sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

FÉ DE MAIS OU FÉ DE MENOS???


Eu devia ter uns treze anos quando me vieram aquelas dúvidas. Sem ter a quem recorrer, perguntava à minha mãe:
- Por que é que, nos Evangelhos, um diz que Cristo foi crucificado entre dois ladrões, outro diz que era um bom e um mau, e o outro nem fala em ladrões?

Preocupados, meus pais me chamaram para uma conversa séria, na qual contaram a história de Santo Agostinho que, andando pela praia tentando desvendar o mistério da Santíssima Trindade, foi abordado por um menino (ou um anjo, segundo a história) dizendo que colocaria toda a água do mar num buraquinho cavado na areia. Ante a dúvida do célebre teólogo, a criança teria dito:
- É mais fácil colocar toda a água do oceano neste pequeno buraco na areia do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus!

- Acredita agora, meu filho? – perguntava minha mãe, sorrindo, tentando reanimar a minha fé.
- Só se eu encontrar esse menino e falar com ele.

Quando eu era criança, era muito importante essa questão da FÉ. E não apenas a fé em Deus. Tínhamos fé nos militares, que haviam botado os comunistas pra correr. Fé nos remédios modernos que os médicos nos receitavam, fé nos antibióticos. Vocês acreditam que tinha gente que acreditava no Jornal Nacional? Bom, dizem que tem gente que acredita até hoje, mas eu não boto fé nisso.

Crescendo um pouco mais, eu passei a estudar a vida do próprio Santo Agostinho e, vendo as traquinagens que ela aprontou quando jovem, aí é que passei a questionar TUDO mesmo. Afinal de contas, perguntava, por que é que temos que ter fé? E hoje, aos sessenta, época em que Agostinho havia escrito “A Cidade de Deus”, eu começo a perceber qual a utilidade (se há) para esse trem de FÉ.

A fé, primeiramente, nos tranquiliza. Vejam bem: naquele meu tempo de criança, enquanto eu ficava questionando aquele bando de coisas, os outros adolescentes da minha idade fingiam que ouviam o evangelho, mas ficavam conversando, paquerando, cochilando. Ou seja, todos tinham fé, enquanto eu, naquela minha dúvida, não conseguia ter paz.

Outra coisa: a fé permite que nos juntemos a grupos maiores de pessoas. Por exemplo: se sou católico, estou junto com um bilhão e trezentos milhões de pessoas mais ou menos. Se sou ateu, estou numa turma de 750 milhões, mas sem uma sede, ou um clube pra bater papo. Ou um canal de TV.

Portanto, vou lhes dar duas notícias, uma boa e outra má (não vou dizer qual é boa e qual é má). Primeira: se vocês tiverem fé, vão ter que aceitar a orientação do grupo ao qual pertencem, sem questionar. Segunda: se vocês não tiverem fé, e preferirem pensar por suas próprias cabeças, vão ter que abandonar os seus grupos e viver de forma mais solitária e reflexiva. Acreditam?

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTA


Sempre perfeito.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

AINDA O NOSSO TRÂNSITO


Mesmo sabendo que este assunto já foi exaustivamente abordado aqui em nossa página, após a interessante postagem jornalística de nosso amigo Sabones em seu blog, que nos trouxe informações a respeito do IPVA e os números correspondentes ao crescimento de nossa frota de veículos, ratificamos que uma maior reflexão sobre o trânsito na terrinha, já se fez por necessária há um bom tempo.

Gente! Praticamente é um VEÍCULO para cada duas pessoas e MOTOCICLETAS para três, sendo que o tráfego só vai aumentando a cada ano, e o espaço urbano, não. Tem esquina, em determinados horários, cujo fluxo de veículos não fica nada a dever a muitos locais congestionados de JF e até mesmo algumas Pequins da vida. Sem falar do fator ESTRESSE gerado pela POLUIÇÃO SONORA ante os EXCESSOS de alguns.

Do jeito que a coisa vai andando, não será difícil imaginar como ficará isso no futuro, principalmente se não se tentar, desde já, encontrar uma solução para DESAFOGAR um pouco a circulação de veículos em determinadas ruas centrais. Por sinal, achamos bastante sensato e oportuno quando, na primeira reunião da câmara, um vereador sugeriu a contratação de uma empresa especializada em Engenharia do Trânsito, com a finalidade de promover uma melhoria do tráfego em nossas vias. Sem esquecermos, claro, de termos também aqui mesmo na cidade, pessoas altamente CAPACITADAS para tal.

Mas, qualquer intenção ou ideia de pouco ou quase nada adiantarão se não vierem, antes de tudo, também acompanhadas de boa vontade no que tange a uma MAIOR FISCALIZAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E RESPEITO, pois somente assim teremos a certeza de que, no futuro, haverá uma cidade melhor pra se viver.


Crônica e fotos: Serjão Missiaggia


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM JÁ VIVEU EMOÇÕES AQUI NESSA "MOLDURA"???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE OU VIVEU ALGUM CASO NESSA CASA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


QUEM EXPLICA ESSA LINDA PAISAGEM???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

VOCÊS (TAMBÉM) SÓ PENSAM... NAQUILO???


Gente, não estou dando conta. Acho que todos os redatores estão tomando afrodisíacos. Porque, ultimamente, o assunto nos sites de notícias, e, por tabela, nos faces e zaps da vida é um só... SEXO!

Um deputado embute, num projeto de lei sobre licença-maternidade, um dispositivo contra qualquer tipo de aborto. A justificativa, que a maioria dos elementos da comissão que analisou o projeto e o endossou, é cristalina: “na hora do sexo, ela não pensou nas consequências”. Como se a gravidez fosse um castigo para a pessoa que cometesse aquele crime hediondo: fazer sexo. E quando alguém argumenta: ah, mas e no caso do estupro? A resposta é impressionante: “certamente ela não foi estuprada à toa”.

Aí, vamos para as notícias da cidade, e uma polêmica mobiliza todos os recursos da Câmara de Vereadores: um professor resolveu levar uma drag queen num colégio para discutir questões de gênero. Até aí, uma iniciativa, curiosa, de chamar a atenção para os papéis feminino e masculino. Mas, nossos representantes, preocupadíssimos com a família, entendem que, vendo aquele rapaz vestido de menina, os meninos vão passar a fazer sexo com os ouros meninos e as meninas a fazer sexo com outras meninas.

Aliás, sobre essa questão adolescente, há um vídeo viralizando no YouTube no qual um menino de 14 anos e outro de 12 se beijam ante um sugestivo bolo de aniversário com a estampa do cantor transformista Pablo Vittar. Se fosse um menininho e uma menininha, todos diriam: “ah, que bunitim”. Mas, ante a “ameaçadora” estampa do cantor (mesmo em papel de arroz), e, principalmente, porque são dois meninos, o cenário já é de sexo perverso. Nos comentários, pais e mães clamam pela volta dos militares (?).

Na página de Artes e Celebridades, então, a coisa é séria: são abusos sexuais, estupros, traições, exibicionismos, voyeurismo, e até o outro lado do paraíso pode ter uma conotação sexual depois do pega-pega. E no chão do garimpo.

Não, pessoas, não é que eu não goste de sexo. O que acho chato é ficar sexualizando tudo o tempo todo. Cansa. E, o que é pior, quando sexualizam é SEMPRE para desqualificar.

Aí, resolvo ir para a página de política. Pelo menos, aqui vou ter um pouco de sossego – penso. Mas, quando começo a ler a lista de direitos trabalhistas retirados da noite para o dia, e, o que é mais grave, a lista dos requisitos que a nova lei da previdência vai impor às pessoas que sonharem em se aposentar, as palavras estupro, abuso, sacanagem e outras menos publicáveis começam a passar pela minha cabeça.

Será contagioso???

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em https://plus.google.com/116491575916450254764

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL