quarta-feira, 8 de julho de 2015

A SAGA DOS PAIS TINHOS


Mesmo já tendo sido falado aqui mesmo no Blog, sempre que passo por esse lugar, não deixo de ficar imaginando o quão significativo ele foi e ainda é pra tantas famílias.

Parada obrigatória que sempre acontecia conosco nas voltinhas pelo quarteirão com as crianças. Por sinal, achei superexpressivo e bastante simbólico quando, recentemente, uma amiga dos bons tempos de colégio levou seu filhão pra visitar o local. Além da lembrança de seu saudoso pai, que sempre a levantava pra alcançar o gradil, ainda mais expressivo foi seu comentário:
- Tenho um retrato com o Diego no colo vendo os patinhos. Não resisti em fazer a brincadeira.
                                                                     
Um fato que também aconteceu comigo, e que ficou marcado na memória foi quando, certa vez, minha filha, mais ou menos com seus onze anos, me chamou repentinamente para dar aquela que seria sua primeira voltinha à noite na cidade. Rapidinho aprontou-se e, parecendo querer sair a todo custo, colocou sua melhor roupa. Para ser sincero, desconfiei de que uma paquerinha poderia estar acontecendo, pois sua turminha tinha o costume de se encontrar na Pracinha do Coronel nos finais de semana.

E lá fomos nós, até chegarmos à esquina dos Correios. Ali paramos por momentos, e ficamos ao longe, observando e escutando a agitação da garotada na Pracinha. Eu já um tanto desconfiado, dando uma de desentendido perguntei:
- E aí, filha? Pra onde vamos, agora? Foi quando, para minha surpresa, de imediato respondeu:
- QUERO IR VER OS PATINHOS!

E assim, a saga dos pais tinhos continua.


Crônica e foto: Serjão Missiaggia 

4 comentários:

  1. Marcelo Mendonça Lima11 de julho de 2015 07:25

    Na verdade eram marrequinhos que o tio Irio e tia Ligia cuidavam com todo carinho...fiiii fiiii ffiiiiiiiiuuuu!!!
    Sempre que passava em frente eu assobiava para escutar a resposta!!!

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    1. Obrigado pelo comentário, Marcelo. O fato é que a casa dos seus tios, pessoas boníssimas e inesquecíveis, já ficou eternizada como "a casa dos patinhos". E que nossos filhos, netos e bisnetos possam ir lá dar aquela assobiadinha básica. Abração!

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  2. Levei todos meus filhos e meus netos para verem os famosos patinhos e como eles ficavam horas agarrados na grade apreciando-os e eu os segurando dizia: " chega, vamos descer" e eles só mais um pouquinho mamãe ou vovó. Boas lembranças! Edna

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    1. Que bom que algumas coisas do "nosso" tempo permaneceram, não é mesmo, Edna? Se bem que, um dia desses, vi uma menina filmando os patinhos com um tablet. Sinal de que a casa dos patinhos vai permanecer por muito tempo.

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