quarta-feira, 24 de maio de 2017

BARULHO NA VARANDA


Dia desses, ao entrar nos correios, me lembrei de uma coisa que marcou pra caramba minha infância. Acredito até que não somente a minha, mas de um monte de outras pessoas.

Eram as famosas correspondências que enviávamos aos diversos CONSULADOS E EMBAIXADAS em busca de informações e imagens de seus respectivos países. Por sinal, todas as cartas eram idênticas e, quase sempre, escritas de próprio punho, onde trocávamos apenas o nome do país no envelope. Quase sempre chegávamos aos correios carregando uma centena delas, e por lá permanecíamos pacientemente, por um bom tempo, até que acabássemos de selar uma a uma.

Interessante o prazer e a ansiedade que sentíamos em ficar aguardando por uma resposta, que, geralmente, aconteceria no prazo de duas ou três semanas. Mas valia a pena, pois sempre vinham acompanhados de lindas fotografias, selos, revistas etc. Era muito raro uma embaixada não responder, mas acontecia.

Como esquecer o barulho daqueles imensos envelopes que eram jogados pelos carteiros em nossa casa? Às vezes acontecia de chegar material de dois ou três países ao mesmo tempo, e isso era facilmente percebido devido àquele  barulhão ao caírem na varanda. Uma MAGIA que, infelizmente, se perdeu no tempo, principalmente em circunstância de uma evolução tecnológica sem precedentes.

Semana passada, sentado confortavelmente frente ao meu computador, pude com apenas alguns toques no teclado, caminhar tranquilamente, através do Google Maps, pelas ruas de Pozzoleone, cidade natal de meus avós na Itália. Quanta facilidade e emoção, mas confesso ainda sentir saudade daquela ESPERA e do barulho dos ENVELOPES na varanda.

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


CÉUS DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO...

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Os primeiros a reconhecer a antiga casa da família do Cleuto e atual residência da família do sr. Celinho Girardi foram: Flávio Vitoi, Rita de Cássia Campos e Graça Lima. Infelizmente, embora muitos tenham contado vários casos da Rua Nazareth, ninguém contou casos da casa.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???


QUEM É CAPAZ DE EXPLICAR ESSA PAISAGEM???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, Ana Emília Silva Vilela e Graça Lima foram os primeiros a reconhecer a foto da lua tirada na Pracinha do Chafariz.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 19 de maio de 2017

VALE A PENA PARTICIPAR DA VIDA POLÍTICA NO BRASIL???


Vendo todas estas nuvens negras sobre os céus do Brasil, e sentindo o cheiro podre da lama política mais suja que mil sanmarcos, ficamos nos perguntando: vale a pena participar da vida política em nosso país?

É lógico que sim, dirão alguns amigos. Afinal de contas, quem não participa da vida política, aquele que vota em branco, pra quem tanto faz, essa pessoa que diz que todos são ruins e ninguém presta, este ser APOLÍTICO está condenado a não ter o direito de reclamar de nada. De fato, se você não escolhe ninguém para te representar, você fica sem voz.

Por outro lado, há um grande número de pessoas que acha que NÃO vale a pena participar do debate político, pois os políticos, dizem, são TODOS corruptos. Para essas pessoas, melhor seria um presidente linha dura, que não ligasse para essa “baboseira” de direitos civis, cortasse esse monte de direitos civis e deixasse tudo por conta da lei do mercado e da meritocracia. Tipo: estudou? Sobe na vida. Não? Então dane-se! Fez filho? Então cria!

Fazendo a leitura dessas duas posições antagônicas, chego à conclusão que as pessoas andam tão decepcionadas com os políticos em geral que muitos têm assumido claramente a posição de apolíticos. E, o que é pior, acham que democracia é uma coisa muito chata, que dá muito trabalho, gera muita corrupção e é sempre imperfeita.

E querem saber a verdade? Eles têm razão. A democracia é sempre imperfeita. E é imperfeita justamente porque busca respeitar os interesses de todos. E dá trabalho pelo mesmo motivo. E é mesmo chata, muito chata, porque implica em que TEMOS que ouvir a opinião do outro, que nem sempre é igual à nossa.

Sistemas perfeitos, bonitos, ideais JAMAIS são democráticos. O próprio Céu, aquele céu da Bíblia, se pensarmos bem, não é democrático, pois, vejam só, Deus não é democrático. Pois, sendo perfeito, onipresente, e onipotente, o nosso Pai Celeste, embora nos conceda livre arbítrio, nunca irá admitir que questionemos as suas ordens. Os últimos que fizeram isso foram expulsos do Paraíso. E justamente por desejar mais Conhecimento.

Então, voltando à vaca fria, ou ao voto frio, é preciso compreender que, sem conflitos, não há política. Sem caos, não há ordem. E, principalmente, sem erros, não há acertos. Vocês já se deram conta que, se pensarmos bem, TODOS erramos feio nas últimas eleições, mesmo sendo traídos?

Portanto, vamos esquecer essa ideia de perfeição e fazer o melhor possível para melhorar nossas escolhas. Afinal, se aqui não é o Céu, não precisa, necessariamente, ser o Inferno, né?

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Facebook Clodovil Realista

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


OUÇAM SÓ ESSE COVER DO PINK FLOYD!!! (BOBAFLEX)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O CINE BRASIL


Subindo a Rua Getúlio Vargas, mais conhecida pelos cinquentões de plantão como a Rua do Grupo Velho, nos deparamos sempre com o antigo prédio do Cine Brasil. Lugar que veio, por décadas, marcar gerações.

Diferentemente da Sinuca do Cida, esse local era frequentado por pessoas de oito a oitenta anos. Já na infância, éramos quase sempre conduzidos pelos nossos pais, principalmente num período em que existam poucas televisões na cidade, e pra lá nos dirigíamos em busca de magia que, facilmente, era encontrada nos famosos filmes de bang bang, terror , comédia, bíblicos, além é claro, de algum romance básico.  Épocas de Ben-Hur, Os Dez Mandamentos, Quo Vadis, Marcelino Pão e Vinho e outros tantos clássicos que ficariam eternizados em nossa memória.

Do lado de fora, um inesquecível cheirinho de pipoca e amendoim torrado já estaria a nossa espera, enquanto pacientemente, muitas vezes ficávamos por um bom tempo nos arrastando naquelas imensas filas. Por sinal, havia naquele período, dois cinemas na cidade e, não muito raro, víamos as filas se encontrarem numa esquina qualquer do quarteirão. 

Uma musiquinha básica ficava tocando dentro do cinema, enquanto, ainda de luzes acessas, íamos comprando balas, pirulitos e outros. Confesso que ficava superapreensivo enquanto esperava por aquele sinal sonoro que anunciava que o filme iria começar. Um som poderosíssimo e grave que dava medo e assustava muito.

Já na adolescência, muitos fatos inusitados e até engraçados chegaram acontecer, sendo que, se estivesse em cartaz um filmezinho mais apimentado, aí que a galera ficava bastante assanhada. Confesso que tentar engabelar nossas queridas e saudosas dona Zeny e a senhora Bovoy, era bem complicado.

Certa vez, fiquei, juntamente com alguns amigos, quase quarenta minutos na fila debaixo de chuva fina, pra assistir VANESSA A INSSACIAVEL. Ao chegar à portaria, fomos recebidos amistosamente por dois policiais, que, exigindo identidade, e desconfiados de nossas caras, queriam saber nossa idade. Não tivemos alternativa e, após sair de mansinho, correremos mais que depressa para as portas laterais pra ficar nos atropelando e assistindo o filme pelas gretas.

Também muitos encontros e namoros aconteciam, principalmente no andar superior. Pior é que os mais exaltados eram sempre pegos de surpresa quando, em função da fita que arrebentava, as luzes eram acendidas de repente.  Nessa hora, enquanto alguns despistavam, outros ficavam assoviando, pedindo o dinheiro de volta.

Também não menos incomôdo naquela hora de romance, era o barulho do chinelinho do saudoso Sr. Geraldo subindo e descendo aquelas escadarias. Literalmente, tínhamos que ficar de olho e de orelha em pé.

Dependendo do filme, bons cochilos aconteciam e, que eram somente interrompidos quando as luzes se acendiam e o barulho daquela cortina da portaria era aberto repentinamente ao final do filme. Mas o grande despertador mesmo eram as imensas portas laterais sendo empurradas ao término das sessões. Não sei se por sacanagem, mas esse fato sempre ocorria antes mesmo do filme terminar. Aí era aquele susto, não somente para os dorminhocos, como também para os mais distraídos.
No final, e já do lado de fora, gostávamos muito de comprar os famosos amendoins do Bié, além é claro, de brincarmos com ele.  Ainda antes de seguirmos para casa, era quase obrigatória uma paradinha no “murim” do Adil ou na Sinuca do Cida para jogar um pouco mais de conversa fora e fazermos as considerações finais.

Crônica e foto: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 15 de maio de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM VIVEU GRANDES EMOÇÕES NESSA RUA???

Foto de hoje: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Os primeiros a reconhecer a casa da família Izidoro na Rua do Descoberto foram: Carlos Antônio Zampa, Cassiano Aglio e Ana Emília Silva Vilela que sabe todos os casos daquela rua: "A família Izidoro é 'nativa' dessa rua, eram várias casas da família. Foram envelhecendo, uns faleceram, outros mudaram para outras cidades, mas ainda existem descendentes da família morando nessa rua. Me lembro muito do sr. José Izidoro, Manoel Izidoro, inclusive uma das irmãs deles, já falecida, foi casada com um tio meu. Hoje morando na Rua do Descoberto temos o Reinaldo, que é meu primo e é descendente da família Izidoro".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Para vocês verem o que é a dedicação de um leitor, publicamos o depoimento do Maninho Sanábio: "Pegaram pesado... identifiquei alguns prédios, o que tem uma parabólica amarela (kkkkkk) ali é o Banco do Brasil, a chaminé imagino que seja a da Santa Martha, não conheço outra em São João; se não me engano, aquele prédio no alto à esquerda fica no Jujuba... Agoraaaaa!!!!! Essa foto foi tirada do lado da Igreja Matriz, na parte de baixo de quem vai descer de carro... pegou uma parte do muro que em cima fica o gradil da frente da igreja... kkkkkkkk será? Agora tenho que esperar até semana que vem kkkkkkk. Não vou mentir também, não lembrei de olhar onte, hoje já estava na cama pra dormir quando lembrei desse desafio... pensei 'de novo cheguei atrasado', então entrei pelo celular só pra ver quando percebi que ninguém respondeu kkkkkkkk ri até nos cantos kkkkkk... e corri pro computador pra ver melhor a foto... tomara que eu tenha acertado kkkkkkk Abração pra todos e boa noite".

Nem nós seriamos capazes de dar uma resposta tão detalhada. NOTA DEZ!!!

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ADEUS AO QUIRINO


Hoje São João vai dormir um pouco mais pobre e mais triste. Quirino morreu.

Quando soube, embora não o visse pessoalmente há muitos anos, fiquei triste e foi como se um pedaço da cidade tivesse acabado. Quirino era um patrimônio nosso. Não havia quem não o conhecesse. Na noite, nas serestas, no Bar Central, no carnaval. Era presença garantida. Alegria garantida. Fineza.

Menino pequeno, quando vi o Quirino pela primeira vez foi na Brasileira. Havíamos, eu e minha mãe, ido comprar um cinzeiro, utilidade doméstica muito comum na época e, entre os diversos “caixeiros” que ficavam atrás do balcão, um se destacou, deu um passo à frente, veio até nós e, muito amável, e perfumado, nos mostrou todo o estoque de cinzeiros. Meu pai queria um com o escudo do Vasco, mas eu apontei com o dedo o do Fluminense. Quirino abriu um sorriso e aprovou: “Lindíssimo!!!”.

Na época dos antigos desfiles carnavalescos, não íamos assistir, mas ficávamos todos no portão de casa, aguardando a volta do Esplendor do Morro. A grande curtição era saber qual a fantasia masculina mais chique, a do Hermano Sachetto ou a do Quirino? Ele chegava, entre mil plumas e paetês, cumprimentava todos nós, sorria, e continuava desfilando como se ainda estivesse na Rua do Sarmento.

Lembro que uma vez, na aula de História no Ginásio do Sôbi, a professora Dona Iveta pediu a um colega para levantar e falar sobre Quirino. Na verdade, ela queria que falássemos sobre um antigo governador da Síria que substituiu Herodes. Mas a simples menção do nome Quirino causou um frisson na garotada, que não parava de rir. A velha mestra pediu que contássemos quem era esse Quirino e, meio reticentes, cada um começou a contar: era cantor, juiz de futebol, goleiro, carnavalesco. Dona Iveta acabou esquecendo da arguição e ficou encantada com aquele moço que habitava o imaginário de todos.

O tempo passou e Quirino passou, ele próprio, a fazer parte da História, da história sanjoanense, da cultura popular, dos esportes, da música. “Onde a música me levar, eu vou”, dizia ele. Cantou Recuerdos de Ypacaraí em Ypacaraí no Paraguai. Cantou Asa Branca em Paris. Foi a Roma, Buenos Aires, Bogotá. Cantando daquele jeitinho que nos acostumamos a ouvir lá no bar do Esplendor, nas serestas e onde a música o continuasse levando.

“Vocês acham que eu canto pra vocês? Né nada, eu canto é pra mim, seus bobos!”. Esse era um de seus bordões. E cantava: My Way, La Barca, Guantanamera. Mas era tão bom que pensávamos, de verdade, que ele cantava para cada um de nós.

Hoje tem exposição. Friozinho de 16 graus. Céu lindo, estrelado. Com uma estrela a mais: nosso gentleman Luiz Quirino de Freitas. “Yes, it was my way”.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Serjão Missiaggia

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


QUEM SE LEMBRA DO JETHRO TULL???

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O VELHO CASARÃO


Foi desfrutando de uma importante e didática postagem de nosso amigo e historiador Luiz Pontes sobre um pouco da história da Praça 13 de maio, que me lembrei deste texto escrito em 1997.
  
                                    O VELHO CASARÃO

Quem de nós, ao passar pelo largo da matriz, ainda que por uma única vez, não deixou que seu olhar fosse ao encontro do velho CASARÃO que lá existe?

De minha parte, dou sempre um tempo a mais aos meus passos e, procurando o melhor ângulo, fico a contemplá-lo. Algo assim como se fosse fotografá-lo pela última vez.  
     
Mas, voltando a cem anos ou mais, e viajando com a imaginação pelo tempo, procuro sentir toda sua plenitude. Imagino sua fachada ainda cheirando a nova e os ruídos de passos constantes em seu piso de madeira nobre. Das luzes ofegantes dos antigos lampiões que, espalhados em sua magnitude, nem tanto clareavam.  

Imagino tantas vidas que ali passaram, nasceram e se foram. Tantos que ali sorriram, choraram. Tantas vozes que diferentes épocas marcaram.

Um passado vivo a nossa frente, ainda real, palpável às nossas mãos e ao alcance de nossos olhos. Triste é vê-lo escapar pedacinho a pedacinho, em infinitos grãos de areia que vão se desprendendo de suas paredes nos açoites da mãe natureza, com suas inesperadas ventanias e tempestades.

Possivelmente, surgirá ali uma nova e majestosa construção, “valorizando e realçando” ainda mais o momento presente.  A nós restará apenas, simplesmente, um apagar da memória, pois ficaremos órfãos de mais um elo com a nossa história. História esta, muitas vezes, assim como o Velho Casarão... depredada, esquecida e distante.


UM POVO SEM CONHECIMENTO OU DESPREZO DE SEU PASSADO, CAMINHARÁ
PARA O FUTURO, MERGULHADO NUMA ETERNA E SOMBRIA AMNÉSIA DE SI 
PRÓPRIO.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Garbosa na Rede

segunda-feira, 8 de maio de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


NUVENS NEGRAS SOBRE A CIDADE.

COMENTÁRIOS SOBRE A RUA CÔNEGO REIS - A primeira a comentar foi a Rosana Espíndola: "Rua Cônego Reis, onde nasci e vivi toda minha infância. À direita, casa do sr. João Salvador, minha segunda família!!!"

Depois foi a Rita de Cássia Campos: "Já passei muito por esta rua, ia na Sociedade São Vicente, e visitar a tia Dilina e a tia Alzira... Casa logo após onde hoje é o Mercado Santo Antônio, onde funciona um mercado, essa casa vermelha/grená que aparece na foto..."

Finalmente, Silva Sol: "Rua Cônego Reis, a primeira casa do sr. Salvador, pai da Eluza, lembro da casa onde hoje é o Supermais, o pé de eugênia, a criançada se divertia indo pegar as frutas."

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


ESSA CASA AÍ TEM UM CASO??? QUEM CONTA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Cida Mendonça, Graça Lima e Marcelo Oliveira foram os primeiros a acertar: "casa do dona Cora, mãe do Fernando Magesti".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???


QUEM É CAPAZ DE EXPLICAR ESSA PAISAGEM???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Rita de Cássia Pereira Gomes, Tânia Bezerra e Alda Fam Vilela acertaram de primeira: "casa da Angélica Milward, em frente à Padaria Louzada". Marcelo Mendonça Lima se lembrou de um caso: "me lembro muito de brincar no porão mal assombrado que hoje é a garagem, de pedir frutas para a Das Dores ou até de usar como atalho para ir da casa da minha avó até a padaria para comprar brevidade...".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A RAZÃO HUMANA E A CONVERSA FIADA


Esta primeira semana de maio sempre me deixa meio triste. Há exatos vinte e dois anos, num dia do trabalhador, o meu pai morreu. Vejam que eu não disse “nos deixou” ou “foi para um plano superior” ou “desencarnou”.

Morreu. Digo isso assim textualmente porque uma das coisas que o meu pai mais detestava era o que ele chamava de “conversa fiada”. Mesmo esses eufemismos, hoje tão comuns no nosso dia a dia politicamente correto, eram evitados por ele. Até mesmo porque o seu nível de escolaridade, praticamente inexistente, não lhe permitia grandes voos semânticos.

“Sou analfabeto”, dizia, mas a sua lógica, e a sua simplicidade, me ensinaram coisas que anos de estudo e quilos de livros não foram capazes de iluminar.

Por sinal, uma de suas teorias, esta da “conversa fiada”, acaba de ser confirmada por dois cientistas cognitivos, Hugo Mercier e Dan Sperber, num livro chamado “O Enigma da Razão”.

Trago esse assunto para o Blog porque fiquei impressionado sobre o que esses doutores pensam sobre a razão humana. Até ler o livro, eu pensava que a razão era uma coisa fantástica, quase divina. Quando queremos nos distanciar dos animais dizemos: ora, somos racionais.

Mas a coisa não é bem assim, segundo o livro. Primeiro, perguntam: se a razão é tão útil assim por que, durante o processo evolutivo, ela também não se desenvolveu em outros animais?

E, mais importante, pra quê ela serve afinal? A resposta é surpreendente: para podermos produzir desculpas convincentes para os nossos atos, e para convencer as pessoas à nossa volta de que estamos certos! Ou seja, fazer isso que fazemos no Facebook todo dia.

A explicação é que, para que a humanidade se desenvolvesse, era necessário que uma pessoa, o ser mais racional, soubesse justificar suas atitudes (mesmo que fossem tremendas besteiras!) e convencer os manés a apoiá-lo. Exatamente o que os nossos políticos fazem!

Pode parecer uma bobagem, mas me senti profundamente incomodado com essa ideia. E acho que um bando de pessoas, que se acham “os racionais” também não gostaram muito.

Meu pai, que “cantou a pedra” antes, certamente iria dar seu veredito: “tudo conversa fiada!!!”. Enquanto isso, as “reformas” Ó... tão passando.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Marcelo Camargo (Agência Brasil)

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


Inesquecível.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

AMIGO CAQUI DOS AMIGOS


Não sei qual a razão, mas resolvi, repentinamente, falar um pouco sobre nosso pé de caqui. Um fantástico ser vegetal que, há quase trinta e cinco anos, vem nos fazendo companhia. Um ilustre amigo que já fazia por merecer um pequeno espaço em minhas linhas.

De fevereiro a maio, religiosamente, nos presenteia com seus suculentos frutos. No inverno, época em que mais precisamos de sol, simplesmente se desnuda, deixando cair todas suas folhas. No verão, quando mais procuramos por sombra, sua copa se veste de uma densa folhagem, nos proporcionando assim um frescor sem igual.

Como se não bastasse, já virou até pé direito de nosso galinheiro e, em muitas oportunidades, suporte para rede, varal e bebedouro de beija-flor. Serviu de mastro nos memoráveis jogos decisivos do Brasileirão e Copa do Mundo onde, na oportunidade, fazia tremular minhas bandeiras do Botafogo e do Brasil.
Até numa colorida árvore natalina, por sinal superdecorada e iluminada, se transformou certa vez.

Por fim, não poderia me esquecer que, juntamente com o muro que nos faz divisa com um amigo vizinho, teria sido meu local predileto onde, nas saudosas festas de fim de ano, detonava meus tão esperados fogos de artifício.

Falemos, então, um pouco de seu místico nascimento, algo digno de registro.
Tudo teria começado numa daquelas muitas viagens em que Sô Tuninho e Dona Venina faziam a Belo Horizonte. Numa dessas viagens, momentos antes de retornarem a São João, dona Venina teria sido presenteada por tia Carmen com um desses frutos, que, de tão saboroso, teria embrulhado uma de suas sementes num papel guardanapo. Sua intenção era de, tão logo chegasse de viagem, poder plantá-la no canteiro.

Sô Tuninho, na realidade, não era muito a favor, pois alegava que a referida arvore seria de porte um tanto desproporcional ao tamanho do terreiro.
Assim, por vários dias, reinou a dúvida: Planta... Não planta... Planta... Não Planta... Até que, finalmente, dona Venina se daria por vencida. Afinal de contas, falaria mais alto a opinião do velho chefe. Puro engano!

Numa bela manhã, ao acordar mais cedo, dona Venina, sem que ninguém percebesse, simplesmente foi sorrateira ao terreiro e, após fazer uma pequena cova, semeou aquela sementinha na parte mais nobre do canteiro.

E o tempo passou...

Numa bela tarde, enquanto Sô Tuninho regava suas verduras, eis que se depara com uma pequena mudinha. Uma delicada muda que começava a surgir imponente entre os pés de couve e alface. Num primeiro impulso, ainda sem saber do que se tratava, foi logo a arrancando.

Dias se passaram e, mais uma vez, no mesmo lugar, aparece novamente aquela insistente mudinha. E, assim como na vez anterior, ele simplesmente arrancou-a. Ao se repetir, pela terceira vez o mesmo fenômeno, e já desconfiado, um tanto intrigado comentou:
- Venina! Tem aparecido de uns tempos para cá uma mudinha no canteiro danada de forte! Já a arranquei por três vezes, mas sempre volta a brotar no mesmo lugar.

Dona Venina, já sabendo do que se tratava, ficou bem quieta, para, somente mais tarde, contar-lhe a verdadeira história. Assim, ante a insistência daquela ainda frágil mudinha e dos apelos incansáveis de dona Venina, sô Tuninho resolveu, num belo ato ecológico, dar uma chance àquele pequeno ser.

O tempo passou e uma linda e frondosa árvore viria a se desenvolver.
Confesso que a danadinha dá trabalho, principalmente quando sua folhagem começa a cair. Diariamente, tenho que, durante uns três meses, ficar a varrer o terreiro e a encher sacos e mais sacos com suas folhas. “Haja saco”!
Não posso esquecer-me também, de podar seus galhos. Ano sim outro não. E tem que ser na “Primeira Lua Nova de Agosto”. Mas... Tudo isso vale a pena. E como!

Não há dinheiro que pague observar em seus galhos a chegada das inúmeras espécies de pássaros. Até canários e sabiás têm aparecido por estas bandas. Uma verdadeira sinfonia que, no despertar de cada alvorecer, parece querer nos fazer entender que, apesar dos pesares, ainda vale à pena viver no interior.
  
Tenho uma lista de simpatizantes adeptos ao seu sabor que, prazerosamente, a cada colheita anual são presenteados com algumas dezenas de seus frutos. Vinte e seis no total. O ano que me esqueço de alguém é um Deus nos acuda! Razão pea qual, carinhosamente, o apelidei de CAQUI DOS AMIGOS.

Acho que me alonguei demais. De momentos, vou ficando por caqui.

Crônica e foto: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 1 de maio de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM SE LEMBRA DE HISTÓRIAS VIVIDAS NESSA RUA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM É CAPAZ DE CONTAR UM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa do Sebastião Carlos Leite foi reconhecida pela Edna Ferrainolo.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???



ONDE É ESSE LUGAR???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - A resposta mais completa foi do Márcio Velasco: "Aí morou o meu amigo e companheiro de música Rubens Pinton, depois foi sede da Comunidade Cristã Evangélica e hoje e a casa do Batuta". Também acertaram: Tânia Bezerra e Lúcia Helena Albuquerque Knop.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 28 de abril de 2017

PITOMBA BLOG - 8 ANOS!!!


HOJE O BLOG COMPLETA 8 ANOS DE EXISTÊNCIA!!! - O nosso presente aos seguidores, curtidores e amigos é uma seleção das melhores fotos que vimos publicando desde 2012. Apreciem sem moderação.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

PITOMBA BLOG (QUASE) 8 ANOS!!!


NOSSO ANIVERSÁRIO TÁ CHEGANDO!!! - Mais uma aventura do Grupo Pitomba, o PITOMBA Blog decolou na estrada virtual no dia 28 de abril de 2009. VEJAM ALGUMAS PESSOAS E MOMENTOS QUE NOS INSPIRARAM!!!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


IGREJA E CÉU

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE CASOS DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa no Largo da Matriz, logo depois da Casa Paroquial, foi primeiramente reconhecida pelo Sylvio Neves Júnior: "esta casa foi a moradia, por muitos anos, da minha querida tia Helena de Almeida. Em minha infância, vivia aí colhendo frutas no pomar". Falando diretamente do outro lado da rua, a Renée Cruz informou: "o primeiro morado foi o Gute Brandão, pai da Neuzinha Brandão, ex-professora do Judith Mendonça". A Diva Guazzi Knop confirmou.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASAS CASAS & mistério???


QUE LUGAR É ESSE??? QUEM SABE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio e Graça Lima acertaram: a placa fica na Praça Daniel Sarmento, a praça da Santa Martha.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A BALEIA AZUL TÁ SOLTA!!!


A Baleia Azul tá solta! Obrigando nossos filhos e netos a suicidarem, fazendo chantagens e coagindo os adolescentes a se cortarem e mutilarem. Se entrarmos no jogo, ou alguém de nossa família entrar, um grupo de hackers altamente especializados passará a nos seguir e descobrirão todos os nossos passos para infernizar as nossas vidas.

Mas, será que é tudo isso mesmo?

Todos os dias, é raro o dia em que não recebemos mensagens alarmistas, com fotos chocantes. As mães correm para buscar seus filhos marmanjos nas escolas, pais fazem minuciosa revista nos históricos dos filhos na Internet.

Pessoalmente, vejo tudo isso como uma grande histeria coletiva, mas reconheço que existem alguns perigos.

A verdade é que a ocorrência começou na Rússia em novembro de 2015, quando uma adolescente de 15 se jogou do alto de um edifício, deixando um bilhete com a anotação “fim”, no que depois foi identificado como um jogo de suicídio, comandado por um grupo cujo administrador determinava 50 desafios diários até culminar com a morte no último dia.

Outros casos, na verdade mais dois, se seguiram na cidade de Krasnoyarsk, uma cidade de quase um milhão de habitantes, na Sibéria, onde tudo começou e, a partir daí, centenas de suicídios têm sido ligados ao tal jogo.

Mas, vamos parar para pensar: será que uma pessoa saudável, física e emocionalmente, pode ser “convencida” a se matar mediante uma conversa on-line? E, principalmente, será que todos esses suicídios estão ligados mesmo ao jogo? Um suicídio ocorrido em Juiz de Fora, na noite de anteontem foi, imediatamente, ligado ao fenômeno Baleia Azul. A polícia desmentiu, assim como uma suposta ameaça de envenenamento a estudantes de determinada escola. Tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto viralizada no WhatsApp, segundo representantes da Polícia Civil que conduziram um inquérito para apurar a influência do desafio na cidade.

É fato que pessoas se suicidam. A Rússia é, tradicionalmente, um país com grande número de suicídios. Quem pesquisar as causas pode chegar a vários resultados, como o alcoolismo, problemas mentais ou depressão. Isso num país que não tem uma estrutura de saúde mental nem qualquer tipo de grupo de apoio a jovens. E, o que é pior, com a divulgação dada pela mídia ao Baleia Azul, outros jovens, propensos a cometer tais atos, acabam agindo por pura imitação.

As recomendações que chegam nos nossos zaps dizem que devemos acompanhar o que nossos filhos fazem ou assistem nas redes sociais. Porém, isso JÁ é nossa obrigação! Com baleia ou sem baleia.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Getty Images

MUSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


PREPAREM-SE! ESSES MENINOS ESTARÃO NO BRASIL EM SETEMBRO.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

AINDA NOSSO CALÇAMENTO EM PEDRAS


Observando o trabalho de recuperação do calçamento que está sendo realizado pela Prefeitura Municipal em algumas ruas centrais da cidade, gostaríamos de chamar a atenção novamente para o nosso CENTENÁRIO E ARTESANAL CALÇAMENTO EM PEDRAS.  Por sinal, é muito comum depararmos ultimamente com noticiários, dando conta da preocupação de várias cidades, entre elas algumas europeias, para com seus CALÇAMENTOS EM PEDRAS. E isso vem acontecendo não somente na PRESERVAÇÃO, como também na sua RECUPERAÇÃO. Lamentavelmente, devido ao chamado “progresso”, verdadeiras preciosidades estão sendo ocultadas debaixo de outras modalidades de pavimentação.

Seria fantástico se também preservássemos esse nosso PATRIMÔNIO, pois, afinal de contas, ao longo de décadas, foram pedras fixadas ao chão uma a uma por verdadeiros artistas. Além é claro de não esquecermos que, antes, teriam sido cuidadosamente talhadas por outros não menos competentes artesãos. Na oportunidade, chamamos a atenção para os detalhes desse tão despercebido MOSAICO em forma de bandeira no calçamento frente à prefeitura e de outras esquinas da cidade. Se restaurados, ficariam IMPONENTES e ainda mais BELOS!

Acreditamos que, com este tipo pavimentação, a manutenção de nossa rede pluvial e de esgotos ficaria bem mais fácil e possivelmente a custos menores, haja vista que, constantemente, inúmeros buracos são feitos em nossas ruas para se realizar tais trabalhos. Por outro lado também, nosso solo continuaria respirando um pouco melhor, e a impermeabilização não seria tão violenta, principalmente quanto ao escoamento das águas e à oxigenação das poucas árvores que ainda temos.  As inundações urbanas estão aí e não nos deixam mentir. Outra grande vantagem dos pavimentos de bloquetes ou pedras é que, depois de algum tempo aparecem fungos e gramíneas inseridas entre as juntas, ou seja, nas partes que normalmente são preenchidas com areia. Estas colônias de vegetais que aí proliferam podem ser imperceptíveis para muitos, mas, ao contrário do que parece, desempenham funções importantes para o meio-ambiente.
Esses CALÇAMENTOS EM PEDRAS resistem aos séculos e são testemunhos de uma prática eficiente de se urbanizar as cidades e garantir o bem-estar dos moradores. Todos os calçamentos dos tipos paralelepípedos e bloquetes são considerados pavimentos ECOLOGICAMENTE CORRETOS. O calor, se comparado por exemplo a uma cobertura asfáltica, será SEMPRE substancialmente menor e sua manutenção, com certeza, bem menos onerosa.

Quem sabe, num audacioso trabalho de restauração, poderíamos - a médio e longo prazo - ir elevando e recalçando cada rua da cidade?  Principalmente aquelas mais centrais, por sinal as mais antigas. Com certeza, poucos continuarão a reclamar dos buracos, lombadas e trepidações.

Seria interessante, em vez de pensarmos pra futuro em uma mini-usina de asfalto, não se construísse uma indústria de bloquetes? Além de gerar diversos empregos, NÃO POLUIRIA o ambiente. Seria interessante voltarmos a investir na capacitação de profissionais em calçamentos, os famosos calceteiros, pois, além de gerar empregos, essa tecnologia artesanal tão importante não morreria e poderia ser passada de geração em geração.

Que venha o progresso, mas não aquele que nos leva os CORETOS, NOSSAS PRAÇAS, SACRIFIQUE NOSSAS ÁRVORES, QUE NOS ARRANCA A TRANQUILIDADE TÍPICA DO INTERIOR E QUE NÃO SOTERRE, PARA A ETERNIDADE, NOSSO CENTENÁRIO E ARTESANAL CALÇAMENTO!

Crônica e foto: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 17 de abril de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM JÁ VIVEU UMA EMOÇÃO NESSA RUA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA CASOS DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Sônia Furiati foi a primeira a reconhecer: "esta é a casa da família Fontana, avós do Kadu Fontana". Logo depois, a Fernanda Macêdo falou: "casa da avó da Patrícia Fontana Rodrigues e do Ricardo Fontana". E a própria Patrícia confirmou: "muito amor por esta casa e por tudo que vivi aí".

Como sempre, a Ana Emília Silva Vilela tem um caso interessante: "morei na casa ao lado. Neste portão ficava assentado o sr. Pepino, era assim que eu o conhecia. Não sei o nome dele. Eu tinha uns 12 anos e morava na casa da Nilda Noronha, costureira famosa, hoje a casa é do sobrinho dela, o Jairo. E essa casa era a casa dos Fontanas. Depois, o Bar do Tim (pai do Kadu), e depois a casa da mãe do Kadu, Ângela Fontana. Eu gostava muito de conversar com ele. Muito simpático, educado, e me fazia recordar o meu avô, que eu me separei dele para ir estudar. como eu tinha muita saudade do meu avô, eu gostava de ver e conversar com o sr. Pepino. Lembro também da mãe de dona Ângela e da irmã que foi casada com o sr. Rômulo. Não podendo esquecer que bem ao lado tinha a simpatia do Tim e o seu delicioso pastel."

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICA ESSA PLACA???

ACERTADORES DA SEMANA PASADA - A data da foto da Rua dos Estudantes é 1985. Acertaram: Alex S. S. Ivan e João Bosco Torres.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 14 de abril de 2017

VIOLÊNCIA TEM ATESTADO?


Lendo aqui a famosa Lista de Fachin, percebo porque as pessoas preferem se afastar da realidade e ficar em casa assistindo o tal do BBB. Na verdade, não sei qual dos dois programas apresenta mais baixaria.

Pessoalmente, prefiro ficar distante do lixo humano, mas, às vezes, é inevitável, pois todas as redes, todas as mídias, e todos os taxistas não param de falar no assunto.

Vejam o caso da expulsão de Marcos Harter do zoológico global. Como no episódio do ator José Mayer, a emissora não poderia soar mais omissa. Dizendo que dependeria de uma “opinião técnica”, e também do testemunho da vítima (e agora milionária) Emily, a TV Globo parece ter esquecido que o programa é um REALITY Show, e preferiu ignorar a realidade.

Ah, podem se esquivar, dizendo: “mas a própria vítima, em alguns momentos, justificou a atitude do parceiro, dizendo que ele ‘estava nervoso’”. Mas eu me pergunto duas coisas: primeiramente, se todo mundo vê hematomas no corpo de uma pessoa, e a ouve reclamando de dor, há necessidade de um parecer técnico?

O que nos leva ao segundo questionamento: será que essa pessoa, agredida, não consegue expressar, bem alto, um sonoro NÃO? E o pior é que, muitas vezes a pessoa vai se “acostumando” à violência, e sua autoestima fica tão detonada que ela, não somente deixar de reclamar, como, pasmem, passa a justificar o agressor.

E aqui abro um parêntese para denunciar outra coisa: parece que as pessoas estão perdendo a noção do que seria VIOLÊNCIA. E não falo apenas da violência do homem contra a mulher, mas a violência cotidiana entre seres humanos. Por exemplo, um empurrão É VIOLÊNCIA, um aperto no braço ou beliscão É VIOLÊNCIA, um xingamento ou humilhação pública também É VIOLÊNCIA.

 E chegamos, finalmente, àquele tipo de violência que no BBB pode, que é a dominação psicológica. Esse tipo de violência, pela qual muitas mulheres (até feministas) suspiraram e deram gritinhos no filme “50 Tons de Cinza”, pode trazer marcas piores do que os “roxos” das agressões físicas.

No entanto, no caso da dominação, e no filme havia também a dominação física (o sadomasoquismo), há um código entre os parceiros que evita que eles se matem. Esse código é o NÃO. Quando o dominado(a) sente que a dor está muito forte, ou que pode ameaçar a sua integridade física, ele(a) diz: NÃO! E o que faz o(a) dominador(a)? Imediatamente, ele(a) PARA.

Então, fico pensando, se num estado de extrema perversão sexual, o agredido, ou agredida, é capaz de dizer NÃO, e o agressor, ou agressora, PARA, então temos muito o que aprender a respeito de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. E depois ensinar pra Globo.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : O Globo  

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


QUEM SE LEMBRA??? (O SERJÃO, COM CERTEZA!)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

SER MINEIRO


Estava com uma postagem prontinha pra hoje, quando recebi este e-mail de meu velho mano Dárcio. Não poderia deixar de repassá-lo a vocês, além é claro, de dizer: “Este Drummond não era mesmo fácil!”

Somos o que somos, uai! Mineiros, com muito orgulho.

“Ser Mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer,
é fingir que não sabe aquilo que sabe,
é falar pouco e escutar muito,
é passar por bobo e ser inteligente,
é vender queijos e possuir bancos.

Um bom Mineiro não laça boi com imbira,
não dá rasteira no vento,
não pisa no escuro,
não anda no molhado,
não estica conversa com estranho,
só acredita na fumaça quando vê o fogo,
só arrisca quando tem certeza,
não troca um pássaro na mão por dois voando.

Ser Mineiro é dizer "uai", é ser diferente,
é ter marca registrada,
é ter história.
Ser Mineiro é ter simplicidade e pureza,
humildade e modéstia,
coragem e bravura,
fidalguia e elegância.

Ser Mineiro é ver o nascer do Sol
e o brilhar da Lua,
é ouvir o canto dos pássaros
e o mugir do gado,
é sentir o despertar do tempo
e o amanhecer da vida.

Ser Mineiro é ser religioso e conservador,
é cultivar as letras e artes,
é ser poeta e literato,
é gostar de política e amar a liberdade,
é viver nas montanhas,
é ter vida interior,
é ser gente.”

Poesia: Carlos Drummond de Andrade
Pintura: Carlos Madeira, disponível em http://www.conhecaminas.com/2016/08/afinal-o-que-e-ser-mineiro.html

segunda-feira, 10 de abril de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


BELEZA DE CIDADE!

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A foto da Igreja Metodista, na Rua Daniel Sarmento, foi sucesso absoluto: milhares de visualizações e comentários. Tantos que vamos reproduzir os mais emocionados:

Márcio Velasco - "Até que enfim alguém fotografou e postou a Igreja Metodista, instituição que está em nossa cidade há mais de 100 anos. Sendo a primeira igreja protestante daqui. Muito bom!". Na verdade, já são 113 anos; 114 neste ano, como o Senhor há de querer.

Maria Ângela Ayupe Resende - "Meu casamento foi aqui, na minha querida Igreja Metodista!! Foi muito lindo!! O Dr. Homero tocando e o Biel cantando!! Magnífico!! Arua ficou cheia de gente, pois a igreja era bem pequena! Mas... linda como sempre!! ... Linda foto da minha igreja querida, onde congrego há mais de 50 anos!!! Igreja de meus pais!! Amo minha igreja, na sua simplicidade, mas, principalmente, na sua majestade, onde brilham a fé e a palavra de Deus!! Amo demais!!"

Sílvio Heleno Picorone - "Lembro que, ainda na década de 70, eu e o Serjão fomos pedir emprestada uma bateria e fomos muito bem recebidos pelo pastor que, após a reunião da junta, prontamente nos emprestou e com a qual tocamos várias vezes."

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


VAMOS VER QUEM ACERTA DE QUE ANO É ESSA FOTO???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Show de perfeccionismo: Maninho Sanábio, primeiro a responder o desafio da semana passada afirmou que se tratava da "entrada da garagem da casa que fica ao lado da Capela Nossa Senhora Aparecida... onde o chico Capoeira mora". Alguns minutos depois, voltou a analisar a cena e reconheceu que era a entrada principal, não a da garagem. Certíssimo!!! Evanise Rezende também acertou.

Foto de hoje: Cartão postal da época
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 7 de abril de 2017

E AGORA, JOSÉ?


O José Mayer, quem diria, foi pego com a boca na botija, ou com a mão onde não devia. O fato é que, revendo a atitude do ator, que concordo ter sido condenável, abre aquela questão ética sempre exemplificada pelo professor Cortela como o grande problema que todos têm em torno dos verbos QUERO, DEVO e POSSO.

Ou seja, explica o professor, “tem coisas que eu quero mas não devo, tem coisas que eu devo mas não posso, e tem coisas que posso mas não quero”. Por essa lógica, tornada simples pelo mestre, você só terá paz de espírito quando aquilo que você quer é o que você pode e o que você deve.

Mas... sem querer polemizar, mas já entrando de gaiato num assunto extensamente debatido, pergunto: isso sempre é possível? Ou seja, no nosso dia a dia, no emprego, na escola, na igreja, ou em lugares ainda menos controláveis como uma balada, quem de nós, principalmente nós homens, não deu uma escorregada, falou uma besteira, ou mesmo magoou ou desrespeitou uma mulher?

Falo isso não no sentido de justificar o injustificável, mas somente porque tenho achado a reação ao episódio um verdadeiro massacre ao ator. E, o que é pior, por mero modismo, e não pela questão maior, que é a seguinte: TODAS as pessoas, de TODAS as orientações sexuais, TÊM a obrigação de respeitar TODOS.

Senão vejamos: uma atriz, da mesma emissora superpoderosa do ator, afirmou que “é, ele não se emenda”. Ou seja, o ator, com ela ou com o conhecimento dela, JÁ HAVIA praticado atos desse tipo. Então, por que todas essas atrizes, produtoras e funcionárias não o denunciaram ANTES?

Talvez porque a emissora, que se acha perfeita e politicamente correta, pudesse tentar evitar o escândalo (como, aliás, o fez, a princípio), e também não tomasse nenhuma atitude contra o ator, estratégia que também foi adotada ANTES que os veículos de comunicação rivais denunciassem o ocorrido.

Estou tratando desse assunto aqui porque quem lê os jornais ou acessa o Facebook, fica com a sensação de que desrespeitar mulher é uma coisa inédita que NUNCA foi feita numa emissora de TV, quando a realidade é bem oposta. Outra sensação é de que TODAS as mulheres são vítimas, quando há muitas megeras por aí. Pra não ir muito longe, podemos citar o caso da esposa supostamente agredida a pontapés por um também famoso cantor que, no exame de corpo de delito, não apresentou um hematoma sequer.

Finalmente, reitero aqui que as pessoas têm que arcar com as consequências dos seus atos impensados. Mas não pude deixar de rir de uma ex-colega que me confidenciou: “Ele mexeu comigo também. Desde os meus dezesseis anos, quando vejo esse homem na TV, eu não consigo dormir”. E a previdência, Ó...

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Fina Estampa / TV Globo

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL