sexta-feira, 30 de junho de 2017

APRENDENDO INGRÊS NO RUBRO BAR


Hoje o tema seria o Rubro Bar. Mas não só. De repente, me peguei lembrando de todos os encontros em que a música estava presente. E isso inclui também os hi-fis, as “brincadeiras dançantes” que tanto agitavam a vida de todos nós, adolescentes dos anos 70s.

Uma novidade supermoderna, as Rádios FM, lançavam os hits, que, em sua maioria eram temas das novelas da TV Tupi e da Globo. Normalmente, assim como acontece hoje, eram duas trilhas, uma nacional, com artistas brasileiros, e outra trilha, essa internacional, com artistas... brasileiros também.

Quem não se lembra de Terry Winter, Malcolm Forrest, Pete Dunaway, Mark Davis & Uncle Jack (ambos são o Fábio Júnior), Tony Stevens & Christie Burg (ambos Jessé), Morris Albert, Dave Maclean e Michael Sullivan? Pois é, TODOS brasileiros.

Mas, o mais engraçado em tudo isso era que a gente não sabia NADA de inglês. O Professor Biel até que tentava ensinar, mas éramos completamente analfabetos na língua da rainha.

Então aconteciam fatos muito curiosos, que só hoje, em tempos de Google Tradutor, é que a gente percebe. Ás vezes, esperávamos aquela música “lentinha” para sussurrar no ouvido da gata, o que pensávamos ser uma letra romântica dos Pholhas (quem se lembra de My Mistake?): “I was sent to prison / For having murdered my wife / Because she was living with him / I lost my head and shot her”. Ou seja, naquela pegação toda, estávamos dizendo mais ou menos assim: eu fui pra cadeira porque matei minha mulher, porque ela tava com outro, eu perdi a cabeça e atirei nela. Já pensaram se fosse hoje? A banda inteira seria enquadrada na Lei Maria da Penha!

Lembro-me que uma vez estávamos sentados na Pracinha do Coronel e, ouvindo a gente cantar, o Paulinho Cricri chegou, pegou um violão e começou a fazer a introdução de Something dos Beatles. Como os caras de Liverpool estavam numa fase meio mística, acreditávamos piamente que a letra tinha algo a ver com religião. Chegávamos até a cantar aquele “You know I believe and how” (você sabe o quanto eu acredito) do final em “Now I believe em God” (agora acredito em Deus). Muito católico, mas pouco correto. E o pior é que a música fala sobre "o jeito que ela anda".

Lógico que nada disso atrapalhou o sentimento, a loucura, a doçura e a beleza que eram aqueles anos maravilhosos na nossa terrinha garbosa.

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O POVO SE INSTRUI ENQUANTO PADECE


Hoje estava lendo sobre a LAVA JATO e esse monte de notícias sobre CAIXA DOIS, PROPINODUTOS, PEDALADAS FISCAIS, quando alguém na cozinha comentou sobre a LAVAGEM DE DINHEIRO, CONDUÇÃO COERCITIVA e DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA.
  
Aí, já fazendo uso do amigo e velho dicionário e do moderno Google Tradutor, aproveitei pra fazer uma pesquisa sobre OFFSHORE, USUFRUTUÁRIO, TRUST, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. Foi quando cheguei à conclusão de que não haverá ACORDOS DE LENIÊNCIAS ou DELAÇÕES PREMIADAS no mundo que deem jeito nisso.  

Mas, é justamente diante da PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA ou PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE, que a coisa fica meio travada, e pra piorar ainda mais esta situação, ficamos à mercê desse mundão de gente com FORO PRIVILEGIADO, aproveitando até mesmo as facilidades impostas pelo IN DUBIO PRO REO.  E, na falta de elementos PROBATÓRIOS, o negócio é ficar aguardando os ACÓRDÃOS superiores.

Enquanto isso, O SALÁRIO, Ó! 

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 26 de junho de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM SE LEMBRA DE EMOÇÕES VIVIDAS NESSA RUA??? DE ONDE A FOTO FOI TIRADA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO

ESSAS DUAS CASAS GEMINADAS CONSTITUEM UM ÚNICO IMÓVEL E DEVEM TER VÁRIOS CASOS - QUEM SE LEMBRA???


CASA DA SEMANA PASSADA - Maria da Penha Santiago foi a primeira a reconhecer. Mas o caso quem contou foi a Mika Missiaggia Velasco: "Na minha infância brinquei muito nesta casa. Vi e acompanhei a construção dela. Sr. Miguel Fam, dona Geni, Norminha, Miguelzinho, Eliane e Maria da Graça. As duas últimas, companheiras e tanto. As histórias são muitas; difícil descrevê-las, pois aí fazíamos teatros, jogávamos baralho e aguardávamos ansiosas a chegada do sr. Miguel para nos levar a passear de caminhão pela cidade. Ele chamava toda a meninada da rua. Subíamos na carroceria e seguíamos cantando pela cidade. Era uma festa! Nesta casa, havia uma coisa que sempre me chamava a atenção: uma geladeira completamente diferente de todas as que eu já havia visto até então. Era grande, para mim era enorme. Porta de madeira, vários compartimentos. Descobri depois que era geladeira usada em bares. E a gruta de Nossa Senhora no jardim? Ela nos encantava. Outra coisa que nos encatava era o piso desta casa Tão lindo, tão escorregadio que virava escorregador para nós. Lembro-me de cada detalha desta casa."

Também acertaram: Luiz Carlos Moura e a própria Eliane Tamiozzo Fam que disse que, de tanta saudade, nem passa por ali quando vai a São João.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ESSE LUGAR AÍ TODO MUNDO CONHECE. MAS O MISTÉRIO É: O QUE ESTÁ ESCRITO NAQUELA PLAQUINHA, LÁ DENTRO???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA: RáRáRá! Pegamos todos desta vez. Ninguém acertou. Todo mundo achou que era na Pracinha do Botafogo. Mas a foto é do teto do casarão da Rua do Totó, ao lado da casa do Silvio Heleno Picorone. A igrejinha que aparece lá no alto é a do São José, pois a foto foi tirada da Avenida Tiradentes, na parte posterior da casa.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O DIA EM QUE ENVELHECI NO MANGUEIRA


Definitivamente, éramos muito coloridos nos anos 70s!

Vendo a movimentação frenética das trupes de teatro do nosso fantástico Nepopó Festivao, revivi por alguns minutos aquela alegria mágica de fazer teatro.

O momento do qual me lembrei ocorreu aí no local dessa foto, na Galeria do Mangueira. Saíramos de um ensaio no Democráticos, descemos a Rua do Sarmento e entramos, não sei por quê, no Mangueira.

Cabelos longos, roupas coloridas, restos de maquiagem (que testáramos) em volta dos olhos:
- Quantos anos você tem, Jorge? – pergunta Betânia, a bruxinha boa, agora com jeans e pulseiras.
- Vinte e um – respondo, me “achando” por ser adulto.
- Pô, você é velho, cara!

Naquele momento, sem que eu soubesse, eu estava, mesmo, ficando VELHO. Um concurso público e um salário, na época, muito bom me levariam pra longe da minha querida Garbosa, do Grupo Fantasia, do Pitomba, do Jornal Novidade, da arte que poderia ter sido.

Outra coisa que eu não sabia, e que sei hoje é que, ao escolher viver uma vida, estamos, AUTOMATICAMENTE, abrindo mão de TODAS as outras que escolhemos NÃO viver.

Durante anos, envolvido pela ilusão de “vencer na vida”, seja lá o que for isto, sofri muito e tentei fugir de maneiras variadas do demônio do E-SE?. E se eu tivesse ficado? E se tivesse me dedicado à arte? E se o Pitomba fosse conseguisse gravar um LP?

Trinta e nove anos depois desse fato (quase ia dizendo DESSA CENA), meu filho número 2 está saindo de casa para uma outra cidade, um outro país. Mais calmo, esclareço:
- NÃO se atreva a vencer na vida! Você está indo para viver. Só isso! – E ele ri. Acho que, de tanto eu falar, ele já sabe que as escolhas são SEMPRE boas e ruins.

Talvez ele nem acredite nisso. Mas, para não me preocupar, diz que acredita.

Ele sai, todo sorridente, de brinco, óculos escuros e tatuagem. Aproveito que não tenho que bancar o pai bem resolvido e dou uma chorada.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Serjão Missiaggia

quarta-feira, 21 de junho de 2017

CORAL EL SHADDAI


Observando essa fotografia, lamentei que tivesse sido o único registro de um momento musical muito bacana que tive. Infelizmente, apenas alguns componentes do referido coral estariam presentes naquela noite, quando fomos musicalizar o casamento de uma amiga na capelinha de São José.

Fazíamos parte de um coral muitíssimo bem ensaiado, onde, além do instrumental, havia um belo jogo de vocal. Participávamos sempre de jograis, mas nosso principal objetivo eram as missas dominicais as 6:30 na Igreja Matriz. Missas essas, sempre celebradas pelo alegre e inesquecível amigo Geraldo Dornelas.

Numa bela madrugada, saímos em serenata pelas ruas da cidade para angariar alguns trocados na intenção de comprarmos um aparelho de guitarra. Como já possuíamos um contrabaixo elétrico e diversos instrumentos de percussão e ritmo, fazia-se necessário já há algum tempo, um aparelho para os violões. Foi quando conseguiríamos adquirir nosso famoso aparelho de marca Palmer.

Numa dessas serenatas, tivemos a difícil missão de ir tocar justamente na casa de nosso saudoso amigo e eterno maestro Neném Itaborahy. Pra lá seguimos, não sem antes fazermos uma parada técnica. A intenção seria darmos aquela minuciosa afinação nos instrumentos, pois haveria um ouvinte de ouvido absoluto naquela casa. Por sinal, este procedimento veio a durar quase meia hora, tanto era o desejo de perfeição ante a ansiedade de sermos observados pelo amigo maestro. Modéstia à parte, foi uma serenata belíssima. Pelo menos pra nós!

No outro dia, descendo despretensiosamente a Coronel José Dutra, alguém saindo da alfaiataria do inesquecível amigo Udson me chamou do outro lado da rua. Gelei de vez! Afinal de contas, tratava-se nada mais nada menos que nosso amigo Neném Itaborahy. Pior que, de imediato, veio perguntando se eu estaria na referida serenata. Aí que o trem lascou de vez!   Vem puxão de orelha aí, pensei! Quando, pra minha surpresa, após nos dar os parabéns, disse que teria sido umas das serenatas mais bonitas e afinadas que havia escutado. Pra completar, ainda comentou que toda vez que ia esperar sua esposa após a missa, procurava subir mais cedo pra ficar escutando as músicas.

Interessante que este fato nos faz também lembrar que teria sido justamente o coral El Shaddai que, na década de oitenta, ao introduzir um novo perfil musical com instrumentos elétricos e percussão, veio a se tornar uma grande novidade nas celebrações, dando início assim a esse ritmo alegre e descontraído tão comum nas missas atuais.

Mas, voltando aos elogios do maestro Neném Itaborahy, após agradecer em nome do coral, fui saindo feliz da vida.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: acervo do autor

segunda-feira, 19 de junho de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


RUA, ÁRVORE, ARTISTA... E LIVRO.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SE LEMBRA DE CASOS DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Antônio José Capanga, Vanda Helena Bressan Ghetti e Jairo Santiago foram os primeiros a reconhecer a casa do sr. Zé Braz e da dona Maura (hoje da Celinha) atrás da Igreja da Matriz.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Rita de Cássia Campos, Ana Emília Silva Vilela e Marcelo Oliveira foram os primeiros a reconhecer a grade de margaridas que circundava o antigo coreto da Praça Carlos Alves, hoje na Igreja do Rosário.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 16 de junho de 2017

TATUAGEM NA CABEÇA!


Mais um assunto polêmico... a tatuagem na testa.

Arte corporal que a cada dia ganha mais adeptos, a tatuagem, vista pelos nossos pais como coisa de bandido, vai aos poucos se difundindo entre os nossos jovens.

Nesta semana, no entanto, ao dar uma nova destinação para suas agulhas – a punição - um tatuador de São Bernardo do Campo abre um debate nacional que, como todos os outros, não vai dar em nada, mas serve para observamos a quantas andam os brasileiros e brasileiras.

A princípio, os comentários foram favoráveis ao tatuador, dizendo que, como o Estado não toma nenhum tipo de providência contra os bandidos, caberia a todos nós fazer justiça com as próprias mãos, no caso com as próprias agulhas.

Do outro lado, uma multidão defendendo o suposto ladrão que, no presente caso, é a vítima, dizendo que o moço tem problemas de uso de substâncias e não estava em seu juízo perfeito.

O problema dessas polêmicas é que elas são muito ilustrativas, não do que são ou pensam os seus personagens, mas sim DAS PESSOAS QUE COMENTAM. Dizem, dos dois lados: ah, mas eu queria ver se fosse com o seu filho! E esse argumento sempre me irrita muito, pois revela uma situação muito pessoal.

Ora, se um pai ou uma mãe testemunham uma violência com um filho seu, a sua reação é muito PARTICULAR, e vai do grito ao tiro, pois é uma situação EXTREMA.

Mas não foi o que ocorreu. Tivemos uma situação de possível furto de uma bicicleta, cujo presumido autor, menor de idade, foi constrangido por dois elementos, que o prenderam e torturaram. Pois aquilo que foi feito na testa do moço NÃO foi tatuagem: foi uma ferida feita propositalmente com um instrumento de tatuador com o objetivo de causar dor, ferimento e vergonha.

Frequentemente ouço argumentos de pessoas que acham que o melhor remédio para criar filhos honestos e “direitos” é infligir algum tipo de dor: coça, reguada, palmatória, chicote, varinha de marmelo e coisas do tipo.

Fazendo as contas, percebo que a geração que passou por esses castigos físicos, na faixa dos sessenta ou mais, nos deu figuras públicas que hoje ocupam a Presidência da República, ou ocupou a presidência da Câmara dos Deputados (hoje preso), ou ocupa a presidência do Senado (investigado) ou ocupa a presidência do STF.

Ou seja, se pancada melhorasse alguma coisa, bolinha de pingue-pongue usada seria vendida em joalheria.    

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


RELEMBRANDO O BLACK SABBATH!!!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

FESTA DE SANTO ANTÔNIO


Enquanto, em pleno mês de junho, uma forte chuva começa a cair sobre a cidade, escuto na calçada um carro-propaganda chamando a população para a tradicional FESTA na capelinha de Santo Antônio. Barraquinhas, comidas típicas e muitas outras atrações acontecerão logo após a chegada da procissão.

Interessante que, por muitos anos, segundo narravam meus saudosos pais, logo após a inauguração da capelinha em 1924, essas procissões partiam do Caxangá, bem em frente à residência dos meus avôs. Havia por eles uma grande devoção ao santo padroeiro, sendo que o pequeno acervo que se encontra no interior da capelinha, a Via Sacra e uma das Imagens de Santo Antônio vieram com meu avô Chico Missiaggia da Itália, e foram doados logo após a inauguração da capela.

Esse pequeno acervo está todo ele escrito em Italiano, afixado em pequenas molduras de madeira (as molduras originais foram substituídas devido aos cupis). Infelizmente, devido à existência de outras imagens de Santo Antônio no interior da capelinha, não saberia precisar qual delas teria vindo com o meu avô da Itália.

Mas, voltando a essa tradicional festa junina, que sejam eternas nossas quermesses com as pedras da sorte, as brincadeiras do porquinho da índia, dos bilhetinhos a espera de boas prendas, além é claro, dos famosos “leidionça” e quentão. Por sinal, muito raramente observamos alguém voltar da festa sem aquele apetitoso frango assado.

Pra terminar, pensei em fazer um comentário sobre a demolição daquele pequenino e último coreto da cidade que existia ao lado da capelinha, mas ficará pra outra oportunidade.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 12 de junho de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM SE LEMBRA DE EMOÇÕES VIVIDAS NESSA RUA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA ALGUM CASO SOBRE ESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Aquela bela casa na subida do São José foi primeiramente reconhecida por: Rita de Cássia Campos, Ana Emília Silva Vilela e Graça Lima. Quem contou o caso foi a Luciana Resende de Oliveira Auad: "É a casa da Marília e do Otto, a primeira casa na subida do São José, à esquerda. Nas minhas memórias da infância, era casa de uma gente bonita, animada, festeira e que gostava de receber. Nos carnavais, a casa ficava uma festa, cheia dos familiares que moravam fora".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICAM ESSAS MARGARIDAS???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - A foto do Bairro Jujuba, clicada da Rua Expedicionário Garcia Lopes (atrás da Fábrica), foi reconhecida em primeiro lugar por: Antônio Carlos Bezerra, Ana Emília Silva Vilela e Marcelo Oliveira.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 9 de junho de 2017

RIFANDO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


Para quem se escandalizou com o acidente de Bento Rodrigues, na cidade de Mariana, em novembro de 2015, quando um mar de lama (real) varreu o distrito e poluiu os rios da região, então não sei que tipo de sentimento estão experimentando com este novo “mar de lama”, agora metafórico, vem solapando Brasília e escorrendo, via Internet, pelas telas de nossos computadores e celulares.

Enojados, e completamente sem esperanças, ainda vemos alguns coleguinhas nossos jogando lama uns nos outros, como crianças:
- O seu candidato é feio, ele não tem dedo!
- E o seu que tem um narizão? – coisas desse nível.

A presidenta foi “impeachada”, o novo presidente está sendo julgado e assistindo, pela TV, vídeos e áudios de seus encontros fortuitos com bandidos travestidos de empresários. Da Câmara dos Deputados, que tem 503 membros, 303 (vejam só!!!), repetindo, 303 estão sendo acusados de algum tipo de crime. Além disso, alguns ministros estão sendo presos, juntamente com o presidente do partido “salvador” que iria acabar com a corrupção no país.

E agora, nas eleições de 2018 (ou antes), quem poderá nos defender???

Em seu talk show na semana passada, Gregório Duvivier dá a solução, a partir de um livro publicado pelo escritor belga David Van Reybrouck: ao invés de fazer eleições, por que não SORTEAR A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA???

E, antes que alguém pense que o cara está louco ou zoando com a gente, ele lembra que, na Grécia antiga e também em alguns estados italianos da Renascença (Veneza e Florença), as eleições eram SEMPRE feitas por sorteio. Quando os Estados Unidos proclamaram sua independência, é que os chamados Pais da Pátria, os coronéis americanos, não permitiram que esse sistema fosse copiado lá, como queriam os revolucionários, dizendo que o “grande defeito” do sorteio é que ele era DEMOCRÁTICO, enquanto o sistema que hoje é usado (por nós também) é ARISTOCRÁTICO! Ou seja, no sorteio corre-se o RISCO de eleger alguém do povo.

Aí vão dizer: mas, e se o sorteado para ser Presidente não for uma pessoa preparada? Mas, será que tem gente preparada naquele Congresso? Na votação do impeachment da presidenta Dilma, nós só vimos aberrações. E tem mais: num sorteio, poderíamos ter na presidência um negro, um homossexual, um pastor, um padre, um militar, até mesmo um aposentado, quem sabe?

Por isso, para 2018 (ou antes), vou substituir minha camiseta de DIRETAS JÁ! para SORTEIO JÁ!

E, para aqueles que ainda estão reticentes, façam um teste. Abram a sua Lista de Amigos do Face e se perguntem: em quem eu confio mais, nessas pessoas ou nos políticos que estão lá em Brasília??? San Marco nos proteja!

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


QUEM SE LEMBRA DOS STEALERS WHEEL???

quarta-feira, 7 de junho de 2017

COISAS DA TERRINHA


Ao sair na varanda de minha casa, me deparo de imediato com a barbearia de um amigo com três gaiolas. Duas penduradas na porta e uma terceira sobre o capô de um veículo estacionado bem em frente ao seu estabelecimento. Nelas, três fantásticos canários belgas que, por sinal, são aves de cativeiro, vão dando um show à parte, num interrupto e sonoro cantar. Um verdadeiro couvert artístico grátis ao sabor de um banho de sol matinal e de cabelos e barbas que vão sendo cortadas.

Dois banquinhos de madeira permanecem posicionados estrategicamente do lado de fora no passeio. A intenção é agradar àqueles que, não querendo sentar dentro do recinto a discutir futebol, política, pescaria e outros assuntos mais, optam mesmo por ficar vendo a banda passar.

Crônica e foto: Serjão Missiaggia 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


CÉUS DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO...

COMENTÁRIOS SOBRE A RUA DO SARMENTO - Na semana passada, publicamos uma foto da descida do São José e, óbvio, TODO MUNDO se lembrou da Rua do Sarmento. Entre as centenas de comentário, dois se destacaram por lembrar os antigos carnavais da Garbosa.

Zezé do Couto Ciscoto disse: "Os carnavais nessa rua eram espetaculares. Nessa rua funcionavam a Casa Leite com sua tremenda liquidação anual e a Tipografia Rocha e Cia. Com seu Papai Noel misterioso em todos os Natais. Ah... a Brasileira era também parada obrigatória para os cavalheiros e a nata da sociedade sempre à procura das novidades... Como a vida fervilhava nessa rua!"

Eliane Tamiozzo Fam concordou: "Bons tempos!! Rua do Sarmento. Lembram-se das Batalhas de Confete?? Tem uma recordação que não me sai da cabeçoa: o Deque (pai do Dequinha) em cima da marquise da Tipografia com um saco imenso de confetes e jogando na rua... e os carros passando com todo mundo fantasiado..."

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE UM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Quando o assunto é o Largo da Matriz, Renée Cruz é "rápida no gatilho": "Casa dos filhos da dona Olga Fávero! Sua filha Delizete era cabelereira e era quem fazia as 'cabeças' das mulheres daquela época, e sua irmã Luísa era a manicurfe! Principalmente em dias de festa, o movimento na casa era enorme!" Também acertaram: Márcio Velasco e Irene Chaves.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???


QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM AÍ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Aqueles arcos que fazem parte da fachada da Igreja Matriz causaram grandes dúvidas: Luiz Carlos Moura perguntou se não seria da igreja? Augusto Côrtes também pensou na Matriz. Até que Maninho Sanábio, como um cientista, trouxe uma foto, analisou e provou a teoria. Parabéns a todos!!!

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O SOVACO DA MULHER-MARAVILHA


Parem o impeachment!!! Esqueçam a Lava-Jato!

Para além dessas histórias de corrupção e traição, acho na Internet um assunto que, esse sim, é importante e acho que vai mudar a vida de todos nós: o SOVACO DA MULHER-MARAVILHA!

A coisa começou assim: alguém postou no Facebook o link do trailer do novo filme da Mulher-Maravilha. E essas coisas vocês sabem como funciona: de uma hora pra outra já está com quase 22 milhões de acessos. E, como não poderia deixar de ser, começaram a surgir os comentários.

Algumas pessoas ficaram muito irritadas as perceber que, nas cenas mostradas, os pelos das axilas da heroína haviam sido removidos, provavelmente por algum tratamento digital.  E a revolta EXPLODIU: ora, como é que pode uma amazona, representante e futura líder de uma horda de mulheres guerreiras, ter tempo, enquanto salva o mundo, para depilar as axilas, só para agradar uma meia de dúzia de homens que só querem saber de se aproveitar das mulheres?

Vocês acham que a coisa parou por aí? Não mesmo. Algumas “famosas” brasileiras foram à luta. “Famosas” é o nome que se dá àquelas moças que saíram do BBB e, no máximo, conseguiram posar nuas uma vez. Pois bem, essas “famosas” publicaram fotos com os braços levantados e pediram que as tais fotos fossem processadas em Photoshop para INCLUIR os tais pelos nas axilas.

Só que, como a gente sabe, quando se mexe com um assunto assim tão CABELUDO (mesmo depilado), a coisa só tende a se complicar. E a complicação veio da ONU. Não é que a Organização das Nações Unidas resolve conceder um título à Mulher-Maravilha? Não à Gal Gadot ou à Lynda Carter, mas à personagem Mulher-Maravilha. O título foi o de Embaixadora Honorária para o Empoderamento de Mulheres e Meninas!

Aí foi que o trem fedeu MESMO!

Se a mulherada já estava p da vida com a história do pelo do sovaco, como é que pode a ONU (vejam só, a ONU!) nomear para embaixadora do empoderamento feminino justamente uma mulher de mentira e, ainda por cima, com um para de peitões quase fugindo do top, um shortinho pra lá de revelador, isso sem falar na tal depilação.

Eu sei que a coisa foi tão feia que os jornais pararam de comentar o terrorismo para falar da nomeação. Só não chamaram o Trump para comentar porque, sabem como ele é né? Ia querer tirar uma casquinha.

Como tenho essa mania, que adquiri ao longo dos quase 60 anos, de ser otimista, só posso dizer uma coisa: ainda bem que, no filme, não tem nu frontal!

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Still do filme. 

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


ESTIVERAM NO BRASIL NA SEMANA PASSADA. QUEM SE LEMBRA DO RENAISSANCE???

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL