quarta-feira, 28 de junho de 2017

O POVO SE INSTRUI ENQUANTO PADECE


Hoje estava lendo sobre a LAVA JATO e esse monte de notícias sobre CAIXA DOIS, PROPINODUTOS, PEDALADAS FISCAIS, quando alguém na cozinha comentou sobre a LAVAGEM DE DINHEIRO, CONDUÇÃO COERCITIVA e DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA.
  
Aí, já fazendo uso do amigo e velho dicionário e ao moderno Google Tradutor, aproveitei pra fazer uma pesquisa sobre OFFSHORE, USUFRUTÁRIO, TRUST, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. Foi quando cheguei à conclusão de que não haverá ACORDOS DE LENIÊNCIAS ou DELAÇÕES PREMIADAS no mundo que deem jeito nisso.  

Mas, é justamente diante da PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA ou PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE, que a coisa fica meio travada, e pra piorar ainda mais esta situação, ficamos à mercê desse mundão de gente com FORO PRIVILEGIADO, aproveitando até mesmo as facilidades impostas pelo IN DUBIO PRO REO.  E, na falta de elementos PROBATÓRIOS, o negócio é ficar aguardando os ACÓRDÃOS superiores.

Enquanto isso, O SALÁRIO, Ó! 

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 26 de junho de 2017

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


QUEM SE LEMBRA DE EMOÇÕES VIVIDAS NESSA RUA??? DE ONDE A FOTO FOI TIRADA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO

ESSAS DUAS CASAS GEMINADAS CONSTITUEM UM ÚNICO IMÓVEL E DEVEM TER VÁRIOS CASOS - QUEM SE LEMBRA???


CASA DA SEMANA PASSADA - Maria da Penha Santiago foi a primeira a reconhecer. Mas o caso quem contou foi a Mika Missiaggia Velasco: "Na minha infância brinquei muito nesta casa. Vi e acompanhei a construção dela. Sr. Miguel Fam, dona Geni, Norminha, Miguelzinho, Eliane e Maria da Graça. As duas últimas, companheiras e tanto. As histórias são muitas; difícil descrevê-las, pois aí fazíamos teatros, jogávamos baralho e aguardávamos ansiosas a chegada do sr. Miguel para nos levar a passear de caminhão pela cidade. Ele chamava toda a meninada da rua. Subíamos na carroceria e seguíamos cantando pela cidade. Era uma festa! Nesta casa, havia uma coisa que sempre me chamava a atenção: uma geladeira completamente diferente de todas as que eu já havia visto até então. Era grande, para mim era enorme. Porta de madeira, vários compartimentos. Descobri depois que era geladeira usada em bares. E a gruta de Nossa Senhora no jardim? Ela nos encantava. Outra coisa que nos encatava era o piso desta casa Tão lindo, tão escorregadio que virava escorregador para nós. Lembro-me de cada detalha desta casa."

Também acertaram: Luiz Carlos Moura e a própria Eliane Tamiozzo Fam que disse que, de tanta saudade, nem passa por ali quando vai a São João.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistério???


ESSE LUGAR AÍ TODO MUNDO CONHECE. MAS O MISTÉRIO É: O QUE ESTÁ ESCRITO NAQUELA PLAQUINHA, LÁ DENTRO???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA: RáRáRá! Pegamos todos desta vez. Ninguém acertou. Todo mundo achou que era na Pracinha do Botafogo. Mas a foto é do teto do casarão da Rua do Totó, ao lado da casa do Silvio Heleno Picorone. A igrejinha que aparece lá no alto é a do São José, pois a foto foi tirada da Avenida Tiradentes, na parte posterior da casa.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O DIA EM QUE ENVELHECI NO MANGUEIRA


Definitivamente, éramos muito coloridos nos anos 70s!

Vendo a movimentação frenética das trupes de teatro do nosso fantástico Nepopó Festivao, revivi por alguns minutos aquela alegria mágica de fazer teatro.

O momento do qual me lembrei ocorreu aí no local dessa foto, na Galeria do Mangueira. Saíramos de um ensaio no Democráticos, descemos a Rua do Sarmento e entramos, não sei por quê, no Mangueira.

Cabelos longos, roupas coloridas, restos de maquiagem (que testáramos) em volta dos olhos:
- Quantos anos você tem, Jorge? – pergunta Betânia, a bruxinha boa, agora com jeans e pulseiras.
- Vinte e um – respondo, me “achando” por ser adulto.
- Pô, você é velho, cara!

Naquele momento, sem que eu soubesse, eu estava, mesmo, ficando VELHO. Um concurso público e um salário, na época, muito bom me levariam pra longe da minha querida Garbosa, do Grupo Fantasia, do Pitomba, do Jornal Novidade, da arte que poderia ter sido.

Outra coisa que eu não sabia, e que sei hoje é que, ao escolher viver uma vida, estamos, AUTOMATICAMENTE, abrindo mão de TODAS as outras que escolhemos NÃO viver.

Durante anos, envolvido pela ilusão de “vencer na vida”, seja lá o que for isto, sofri muito e tentei fugir de maneiras variadas do demônio do E-SE?. E se eu tivesse ficado? E se tivesse me dedicado à arte? E se o Pitomba fosse conseguisse gravar um LP?

Trinta e nove anos depois desse fato (quase ia dizendo DESSA CENA), meu filho número 2 está saindo de casa para uma outra cidade, um outro país. Mais calmo, esclareço:
- NÃO se atreva a vencer na vida! Você está indo para viver. Só isso! – E ele ri. Acho que, de tanto eu falar, ele já sabe que as escolhas são SEMPRE boas e ruins.

Talvez ele nem acredite nisso. Mas, para não me preocupar, diz que acredita.

Ele sai, todo sorridente, de brinco, óculos escuros e tatuagem. Aproveito que não tenho que bancar o pai bem resolvido e dou uma chorada.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Serjão Missiaggia

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


OS CARAS ESTÃO VINDO AÍ... U2.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

CORAL EL SHADDAI


Observando essa fotografia, lamentei que tivesse sido o único registro de um momento musical muito bacana que tive. Infelizmente, apenas alguns componentes do referido coral estariam presentes naquela noite, quando fomos musicalizar o casamento de uma amiga na capelinha de São José.

Fazíamos parte de um coral muitíssimo bem ensaiado, onde, além do instrumental, havia um belo jogo de vocal. Participávamos sempre de jograis, mas nosso principal objetivo eram as missas dominicais as 6:30 na Igreja Matriz. Missas essas, sempre celebradas pelo alegre e inesquecível amigo Geraldo Dornelas.

Numa bela madrugada, saímos em serenata pelas ruas da cidade para angariar alguns trocados na intenção de comprarmos um aparelho de guitarra. Como já possuíamos um contrabaixo elétrico e diversos instrumentos de percussão e ritmo, fazia-se necessário já há algum tempo, um aparelho para os violões. Foi quando conseguiríamos adquirir nosso famoso aparelho de marca Palmer.

Numa dessas serenatas, tivemos a difícil missão de ir tocar justamente na casa de nosso saudoso amigo e eterno maestro Neném Itaborahy. Pra lá seguimos, não sem antes fazermos uma parada técnica. A intenção seria darmos aquela minuciosa afinação nos instrumentos, pois haveria um ouvinte de ouvido absoluto naquela casa. Por sinal, este procedimento veio a durar quase meia hora, tanto era o desejo de perfeição ante a ansiedade de sermos observados pelo amigo maestro. Modéstia à parte, foi uma serenata belíssima. Pelo menos pra nós!

No outro dia, descendo despretensiosamente a Coronel José Dutra, alguém saindo da alfaiataria do inesquecível amigo Udson me chamou do outro lado da rua. Gelei de vez! Afinal de contas, tratava-se nada mais nada menos que nosso amigo Neném Itaborahy. Pior que, de imediato, veio perguntando se eu estaria na referida serenata. Aí que o trem lascou de vez!   Vem puxão de orelha aí, pensei! Quando, pra minha surpresa, após nos dar os parabéns, disse que teria sido umas das serenatas mais bonitas e afinadas que havia escutado. Pra completar, ainda comentou que toda vez que ia esperar sua esposa após a missa, procurava subir mais cedo pra ficar escutando as músicas.

Interessante que este fato nos faz também lembrar que teria sido justamente o coral El Shaddai que, na década de oitenta, ao introduzir um novo perfil musical com instrumentos elétricos e percussão, veio a se tornar uma grande novidade nas celebrações, dando início assim a esse ritmo alegre e descontraído tão comum nas missas atuais.

Mas, voltando aos elogios do maestro Neném Itaborahy, após agradecer em nome do coral, fui saindo feliz da vida.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: acervo do autor

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL