segunda-feira, 25 de junho de 2018

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM JÁ PASSOU POR AQUI???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CADA CASA TEM UM CASO


VEJAM A CASA! QUEM CONTA UM CASO???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICAM ESSES GIRASSÓIS???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 22 de junho de 2018

GENTILEZA GERA MESMO GENTILEZA???



Desde os idos de 1963, em São João Nepomuceno, aprendo (já havia sido treinado antes em casa) a praticar a arte da GENTILEZA.

Ceder o lugar para os mais velhos, usar as “palavrinhas mágicas”, respeitar figuras de autoridade e até mesmo dar a outra face, como no evangelho, foram algumas das atitudes ensinadas. Tudo isso, aliado a uma estrutura obsessiva, fizeram de mim o que pode se chamar de doce de pessoa.

O pior de tudo é que eu gosto de ser assim. Nas discussões, evito radicalizar, não procuro falar mais alta, não xingo e, para a maioria das pessoas, sou sábio e educado.

Quem age assim sabe que, muitas vezes, é difícil assumir essa postura, principalmente nos dias atuais em que a tônica tem sido a polarização e a tendência a desqualificar o outro, visto sempre como um oponente.

Há dias, como hoje, em que quase me arrependo e tento não ser tão gentil. Logo vem uma pessoa me lembrar a máxima do chamado Profeta Gentileza, José Datrino, um paulista de Cafelândia que, movido por inspirações alucinadas, desenvolveu um trabalho artístico nas 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro no Rio, inscrevendo a frase “GENTILEZA GERA GENTILEZA”.

Dita por um autodenominado profeta, a máxima virou um mantra e vem sendo repetida pelas pessoas como uma verdade, como se, por sermos gentis, automaticamente as pessoas à nossa volta também passassem a ser gentis.

Só que não.

Aguardando na fila do supermercado vejo, no indicador de caixa livre o número 22. Aproximo-me do local indicado e, gentil, vou logo lascando um sorridente “bom dia”. Com cara de poucos amigos, a operadora de caixa me fuzila com os olhos e pergunta:
─ O que o senhor quer? Não vê que estou atendendo outro cliente? ─ Gentilmente, tento argumentar que vi o número do caixa dela no indicador e que, talvez, ela tenha esbarrado, sem querer, no botão de acionamento, o que é perfeitamente normal, acrescento, para tentar ser ainda mais gentil.
─ Não acionei nada ─ responde a sem-educação. E, mesmo assim, fico ali, sorrindo amarelo.

Pergunto a vocês: tem que ser assim? Tenho que ir dando gentileza indefinidamente até que, um dia, não sei quando, o meu interlocutor resolva, por um milagre divino, ou Datrino, ser gentil de volta? Não seria mais assertivo eu lembrar àquela pessoa infeliz que eu não tenho a mínima culpa de ela estar ali naquele momento exercendo uma função que ela parece odiar?

Não sei. Para quem foi treinado, e aprisionado nas correntes do POR FAVOR, DESCULPE e OBRIGADO, é difícil. Mas um dia eu aprendo.

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


QUEM SABE, SABE.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

FESTA DO SANTO ANTÔNIO



Não tive como evitar, pois foi acompanhando a procissão de Santo Antonio e a bela festa na Capelinha, que me transportei ao século passado, e novamente a esta postagem.

Reconheço que, devido à repetição do post, este texto tenha até se tornado cansativo, mas entendo que os dados históricos contidos nele, e o caráter simbólico e cultural de minha família com a capelinha, merecem sempre serem lembrados.

Tudo começou quando a família Missiaggia partiu da Itália rumo ao Brasil em 1899.

Chegaram ao novo continente: minha bisa Guiseppina Cecchetto, então viúva de nosso bisavô Guiseppe Missiaggia, e com ela seus oitos filhos, entre eles nosso avô Francesco Missiaggia, já casado com vó Maddalena, sendo o mais velho dos irmãos, chegando ao Brasil com 26 anos.

Todos os filhos nasceram no norte da Itália, região de Veneto, província de Vicenza, de uma pequena comune chamada Pozzoleone, cidadezinha hoje com mais ou menos 3.000 habitantes.

Vieram todos para São João Nepomuceno e se estabeleceram no povoado dos Henriques. Posteriormente, fixando residência na cidade por muitos anos, vô Chico morou com a família e manteve um grande comércio, num casarão que existia na Rua dos Henriques (Caxangá) naquele imenso terreno que faz fundo com  o campo do Botafogo.

Vô Chico era uma pessoa de grande devoção a Santo Antônio, razão pela qual, de sua casa, no Caxangá, dava-se início, rumo à capelinha, às procissões do Santo Padroeiro. Além disso, meu avô era um dos fundadores da igreja.

O pequeno acervo que se encontra no interior da igrejinha hoje (Via Sacra e uma das imagens de Santo Antônio) veio com meu Vô Chico da Itália e foi doado após a inauguração. Podemos observar que a Via Sacra está toda ela escrita também em Italiano e está fixada na parede em pequenos quadrinhos de madeira. As molduras originais tiveram que ser substituídas devido aos cupins.

Pelo motivo da existência de outras imagens de Santo Antônio no interior da capela, não saberia precisar qual delas veio com meu avô da Itália.

A inauguração da Capela, tão bem eternizada na fotografia acima, aconteceu em 9 de novembro de 1924, onde, entre tantas pessoas ilustres, podemos observar meu avô Chico e Tia Maria Missiaggia.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 18 de junho de 2018

BELEZAS DA TERRINHA


PAISAGEM SANJOANENSE.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL