segunda-feira, 25 de setembro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


BELEZA PRÁ TODO LADO

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA O CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA -

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


ONDE FICA ESSE LOCAL???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA -

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SEXYGENÁRIOS


Vera está sentada, sozinha, numa das mesas da entrada do restaurante. Eu ia dizer que era no Botachopp, mas não tenho certeza.

Por não ter muita vocação para escrever suspense, vou logo dizendo o assunto: Vera está sentindo tesão. Qual o problema? – vocês irão me perguntar. Se eu disser que ela tem sessenta e quatro anos, aí que vocês vão me crucificar de vez.

Então, deixa eu fazer a defesa antes que me processem por discriminação de idosos. Normalmente, elas são quatro amigas, que saem às sextas-feiras, “para espairecer” como dizem. Uma é casada, uma viúva, outra solteirona, e a Vera, que já se separou (foi largada, diz ela), voltou a casar e enviuvou.

Nessa sexta, por artes do destino, todas as outras três (não vou dizer os nomes, para não dar pinta) tiveram problemas domésticos: uma foi ficar com o netinho que está no hospital (mas está bem), outra, apaixonada pelo Roger Daltrey, foi ao Rock’n Rio, e a última foi num churrasco com o marido, do qual, certamente, vai reclamar nas próximas trocentas sextas-feiras.

O objeto do desejo de Vera, se é que podemos chamar essa comichão de desejo, é o Luiz Cláudio, um ex-colega do grupo, que, depois de se divorciar, virou um solteirão convicto. O fato é que, por uma dessas coincidências incríveis, embora a cidade não seja tão grande assim, veio jantar no restaurante justamente hoje. Cacá, como o chamávamos, é aquilo que poderíamos definir de coroa prafrentex, isso se ele não fosse tão metódico e penteasse o cabelo de lado, meio topetinho.

A situação pode parecer meio ridícula, mas Vera, pela criação recebida, já estava morrendo de vergonha só por estar sozinha ali no restaurante. Quando reconheceu o ex-colega na outra mesa (que lhe cumprimentou de forma protocolar, mas a chamou de Verinha), ficou numa dúvida louca: devo chamá-lo para sentar na mesa? Mas, e se uma das amigas ainda vier? O que vão pensar dela?

O devaneio sexual então, ela não reconheceu nem para si mesma. Embora tenha feito seu coração bater mais apressadinho. E o Cacá estava de bermudinha, uma coisa impensável para os padrões dele!

Vou resumir o que aconteceu para não virar suspense de fato. Quanto ele pediu a maquininha de cartão para pagar a conta, Vera se levantou, pediu licença sentou-se e foi logo dizendo com o rosto meio afogueado:
- Cacá, eu gostaria muito de sair daqui junto com você, e gostaria que fôssemos direto pra minha casa para passarmos a noite juntos. Pronto, falei! – quase morreu.

Vocês precisavam ter visto a cara do Luiz Cláudio. Ficou branco, vermelho, engasgou, até que processou a informação, afastou a cadeira e disse:
- Verinha, eu te amo! Desde o quinto ano.

Vera riu daquilo tudo.

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS PARA OUVIR NO ROCK'N RIO


DEPOIS DE MAIS DE CINQUENTA ANOS, ELES CHEGAM AO BRASIL... THE WHO!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RUA DO VAI E VEM


Foi conversando com um amigo, numa dessas manhãs agitadas de sábados no calçadão, que fiquei a recordar de uma tradição que existia aqui na terrinha. Era o famoso VAI E VEM de pessoas que acontecia sempre aos domingos à noite, exatamente no mesmo local. Não havia o calçadão e a Rua Coronel José Dutra, mais conhecida na época como Rua do Sarmento, abrigava nos finais de semana um número enorme de pessoas, que ficavam a subir e descer a referida via, fazendo o lendário percurso Bar Central - Correios e vice-versa. Um pequeno circuito que se transformava num verdadeiro paraíso dos pipoqueiros de plantão.

Confesso me lembrar apenas do final dessa tradição, pois foi um costume que teve seu auge nas décadas de cinquenta e sessenta, e que veio a se manter firme até início dos anos setenta. Em função disso, e observando a foto que ilustra esta matéria, não saberia dizer se os dias e horários teriam sido os mesmos ao longo de todos esses anos.

Consigo me lembrar que, na ocasião, havia poucas casas noturnas na cidade, fazendo com que nesse local se concentrassem muitos jovens, quase sempre à procura de um namorico ou mesmo uma possível paquera.  
                                        
Mas nem todos optavam em ficar andando, sendo que muitos rapazes preferiam mesmo era ficar em pé frente às portas do Bar Central, Sinuca do Cida, Bar Dia e Noite, apenas proseando e “vendo o bonde passar”.

Um tímido sorriso, uma troca de olhares ou um charme disfarçado sempre aconteciam a cada encontro, até que um bom papo rolava e os pares se achavam. Claro, muita roupa bonita e perfume no ar.

Assim tão bem sintetizou nossa amiga Graça Lima em uma de nossas postagens: “Era a rua dos sonhos de adolescente, não tinha o calçadão e a gente ficava pra baixo e pra cima paquerando”.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook
Trat.foto: Jorge Marin

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM SE LEMBRA DE EMOÇÕES VIVIDAS AQUI???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SE LEMBRA DE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A primeira a acertar foi a Fernanda Macêdo: "Avenida Carlos Alves... Essa é a casa da Dona Cora. Ia visitá-la junto com minha mãe ou minha avó, depois passávamos na casa da Dona Zizinha!!! Boas lembranças da minha infância". Também acertaram: Rita Knop Messias e Maria da Penha Santiago.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério ???


O QUE QUE É ISSO MINHA GENTE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Márcio Velasco, Diva Guazzi Knop e Graça Lima foram os primeiros a acertar: Igreja do Rosário.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

EM 1965, EU ERA O FUTURO DO BRASIL


Era o ano de 1965 e estávamos todos na fila: eu, Helinho, Renatinho, Rogério Baleia, Mazola, Francisco e um bando de outros colegas. Cantávamos o Hino Nacional. Éramos o futuro do Brasil, dizia a nossa querida diretora, a Dona Terezinha de Almeida.

Entrávamos para as nossas salas cantando a plenos pulmões algum “sucesso” do nosso hinário. Aquela pobreza total que só mesmo quem viveu os anos 60s é capaz de relatar: livros encapados com papel amarelo da congeladora, aquele lapisão vermelho e aqueles sapatos poídos e arranhados.

Futuro do Brasil, quem diria? Saí louco de vontade pra contar para o meu pai as novidades. Meu avô é quem foi me buscar naquele dia, e eu fui falando de cara:
- Vô, cê sabe que eu sou o futuro do Brasil? – eu nem lembro o que ele respondeu.

Chegando em casa, minha mãe estava com uma revista O Cruzeiro lendo: era sobre a Revolução Redentora de 1964, que estava completando 1 ano. Antes de contar sobre a tarefa que a diretora havia me dado, ela comentou:
- Agora sim, com os militares no poder, acabou a politicagem, a roubalheira, a pouca-vergonha. Deus ouviu nossas orações contra o comunismo.

Meu pai estava na Fábrica de Tecidos Sarmento, na fiação.

Fui almoçar com o coraçãozinho batendo forte: não só eu era responsável pelo futuro do Brasil (gente, o Brasil é muito grande, pensava), como também agora temos os militares para nos ajudar.

Não tem como nada dar errado.

Pois é.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : acervo do autor

MÚSICAS PARA ESCUTAR NO ROCK'N RIO


ELES ESTARÃO NA ABERTURA HOJE... MAROON 5!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

NA ÉPOCA DO BOLOTE


Acompanhando esta onda de violência que vem assolando nossa cidade, por sinal, “privilégio” este que se estende aos demais municípios brasileiros, ficamos, vez ou outra, a recordar dos bons tempos do Bolote.

Bolote, para aqueles que não se lembram, principalmente esta geração mais nova, foi nosso delegado por um bom tempo na década de setenta.

Sinceramente, com este Código Penal, não tenho a mínima dúvida de que pouco ou quase nada nosso ex-delegado poderia fazer nos dias de hoje, fato este que não o impediria, austero como era, de incomodar muito bandido e aqueles que insistissem em colocar seus direitos acima dos DEVERES. Para ele, as LEIS, por mais SIMPLES que fossem, estavam aí para serem CUMPRIDAS e RESPEITADAS.

Lembro-me que, certa vez, mais ou menos com meus dez anos de idade, resolvi pegar uma pedra e atirar no córrego aqui em frente de casa. Coincidentemente, naquele momento, estava passando  o Bolote com sua famosa charrete. Ao ver-me degradando o córrego, mesmo que fosse com uma simples pedra, parou a charrete e gritou:
- Ah, Italiano! Se eu te pego! - Corri em disparada pra dentro de casa, e,  mesmo sendo de maneira um tanto terrorista, aprendi daquele episódio em diante que, de pedra em pedra, estaria contribuindo pra poluir o córrego. E assim, nunca mais o fiz.

Coitado daquele que andasse no passeio de bicicleta ou que fosse menor de idade consumindo bebidas alcoólicas, ou mesmo frequentando determinados lugares.  Que danificasse um patrimônio público ou perturbasse o sossego alheio com qualquer tipo de poluição sonora. Imaginem vocês que, por várias vezes, fomos pedir uma licença pra fazer serenata. E olhe que era uma serenata disciplinada e de sonoridade bela! Tínhamos consciência disso, mas esse procedimento nos fazia refletir ainda mais, que serenata seria uma coisa, e baderna durante a madrugada, seria outra.

Coisinhas sutis e até banais, mas que não nos deixaram esquecer que, antes de tudo, teríamos que ficar atentos aos nossos DEVERES para se conviver COLETIVAMENTE.

Tenho sim, saudade dos bons tempos de Bolote!

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


ESTAÇÃO SÃO JOÃO.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


ONDE FICA ESSA BELA CASA??? QUEM CONTA UM CASO???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa do Dona Maria Cavalheiro foi primeiramente reconhecida por Cássio Fernando Cunha Alves, Marcelo Oliveira e Ana Emília Silva Vilela. O Cássio lembrou que a Dona Maria fazia um doce de laranja em calda que, até hoje, dá água na boca só de lembrar. A Iara Muniz contou uma história interessante: "...lembro que a Maria Cavalheiro deixava umas panelas velhas só pa gente brincar de casinha e ainda nos deixava catar todas as uvas que tinha no pé... e fazia um bolo de cenoura muito bom...". Enfim, uma casa de saborosas memórias.

Casa de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ONDE ESSE ANJINHO ESTÁ POUSADO???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, Ana Emília Silva Vilela e Augusto Côrtes foram os primeiros a reconhecer o local de onde a foto panorâmica de São João: a rua do Polivalente (Rua João Carlos Knop, explica Ana Emília).

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

SOMOS TODOS ESQUERDISTAS???


A coluna atrasou um pouco, não sei se pelas comemorações do aniversário do Serjão, ou porque os neurônios meio envelhecidos já não dão conta de publicar duas crônicas na mesma semana.

Mas a pergunta, feita pelo meu filho para sua prova de História, não poderia ser mais fácil. Ou mais difícil: pai, qual a diferença entre esquerda e direita?

A coisa anda tão dividida, e brigada, que acabei me enrolando na explicação. Falei sobre o óbvio: depois da Revolução Francesa, quando estavam bolando a nova constituição, os burgueses, que hoje seriam definidos pejorativamente como “coxinhas”, tiveram um certo nojinho dos pobres, os jacobinos (seriam os petralhas de hoje?), e sentaram-se à direita da assembleia, deixando aquela “gentalha” do lado esquerdo.

Ora, continuei a explicação, como os burgueses tinham uma situação financeira melhorada em relação aos pobres, queriam CONSERVAR a situação do jeito que estava (exceto pela exclusão do poder real), foram também chamados de conservadores, porque sua principal preocupação era a sua própria liberdade (hoje falam em meritocracia). Já os esquerdistas preocupavam-se com a justiça social, que seria a luta pelo direito dos trabalhadores e população mais pobre.

Mais ligado em GTA e Assassin’s Creed do que nessas questões políticas, meu filho, já impaciente, só queria uma resposta resumida:
- Quer dizer que os conservadores querem que a situação do país continue EXATAMENTE como está, pai?
- Isso mesmo, filho?
- Uai, então SOMOS TODOS ESQUERDISTAS, né?

Falo nada.

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO... FOCUS!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COISAS QUE O SERJÃO ME ENSINOU


Hoje é aniversário do meu parceiro Serjão. Companheiro, cumpadre, comparsa, já nem sei mais o que somos.

Normalmente, nesse dia, que ele chama de “versário”, a gente costuma jogar uns confetes um no outro, tipo de participação nos lucros afetuosos do Blog.

Hoje, no entanto, aproveitando a data, quero deixar registrado aqui o tanto de coisas que aprendi com o Serjão.

Para isso, preciso fazer um pequeno retrospecto: lá nos idos de 1975/76, éramos amigos de encontrar todo dia, ir na casa um do outro, jogar sinuca, futebol e fazer nossas caminhadas semanais.

O que nos separou foi a tal da “carreira”. Acreditávamos, naquela época, e hoje muita gente ainda acredita, numa tal de carreira. Isto é, para “vencer na vida” (outro conceito esotérico e ultrapassado), precisávamos sair de São João. Afinal, era uma cidade pequena que nada poderia nos oferecer.

Enquanto fui vencer na vida (hoje, acho que nem empatei), o Serjão ficou aqui em São João, vivendo a vida.

Quando aposentei, eu pensava que, pelo fato de ter viajado e morado em muitas cidades, feito inúmeros cursos e liderado inúmeras equipes, eu tinha me tornado uma pessoa assim mais evoluída, preparada e “vencedora”, seja lá o que fosse isso. Com uma semana em casa, no entanto, confesso que fiquei meio deprimido.

Dormindo o dia inteiro, desanimado e sem saber bem o que fazer em seguida, recebi o primeiro contato do meu antigo companheiro, dizendo que queria divulgar os causos do nosso querido Grupo Pitomba. Com meus (pequenos) conhecimentos de informática, fundamos o Blog. Ou seja, dei a volta ao mundo, li e aprendi não sei quantas coisas para, depois de aposentado, trabalhar pra quem? Justamente... para o Serjão.

Quando falo trabalhar pra ele, não exagero: ele conseguiu me apresentar, ou melhor, REapresentar a alegria de viver numa cidade do interior, a doçura de viver numa bela casa com a família, de trabalhar ao lado de casa, de poder cultivar plantas, um fantástico pé de caqui, de continuar conhecendo cada tipo de passarinho e de ter, inclusive, criado uma ratazana por um tempo, só por pena de ter que matá-la.

Esse é o Serjão, homem simples, do interior, mas um músico fantástico, poeta, faz-tudo, coração maior que a Montanha dos Núcleos e, como administrador do Blog, um perfeccionista implacável, capaz de localizar, e cobrar, qualquer deslize nas publicações.

Que Deus continue te iluminando, meu amigo! Você me ensinou o que tive que dar muita volta pra aprender: vencer é ter paz. Abração.

Crônica : Jorge Marin
Foto      : acervo do Serjão

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM JÁ VIVEU EMOÇÕES NESSA RUA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE CASOS DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Sulainmar Verardo Loures foi a primeira a reconhecer a casa da semana passada, mas foi a Ana Emília Silva Vilela quem deu aquele costumeiro show de causo: "Santa Rita. Casa do saudoso sr. Haroldo Peres, da Cerâmica. Dois de seus filhos seguiram seus passos e deram continuidade a esta relíquia de nossa terra que é a cerâmica. uma arte maravilhosa que não se pode deixar acabar. Parabéns aos filhos por darem continuidade. Sr. Haroldo gostava muito de futebol e me lembro dele com o também saudoso colega Antônio de Souza Soares organizando torneios da Liga de Futebol de São João.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério ???


DE ONDE FOI FEITA ESSA FOTO???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Roberto Ferreira, Miryam Itaborahy e Fernanda Macêdo foram as primeiras a acertar: a foto foi tirada do São José.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

BRASIL... DE QUEM É A CULPA???


Me lembro bem que, quando eu era criança em São João Nepomuceno, íamos às missas no domingo, e batíamos no peito reconhecendo nossas culpas: por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa!

Aconteceu de um colega meu, na verdade eu sei muito bem quem é, “catar” um dos índios Toddy da minha coleção. Fiquei muito triste, foi praticamente um luto. Mas o que quero falar é outra coisa: um primo me contou que o tal menino foi confessar e contou ao padre Jacy que havia roubado o tal índio. O padre deu uma penitência de tantas ave-marias e perdoou o pecado. Aí, esse meu colega, já saindo do confessionário, fez uma pergunta que, até hoje, considero uma das coisas mais intrigantes que ouvi na vida:
- Padre, eu tenho que devolver o índio?

E é aí que eu entro no meu assunto de hoje, que é a CULPA. Ou seja, de que adianta confessar a culpa, pedir perdão, ser perdoado, ou punido, se o índio NÃO é devolvido?

Voltando ao século XXI, vocês vão ver como a coisa é REALMENTE SÉRIA.

Temos um país quebrado, no caso o Brasil, se não financeiramente, ou moralmente, pelo menos em termos de esperança. Uma parte da população diz que a CULPA disso é de um grupo político que depôs a antiga presidente. Outra parte diz que a CULPA é do grupo da ex-presidente. Ou seja, como a culpa depende, menos do ato cometido, e mais de quem julga, ambos os lados estão certos. Ou errados!

Mas... e o índio???

Enquanto representantes de cá e de lá ficamos ofendendo uns aos outros, culpando uns aos outros, e condenando uns aos outros, NINGUÉM fala nada do índio.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em http://blogdopco.com.br/que-vergonha-para-o-brasil/

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


MANHATTANS... ESSES CARAS SÃO O MÁXIMO!!!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A CIDADE FICOU MAIS TRISTE


Eu estava começando a preparar uma postagem pra esta semana, quando, ao abrir a net, deparei-me com a triste noticia do falecimento do alegre e amigo de todos, LANDINHO. De imediato, única coisa que pensei foi que a cidade ficaria mais triste sem seus causos e irreverência. E justamente num momento em que tantas outras coisas vêm nos entristecendo.

Por sinal, ninguém dava corpo a uma anedota como ele, tamanha naturalidade e jeito peculiar ao fazê-lo. Literalmente tirava leite de onça, quando, na simplicidade de uma piada, arrancava risadas de todos em sua volta. Interessante que sempre tinha uma chacota especial guardada na cartola pra cada momento. E foi na simplicidade de uma dessas piadas que teríamos nos encontrado pela ultima vez. Era uma tarde noite dentro de uma panificação, quando apareceu contando:

“Um sujeito chegou à padaria e pediu uma caçarola. O balconista imediatamente respondeu dizendo que a referida caçarola seria de ONTEM. Então me vê uma brevidade, retrucou o comprador! Novamente, a resposta do balconista foi de que a brevidade também seria de ONTEM. Já meio irritado, o freguês pediu então que lhe trouxesse uma daquelas cocadas, quando, para sua surpresa, o balconista, novamente, respondeu: Essa cocada também é de ONTEM! O comprador, já bastante exaltado e sem um pingo de paciência, disse então ao balconista: Afinal de contas, como se faz pra encontrar algo de HOJE nesta padaria? Para sua surpresa, o atendente prontamente lhe respondeu: É só o senhor passar aqui AMANHÃ!”

Assim tão bem comentou Carolina Celma em seu face:  “Hoje tem festa no céu, muita alegria, casos e piadas. Pra quem ficou, uma tristeza mesclada de alegria, pelos momentos divertidos que proporcionou a todos”. 

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


OLHAI POR NÓS!!!

COMENTÁRIOS SOBRE A TRAVESSA PADRE CONDÉ: O primeiro a reconhecer a rua foi o Marcelo Oliveira, bem cedinho. Depois chegaram: a Elma Oliveira, que já morou lá, e a Ana Emília Silva Vilela, que contou algumas histórias: "Já fui muito na casa da amiga Fátima Abreu. No saudoso alfaiate Adauto. Lembro também do sr. Brás Bento e sua esposa. Morou também nesta rua, porém por pouco tempo, o sr. João Dutra e sua esposa Lúcia, minha grande amiga e costureira. Por ser praticamente parte da rua do Descoberto, que é a minha preferida, não só conheço como tenho histórias. No final da rua do Descoberto até a esquina da Travessa, sempre tiveram muitas famílias
"Furiati". A travessa tinha como vizinho, antigamente, o quintal do Ginásio do Sr. Ubi; hoje, já com várias casas, mudou aquela paisagem que era comum aos nossos olhos. A subida para o Santo Antônio parecia ser o lugar mais alto da cidade. Lá na subida, o Centro Espírita.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - O casarão dos Pimenta, na praça da Matriz, foi primeiramente reconhecido por: Rita Lima, Sandra Mattos e Terreza Pavanelli.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério?


DE ONDE ESSA FOTO FOI TIRADA???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Cleidyson Alves Cúrcio, Elda Leite e Beth Itaborahy foram os primeiro a reconhecer o casarão do sr. José Leite de frente para a Escola Municipal Dr. Augusto Glória.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

JOGA PEDRA NA PROFESSORA!


A vida de cronista está muito difícil nestes dias atuais. É inevitável que a crônica, que muitos amigos esperam (como, antigamente, tínhamos o hábito de tomar um cafezinho juntos na padaria), tenha que passar pelo Face, para a divulgação do Blog.

E aí começa a dificuldade. De cara, vejo a cena triste do rosto da professora espancada no Paraná. Isto, por si só, já me causa uma tristeza profunda. Não sei se sou apenas eu, mas tenho uma imensa admiração pelas minha ex-professoras. Uma das (poucas) alegrias que tenho no Face é justamente poder reencontrá-las, curtir suas ideias atuais e, o que é mais legal, até divergir das ideias de algumas.

Por isso, tenho comigo que professor é alguém que merece respeito, admiração e gratidão. E olha que já tive professoras extremamente severas!

Não resisto e resolvo fazer um comentário. Quando, para minha surpresa, a postagem, feita por um sujeito que se diz pastor e deputado, afirmar que a professora MERECEU apanhar porque é esquerdista e feminista.

Ora, minha gente, essa história de “merecer apanhar” é uma coisa extremamente perigosa. Às vezes, acho que gente burra e preconceituosa MERECE apanhar. Mas, nem por isso, vou sair por aí apedrejando marias madalenas só porque ela fez o que eu talvez deseje, mas não tenho coragem de fazer.

Sei que, dentro de nós, de cada um de nós, há uma semente de ódio que, uns mais outros menos, é capaz de explodir com uma provocação, mas penso que há um limite que NÃO pode, e NÃO deve, ser ultrapassado. A isto chamo de dimensão sagrada.

Nessa dimensão, que não tem nada a ver com religião, mas com a convivência humana, coloco os professores, assim como os velhos, as crianças, pais e avós, e autoridades. Ontem, numa missa de ação de graças de um curso universitário, ouvi uma formanda reclamar porque “aquele chato do padre” disse que não iria admitir roupas excessivamente decotadas e transparentes. Ora, mesmo quem não reconhece nenhum tipo de autoridade num padre, TEM que saber que, como administrador daquele ambiente, que muitos consideram sagrado, ele pode ditar as regras a serem cumpridas no local. E quem quiser frequentar TEM que segui-las. Mas, que fique claro, ninguém é OBRIGADO a frequentar.

Lendo todos aqueles comentários, de ódio contra a professora, de ódio contra os que têm ódio, de ódio contra os que têm ódio dos que não têm ódio, dou razão à minha mulher, que me diz sempre: “não precisamos de um golpe militar, precisamos é de um golpe de civilidade”. Urgente!

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Facebook

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


TUDO O QUE PRECISAMOS É DE AMOR.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

AQUELE TEMPO TAMBÉM, QUE ERA BOM


Pegando uma carona na bela postagem do parceiro Jorge, em que desenvolve um interessante diálogo com o tempo, e revendo essa fotografia, que por sinal é uma de minhas favoritas, confesso que adoro recordar aqueles fatos engraçados e pitorescos que foram acontecendo ao decorrer de nossa vida. E esta é uma das razões de estar sempre fazendo aleatoriamente, aqui na nossa página, postagens sobre isso.

Não escondo que sou um saudosista juramentado, principalmente de tudo aquilo que veio nos trazer felicidade ao longo desta nossa caminhada, e do imenso prazer que sinto ao poder recordar o passado com leveza e satisfação.

Apenas não gosto da frase: “Aquele tempo que era bom”, preferindo sempre dizer “Aquele tempo TAMBÉM, que era bom”. Penso que não existe melhor lugar do mundo do que AQUI e AGORA e que a grande magia é estarmos vivendo e curtindo cada instante do momento presente.

E é assim, desta forma, que prazerosamente ficamos a recordar vez ou outra aqui no Blog, um pouco dos CARRINHOS DE ROLIMÃ, FUTEBOL NA CALÇADA, DAS PIPAS, SINUCA DO CIDA, “MURIN” DO ADIL, CINE BRASIL, GINÁSIO DO SÔBI, SERENATAS, AS ETERNAS “BUBIÇAS” DO CONJUNTO PITOMBA, DAS FANFARRAS, DAQUELES AMIGOS ESPECIAIS QUE DEIXARAM SUA MARCA E QUE, INFELIZMENTE, JÁ NÃO SE ENCONTRAM MAIS ENTRE NÓS, além de um monte de outras coisas divertidas que tivemos o sagrado privilégio de viver e estar vivendo aqui nesta terra de Deus.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook (Silveleno Picorone, Nely Gonçalves e Paulinho Cri-Cri)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM VIVEU EMOÇÕES NESSA RUA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A primeira a acertar foi a Rosana Espíndola: "é a casa do Marcos, irmão do Jorge Marin" (que editou a foto, mas não reconheceu a própria casa onde nasceu); depois a Rita de Cássia Campos completou: "casa do Marcos, Ana, e das gêmeas Flávia e Cínthia. Finalmente, a própria Flávia confirmou: "minha casa".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUE LUGAR É ESSE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Depois que mostramos mais detalhes da foto, Fernanda Macêdo reconhecer que o local fica na Rua Governador Valadares; depois Cleidyson Curcio comentou no Blog: "foi o escritório da Associação Comercial, lembro que já foi locadora, antigo escritório da Life Basics, embaixo dele tem um consultório médico, do lado do Didi"; e, finalmente, Maninho Sanábio, que já estava há uma semana sem dormir, também reconheceu o local.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DE CONVERSÊ COM O TEMPO


De repente sentamos juntos, eu e o Tempo. Era um diálogo impossível, eu sabia.

De uma hora pra outra, ele, o Tempo, deu de cismar de dizer coisas sobre mim que, claro, eu não sabia. Nem o que viria, nem muitas coisas que já se foram.

Tentei me fazer de durão, fazer de conta que aquilo não estava acontecendo, mas, vamos combinar, como ignorar o tempo ou fazer de conta que ele não existe?

Assim, só fiquei quieto, e fui deixando que ele se manifestasse à vontade. E, lógico, ele foi se espalhando. Me tocou suavemente. A princípio, tentei resistir, mas só quem já viveu bastante sabe a força que ele (o Tempo) tem.

Brincou com meus cabelos (para falar a verdade, acho que ele, depois de velho, está virando criança outra vez). Até arrancou alguns. Engraçado é que nem doeu. Depois veio com um talco e, como esses adolescentes no dia do aniversário, jogou aquilo na minha cabeça.

E ficou rindo... o danado.

Depois, numa mágica, dessas que só mesmo o tempo faz, colocou o dedo em minhas pernas e calculo que aumentou uns dez quilos em cada uma, mas não me engordou não. Conferi na balança. Só colocou uma barriga.

Vocês, que estão acostumados a ler coisas que escrevo, algumas sérias, outras nem tanto, devem estar pensando: o Jorge deve estar louco. Mas, deixa eu falar uma coisa muito importante pra vocês: resistir ao Tempo, ou fingir que ele não existe, isso sim, é que é loucura.

Portanto, mineiramente, fui dando tempo ao Tempo, mas fiquei na minha, atento, pra ver até onde ele ia.

E, à medida que as traquinagens iam se sucedendo, é que fui percebendo uma coisa fantástica: o Tempo, quando a gente permite que ele fique ao nosso lado, vai se tornando um excelente companheiro.

Começamos a assistir um filme antigo, a pedido dele... E o Vento Levou. Nem lembrava mais de como era bonito o tal filme. Mas muito longo. Acabei cochilando. O Tempo acordou, passou bem na minha frente, e eu nem percebi.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em https://br.pinterest.com/pin/380061656034996612/

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


TUDO DE BOM... SECOS & MOLHADOS

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A COMUNIDADE SE CONFRATERNIZANDO


Um de meus passatempos prediletos sempre foi viajar pelo Google Maps por aquelas regiões da Itália de onde vieram meus antepassados. Como parada obrigatória, sempre faço uma visita a Pozzoleone, uma pequenina cidade cravada bem ao norte do interior italiano, hoje aproximadamente com quase 3.000 habitantes.

Nessa cidadezinha, na qual nasceram meus avós, um fato curioso e que fica sempre a chamar minha atenção, é a realização de uma feira (Feira de San Valentino) que acontece anualmente no mês de fevereiro e que está em sua 500° edição. Uma bela festa, que se desenrola numa das vias principais da comune, e que tem suas raízes na agricultura. Um ponto de encontro artesanal e cultural, onde os momentos de jogos são combinados com conferências importantes.

Atualmente esse evento é uma grande exposição de amostragem, ferramentas antigas com mais de 300 barracas. Há shows de fronteira, com dança e uma abundância de estandes de comida. Na feira, enquanto acontece uma aconchegante confraternização de seus moradores e região, vai sendo realizada uma outra feira (de negócios), que abrange alimentos, artesanatos e animais, além de várias festividades culturais. Por sinal, algo bem típico e que sempre acontece em muitas cidades do interior da Europa. Além da interação entre seus moradores, sempre termina em excelentes negócios.

E foi justamente, passeando sábado último aqui na terrinha, que me deparei com algo bastante parecido, onde numa bela iniciativa da Associação Comercial e Empresarial, Conselho das Mulheres Empreendedoras e Prefeitura Municipal, puderam se reunir diversos segmentos comerciais e empresariais da cidade para a realização da I FEIRA LOCAL DE SÃO JOAO NEPOMUCENO.

Tudo muito organizado e bem distribuído em pequenos boxes, que foram espalhados na Praça da Estação. Não faltaram entusiasmo, criatividade e esmero, fato este que nos remeteu até mesmo às montagens daqueles pequenos estandes que eram organizados nas primeiras exposições da cidade.

Nesta oportunidade, tivemos uma mini-feira de Artesanato, Vestuário, Bebidas, Gastronomia, Música, Bijuterias, Esporte, Moda, Utilidades, Moveis, e até mesmo uma Agência Bancária e Espaço para Beleza. Tudo isso numa interação muito interessante com a FEIRINHA AGRICOLA. Em suma, foi um momento muito agradável e familiar, que veio mesclar negócio, encontro entre amigos e muita diversão.

Crônica: Serjão Misiaggia
Foto     : Márcio Sabones, disponivel em WebOnes. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


NOSSOS CASARÕES

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONHECE ALGUM CASO SOBRE ESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - NINGUÉM reconheceu a antiga casa da Renise La-Cava Veiga, no morro do Ginásio.


Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério??? - segunda tentativa


COMO NINGUÉM ACERTOU, VAMOS TENTAR DE NOVO: QUE LUGAR É ESSE???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - NINGUÉM acertou!!! Por isso, estamos republicando a foto hoje, com mais detalhes.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

NÃO SUPORTO CUIDAR DE ANIMAIS DOMÉSTICOS (pronto, falei!)


CALMA, PESSOAS. Primeiramente, quero declarar em alto e bom som: EU GOSTO, SIM, DE ANIMAIS! Até de gente.

O que eu quero confessar, humildemente, nesta crônica, é o meu TOTAL despreparo e até mesmo o meu COMPLETO desconhecimento sobre o modo atual de lidar com bichos.

A coisa começou assim: minha sobrinha pediu que eu tomasse conta do cãozinho dela, enquanto ia no salão de cabelereiro. Pensei: por que não? E, ingenuamente, pensei, eu coloco o bicho lá fora, na cobertura, debaixo de uma boa sombra, uma bacia de água, e deixo ele lá aguardando, enquanto, fazendo os meus trabalhos diários, dou uma olhadinha “de rabo de olho” nele.

Só que não. A coisa HOJE não funciona assim. Primeiro, me explicou ela, ele NÃO fica sozinho, do lado de fora, coitado! Está acostumado a ficar dentro de casa e só dorme na cama. Para me acalmar, ela disse que iria trazer os seguintes itens: ração sachê cordeiro ao molho, suplemento vitamínico muscle dog, ovinhos de chocolate e sorvete pet injet (para sobremesa), sanitário pipidog, postinho educador, bichinho de pelúcia (da Chalesco, orgulha-se), bolinhas, halteres (???). Isso sem falar em: comedouros, porta-ração, bebedouro, almofada e edredon (sabe como é o clima, né?).

Mas, o que me apavorou MESMO, foi uma recomendação final:
- Olha tio. Se, por acaso, tiver que sair com ele na área externa, não esqueça de colocar o K9 nele!
- E o que seria esse K9?
- Ah, é o óculo de sol dele. Rosinha. Lindo!

Finalmente, me pediu pra comprar dois itens que haviam acabado na casa dela: um floral para coprofagia (umas gotinhas homeopáticas pra ele não comer cocô) e, muito importante, um EducaPet, aerossol com o qual eu deveria borrifar um líquido em meus móveis e roupas que eu não quisesse que o cachorro devorasse (preço do frasco R$60). E desligou.

Assustado, pensei em dizer que não gostava mais de bichos. Por coincidência, meu facebook trazia a notícia de que o ator Gabriel Braga Nunes, por dar esse tipo de declaração, estava sendo atacado na internet por um bando de fãs, agora ex-fãs que afirmavam que o ator, depois da afirmação, era péssimo ator, canalha, um verdadeiro bandido.

Ainda bem que tenho, a meu favor, os problemas da terceira idade. Passei um zap:
- Sobrinha, minha labirintite atacou. Estou indo pra Santa Casa. Não posso ficar com o Jeff. Bju!

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em http://static.vix.com/pt/sites/default/files/styles/large/public/bdm/cachorros-fashion.jpg?itok=VrWPMwCw

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


O TERÇO: INESQUECÍVEL.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

CERTAS IMAGENS VALEM MAIS QUE MIL PALAVRAS


Foi acompanhando a bela e justa homenagem prestada pelo departamento de Cultura de São João ao Sr. Gercy, quinta-feira última, no Museu Histórico Municipal, que achamos oportuno, também como uma forma de homenageá-lo, recordar esta crônica postada aqui mesmo no Blog em 2013:
  
                 CERTAS IMAGENS VALEM MAIS QUE MIL PALAVRAS
  
Num dos finais de semana de 2013, passeando com minha esposa pelas ruas de nossa cidade na tentativa de garimpar algumas imagens para o Blog, mal havíamos começado a subir a Rua Capitão Abrahim Camilo Ayupe, quando nos deparamos com essa fascinante imagem.

Temeroso de que a cena pudesse se desfazer de um momento para outro, procurei mais que depressa, mesmo distante, bater duas ou três fotos. Em seguida, timidamente, fomos nos aproximando, pois minha intenção era poder, quem sabe, trocar algumas breves palavras com aquele que seria o protagonista dessa bela paisagem urbana.

Já em frente à sua residência, ainda antes de fazer nossa aproximação final, ficamos olhando admirados, pela parede de vidro, aquela infinidade de trabalhos artesanais espalhados ordenadamente, pelos quatro cantos da sala. Genuínos tesouros em madeira!

Esse senhor, ao observar nosso interesse e deslumbramento, de imediato tomou a iniciativa e, gentilmente, nos convidou a entrar. Dizendo-se feliz com nossa presença e interesse, pediu que ficássemos à vontade para que assim pudéssemos ver de perto seus trabalhos. Diga-se de passagem, VERDADEIRAS OBRAS-PRIMAS, que, mesmo tão perto de nós, sanjoanenses, passam às vezes, ou quase sempre despercebidas.

E dessa forma, começou uma inesquecível viagem pelo interior da casa.
Enquanto cada cômodo era por nós visitado e uma nova surpresa nos era revelada, nosso encanto aumentava mais e mais. Sr. Gercy, esse jovem nonagenário senhor, enquanto seguia calmamente em nossa frente, apresentando com tamanha simpatia e lucidez cada uma de suas obras, ia ao mesmo tempo nos presenteando com uma verdadeira aula sobre os segredos da arte na madeira.

Foi uma agradável manhã, respirando experiência e sabedoria, não somente pelos seus fantásticos trabalhos artesanais, mas também por suas poesias, pensamentos, noção de geometria e até mesmo um pouco alquimia. Tudo regado a uma educação esmerada sempre acompanhada de uma invejável e agradável oratória.


Agradeço ao Sr. Gercy por ter nos proporcionado um domingo tão especial que ficará para sempre em nossas memórias. 

Crônica e foto: Serjão Missiaggia

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL