segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CASOS CASAS & detalhes








 Hoje estamos atendendo a mais um pedido, do meu primo Sebastião Carlos de Azevedo que, de São Paulo, acompanha as notícias da terrinha e, mais recentemente, curte as fotos de São João aqui no Blog.  Segundo ele, mais de quarenta anos depois de ter deixado a cidade, é claríssima em sua mente a presença de figuras inesquecíveis do Caxangá, bairro onde morou: lá estão, redivivos, o Bastião Capuana (seu pai), o sr. Alcebíades Padeiro, o Zico da Unidos do Caxangá, e o sr. João Vaz que, debaixo da figueira que existia onde foi construído o Posto Garoupa, evangelizava as crianças do bairro em bancos de madeira.

Na década de 70, época em que viajar ao exterior era uma façanha semelhante à recém viagem do homem à lua, o Sr. José Lobão conseguiu realizar tal feito e, num programa de entrevistas ao também inesquecível Gaby, respondeu qual a mais linda paisagem que havia visto no mundo: a entrada do Caxangá, quando voltamos para São João Nepomuceno, disse ele.
Curiosamente, o Caxangá é também a porta de saída de muitos sanjoanenses que buscamos nossos sonhos em outras paragens mas que jamais, a exemplo do meu primo, deixamos de conectar nossos corações e mentes nos casos, casas e pessoas da nossa Garbosa.

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin 

14 comentários:

  1. A primeira casa a esquerda da primeira foto é o velho prédio onde funcionou a Fabrica de Ferraduras?

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    1. Exatamente. É o prédio da antiga Fábrica de Ferraduras Manzo, muito tempo administrada pelo José Marcos Mendonça e pelo Jorginho Delegado.

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  2. POR FALAR NA ANTIGA FIGUEIRA QUE EXISTIA ONDE HOJE FICA O EX-POSTO GAROUPA,ANTES DE EXISTIR A ESTRADA ASFALTADA,ONDE SE EVANGELIZACA CRIANÇAS,O SAUDOSO BARBEIRO WALDOMIRO DE SOUZA, PAI DO NOSSO AMIGO WALDECK DE SOUZA,O LOURO,CONTAVA UM "CAUSO" MUITO INTERESSANTE DE ASSOMBRAÇÃO.CONTAVA ELE,QUE ALÉM DE BARBEIRO E PESCADOR "NÃO GOSTAVA DE MENTIRAS" QUE O POVO DE ANTIGAMENTE DIZIA SER AQUELA FIGUEIRA ERA MAL ASSOMBRADA.CONTAVAM ALGUMAS PESSOAS,E JURAVAM DE PÉS JUNTOS ,QUE POR VOLTA DAS 18 HORAS,DE VEZ EM QUANDO AS PESSOAS OUVIAM AS ALMAS PENADAS REZANDO UM TERÇO ,PARECENDO QUE AS ORAÇÕES VINHAM DE CIMA DA ÁRVORE.UM DIA,UM CABOCLO CORAJOSO RESOLVEU DESVENDAR O MISTÉRIO E DESCOBRIU TUDO O QUE VINHA ACONTECENDO : ERA UM BANDO DE MARITACAS QUE DORMIA NA FIGUEIRA E QUE HAVIA APRENDIDO A REZAR O TERÇO,REPETINDO SEM PARAR ,"AVE MARIA,CHEIA DE GRAÇA..." .SÓ PODIA SER HISTÓRIA DE BARBEIRO,E AINDA POR CIMA,PESCADOR!

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    1. Obrigado, amigo Nilson. Esse é o espírito da seção: trazemos as imagens e as pessoas trazem os casos e causos. Valeu!

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    2. scazevedo@uol.com.br22 de setembro de 2012 20:39

      O amigo falou em assombração... que doideira aquele tempo. será que alguém lembra de que havia uma tal mulher de 15 metros que havia no campo do Botafogo e que assombrava a galera que passava pela rua dos Henriques?
      Pois é... já tomei uma corrida dessa maluca de 15 metros, que quando adentrei minha casa, minha mãe, Dona Leonor Marin só teve tempo de abrir a porta e dizer - o que houve... logo em seguida foi um tal de me dar um bom banho e depois lavar toda minha roupa, rs... eu tinha me borrado todo. Muito tempo depois fiquei sabendo que tinha sido meu pai, o Bastião Capuana que sabendo do meu medo, resolveu me pregar um susto, se escondeu atras da parede do predio do Nicanor Nogueira e falou - hoje eu te pego... com uma vozinha fina, e eu... (que decepção), nem olhei para trás, dei no pé... Já contei para meus netos e levaram uma com a minha cara por aki... beijos saudosos e agradecido aos amigos sãojoanenses e a toda galera do Blog Pitomba em especial, meu primo e meu primeiro amigo, Jorge Marin.

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  3. Amigo Jorge, sempre me perguntei:por que escrevem tanto sobre o largo da Matriz e nunca citaram o CAXANGÁ?Sou apaixonada pelo largo da Matriz,morei lá , moro no pèzinho dele, mas minhas maiores lembranças estão no Caxangá.Lá nasci,vivi minha infância.
    Lá meus avós vindo da Itália iniciaram suas vidas, tiveram seus filhos.Onde hoje está somente BANANEIRAS, era a casa da vovó Madalena, pessoa estimada por todos daquele lugar.Quando sonho, é a lembrança daquela época que vem à tona!Realmente é a porta de entrada da cidade!Vamos valorizar e cuidar desse pedacinho maravilhoso .Edna Maria Missiaggia Picorone

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    1. Edna, às vezes também penso que o Caxangá é deixado meio de lado na história de São João. Mas ele tem uma importância fundamental: não devíamos esquecer que o maior homem político da cidade, o Dr. Carlos Alves, dá nome à avenida, mas morava no Caxangá (depois que adoeceu foi morar na Rua do Totó). E, além disso, é bom saber que todos que lá passaram as suas infâncias, você incluída, não são mais "escravos de Jó", mas continuam jogando e amando o Caxangá. Abração.

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  4. O Caxangá!... No meu tempo diziam Cajangá. Só depois de adulta, com as Escolas de Samba, passaram a pronunciar Caxangá. Achei a coisa mais estranha, mas aos poucos, fui me acostumando. Muitas lembranças tenho daquele "Cajangá"... Morávamos em uma fazenda perto de Rio Novo, mas nossa família estava toda em São João. Nossa avó Madalena e minha querida tia Maria Missiaggia, a grande costureira da cidade naquela época, moravam lá. E como era gostoso brincar em frente a casa delas que , hoje, já não existe mais.Parece-me que o lote continua vago,nada foi construído lá, fica bem na primeira curva , onde há uma bifurcação que desce para o local da Escola de Samba e a rua segue para o lado dos Trombeteiros. Tudo está diferente da minha época. Lembro-me da figueira, havia uma torrefadora de café um pouco antes; muitas vezes fui ver o café espalhado, secando num grande pátio. Não sei o nome de quase ninguém daquela época, pois eu ainda era bem pequenina , mas as imagens estão guardadas em minha mente. Ao lado da casa de minha avó, havia uma "venda" chamada "GATO PRETO", do sr.Mineco, pai do Elano , Alfredo , Keco, Márcio e Batista.
    Brinquei muito com Keco e o Elano.Sr Mineco vendia um picolé de groselha delicioso. Sinto o sabor como se fosse hoje. Quando chegava a noite toda a meninada da rua aparecia em frente a casa da vó para brincar de passar anel, roda, chicotinho queimado e uma brincadeira que nos levava a passar de um lado para o outro pulando com uma perna só, não me lembro o nome.
    E os baiões do Caxangá? Festas boas , animadíssimas. Havia palco e tudo. A primeira vez que subi em um palco foi lá. Dancei o "NO MOINHO DE VENTO " com outras garotas que moravam ali por perto.
    Não me lembro os nomes porque, na verdade, eu tinha menos de 06 anos. O quintal da casa da vó era imenso, ia até o campo de futebol do Botafogo. Ficava separado por uma cerca. Dia de futebol, todo o pessoal do Caxangá ia pra cerca ver o jogo. A casa da vó ficava cheia. Meu pai contou-me mais tarde,e por várias vezes, que o quintal da casa do vovô se alongava anteriormente, por todo o local onde o Botafogo construiu aquele campo.Aquilo tudo era do vovó e que ele havia cedido ao Botafogo para construir o campo. Nunca perguntei o que ele queria dizer com a palavra cedeu. Hoje pergunto-me? Doação? Venda? Como teria sido?
    Havia também , no início da última descida para o centro, a "venda" do sr, Nicanor. Brinquei muito na casa dele. Outra coisa que também não me esqueço é de uma grande horta, lindíssima que havia na descida para a Escola de Samba". Os moradores do Caxangá compravam verduras fresquinhas todos os dias. Fui lá algumas vezes.
    Muito mais teria pra contar, mas acho que já até exagerei no tamanho do texto.
    Salve, salve Caxangá da minha infância!...
    Mika

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  5. scazevedo@uol.com.br22 de setembro de 2012 20:53

    É primo... viu como repercutiu? Talvez ainda não tenham se lembrado das muitas histórias do Caxangá, não falaram das famosas peladas na terrinha onde eu, o Ivair Frederico, o Geraldo (irmão do Zé Vicenete da oficina) e muitos outros jogavamos todo fim de tarde. Que muita gente via como lugar inatingível o alto do Pasto da Prefeitura (Hoje Centenário) pois havia tantas histórias macabras que aconteceria por alí. Os fantasmas do Morro dos Marimbondos que atacava a quem passasse ali a noite. As aventuras amorosas,e proibidas no fim do campo de aviação bem como as mais descaradas na Maracangalha... Pois é nem dá espaço para contar tudo. Dá para escrever um livro só no trecho entre a Praça e o (hoje) Posto Garoupa.

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  6. Gostaria de dizer para minha amiga Mika que a brincadeira de atravessar de um lado para outro da rua pulando em uma perna só,se não me engano (isso foi há muitos anos),se chamava "mãe da rua" .Se eu estiver errado,que os outros companheiros que viveram aquela época,me corrijam,por favor.

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  7. Muitíssimo bem lembrado, Nilson! Este era exatamente o nome!
    Lembra também, de uma brincadeira chamada bandeirante?

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  8. Magno, boa memória a sua. O nome é este mesmo. Obrigada, amigo.
    Abraços na Narcisa.

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  9. Volto ao tempo de criança no Caxangá,Quando havia Baião na rua, o palco era debaixo da janela da vovó Madalena, tia Maria Missiaggia muito entusiasmada nos vestia de chita, colocava uma cadeira dentro do quarto de costura e a meninada subia por ela, passava pela janela e entrava direto no palco.Quem nos ensaiava os desfiles e bailados era o Keco que criança já era um artista.Tempo bom! como era bom!Edna Maria Missiaggia Picorone.

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  10. Mas é verdade... Você me fez lembrar, minha irmã. Nós subíamos para o palco pelo quarto da vovó. Lembro-me da cadeira e da janela por onde passávamos. Meu Deus, eu havia me esquecido...
    Mika

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