormente, foi construída a residência da família Leite. Lamento que a foto não tenha captado na íntegra a histórica e não menos majestosa construção, que era a antiga casa dos Pulier.

Também muito interessante, e que se percebe com certa nitidez, é a imagem da residência da família Rocha ali na Rua Fortes Bustamante tendo, em frente à calçada, a estrada de ferro literalmente dividindo a rua em duas.
Fácil visualizar o Bar Central, Democráticos, Trombeteiros, Mangueira, Correios, Grupo Coronel, Cine Brasil, casarão que ficava na Praça Carlos Alves, Hotel Monte Castelo, Haroldo Veiga, Bar do Floriano (hoje Curso Apoio) e, claro, nossas eternas e imponentes imagens do Ginásio do Sôbi, Igreja do Rosário e Capelinha de Santo Antonio.

Meu Deus! E como tínhamos arvores nesta época!

Seria a carroça de nosso Saudoso Dadá Lixeiro que estaria estacionada no morro da Matriz?

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: facebook Curtir São João Nepomuceno

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes




Rua Doutor Gouvêa.  No sábado à noite, ficávamos sentados na porta do Bar do Cebolinha e víamos as pessoas descendo da missa na Igreja do Rosário.  Famílias inteiras, descendo a pé, os homens barbeados em suas melhores roupas de braços dados com as esposas, as crianças bem arrumadinhas e um grande número de jovens com cabelos curtos, camisas xadrez e sapatos Vulcabrás.
Aos olhos daquele povo todo, nós, cabeludos, com nossas calças jeans meio descosturadas e camisetas curtas, éramos uma outra tribo, uma raça alienígena.

Outras vezes, descíamos a Doutor Gouvêa com violões e íamos cantar pelas ruas da cidade.  No outro dia, subíamos com nossos calções e meias para disputar partidas inesquecíveis no Campo do Operário.

A Rua Doutor Gouvêa é um livro de memórias calçado com pedras.

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


QUE LUGAR É ESSE ???   ONDE FICA ESSA CASA ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Bete Knop e Romílson Barbosa acertaram o mistério da semana passada, aquela estátua em cima do teto da Fábrica de Tecidos Santa Martha.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

BRIGADU !!!


Conversa vai, conversa vem... Sabem como é né?

É sempre assim.  Marcamos com alguém (mãe, pai, esposa, namorado / namorada), mas, antes, damos uma passadinha na casa do amigo, ou da amiga e... perdemos o nosso compromisso!

Sabemos muito bem disso, mesmo porque JÁ passamos por isso.  Quando combinávamos com nossas mães que iríamos chegar a determinada hora, elas sempre diziam:
- Mas não vai passar lá na casa daquele seu amigo do Pitomba, meu filho.  Porque, se passar, você esquece da vida!

Agora, no século XXI, sabemos dessa doce realidade pelo nosso Pitomba BLOG.  Segundo o site que nos hospeda – o blogger – já recebemos 66.657 visitas de amigos.  Mas sabemos que os números são maiores, porque, quando nosso hospedeiro criou o seu numerador, já tínhamos mais de três mil visitas!

Queremos dizer que é muito gratificante saber que, a cada mês, aumenta o número de visitas (em outubro foram 2.864!).  Esses números nos honram, não porque sejamos fascinados por atingimento de metas (estas nem existem), mas, simplesmente, porque imaginamos que o nosso bate-papo funciona da mesma forma que um cafezinho tomado com um amigo no Bar Central, ou um oi na Pracinha do Coronel ou na descida do Largo da Matriz.

Outra coisa legal é saber que estamos rindo e conversando fiado com pessoas que nem mesmo estão aqui na cidade: é o Cézar Guedes lá em Vila Velha, a Cléa Pessoa em Natal, a Noélia em Kearny, o Bete em Itanhandu, o Raimundo Porto em Salvador, e por aí vai...

Mesmo quem está fora do Brasil: temos visitas dos Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Portugal, Ucrânia, Malásia, França, Holanda e Espanha.  Ora são sanjoanenses que vivem no exterior, ora são pessoas querendo conhecer as nossas belezas: nosso post sobre maritacas (Maritaca Ataca 2) teve quase mil visualizações.

É por isso que queremos, neste momento, AGORA, agradecer a TODOS vocês, que frequentam, que comentam, que curtem e compartilham a nossa alegria de ser sanjoanense, de ter vivido momentos mágicos na juventude, de amar viver a vida hoje, como ela é, doce e amarga, meiga e cruel, efêmera e eterna.

Abração, pitombenses!

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

FRUTO DO AMOR


Sinceramente, ainda não conheci uma pessoa que não gostasse de dar uma boa trepada. Sejam homens, mulheres, jovens, sendo que estes últimos, em função daquela energia hormonal tão peculiar da idade, partem com tudo para as vias de fato. (Pior que, somente depois, é que irão pensar nas consequências).  Lógico que cada um, a seu jeito e lugar, pois nem todos são iguais. O fator físico e, principalmente, o emocional, exercem papel importantíssimos nesse momento, sendo que, juntos basicamente, é que irão ditar as regras de uma boa trepada.

E, já que falamos em fator psicológico, nos deparamos de imediato com o MEDO, e, se for marinheiro de primeira viagem ou mesmo aquele que já passou de certa idade, haverá risco iminente de se ter que conjugar o verbo FALHAR. Além da situação desconfortável, que sempre acontece nesses casos, provavelmente o fracassado, devido ao trauma (vergonha e gozações), não irá tão cedo tentar uma segunda vez.

Por experiência própria, reconheço que toda estreia gera ansiedade e, quanto mais jovem for nosso iniciante, maior as possibilidades de decepção.  Geralmente nessa fase, a garotada quer mesmo é estar o mais longe possível de seus pais, pois a maioria deles, devido ao perigo, fica a aconselhar seus filhos a esperarem um pouco mais. (O negócio é dominar o assunto, para depois serem liberados pra ir com tudo pra cima delas).

Isso pra não falar daquela coisa enjoada de pai machista, querendo a todo custo dar uma de gostosão, tentando mostrar ao filhão que aquilo não seria nenhum bicho papão e que teria sido ele, na adolescência, um expert no assunto. Precaução naquela época era pura conversa fiada, sendo que a maioria, para aproveitar a naturalidade do momento, gostava mesmo era de trepar sem camisa. A falta de responsabilidade acaba gerando alguns arranhões.

Ainda falando da impulsividade desta garotada, um fenômeno interessante e que vai atravessando gerações e gerações (não sei se por insegurança ou mesmo por autoafirmação), é o fato de gostarem de estar sempre em turma e fazer aquela presepada na hora do bem bom. E a essa meninada mais jovem, quase sempre “seca” pra dar suas primeiras trepadinhas, aconselho irem sempre devagar ao pote, pois know-how nessas horas será sempre fundamental.

Tem os que gostam das mais baixas, enquanto outros adoram as mais altas.  A verdade é que, quanto mais difícil for, maior será a vontade de conquistar e poder explorar cada detalhe de suas extremidades. E é aí que mora o perigo!

Mas, independente da altura, sempre nos sentimos entre as nuvens, principalmente quando já estamos em cima delas. Pena que hoje as coisas mudaram muito e tá ficando cada vez mai difícil um bom local pra se trepar. Eu, particularmente, sempre preferi as não tão altas e, se possível, de circunferência mais fina. Confesso que a pegada se torna bem mais fácil.

Um bom condicionamento físico sempre ajuda, mas acontece que muitos, por não esquentarem a cabeça, aventuram-se à prática até mesmo após os 60. Creio, sinceramente, que as probabilidades de um vexame nesses casos serão bem maiores e que já vi muito tiozão, ao se aventurar, acabar caindo feio do galho.

Sempre preferi trepar no verão, mas muitos amigos não perdoam nem estando debaixo de chuva. Dizem que ajuda a escorregar e tornar o ato mais excitante.

Dias atrás, ao passar frente a uma fazenda e próximo a um lugar em que existiam algumas em que eu adorava trepar, qual não teria sido minha enorme decepção?  Infelizmente, não pude mais encontrar aquela que teria sido no passado, a PRIMEIRA VEZ, a preferida e acolhedora de meus mais insaciáveis desejos, minha bela e apetitosa ÁRVORE de manga rosa.  Delícia!

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: Che Tina Plant, disponível em http://che-tina-plant.deviantart.com/art/Couple-152253051

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes





Fãs dos textos do Luís Antônio Fajardo Pontes, divulgados pelo nosso compadre Nilson Magno Baptista no Jornal SJN, resolvemos mostrar as primeiras paisagens de São João vistas pelos seus descobridores.  Nesse local, hoje o adro da nossa Igreja Matriz, reuniam-se, segundo o citado historiador, os fazendeiros e suas famílias, que, após a celebração da Sagrada Missa, interagiam entre si, num festival de conversas, negociações, galanteios e todas as amenidades que a Santa Madre Igreja então permitia.  Verdadeira viagem no tempo!

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


OLHEM PRA CIMA, PESSOAL!  ONDE FICA ESSA PAISAGEM SANJOANENSE ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Dois amigos acertaram o enigma da semana passada (Serjão Missiaggia no quintal de casa com o uniforme do Botafogo posando de Heleno de Freitas): Nilson Baptista e Sylvio Bazote.  UM FATO, no entanto, encheu o nosso fotógrafo e redator de ALEGRIA: é que muitas pessoas confundiram o seu corpo com seu filho Matheus, mostrando que aquelas coxonas quase sexagenárias ainda fazem o mesmo sucesso da década de 70!  

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

AMIZADE: QUANDO O HOMEM É MAIS QUE DEUS


Hoje estamos preparando, aqui em casa, uma festa de despedida para uma amiga querida que está indo trabalhar num local distante.  Ontem fui numa apresentação teatral da qual o meu filho participou e, no encerramento, todos cantaram juntos uma música sobre os amigos.  Chego em casa, abro meu e-mail e está lá uma mensagem do Dalminho com um texto do Walt Disney sobre... amizade.

Ou seja, tem dias em que a gente não escolhe o assunto do Blog.  É o assunto que nos escolhe, assim como parece que é a AMIZADE que nos junta.

Pois bem, de manhã cedo no paraíso, Deus vai dar aquela conferidinha básica na sua criação e, ao invés de encontrar Adão nos braços de Eva, vê aquele belo proto-homem apostando uma corrida com o Macaco.  Intrigado, pergunta a Lúcifer, sempre o primeiro querubim a acordar:
- Que é que o Homem tá fazendo com o Macaco?
- Ah, Senhor – responde o (então) anjo – eles adoram sair juntos pra tomar um suco de uva, e ficar chutando uma casca de coco pra lá e pra cá.

- E a Eva? – tonitroou Deus (Lúcifer detestava esses acessos de fúria).
- Pelo que eu vi, Senhor, saiu junto com a Serpente pra descobrir novas flores e frutos.  Sabe como é né, essa duas nunca estão satisfeitas.  Eles até inventaram uma palavra para essas saidinhas sem o companheiro: AMIZADE.  E parece que se divertem muito.
- Não gosto disso – exclamou Deus – parece amor mas é entre pessoas que eu não fiz para se amarem.

Lúcifer, com aquela qualidade que futuramente iria implantar nos políticos brasileiros, sugeriu timidademente:
- Acho que o Senhor deveria tentar ser amigo do Homem.
Deus já ia dar uma trovejada no futuro capeta, mas, meio triste, ponderou:
- Você não entende, criatura: eu sou PAI e pai NÂO pode ser amigo. PAI É PAI!  Aposto que faço tudo o que o Macaco faz pro Homem, mas, você percebe que isso também é obrigação de pai?  O que me intriga é que o amigo faz porque quer.

- A gente podia ser amigos, né Deus? O que o Senhor acha? – pergunta o interesseiro anjo – O Senhor pode até me chamar de Lu!
Deus nem pestanejou, olhou para o querubim e lascou uma frase, como sempre, sábia:
- Onde já se viu, anjo, Chefe ser amigo de Empregado?  Só na sua cabeça mesmo.
E acrescentou:
- Agora vai, me deixa um pouco sozinho. Vai coMigo (isto é, com Deus!).

E Deus contemplou a amizade, com uma pontinha de inveja (que Lúcifer não nos ouça), mas também com a certeza de que, afinal de contas, o Homem e a Mulher eram bem mais perfeitos do que ELE imaginara.

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

FALANDO & SÉRIO - NOSSA MOBILIDADE URBANA


É na condição de simples PEDESTRE que irei focar esta minha postagem!

Por sinal, nos tempos atuais, tem se falado muito em políticas de trânsito, enquanto os transeuntes, aí incluídos também os cadeirantes, quase sempre ficam esquecidos ou, simplesmente, relegados a um segundo plano.

Alguém aí já observou (e isso não se restringe apenas à nossa terrinha) como é raro ver atualmente uma mãe passear com seu filho recém-nascido em um daqueles carrinhos de bebê pela cidade?  Esta era uma prática muito comum até pouco tempo, pois a MOBILIDADE URBANA E A POLUIÇÃO SONORA assim o permitiam, além é claro, de boas SOMBRAS, também!  Mas isso é outra história, assim como a CONSCIENTIZAÇÃO de cada morador na conservação de seus PASSEIOS.

Abro aqui um pequeno parêntese para comentar sobre a importância das inúmeras passarelas e rampas de acesso para cadeirantes, que foram distribuídas em vários estabelecimentos e pontos movimentados da cidade.

Mas, voltando ao assunto sobre PEDESTRE, fico sempre intrigado (com certeza, muitas outras pessoas também) com aquele minúsculo e eterno passeio ao lado da Praça Carlos Alves.  Cheguei até pensar em TRADIÇÃO, mas parece que a inviabilidade de se fazer possíveis modificações, devido à falta de espaço ou pela cômoda opção de se poder também passar pelo interior da galeria ao lado, sejam os motivos.  De uma forma ou de outra, essa estreita passagem, que se estende desde o nosso mais tradicional bar até a esquina do Beco da União, se tornou algo perpétuo, haja vista que, até do lado oposto da referida praça, mesmo com um movimento infinitamente menor, já existe UM BOM E AMPLO PASSEIO.

Enfim, que mistério estaria levando esse pequeno trajeto a atravessar décadas e décadas e sempre ficar quase do mesmo jeito?  Ironicamente, ali é o coração da cidade, para onde tudo se converge, e um volume imenso de pessoas, muitos dos quais visitantes, ficam a transitar.

Tal fenômeno se agrava, principalmente, aos sábados e feriados, fazendo com que os pedestres, muitos deles já espremidos por veículos ali estacionados, sejam obrigados a sair do passeio e fazer a travessia no meio da rua. É só observar a foto acima e ver a impressão que se leva.

Sonhei certa vez que o calçadão teria se transformado em um grande passeião e que se prolongava desde o BRADESCO até o Beco da União. Belas luminárias, juntamente com pequeninas jardineiras compunham este meu sonho. O trânsito fluía tranquilamente, pois os veículos tiveram outra opção de passagem. As pessoas transitavam serenamente, sem atropelos, e tudo acontecia de maneira bem harmoniosa.

Mas foi apenas um sonho.  E assim, como tenho também plena consciência da IMPORTÂNCIA de nosso calçadão, o melhor mesmo é continuar opinando enquanto acordado. Mas, quem sabe, se entre os sonhos e a realidade, não seria interessante NIVELAR aqueles pequenos bloquetes do estacionamento de carga e descarga ao lado desse minúsculo passeio e, juntamente com uma possível PROIBIÇÃO de se estacionar ali, principalmente aos sábados pela manhã, não transformássemos, pelo menos por momentos, aquela estreita passagem num amplo e agradável PASSEIÃO DE FINAL DE SEMANA?

Enfim, confiando sempre na criatividade e no poder de realização de nossos atuais administradores, termino aqui, de maneira cidadã e totalmente desprovida, outra série dessas postagens.


Crônica e foto: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes







Dia 8 de novembro passado, completaram-se 54 anos da morte do nosso HELENO DE FREITAS em Barbacena, num sanatório onde havia se internado 6 anos antes.  Louco?  Não, o ex-craque tinha problemas de drogadição.  Drogas pesadas?  Nada, o problema de Heleno era com o hoje prosaico e ainda proibido lança-perfume.  E podemos perguntar: isso importa?

Não, nada disso importa, pois, aos gênios, assim como a todos nós, é também dado o direito de errar, de tropeçar, até mesmo, coisa que Heleno nunca fez, de pisar na bola de vez em quando.

Louco não era o Heleno; loucos ficavam os zagueiros que tinham que marcá-lo, loucos ficavam os goleiros que recebiam seus balaços de forma indefensável.

O pior vício de Heleno era a perfeição.  E querer que a sua visão das coisas prevalecesse sempre.  Quem acha que tudo é uma questão do seu próprio ponto de vista está a um passo da iluminação, mas também a um passo da loucura.

Finalmente, Heleno tinha, sim, um problema: era GÊNIO, GENIAL.  E INCENDIÁRIO.  Um autêntico BOTAFOGUENSE.  Um grande SANJOANENSE.  Um HOMEM como poucos.

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


MAIS UMA CENA MISTERIOSA DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO.  QUEM SABE O QUÊ/QUEM É ???

Ocasionalmente, mostramos cenas inusitadas do cotidiano pitombense.  Vamos ver se algum seguidor do BLOG acerta essa aí.

ACERTADOR DA SEMANA PASSADA: Diego Silva SJN acertou mais uma vez, na foto da Rua Brasília, Bairro São José.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

DONAS DE CASA... ESSAS VAGABUNDAS!


No crediário, a pergunta vem inevitável:
- Profissão?
A mulher se encolhe na cadeira, como se flagrado em grave delito e, num balbucio imperceptível, responde:
- Dona de casa...
A moça a encara de alto a baixo e comenta com a gerente:
- Ela não trabalha.
Não é preciso nem dizer que, a essa altura, a mulher entrevistada já está prestes a se jogar pela escada abaixo.

Ali do lado, fico pensando, com a minha experiência de aposentado: não trabalha?  Mas, como assim “não trabalha”?

Por ter tempo de ficar em casa, consigo ver as tarefas domésticas sendo realizadas.  Às vezes, até a me atrevo a fazer (mal) alguma coisa para ajudar, mas fico escandalizado com o volume de trabalho: quilos de roupas, sujeira na cozinha, na pia, no banheiro, nos móveis, na área, copos e mais copos espalhados, lixo nos cestos, roupas para passar, comida para fazer e, servida, para limpar os restos, pratos, talheres e panelas.  É um caos!  No entanto, a mulher que não pode, ou não quer, sair para passar, por exemplo, oito horas sentada numa sala sem janelas em troca de um salário mínimo, “não trabalha”.

Longe de qualquer crítica moral ou sociológica, que saudades tenho da minha madrinha-vó que amava ficar à beira do fogão de lenha inventando receitas, fazendo os quitutes, coando um (delicioso) café de hora em hora.  Depois pegava aqueles lençóis branquíssimos e levava para quarar ao vento.

Sei que muita gente vai torcer o nariz e dizer que, naquele tempo a mulher era explorada e era uma escrava do marido e dos filhos.  Mas, as moças naquele tempo se preparavam para essa carreira: dona de casa.  Era, e É, um dos trabalhos mais dignos do universo.

Acho até justo que esse trabalho de cuidador do lar não seja, necessariamente, executado por uma mulher, mas, vamos combinar, um lar que tenha uma pessoa para cuidar da casa, da organização doméstica, do tipo: guarda-roupa organizado, roupas de cama cheirosas, é um céu na terra!

Concordo também que manter esse lar funcionando é tarefa de todos, mas a minha questão é: por que afirmar que uma pessoa que dedica a maior parte do seu tempo organizando uma casa NÃO trabalha? 

Ah, dirão, mas estamos falando da mulher (geralmente é a mulher) que não trabalha FORA!  Aí eu quero lembrar que o grande must dos profissionais liberais do nosso adorável mundo globalizado e interconectado é, justamente, trabalhar on-line, EM CASA.  Será que, pelo fato de não trabalharem para a própria família, eles trabalham FORA mesmo ficando dentro de casa?

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

TRADIÇÃO TAMBÉM É CULTURA


Na semana passada, enquanto andava distraidamente pela rua, um motorista  parou seu caminhão ao meu lado e perguntou se estaria muito longe de certa farmácia.  Mais que depressa, talvez na ânsia de querer livrá-lo de um engarrafamento que havia causado ao parar naquele local, fui logo tascando: “É ali na RUA DA PADARIA DO DEBRANDO”. Padaria de quem? – retrucou, de imediato, o seu ajudante que se encontrava em cima da carroceria.

Somente aí fui atinar que o veiculo nem era de São João. Consertei o erro e, após indicar o local de maneira mais racional, fiquei pensando nessa coisa tão interiorana que é a mania de ficar apelidando lugares. Por sinal, fato este que vai atravessando décadas e décadas e que não sai de nosso inconsciente.

Meu pai mesmo já falava muito na RUA DOS VELHOS e MORRO DA MANGUEIRA, mas confesso agora não me lembrar de onde seriam.
No intuito de escutar uma serenata, por muitas vezes, minha namorada, que residia na RUA DO BURACO, ia dormir na casa de uma amiga que morava na RUA DO DESCOBERTO, próxima à RAMPA.

Gostávamos muito também de sair pela noite com violões pra tocar numa casa ali na RUA DO SAPO e outra lá pelas bandas do JUJUBA. Era bastante desconfortável ter que encarar, já no final da madrugada, o BECO DO RANA e a RUA ATRÁS DA FÁBRICA, ficando, no final, uma casa localizada no MORRO DO MACHADINHO e outra no MORRO DO GINÁSIO sempre esquecidas devido ao cansaço.

Aliás, é nome de MORRO que não acaba mais, ou seja: MORRO do Hospital, MORRO da Matriz, MORRO São José, e por aí vai.  Naquela época, tínhamos o costume de ir à roça passando pelo BECO DO GÁS seguindo pela RUA DA MINA para, após descer o MORRO DO MARIMBONDO, chegar até a fazenda. Certa vez optamos em passar pelo PONTILHÃO.

Existiam os famosos passeios noturnos entre amigos chamados de quarteirão, que, geralmente, começavam na RUA DO SARMENTO e se prolongavam pela RUA DA PADARIA DO DEBRANDO, passando pela RUA DOS PATINHOS, RUA DO GRUPO VELHO até a Sinuca do Cida, quando não até o MURINHO DO ADIL.  Falando em Padaria, havia pessoas que preferiam o pão da PADARIA DO DEBRANDO do que o das PADARIAS DO MANEZINHO, do POPÓ e do CRUZ e vice-versa.

Na infância, tive um coleguinha que morava na RUA DO CHIQUEIRO e outro no CURRAL DO SALU, coincidentemente próximas à RUA NOVA. Já na juventude, passei inesquecíveis momentos numa casa ali na RUA DO TOTÓ, sendo que, naquele lugar, veio a nascer posteriormente o Pitomba.

Pra terminar, vejo tudo isso como forma de expressão cultural de um povo. Quem sabe, em homenagem aos nossos antepassados, não mantivéssemos viva essa TRADIÇÃO, tombando de alguma forma esses nomes ou simplesmente, incorporando em algumas placas da cidade, o NOME da rua juntamente com seu APELIDO?  Pesquisar seus cognomes também seria algo bastante interessante. Por exemplo, alguém saberia informar qual teria sido a origem do apelido BECO DAS FLORES e seu nome verdadeiro?

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CASOS CASAS & detalhes




Olhem só a Rua Duque de Caxias!

Quanta coisa fizemos por aqui.  Muitos vão se lembrar que, no tempo em que a "dança do acasalamento" passava pela Rua do Sarmento, era aqui na Duque de Caxias que vínhamos ensaiar os próximos passos: as meninas davam um último retoque na maquiagem e nós, rapazes, combinávamos quem ia ficar com quem.  Depois, no final das contas, subíamos até o Bar do sô Quinca do 88 e ficávamos lá falando de futebol.

A Duque de Caxias traz lembranças simples: comer um quibe da dona Conceição na hora do almoço no Bar Xodó, tirar uma foto 3x4 no Arlindo Retratista, um pão quentinho na Padaria do "Debrando", com direito a um cumprimento educado do casal Sô Canarin e Dona Nair, que ficavam na janelinha, à noite, vendo aquela nossa euforia toda.

Hoje, somos nós que ficamos observando aquela euforia toda.  A euforia continua, as ruas permanecem e nós passamos por elas...

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


QUE PAISAGEM É ESSA AÍ?  QUEM JÁ FOI NESSE LUGAR ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA: Muita gente acertou aquele detalhe do prédio da Fábrica de Tecidos Santa Martha (antiga Cia. Fiação e Tecidos Sarmento): Alex Silva, Marquinho Vinicius Amorim, Diego Silva SJN e o parceirão Nilson Magno Baptista.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

ESTE CHORO


Tenho em mim este choro
Que é um grito calado
Que é um nó no peito
Que é um jeito de dizer não
Que não sai.

Tenho em mim esta dor
Que é uma dor tão imensa
Uma soma de fazeres incompletos
De gozos inconclusos
E realizações não desejadas.

Tenho bem dentro de mim
Esta página quase virada
De vida controlada asséptica
De morte preparada e quitada
Antecipadamente.

Mas, da profecia autenticada
Em cartórios sagrados,
Me brota este prurido
De um amor proibido
Irrompe esta delícia
De saciar as sedes
E, sem saber, eu grito!

Meu grito é um urro e é um não
No grito, choro, e no choro explodo
O meu corpo exsuda lava
e o sexo drena o veneno
de recalques recalcitrantes.
A calma aparente que se segue
É só cansaço...

Poesia: Jorge Marin

Foto: Natural Thinker, disponível em http://www.flickr.com/photos/crazybynature/2189387168/

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL