quarta-feira, 22 de novembro de 2017

VERDADEIRAMENTE PRÓXIMOS


Aí está uma relíquia de fotografia, possivelmente tirada nos anos setenta, onde, entre tantas pessoas ilustres, podemos contemplar nosso saudoso Professor Biel, professora Verinha, nossa eterna mestra de português Dona Cinila, as secretárias Sonia e Glorinha e três outras pessoas, que infelizmente não reconheci. Peço ajuda aos amigos universitários de plantão para que possam ajudar identificá-las.

Interessante observar como uma prosa gostosa e relaxante na hora do cafezinho, naqueles bons momentos no Ginásio Sôbi, fluía com tamanha naturalidade. O tempo passava lentamente e os olhares simplesmente se cruzavam.


Uma imagem que nos leva a refletir sobre esta correria e dependência tecnológica desvairada a que somos submetidos nos dias de hoje, e que, de certa forma, também nos distanciam.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook (tratada por Jorge Marin) 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


QUEM CURTIR, ARRUMA UM RELACIONAMENTO EM 48 HORAS! NÃO GARANTIMOS A QUALIDADE NEM A DURABILIDADE.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO SOBRE ESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Valdilene Gomes, Marcelo Oliveira e Ana Emília Silva Vilela foram os primeiros a reconhecer a casa do sr. Luciano Fonseca na Avenida, mas quem matou a saudade e fez a festa foi a Luciana Maria Valente Fonseca Knop, filha do proprietário.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???



ONDE FICA ESSSA FACHADA???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA -

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VELHOS CONVERSANDO


Amigos idosos conversam:
- No meu tempo, a gente não tinha essa liberdade que esses meninos têm hoje. Vão às festas, e numa única noite, beijam mais de vinte moças diferentes.

Como o amigo não fala nada, ele continua. Animadíssimo:
- Isso se não estiver a fim de transar. Porque, se estiver, todas transam. É só escolher.

O outro pensa um pouco e se sai com esta:
- Como é que o Corinthians conseguiu ser campeão com um timinho daqueles?

O que estava todo assanhado com aquela história ficou na dúvida: será que o compadre tava desgostando daquele meu assunto? E resolveu mudar o assunto para futebol:
- A galera dá mole e eles partem pra cima!

- Os rapazes? – pergunta o outro, percebendo que dera um fora ao mudar de assunto (para futebol) repentinamente. Sem entender de que rapazes, o amigo sexualizado, na dúvida, continuou no futebol:
- Sim, o Moisés e o Fágner.

- Tocam Fágner nestas festinhas atuais?
- Mas que festinhas, ô Rômulo?
- Essas em que eles PEGAM todas.

Pensando que o assunto AINDA era futebol, perguntou:
- Cê tá falando de quem? Do Cássio? Do Vidotto? – Sem saber que o amigo falava dos goleiros do Corinthians, o sô Rômulo se desespera:
- E eu lá vou saber o nome desses rapazes sem-vergonha que ficam por aí agarrando essas moças assanhadas?

Nisso, o médico me chamou e não consegui mais ouvir o papo travado na sala de espera. A última coisa que ouvi, antes que o médico fechasse a porta do consultório, foi um dos dois mandando o outro pra casa do Carille. Pra quem não sabe, é o nome do técnico do time.

Pelo menos, o Corinthians foi campeão brasileiro. Isso não foi equívoco. Mas, essa história de beijar vinte numa noite não me saiu da cabeça.

Achei meio nojento!

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESTÁ ESCUTANDO (HOJE)


ELES ESTÃO ENTRE NÓS... BLACK SABBATH!!!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O VELHO PUM E A LONGEVIDADE


Será que a turma organizadora desse concurso, já havia lido esta crônica?

                                 O VELHO PUM E A LONGEVIDADE

E agora é que o trem lascou de vez!

Pode soar bizarro, mas um grupo de cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, afirmou que cheirar flatulências – peido, pum, traque, bufa, bomba – pode prevenir doenças como o câncer, acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos, artrite e demência. A notícia foi publicada pelo site da revista americana Time.

Embora esses gases possam ser nocivos quando inalados em grandes quantidades, os pesquisadores acreditam que uma cheirada aqui e outra ali tem seu valor e até mesmo o poder de reduzir os riscos de câncer, acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos, artrite e demência.

Os cientistas estão tão convencidos que decidiram criar em laboratório seu próprio composto capaz de imitar os benefícios do pum, enquanto o professor Matt Whiteman, que trabalhou no estudo que será publicado na revista Medicinal Chemistry Communications, disse que o composto foi batizado de AP39.

Como veem, até já batizaram nosso velho pum de AP39. Muito chique, não? Daqui a pouco tem gente se gabando pelo fato de adorar cheirar AP39 debaixo do edredom e que o seu PUM é mais poderoso que o de fulano ou sicrano.
E pensar que tenho um amigo que é uma máquina de produzir AP39 e eu nunca o havia valorizado! Pelo visto, irá viver no mínimo uns 200 anos.  Por sinal, um AP39 de altíssima qualidade, fato este demonstrado e comprovado nas diversas vezes em que colocava o bumbum pra cima e, fazendo uso de um isqueiro, detonava algumas chamas. Era labareda pra mais de metro!

Outro amigo dizia que ficava meio chapado toda vez que escapulia um de seus apezinhos, e que seu grande sonho seria poder um dia embalá-los para os momentos de escassez. Pelo visto, esta grande ideia seria hoje aproveitada para fins terapêuticos. Imaginou curar algo com apenas três cafungada diárias de AP 39? Claro e, muito provavelmente, não excedendo o espaço de oito horas entre uma cafungada e outra.

E se esta moda pega? Aí meu amigo, alimentos como cebola, feijão, batata-doce, ovos, repolho, couve-flor e outros comestíveis ricos em enxofre, sumirão rapidinho das prateleiras. Ouro em forma de combustível. É mole? Já imaginou notícias como estas se tornarem rotina nos meios de comunicação: “Supermercado é assaltado e não ficou uma batata-doce pra contar história”, “Carro-forte de cebolas foi interceptado e roubado na estrada”, “Idoso é derrubado por trombadinha na calçada pra ficar com sua sacola de repolho”.

Brincadeiras à parte, de agora em diante não se esqueçam de, na próxima vez em que quiserem sair do elevador lotado ante os efeitos de um discreto apezinho 39 lembrem-se de que aqueles minutos de sufoco poderão salvar a sua vida! Sugiro ignorar o preconceito e, pensando apenas no lado científico, começar a encarar a coisa de forma mais positiva.


No mais, dito pelo não dito... #Partiu Pirangi!

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

BELEZAS DA TERRINHA


ÁRVORE NO LARGO

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUEM EXPLICA ESSA FOTO???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ESTAMOS NOS EMBRUTECENDO


Estamos nos embrutecendo.

Enquanto os corações endurecem, as bocas se amargam, e a raiva e a inveja e o ódio se espalham, estamos nos embrutecendo.

Embrutecemo-nos ao acordar, quando ninguém, mas ninguém mesmo, nos deseja bom dia, quando vivemos uma existência vazia, quando até mesmo o café, antes tão forte, agora é descafeinado, aguado, minguado, solúvel.

Estamos nos embrutecendo a cada notícia mentirosa na TV, quando adolescentes morrem e ninguém vê, quando crianças são estupradas e ninguém sabe, quando velhos morrem sozinhos em vasos sanitários sujos.

Estamos nos embrutecendo.

Meio-dia testemunha uma briga louca no trânsito, um esperar eterno em salas de espera de balconistas mal-amadas, de atendentes frustrados, de gerentes obsessivamente perversos, e de crianças entorpecidas por remédios da moda.

Embrutecemo-nos a cada queda da internet, a cada direito que o governo priva, a cada imposto que se impõe pela goela, pela força, pela titânica vontade de penetrar e possuir.

Estamos nos embrutecendo.

E até mesmo ás seis da tarde, quando uma ave-maria existia, litros de álcool são derramados em gargantas profundamente secas por sapos engolidos, por mulheres que não suportam seus maridos, por homens que se acham deuses do olimpo, por ex-coroinhas, coroões, flanelinhas, ou cidadãos em situação de rua, de luas, de guetos e alcaguetes.

Estamos nos embrutecendo.

Estamos nos embrutecendo e deus não vem, porque já não falamos a língua dos anjos, porque não temos juízo, porque queimamos livros de poesia, de receitas, de pinturas e usamos esculturas como peso de papel em branco.

Estamos nos embrutecendo. Todos nós.


Poesia: Jorge Marin
Foto    : Lee Jeffries, disponível em https://br.pinterest.com/pin/39125090483543161/

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


QUASE 50 ANOS DEPOIS, ELES VOLTAM... NO NOVO FILME DO THOR.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

TUDO PASSA


Esta semana, depois de quase SESSENTA E CINCO ANOS no ar, acompanhamos, com certo ar de tristeza, o desligamento dos transmissores de ondas médias (AM) de nossa tradicional Rádio Difusora. Seu atual proprietário, Isaías Sporch de Freitas, de maneira um tanto emocionada, teve a difícil missão de fazê-lo.   

Tudo passa como folhas ao vento, e foi diante da maneira brilhante em que se manifestou nosso amigo pitombense Sílvio Heleno em seu pequeno texto em homenagem a este importante ciclo que termina, é que nos deparamos mais uma vez com esta realidade.

Desta forma, nosso amigo escreveu: “TEMOS ASSISTIDO O FIM DE PARTES E COISAS QUE NOS ACOMPANHAM PELA VIDA: O DISCO DE VINIL, O FILME FOTOGRÁFICO, A TV ANALÓGICA ETC.. E AGORA COM TRISTEZA, É HORA DA FAIXA DE ONDAS MÉDIAS EM AMPLITUDE MODULADA (AM) SER DESLIGADA PARA QUE UMA NOVA HISTÓRIA, QUE COMEÇOU HÁ POUCO TEMPO COM O EVENTO DO MUNDO DIGITAL, GANHE SEU ESPAÇO”. 

Interessante que hoje, vasculhando meus arquivos do Blog, coincidentemente deparei-me com esse antigo CATÁLOGO TELEFÔNICO, com o qual fiz questão de ilustrar esta postagem.  Apenas outro simples documento, mas que também nos faz refletir sobre a efemeridade de cada momento de nossas vidas.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


ENTARDECER NA PRAÇA

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO SOBRE ESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA -

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???



DE ONDE ESSA FOTO FOI TIRADA???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - A casa do sr. Afrânio Furtado, perto da estrada que sobe para a Torre, foi primeiramente reconhecida por: Maiza Mendonça, Evanise Rezende e Maria da Penha Santiago.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O (SAGRADO) DIREITO AO SOSSEGO


Meu companheiro Serjão, de tempos em tempos, traz aqui para o Blog esse assunto preocupante da POLUIÇÃO SONORA, como o fez na última quarta-feira. Quando estou em São João, uma das reclamações que mais ouço das pessoas é não poder dormir nos finais de semana, devido ao barulho excessivo de alguns bares, do chamado som automotivo e dos escapamentos de motos.

Embora as pessoas façam um enorme chororô sobre o assunto, cochichem, reclamem (e aqui em Juiz de Fora não é diferente), na hora de “encarar a onça”, ou seja, de defender os seus direitos, muitos preferem deixar pra lá. Talvez para evitar conflitos, ou para não serem chamados de chatos, caretas ou nomes menos publicáveis.

A verdade, gente, é que ninguém é obrigado a se irritar quando um carro passa debaixo de sua janela, na madrugada de domingo, tocando aquele funk cabeludão, que dispara o alarme de todos os carros da rua. Mas, vamos combinar: virar pro canto, enfiar algodão nos ouvidos e tomar um rivotril, como se nada estivesse acontecendo, é abrir mão do seu direito, e do direito dos vizinhos, além de deixar uma mensagem clara para todas as autoridades que têm o poder de polícia: estou pagando o salário de vocês, mas não precisam fazer nada!!!

Falo isso porque o grande problema da poluição sonora urbana NÃO é a falta de educação dos motoristas, motoqueiros e frequentadores de bar. O grande problema da poluição sonora urbana é a NOSSA omissão.

Vamos lá. Sossego é coisa séria. Mais do que ficar quieto, sossego significa paz, tranquilidade, calma, ou seja, ausência de agitação. Sossego NÃO É ausência de barulho. Sossego é ausência do RUÍDO mais alto do que o permitido, prolongado e prejudicial à vida do cidadão.

Sendo assim, como o sossego é um estado de fato, ele é também um DIREITO da personalidade, consequente do Direito à Vida e à Saúde. Além disso, o sossego é um Direito de Vizinhança e também um Direito a um Meio-Ambiente Saudável.

E mais: TODOS têm direito ao sossego, desde adultos, crianças, velhos, animais e até mesmo aquelas pessoas que, depois de zonearem pela cidade, vão dormir tranquilas em suas camas.

E o que acontece quando alguém transgride o direito ao sossego? Pode ser enquadrado, pode ser responsabilizado juridicamente. Na área cível, criminal, ambiental e administrativa.

(Estava fazendo esta crônica, às sete e pouca da manhã, quando soou o alarme de nosso grupo de whatsapp dos moradores do bairro: uma clínica de emagrecimento, promovendo uma aula de exercícios físicos aeróbicos baseada nessas danças latinas, acordou a população inteira da rua. O que foi feito? O primeiro morador que se incomodou desceu, foi até o local e reclamou com os responsáveis, sendo sonoramente ignorado. O morador voltou, pediu a ajuda da associação de moradores, acionaram o 190. Juntos, incomodado e presidenta da SPM aguardaram a PM que chegou ao local, qualificou os responsáveis pela clínica, foram encaminhados à delegacia, de onde saíram já com a audiência judicial agendada.)

É isso que é o certo? Não sei, mas que voltaram pra casa com uma sensação de cidadania e de dever cumprido, isso voltaram.

Crônica: Jorge Marin
Foto     :  disponível em http://nossacausa.com/muito-alem-timpano/

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


SERÁ QUE ESSA MENINA (ALEXA MELO) É NETA DO DAVID GILMOUR???

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

POLUIÇÃO SONORA NO TRÂNSITO E OS EXCESSOS


Nas últimas décadas, pesquisas científicas alertam para o fato de que o homem parece estar cada dia mais habituado com o ruído. Porém, alguns autores enfatizam que os efeitos dessa exposição continuam a atuar danosamente contra a saúde destes indivíduos.

“Reações psíquicas como a motivação e a disposição podem ser modificadas negativamente através do RUIDO, sendo que, o NERVOSISMO, a AGRESSIVIDADE e a CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM e CONCENTRAÇÃO, são sensivelmente afetados“

Ao ler no site http://www.scielo.br/pdf/asoc/v8n2/28606.pdf o artigo intitulado AMBIENTE URBANO E PERCEPÇÃO DA POLUIÇÃO SONORA, de onte retirei a citação acima, confesso que muitas vezes fico impressionado com o nível de BARULHO que somos submetidos nos dias atuais.

Difícil acreditar que, mesmo em algumas pequenas cidades, assim como a nossa querida Garbosa, em certos dias e horários isso venha se tornar TÃO EVIDENTE.

Na verdade, estamos falando apenas dos EXCESSOS, onde quase sempre não há LIMITES e tudo parece ter se tornado NATURAL.  Aí incluímos alguns automotivos e até mesmo profissionais ambulantes, além dos BARULHOS causados pela moda atual que é a não importância aos ESCAPAMENTOS SILENCIOSOS das motocicletas.

Ruídos sempre existirão, sendo que a maioria provocada mesmo por necessidades naturais do cotidiano, enquanto outros, aí já nos referimos novamente aos EXCESSOS, simplesmente, pela total falta de respeito, indiferença para com o próximo, ante a benevolência ou mesmo ausência de REGRAS CLARAS no que tange às POSTURAS do lugar.

Aí, meu amigo, é ter que conviver com decibéis pra mais de metro, vendo nossas privacidades ser invadidas, sem que nada possamos fazer ou que façam por nós.

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


EITA CIDADE BUNITA!!!

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO SOBRE ESSA BELA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa da semana passada no Beco do Gás, da nossa querida professora Dona Cinila, foi reconhecida primeiraente pela Beth Itaborahy (que morou na casa), pelo Luiz Carlos Moura e pela Cida Oliveira. Dulcinéa Ferreira lembrou que essa casa já foi do Hélio Rigolon e a casa da frente dos sogros deste, sr. Mário Zágari e Dona Lenira. Outra moradora ilustre da casa, a Ana Emília Silva Vilela, lembrou-se dos bingos que fazia lá, junto com Totó, Bode, Minda, Helô, Neide Araújo, Landinho, Guilherme, Cabilim etc. 

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUE LUGAR É ESSE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - A casa do sr. Venâncio Pinguelli, na Rua Guarda-Mor Furtado, foi reconhecida pela Beth Itaborahy, Márcio Velasco e Dulcinéa Ferreira que se lembrou que a casa, que fica ao lado da casa do sr. Pimpa, pertenceu à Dona Celina e Dona Diva, irmão do sr. Canarinho.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

domingo, 29 de outubro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA - ESPECIAL DE DOMINGO


PASSEANDO EM SÃO JOÃO.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

OVELHAS COMO NÓS


Ovelha é um bicho esquisito. Dizem que, além de ficar na base da pirâmide alimentar, ela não reage quando ameaçada, ela não dá coices, não desobedece NUNCA ao seu pastor e, quando brinca, cai com as pernas pra cima e, se não levantar, acaba morrendo asfixiada.

Pessoalmente, acho que tudo isso não passa de lenda urbana, ou melhor, lenda rural, e que a ovelha não é muito diferente de mim. Ou de vocês.

Imaginem um país de ovelhas. Num país de ovelhas, o presidente, com certeza, não seria uma ovelha. Quem sabe um lobo? Em pele de cordeiro naturalmente!

Outra coisa que dou como certíssima: num parlamento de um país de ovelhas, a maioria dos representantes são lobos, muitos nem vestidos de cordeiro mais.

O resultado desse estado de coisas vocês podem muito bem imaginar: conchavos para manter os lobos no poder, negociatas envolvendo tráfico de lã e leis que beneficiam apenas eles mesmos, os lobos.

Agora me contaram que as ovelhas estão com um novo chorôrô. Porque, não sei se vocês sabem, ovelhas não protestam na rua assim como nós humanos. Elas ficam ruminando quietinhas e começam a choramingar. Pois é: elas querem porque querem que os cães pastores passem a governá-las. Pensam, com seus pequenos cérebros, que só assim estariam livres dos lobos.

Algumas (poucas) ovelhas mais velhas argumentam que isso já aconteceu no passado e que os cães, muito disciplinados, só obrigaram as ovelhas a se tornarem mais dóceis face ao seu grande predador: o homem. Mas não adianta. O chorôrô continua...

Ah, quase ia me esquecendo: vocês sabiam que as ovelhas adoram ser tosquiadas?

Crônica: Jorge Marin
Foto     : https://sites.psu.edu/leadership/2014/07/28/wolf-in-sheeps-clothing-2/

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


SAUDADE.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O PEGA-JECA


Um amigo em passeio pela terrinha comentou estar bastante admirado com a quantidade de ônibus que estavam passando por nossas ruas em função do crescimento da cidade. Foi quando me lembrei de nosso primeiro e folclórico ônibus circular que, no início dos anos setenta, começou a rodar por nossas vias. 

Com certeza, muitos amigos daquela época irão recordar. Era uma pequena jardineira Chevrolet de uma porta só, bastante parecida com a ilustração acima, que, se não me falha a memória, fazia antes o percurso São João - Descoberto e que teria sido adaptada para tal.

Confesso não me lembrar bem o trajeto, mas seria algo parecido com Bairro Benetti, Santa Rita e Largo da Matriz, além de percorrer alguns corredores centrais. Verdadeiro taxibus, que ficava à mercê do desejo do próprio passageiro na escolha do melhor ponto pra que pudesse descer.

Durante os dias da semana, diria que hoje seria o maior mico pegarmos o PEGA-JECA devido à constante “superlotação”, quase sempre com uma ou duas pessoas a bordo. Não tinha como ficar discreto no meio de “tanta gente”, além é claro, do motorista e do cobrador. Pra ser sincero, nem tenho muita certeza se havia cobrador.

De uma forma ou de outra, conheci pessoas que abaixavam a cabeça e até mesmo desciam antes do ponto, de preferência em local pouco mais ermo, para que pudessem passar despercebidas.

Segundo consta, o ônibus começava a circular às cinco da matina e um de seus primeiros motoristas teria sido nosso amigo Pedrinho Ventania. Um fato também bastante pitoresco, e que chamava muita a atenção, era de que aos finais de semana só faltava sair passageiro pelo ladrão, talvez em função do acréscimo de um itinerário que se estendia até o trevo principal da cidade.

E assim, por um bom tempo, seguiu sorrateiramente, virando a cada esquina, o imponente PEGA-JECA!!!

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


PARECE QUE TODO MUNDO VIVEU GRANDES EMOÇÕES NESSA RUA. QUEM SE LEMBRA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa da antiga Fábrica Sarmento, localizada no Anel Rodoviário, foi primeiramente reconhecida por Cláudio Torres, Dulcinéa Ferreira e Jorginho Pinto.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICAM ESSAS "ARVINHAS"???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Sebastião Luiz Costa, Rita de Cássia Campos e Marcelo Oliveira foram os primeiros a reconhecer a Rua Capitão Basílio.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat. da foto: Jorge Marin

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A MALDIÇÃO DO NUMTEFALEI


Não há nada mais irritante, mais estressante, mais odioso do que o NUMTEFALEI!

Vou exemplificar: numa sexta-feira à noite, você cansado, vai levar a família numa nova pizzaria que fica num determinado bairro. Depois de umas duas horas de espera (maquiagem, roupas, carregamento de celulares), você, finalmente, consegue colocar a turma no carro. A esposa, cheirosa, senta-se ao seu lado e, por um minuto, você acha que a tal reunião semanal de família pode até ser uma boa ideia. Chove.

No meio do caminho, numa quebrada meio sinistra, o carro apaga. Ninguém se mexe, lógico. Você sai e abre o capô só pra posar de macho, pois, na realidade, não entende nada daquela barafunda de fios. Sem saber o que fazer, você volta, resfolegando e ensopado, só para ouvir a “bonita” dizer:
- NUMTEFALEI que esse carro não presta?

A vontade que você tem é de sair correndo morro abaixo, ir até Brasília e, vestido de homem-bomba, exigir o fim da Lei Maria da Penha.

Mas o NUMTEFALEI não se restringe apenas às esposas. É comum você fazer alguma coisa no trabalho e, quando aquilo dá errado, surge o Chefe (sempre ele!), e diz:
- NUMTEFALEI que não ia funcionar??? – É lógico que não iria, pois chefes, normalmente, sempre falam que TODAS as suas ideias não vão funcionar. E, quando funcionam, fazem de conta que nada ocorreu.

Imaginem o Lula, naquela manhã fatídica de 1º de setembro do ano passado, já meio puto porque o Coríntians tinha empatado com o Fluminense na véspera e o impeachment da Dilma, consolidado. Aí, chega a Dona Marisa Letícia e diz:
- NUMTEFALEI que esse Temer não prestava? – Imagino a resposta dele:
- Fica quietinha aí, senão vou lá em Atibaia e quebro aqueles dois pedalinhos cafonas que você comprou na 25 de Março!

Tenho uma vizinha aqui, acho que ela é de Mar de Espanha, a dona Conchita. Essa aí é insuportável. E o pior é que, telespectadora ativa do Jornal Nacional, vem sempre trazer as “novidades”. Há umas três semanas, encontrei-a radiante, na portaria do meu prédio:
- O STF suspendeu o Aécio, NUMTEFALEI? Aquilo é traia ruim – disse ela.

Anteontem, nem precisa dizer, volta ela de novo, sorrindo:
- O Aécio voltou, NUMTEFALEI?

E é desse jeito. Assim caminha a humanidade. Importante é ter SEMPRE razão, NUMTEFALEI?

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em: https://www.dreamstime.com/stock-photo-aggressive-wife-stressed-husband-gun-room-image47968510

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


SEMPRE EM NOSSA MENTES...

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A DANÇA DOS TALHERES


Ultimamente, venho observando muito este vai e vem dos talheres que tem ocorrido em minha mesa.  Por sinal, fato este que também acredito acontecer na maioria das famílias.

Acho até que, pelo simples fato de nunca termos tido aqui em casa uma auxiliar doméstica e eu ter me prontificado a exercer a nobre missão de estar sempre colocando os talheres na mesa, esse fato tenha despertado tanto minha atenção.

Para ser sincero, acho mesmo que este vai e vem dos talheres, que vai se estendendo ao longo da vida, oferece uma excelente oportunidade de estarmos exercitando um pouquinho mais nossos neurônios.

Geralmente, tudo começa no início do casamento quando a rotina das duas unidades deixa, por um bom tempo, nossas sinapses um tanto acomodadas e preguiçosas. Período dos pares, onde dois pratos, dois talheres, dois copos, por sinal geralmente idênticos, ditam o dia a dia do casal.  E este marasmo psicomotor vai se perpetuando por um bom tempo até que, com a chegada do primeiro filho, a coisa começa a mudar.

E foi o que ocorreu comigo, quando, repentinamente, tive que começar a exercitar o número três, ou seja, três pratos, três talheres, três copos, além, é claro, das três xícaras e os respectivos três pires no café. Isso pra não falar das constantes variações de cores e modelos que começavam a surgir. 

Com a chegada de meu segundo filho, mesmo demorando um pouco a me condicionar, fiquei por um bom tempo e, automaticamente, fazendo do número quatro, meu norte, ou seja, quatro pratos, quatro talheres, quatro copos juntamente com as quatro xícaras e seus respectivos pires no café. E as novas cores e modelos iam, cada vez mais, se misturando na mesa e na minha cabeça também.

Daí pra frente, vão surgindo as constantes variantes que sempre acontecem nas chegadas das visitas, dos familiares, nas idas e vindas dos filhos ou mesmo na ausência de alguém.  Se, por um lado, embaralham um pouquinho mais, por outro estimulam sobremaneira novas células nervosas.

O feriadão se foi e mais uma vez a vida segue girando, no rodízio das cadeiras e na dança dos talheres.

Hoje serão dois pratos e dois copos...

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : disponível em https://www.dreamstime.com/stock-image-family-dinner-image26440591

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


CÉUS DE OUTUBRO...

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem; Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa do saudoso Neném Itaborahy, nosso querido maestro, foi primeiramente reconhecida pelo Márcio Velasco, que lembrou que, naquela parte de cima, morava a dona Zenith (do Cine Brasil e da Rodoviária). Graça Mendonça, que também morou na casa, lembrou que ali nasceu o seu caçula, o Mr. Webones Márcio Sabones.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

FEDIDOS NO ESPAÇO


Pessoal, como vocês devem ter visto na homenagem que me fizeram no Face, cheguei, graças a Deus, aos meus sessentinhas. Agradeço a Deus porque a saúde, a alegria e a energia continuam intactas. Porém, quando leio o noticiário, percebo-me estranhamente GAGÁ.

Não que eu esteja demente, mas, lendo as notícias e olhando os comentários, muitas vezes odiosos, das pessoas, percebo que estou com sérias dificuldades em lidar com os novos tempos.

Vou dar um exemplo, e peço que não atribuam qualquer intenção ou gesto político ao fato que vou relatar. É só um exemplo de um fato atual e da minha dificuldade em entendê-lo.

O prefeito de uma grande capital instituiu um programa municipal de combate à fome, no qual aproveita sobras de alimentos das indústrias produtoras (que estejam próximos ao vencimento de sua data de validade) para produzir um composto alimentar, um granulado nutritivo, que, segundo a prefeitura, serviria para ser adicionado à alimentação ou mesmo utilizado na fabricação de pães, bolos, massas e sopas.

Embora eu apoie toda campanha de combate à fome, essa iniciativa me pareceu esquisita, pois, em meu julgamento, o tal composto parecia mais uma ração. Vicentino que fui (dizem que a gente nunca deixa de sê-lo), entendo que a alimentação que vai ser distribuída aos pobres não pode ser de qualidade inferior SÓ PORQUE ELES SÃO POBRES.

Além disso, acho que alimentação não são apenas nutrientes, mas inclui o prazer de saborear alimentos frescos, saborosos e saudáveis. E esse tipo de alimentação, mesmo para os pobres, é possível, primeiro porque o nosso país é um dos maiores produtores de alimento DO MUNDO. E, em segundo lugar, porque isso JÁ FOI FEITO, em nível nacional, pois o nosso país recebeu um prêmio da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, JUSTAMENTE porque saímos do chamado Mapa da Fome das Nações Unidas.

Pois bem, concluí tudo isso do alto dos meus sessentanos, quando, para meu espanto, leio, nos comentários, várias pessoas falando sobre o assunto, dizendo que o prefeito está certo, que quem está passando fome não tem direito de escolher cardápio, e outros especialistas dizendo que o balanceamento dos nutrientes está correto.

Meio que duvidando da minha capacidade de julgamento, leio agorinha uma entrevista do tal prefeito, na qual ele usa um argumento para detonar com minha percepção: diz ele que essa ração é a mesma que os astronautas comem. Agora é que eu fiquei confuso de vez. Será que ele pretende enviar os pobres para o espaço???

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


SEMPRE ÓTIMOS.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

UMA VIAGEM INESQUECÍVEL


Parece que foi ontem mesmo, mas, nesta quinta-feira dia 12, estarão completando 55 anos de uma visita inesquecível que fiz, juntamente com meus saudosos pais e Tia Maria, à Basílica de Aparecida do Norte. O ano era 1962 e eu, ainda com meus seis anos, mal havia dormido durante a noite, ante o fascínio daquela que seria minha primeira viagem interestadual.   
                                           
Acordamos de madrugada e, antes mesmo do dia clarear, começamos a nos aprontar. O ônibus fretado para a viagem foi o mais novo modelo adquirido pelo Expresso Picorone que acabara de chegar.  Naquela jornada, tivemos o privilégio de ter como motorista nosso também saudoso e alegre Anjinho Picorone. Por sinal, em função da sua famosa comunicabilidade, a viagem teria se transformado em momentos únicos e divertidos. 

Recordo bem que, na época, tudo era bem mais complicado, e essas romarias se transformassem em verdadeiras aventuras. Alguns trechos de estrada, muito dos quais ainda sem asfalto, colaboravam para que as viagens se tornassem bem mais longas, fazendo com que passássemos quase um dia inteiro dentro do ônibus. Até que chegássemos ao destino final, tornávamos uma única família.   

Ora poeira, ora barro, além de muitos buracos, tudo fazia com que a viagem se tornasse bem mais cansativa...

Recordo que uma breve parada em Volta Redonda teria sido necessária para alguns reparos no ônibus. Capô levantado, enquanto nosso divertido motorista, que também, era proprietário da empresa, agora de mangas arregaçadas e com extrema habilidade, ia rapidamente dando um jeito no motor.

Seguimos viagem, e pasmem, ainda não havia acontecido um único minuto de silêncio dentro do ônibus e muito menos pausa pra cantoria. Rege a lenda que fui em pé de São João a Aparecida do Norte apenas pra ficar observando o motorista.

A chegada foi algo inesquecível, e ainda tenho guardado na memória aquele imenso estacionamento e suas centenas de ônibus em cores diversas posicionados lado a lado como se brinquedos fossem.

A grandiosidade da Basílica, mesmo que ainda em construção, os fogos do meio-dia e a fé inabalável daquela multidão à nossa mãe Maria também se tornariam inesquecíveis, como um eterno filme na memória de uma criança.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


PRIMAVERA.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO



QUEM CONHECE ALGUM CASO DESSA CASA AÍ???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa onde morou a dona Maria Augusta Sarmento, na Rua do Totó, foi primeiramente reconhecida por Dulcinéa Ferreira, Tânia Bezerra e o vizinho de frente Jacques Ângelo Rigolon.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


ONDE FICA ESSA FONTE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - O local da foto da Matriz, tirada lá do Zé Maria Fam, foi reconhecido pela Bete Barroso.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

HOMEM PELADO É IMORAL???


Vocês podem pensar que é zoação, mas não é!

Quando eu era mininim lá em Sãjoãopomuceno, eu sabia, aliás, eu TINHA PLENA CERTEZA DO QUE ERA IMORAL. Por exemplo, comungar de blusinha sem manga com o Padre Trajano. Ele era cego, mas não era bobo: fingindo que se apoiava no braço da fiel para não errar a boca, ele sabia direitin se a fulana estava sem manga ou não.

Depois, quando comecei a ir em filme “proibido”, assisti Laranja Mecânica e, na hora em que alguém ficava pelado, apareciam umas bolinhas pretas que cobriam algumas partes do corpo. Aí eu sabia: ali na bolinha é imoral.

Aí, veio a liberação total dos filmes, e era até chique (não sei por quê) convidar amigos para assistir filmes pornô alugados na locadora. Eu mesmo passei por um aperto danado quando, conversando com a esposa do vice-prefeito de uma cidade do interior onde eu estava morando, chega a atendente da locadora e, na lata, informa:
- Seu Jorge, já chegou o novo “Rapadinhas 2”! Quer que eu reserve para o senhor?

Para não dar muita bandeira, chegamos aos dias atuais e a polêmica do homem nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo. O que eu percebi foi o seguinte: você chega ao museu, percorre seus corredores e vê um cartaz com um alerta dizendo “La Bêtte, performance com nu artístico”. Eu, se não tiver interesse pelo assunto, o que faço? Não entro. Mas, se eu quiser, entro.

Foi o que aconteceu com uma mãe que, acompanhada de sua filha menor de 10 anos, entendeu que a menina tinha maturidade para, não só assistir, como tocar no corpo do artista (a menina tocou nos dedos do moço). O que se seguiu foi um alvoroço na mídia, dizendo que o museu estaria incentivando a pedofilia e que, conforme o deputado João Rodrigues (do PSC de Santa Catarina), quem apoiasse esse tipo de arte merecia “levar porrada, levar cacete”.

Apesar de me considerar liberal, eu imagino que não levaria uma garotinha para uma performance desse tipo. No entanto, essa história de prender, bater, censurar, eu sou totalmente contra. Eu, por exemplo, não bebo álcool. Mas já usei, e grande parte dos meus amigos adora. Alguns até deixam o filho tomar... um golin, o que também sou contra. Nem por isso, entendo que devam fechar a Ambev, queimar os caminhões de cerveja, prender os donos.

Além disso, mesmo tendo sido criados em famílias mais conservadoras, como é o nosso caso, temos que transmitir (espero que eu tenha transmitido) com bastante clareza para os nossos filhos e netos a diferença entre nudez e sexualidade.

Cada família se preserva e se protege conforme seus códigos particulares de moral. Precisamos ficar de olho na imoralidade sim. Mas, certamente, ela está solta e impune num planalto mais ao norte e mais central do país.

Ah, o deputado que eu citei é aquele mesmo que foi flagrado em 2015, em plena reunião do Congresso, assistindo a um filme pornô em seu celular, durante a votação da reforma política.

Crônica: Jorge Marin

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL