sexta-feira, 21 de julho de 2017

HOMEM TEM QUE AJUDAR NAS TAREFAS DOMÉSTICAS???


Luiz Carlos entra em casa ainda meio nervoso. O chefe é um babaca (sempre é). Deixa o sapato e as meias no tapete da sala e vai procurar se ainda resta uma cerveja na geladeira.

(Antes que a mulher dele, Sílvia, fale algo, vamos esclarecer essa coisa de “homem AJUDAR”. Como assim, ajudar??? O cara não mora lá??? Não vive naquele apartamento de dois quartos num bairro classe média??? Pra ele “ajudar”, era preciso que alguém fosse o responsável nomeado para executar todas as tarefas domésticas. Esse título está me parecendo meio machista. Enfim, vamos aguardar os comentários.)

- Vai deixar o sapato aí, amor? – Logicamente esse “amor” aí não tem nada a ver com aquele sentimento antigo dos amantes de Verona.
- Só um minuto pra pegar uma cervejinha e relaxar, coisa linda! – O “coisa linda” aí é autêntico, pois a mulher, de shortinho e camiseta, aparece para o bonitão como um tira-gosto. Homem, definitivamente, não tem noção do perigo!

- Acabei de chegar e já lavei toda a louça – diz ela – mas aquela caixa de gordura precisa ser limpa urgentemente! Vazou água no chão da cozinha inteira.
- Pensei que você estivesse lavando – responde o marido, bebericando a latinha e já com o controle da TV na mão.

O que vai se seguir aí é uma discussão interminável, onde a mulher, de forma meio cínica, tenta sensibilizar o marido de que ele deve ajudar nas tarefas domésticas porque ela está cansada, só ela que faz coisas em casa, ninguém ajuda e um tanto de coisas que vocês, leitoras bem resolvidas, não passam com seus maridos cooperativos e atenciosos.

Por seu lado, ele vai falar do chefe, da cobrança implacável, das metas, da falta de tempo até para assistir o seu Fluminense jogar (marido que dá atenção à mulher geralmente é tricolor). Ela, que trabalha numa empresa de consultoria de recursos humanos, vai direto ao foco:
- Você limpa a caixa de gordura, meu anjo? – Claro que ela não o considera um anjo, mas, depois do chororô, ameaçá-lo com uma faca do chefe, ou mesmo um chifre, não resultaria na desejada sinergia grupal.

Resultado: Luiz põe a latinha de lado, e limpa a tal caixa de gordura. Depois que o serviço estiver pronto, Sílvia CERTAMENTE vai reclamar que está mal feito, e talvez seja este um dos motivos pelos quais os maridos enrolem tanto pra fazer as tarefas domésticas. No entanto, é só uma teoria.

Enquanto ele pragueja, sentada na sala, “matando” o restinho da cerveja, Sílvia troca mensagens no Whatsapp com a amiga Marcela:
- Nossa, vc tá transformando o Luiz Carlos num verdadeiro Rodrigo Wilbert. Q orgulho, miga!!! – A resposta de Sílvia é surpreendente:
- Se eu fosse casada com o Rodrigo Wilbert, eu não deixava ele nem pôr o lixo pra fora!

Vai entender.

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


ESSA CARTA A UM AMIGO, escrita por Chico Buarque em 1976, como anda atual, não???

quarta-feira, 19 de julho de 2017

E O LUAR VEIO AO ENCONTRO DA CANÇÃO


Vinte e três anos depois da última edição daquilo, que a meu ver, teria sido um dos maiores e melhores Festivais da Canção de Minas Gerais (FESTIMSAN), vimos com muita alegria, o luar ir surgindo de mansinho, espantando a chuva fina, pra compor o aconchegante e já perfeito cenário, do 1º CANTA SÃO JOÃO, Troféu Paulinho Cri. Um projeto idealizado pelo diretor municipal de cultura Ricardo Itaborahy.

Naquela oportunidade, assim como agora, todos abraçaram a ideia de maneira fantástica e a cidade, totalmente envolvida no evento, respirou CULTURA em forma de canção por dois dias. A mídia deu ampla cobertura, elevando ao resto do país, de forma altamente POSITIVA, o nome de nossa querida Garbosa.

Jamais poderemos esquecer que MÚSICA se traduz numa arma poderosíssima de aproximação e respeito entre as pessoas, transformando-se numa linguagem universal que ultrapassa de maneira esplêndida as barreiras do tempo e espaço.

Além de enaltecer essa MAGNÍFICA INICIATIVA do poder Público Municipal, junto à comissão de desenvolvimento de TARUAÇU, deixamos aqui nossos aplausos aos verdadeiros protagonistas desse evento, que foram os MÚSICOS, COMPOSITORES e suas CANÇÕES. Em especial, a Banda Joubert Costa, representante da cidade de Viçosa MG, que, juntamente com nosso conterrâneo e amigo tecladista Serginho Pavanelli, saiu vencedora com a canção “Do Outro Lado”.

E que as notas musicais continuem a ressoar lá no alto da serra.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Face Prefeitura

segunda-feira, 17 de julho de 2017

BELEZAS DA TERRINHA


OLHA O FRIO 2 - SUBINDO PRA MISSA

Foto de hoje - Serjão Missiaggia

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONHECE CASOS DESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - A casa da Dione e da dona Leonor Paes foi um fenômeno: quase 3.000 visualizações só no Blog, fora as demais mídias, dezenas de comentários e infinitas curtidas. Não dá para fazer um síntese melhor do que... um lugar abençoado!

Disse a Dione: "Nossa casa querida! Quantas histórias para contar!... 57 anos morando nela! Graças a Deus, muito mais histórias felizes do que tristes! Quantas comemorações! Animadas festas de aniversários, lindas noites de Natal, encontros de turma, carnavais onde fantasias se espalhavam por toda a casa, e a festa mais linda de todas: os 100 anos bem vividos de mamãe, comemorados em dezembro de 2015... Uma casa de portas abertas a todos os amigos que quiserem nos visitar".

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério???


QUE LOCAL É ESSE???

ACERTADORES D SEMANA PASSADA - Marcelo Oliveira, Ana Emília Silva Vilela e Ilka Matta Gruppi foram os primeiros a reconhecer o busto do fantástico Dr. Augusto Glória na Pracinha do Botafogo.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

sexta-feira, 14 de julho de 2017

SERENATA ASSOMBRADA


Era uma sexta-feira da paixão de um certo ano que eu não sei bem porque nem o meu pai (que contou a história) me disse e nem eu perguntei. E não perguntei justamente porque, depois do que ouvi, fiquei tão impressionado que nem dormir eu dormi

Imagino que o meu pai teria uns dezoito anos, o que levaria o caso para o ano de 1940, mas poderia ser um pouco mais. O fato é que ficou difícil pra mim duvidar, porque meus dois tios também participaram da aventura, se é que podemos chamar de aventura: o tio Brás e o tio Geraldo.

Meu tio Geraldo eu nem cheguei a conhecer porque morreu jovem, mas o meu avô, na época um próspero comerciante que havia trazido a família de São José dos Cabritos para a cidade, ficou muito irritado com a ideia. Ora, onde já se viu, esses mininos resolverem fazer serenata, cê tá me intendendo, uma SERENATA em plena Sexta-Feira da Paixão!

Os tempos autorizavam plenamente que meu avô desse uma coça nos três, até mesmo com o relho. Mas, acredito que, pela santidade do dia, também os castigos físicos estavam proibidos.

Assim, saíram subindo pela Rua Cônego Reis com destino à Santa Rita. Acho que meu tio Brás, então adolescente, tinha uma namoradinha ali na Rua do Banheiro (Rua Major Joaquim Leite) e para lá se dirigiram afinando o violão. No repertório, segundo meu pai, Francisco Alves, Orlando Silva, Augusto Calheiros, Sílvio Caldas, uma verdadeira Rádio Nacional, que era a TV Globo da época.

Quase no finalzin da Cônego Reis é que o TREM se sucedeu. Meu pai, que vinha mais atrás pitando, escondido, um cigarrin de paia, percebeu que uma pessoa os seguia. Pensou tratar-se de uma criança porque, assim de rabo de olho, notou que era um pessoinha baixa e atarracada.

Quis chamar os dois irmãos na frente, mas a voz não lhe saía da boca, talvez por medo ou porque não era pra sair mesmo. Mas, os outros ainda não haviam notado a presença até que... começou a clariar. Mas não era um clarão de luz não, mesmo porque naquela subidinha nem luz não tinha. Os postes iam só até o final da Rua do Totó.

Quando se voltaram pra ver o que era aquela luz, é que foram perceber que aquele homúnculo que, a princípio, só o meu pai vira, agora era um homem alto, vestido de preto, de uns dois metros de altura, cachimbo no beiço e um caminhar tão esquisito que, se eles andassem mais rápido, os passin dele continuavam deixando ele coladin ni nóis, como disse o pai.

A essa altura, invés de imbicar pro lado da casa do sô Narciso Leite, ali antes do Pontilhão, voltaram os três correndo, e o violão eu nem sei, porque, até hoje, nunca tive coragem de perguntar pro meu pai onde ficou. Uma coisa é certa: se aconteceu eu não sei, mas que foi real, foi!

Crônica: Jorge Marin
Foto     : os irmãos Geraldo e Irenio (de paletó preto, meu pai).

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL