segunda-feira, 31 de outubro de 2016
TODA CASA TEM UM CASO
CASOS DESSA CASA, QUEM SABE???
CASA DA SEMANA PASSADA - "Casa na subida para a popular ao lado da antiga fábrica de ferraduras, onde mora a Ceinha" - foi assim que o Marcelo Oliveira descreveu. Também acertaram a Fernanda Macêdo e o Maninho Sanábio.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Fernanda Macêdo, Angélica Girardi e Marcelo Oliveira foram os três primeiros a reconhecer a Igreja do Rosário. Maninho chegou atrasado.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
FUGINDO DE AMIGOS SINCEROS
Qual é o
limite da liberdade?
A pessoa
vem na sua casa, fala um bando de asneiras, choca alguns de seus convidados com
sua crueza de discurso, e depois diz:
- Falei
mesmo. Eu sou sincero. E, além do mais, eu tenho liberdade com ele.
Aqui duas
questões são colocadas.
A
primeira é sobre a sinceridade. Será que você falar TUDO o que lhe vem à mente
é sinceridade? Pode ser só grosseria, ou falta de respeito, ou falta de
educação, ou, se o interlocutor é uma pessoa MUITO poderosa, só burrice mesmo.
Vou dar
um exemplo: você vai a um enterro e é completamente agnóstico. Faz sentido você
dizer à viúva “olha, isso aí que se foi não é mais o seu marido: é um amontoado
de carne que já iniciou o seu processo de decomposição!”? Ou, a uma criança que fez uma brincadeira e te
pede opinião: “achei ridícula a sua gracinha, e, além disso, você é muita feia!”.
A segunda
questão sobre a liberdade é mais delicada, porque, para você convidar uma
pessoa à sua casa, para um jantar, um churrasco, ou um café, você deve ter um
mínimo de conhecimento, de confiança, de consideração enfim. Aí, o sujeito diz
uma coisa mais ou menos assim:
- Olha,
sei o quanto é importante a Santa Rita de Cássia pra você. Mas, vou te dizer
uma coisa: essa história de santo, pra mim, é uma balela. Não acredito nessa
porcaria, não tenho o menor saco pra esse assunto e, se tivesse uma imagem dela
aqui, eu ia quebrar na beirada da mesa.
Eu disse
aí “Santa Rita de Cássia” porque está voltando à moda os quebradores de santa.
Mas poderia ser um grande filósofo, um estilo de vida, uma outra pessoa, até
mesmo um artista:
- “Não
sei como é que você gosta desse Caetano Veloso. Eu acho ele um lixo”.
Pensem o
que passa pela minha cabeça quando alguém vem à minha casa e fala uma
barbaridade dessas? Minha primeira reação é pensar em dizer: olha, eu curto
muito o Caetano e tô cagando pra sua opinião!
Mas,
sabem o que tenho feito ultimamente? Não falo nada. Às vezes, até agradeço a
opinião. Mas vocês imaginam quando, ainda que a pessoa seja interessante em
outros aspectos, vou chamá-la de novo à minha casa?
E, vou
confessar uma coisa, esta solidão que está se formando ao meu redor está tão
boa. E ainda ouvindo “Podres Poderes”...
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Mahmoud Yakut, disponível em http://www.deviantart.com/art/the-city-the-loneliness-209488254
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
NOITES "VAZIAS"
Vindo de
uma geração em que o quesito segurança nos proporcionava uma paz verdadeira e
uma tranquilidade pra viver uma vida em toda sua plenitude, confesso certo
desalento em ter que me adaptar a algumas situações atuais.
Interessante
como tudo foi mudando, e tão rapidamente! Num piscar de olhos, os parapeitos de nossas janelas foram sendo
substituídos por altas grades, enquanto as varandas foram se transformando em
verdadeiros presídios. Imensos muros começaram a surgir frente às casas,
enquanto os belos balaustres, antes objetos de boas-vindas e decoração, foram
dando lugar a tijolos e ferragens.
Jamais se
pensava em qualquer ato de violência durante aquelas mágicas madrugadas em que fazíamos serenata, pois nossas únicas
companhias noturnas, além é claro do silêncio, eram apenas aqueles poucos
perdidos na noite, que, após alguns drinks pelos bares da vida, insistiam em
nos acompanhar.
Nossas
casas, de porta semiaberta e encostada apenas com uma cadeira, permaneciam a
nossa espera, quase que a noite toda. Somente a nossa espera!
Nas ruas,
além das casas, existia também o calor das famílias. Eram janelas abertas,
televisões ligadas ou pessoas conversando nas varandas, ou até mesmo do lado de
fora em cadeiras colocadas na calçada.
É estranho
quando passamos hoje por algumas dessas ruas e deparamo-nos com uma quase total
solidão. Onde antes existiam Antônios, Franciscos e Marias, são frias portas de
aço e gradis a nos fazer companhia.
Crônica e
foto: Serjão Missiaggia
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
BELEZAS DA TERRINHA
PAISAGENS INESQUECÍVEIS
COMENTÁRIOS SOBRE A RUA BARÃO DE SÃO JOÃO - essa rua é tão querida que repetimos a foto. Assim como da primeira publicação, tivemos mais de 1.200 visualizações, exceto os compartilhamentos.
A rua da Eluza Lima e do Marcelo Oliveira (que "cobraram" a posse antes das sete da manhã) foi assim descrita pelo Márcio Velasco: "Meu caminho pra pracinha do Botafogo e para o Operário nos anos de 1970. Depois, caminho para a rodoviária, onde trabalhei e para o CCE onde congreguei. E, é claro, assobiar para os patinhos. Ah, era caminho também para o cinema."
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
TODA CASA TEM UM CASO
QUAL É O CASO DESSA CASA???
CASA DA SEMANA PASSADA - quem responde aqui agora tem um grande desafio, pois o Maninho Sanábio, que só respondia nos "Mistérios", agora está também nesta seção. Resultado? Acertou: "Este lugar foi o antigo Shopping da Santa Martha, lembro que lá dentro tinha um viveiro imenso com muitos periquitos, kkkkkkkk, ficava até doido com eles, depois lembro que virou uma boate, Fábrica Dance Bar, o lugar era top demais e hoje é a academia do César."
O segundo e o terceiro colocados foram os irmãos pitombenses, Márcio Velasco que lembrou que a mãe dele (a querida tia Irinéa) trabalhou ali quando era a "sala do pano", e o Sílvio Heleno Picorone, um dos donos da Fábrica Dance Bar.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - naquela madrugada em que publicamos a foto, Márcio Velasco não dormiu, esperando a manifestação do Maninho Sanábio que, à uma e meia da manhã, cravou: "Morro no fundo é a rua Capitão Basílio, essas árvores são da casa do dono da Santa Martha, sô Carlos Alberto, e os telhados ali são do INSS." Dois minutos depois, Márcio dormiu.
Giovana Miosso também acertou, mas quem contou história da paisagem foi a Ana Emília Silva Vilela: "Aquela casa verde me trouxe a lembrança do sr. Plínio Protásio e de d. Dolores, que moraram ali há muitos anos com sua numerosa prole:Volnei, Adilson, Zé Protásio, Bimba, Nininho, Dolorinha, minha madrinha Ligya e ainda tinha mais. Na subida do morro do Machadinho, tinha a casa da mãe da dona Ducarmo, mãe da dona Maria Augusta Damas. E, do outro lado do morro, escutei muitas histórias de dona Diva Medina, esposa do Dr. Moacir sobre a casa que ela morou ali quando se casou.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
BRANDÃO VIDA ARTE: TUDO MESMA COISA
Nesta
semana, mais um amigo sessentou...
César
Brandão, amiguirmão, em meio a preparativos para sua exposição (que está
acontecendo no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas), quase não tem tempo de
receber os parabéns. Gesticula, explica, fala e fala e fala. Seu assunto é a
vida que, para ele, é a arte.
Sempre
pensamos nos artistas como pessoas diferentes, taciturnas, intelectuais, chatas.
Brandão não é nada disso: bem-humorado, moleque, é, na verdade, o mesmo menino
saído de Santos Dumont para continuar suas artes. Até a estatura não é muito
diferente.
Nossa
relação começou com um beijo. Calma, gente! Estávamos embarcando para o sul de
Minas onde, sem saber e sem nos conhecer, iríamos trabalhar no mesmo banco, eu
em São Lourenço, ele em Boa Esperança. Sentamo-nos lado a lado, e ele, que me
observara despedindo da namorada, comentou:
- Cara,
você beija bem pra caramba!
Meio
desconcertado, iniciei com ele um papo que, entre cinema, teatro, artes
plásticas e música, durou as exatas quatro horas entre Juiz de Fora e Caxambu,
onde cada um foi para o seu canto. No entanto, as cartas, uma invenção que se
usava naquele tempo, eram usadas para transmitir novidades, projetos, sonhos.
Depois,
como fazem todos os bons amigos, afastamo-nos por uns tempos, até que, dois
anos após aquele beijo, fui transferido para o centro de processamento de dados
do mesmo banco em Juiz de Fora. Como o computador era uma invenção recente, fui
encaminhado para ser treinado nas artes da digitação, adivinhem por quem, por
ele mesmo: César Brandão.
Adepto
ferrenho da macrobiótica (se é que existe algo ferrenho na macrobiótica),
Brandão tentou me converter ao regime alimentar, mas o máximo que eu conseguia
fazer, após almoçarmos aqueles pratos, era ir comer “comida de verdade” no
Oásis.
Um dia,
também sem combinarmos, estava eu assistindo um filme do Fellini no Cine
Festival, quando, na penumbra, entra o Brandão no cinema. Eu o reconheci pelo
seu tom verde de pele da época (bônus da macrobiótica). Fui seguindo seus
passos naquele cinema apertado, até que, bem próximo, ia fazer um susto, quando
percebo o amigo, sorrateiramente, tirar um bombom Prestígio do bolso. Perverso,
espero que ele desembrulhe o chocolate e comece a salivar:
- Aí, em
Brandão, comendo chocolate escondido!!!
A
resposta foi branda:
- Comprei
pra você, amigo!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Leonardo Costa para o Tribuna de Minas
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
ASSOMBROSA PAIXÃO
Hoje, após
terminar meu dia na oficina, fui ao SESI buscar o histórico de meu filho para
alguns tramites de transferência.
Era noitinha e,
enquanto vinha tranquilamente fazendo meu caminho de volta, ao passar em frente
de nosso campo santo, lembrei-me de um fato que ocorreu certa vez comigo. Pra
ser sincero, não saberia dizer se foi uma feliz ou infeliz recordação. De
verdade mesmo, a única coisa que posso afirmar é que foi verdadeiro. Daí a dizer
que foi prazeroso é outra coisa. Talvez um pouquinho de cada.
Mas foi assim
que tudo começou:
Eu estava numa
tarde noite de segunda feira de 1972 vindo pra casa quando, ali naquele local
onde hoje é o calçadão, mais precisamente próximo onde existia um relógio
digital, encontrei com uma amiga que estava paquerando há quase um ano. Sabem
aquelas primeiras paixões de adolescência? Aí vocês já imaginam! Enquanto o
coração começou a bater mais forte e as mãos ficaram suadas e frias, fui de
imediato falar com ela. Só não poderia jamais imaginar que aquele nosso
encontro iria me colocar numa situação um tanto embaraçosa e delicada. Hoje,
diriam que paguei o maior Mico, mas, naquela época, como a turma pegava menos
pesado, tudo não passou mesmo de uma simples aventura, além é claro, da imagem
que deixei de um tremendo “cagão”!
Mas, voltando
ao encontro, ao vê-la sozinha descendo a Coronel José Dutra, aparentando
bastante pressa, fui de imediato perguntando qual o motivo de estar ela na rua naquele
horário. Era uma segunda-feira e, além
de ventar pra caramba, havia o prenúncio de uma forte chuva. Já naquele momento,
folhas e restos de papéis começaram a passar voando sobre nossas cabeças, enquanto
o céu, cada vez mais escuro, parecia querer avisar que seria um entardecer nada
romântico. Dessa forma, aproximando-me dela, fiquei imaginando, que, no mínimol,
iria me convidar para acompanhá-la até próximo a sua casa. Naquela época, ela
morava na Rua Comendador José Medina e, por algumas vezes, já havia me feito esse
pedido.
Então, um tanto
eufórico, já ia me preparando pra dizer sim, quando ela, simplesmente, vira pra
mim e diz:
- Serjão! Só
você pode me ajudar! Você caiu mesmo do céu! Mas tenho quase certeza de que vai
dizer não! - completou ela.
- Que foi? Diga
logo! É só pedir! – respondi, sem pestanejar.
Prosseguindo
então, foi logo dizendo:
- É que venho fazendo uma novena todas as
quintas-feiras indo até à igrejinha de Santa Rita rezar!
- Tudo bem, mas
hoje não é quinta. Estamos ainda na segunda!
- Pois é, aí
que entra sua ajuda! - disse ela.
- Como assim? -
um tanto apreensivo perguntei.
- É que todas
as segundas-feiras, juntamente com algumas amigas, tenho o costume de ir ao
cemitério fazer orações em intenção das almas! Pior de tudo é que hoje me
atrasei, minhas amigas não puderam vir e já está escurecendo!
Lasquei-me de
vez, disse pra mim mesmo, já imaginando o que ela iria me pedir. E não deu
outra:
- Você não iria
até lá me fazendo companhia?
- Claro que
sim! - imponentemente respondi.
Naquele exato momento,
a chuva chegou de vez trazendo muito vento e relâmpagos. Foi quando saímos
correndo e nos escondemos sob a marquise de uma loja. O tempo só ia piorando,
enquanto tentava, a todo custo, convencê-la a deixar aquela visita pra outro
dia. Justificava que aquele mau tempo estava fazendo escurecer muito depressa e,
com certeza, iríamos nos molhar.
Pura ilusão.
Não teve mesmo jeito e, após uma pequena estiagem, seguimos imediatamente rumo
ao cemitério. Segundo ela, suas amigas haviam dito que aquelas intenções não
poderiam ser quebradas um só dia. Lasquei-me de vez mesmo! Acho que vou mesmo
ter que encarar essa, pensei. E o arrependimento de tê-la encontrado já
começava facilmente a ser observado na minha sutil mudança de humor. Pra
completar minha infelicidade, o tempo, repentinamente, ainda deu uma boa
melhorada. Começamos a descer rapidinho pela Avenida Carlos Alves, enquanto eu tentava,
a todo custo, não perder a pose e muito menos as aparências. Tava difícil, mas
não impossível.
A noite chegou
e as luzes dos postes se acenderam. Um tanto ressabiados, nos aproximamos do
portão principal, que, por sinal, estava trancado.
Naquele momento,
mal conseguíamos enxergar dentro do cemitério, pois havia escurecido de vez. Como
única opção, além é claro a de tentar pular o muro frontal, somente nos restava
apelar para o portãozinho ao lado. E foi o que fizemos.
Não passava uma
santa alma nas proximidades. E se dentro não estivesse acontecendo o mesmo? Meu
Deus, o que que eu vim fazer aqui? - fiquei a pensar com meus botões. Aquela
rua que margeia nosso campo santo estava que era barro puro, pois ainda não
havia calçamento. Atola daqui, afunda dali, até que, em frente ao referido
portãozinho, empacamos. Após olharmos um para o outro, numa despistada agonia
telepática, ficávamos a esperar esperançosos que, a qualquer momento, um de nós
pudesse desistir. Pura ilusão! Poderia ter me apoiado naquele velho ditado onde
diz que devemos ter medo dos vivos e não dos mortos, mas, infelizmente, naquela
época, eu ainda não o conhecia.
E o tempo
começou a piorar novamente. Alguns relâmpagos, rasgando o céu, ficavam a nos
mostrar cada detalhe dos túmulos. Mesmo assim, juntos e de uma só vez, passamos
os dois espremidos naquele portãozinho. Não sei com que coragem, mas, quando
vimos, já estávamos lá dentro. Mal havíamos entrado e, de imediato, fui dando
as ordens:
- Faça logo o
que tem que fazer, que daqui não passo.
E o tempo
piorava a cada segundo. Ela então virou-se pra mim e disse:
- Aqui não
pode! Temos que ir lá em cima até o Cruzeiro!
- Lá, aonde? Cê
ta de brincadeira comigo? Não sei se você sabe, mas o Cruzeiro fica quase no
meio do cemitério! Tem certeza que não podemos ficar aqui mesmo?
- Serjão! Temos
que acender a vela no Cruzeiro! Rapidinho a gente chega lá! Vamos logo antes que
a chuva caia de vez. Se você não for, eu vou ter que ir sozinha! Já que viemos
até aqui, vamos fazer a coisa direito! – concluiu.
Aí, já pensando
na minha reputação, e vendo a possibilidade de ela subir sozinha, fui de
imediato respondendo:
- Claro que
vou! Mas... precisa ser mesmo hoje?
Então, após
respirarmos fundo, lá fomos nós. Subindo em passos largos, e carregando uma
vela na mão, começamos a nos aproximar. Alguns pingos começaram novamente a
cair, enquanto relâmpagos, trovões e uma forte ventania chegaram de vez. Se
existia algum poste no trajeto, deveriam estar todos eles com as lâmpadas
queimadas, pois um breu total seguia nos acompanhando. Tínhamos como única
referencia os relâmpagos, que vez ou outra clareavam nosso caminho.
Enfim,
conseguimos chegar até o Cruzeiro. Silêncio total. A não ser o barulho do vento
e dos trovões, não se escutava absolutamente mais nada.
- Vamo logo,
vamo logo! - pedi que fosse o mais breve possível.
Enquanto ela
rezava, eu ficava de olho no clarão dos relâmpagos, tentando monitorar cada centímetro
ao nosso redor. De antemão, já havíamos combinado que qualquer coisa diferente
que se mexesse ou fizesse barulho, eu despencaria de lá num pé só. Nossa
adrenalina estava tão aguçada, que um simples vagalume que piscasse ao nosso
redor, ou mesmo o piar de uma coruja qualquer, iria deflagrar uma correria sem
precedentes.
Mas tudo foi
transcorrendo dentro do possível até que, quando íamos pegar a vela pra
acendê-la, descobrimos que havíamos nos esquecido dos fósforos.
- Vai ficar é
apagada mesmo! - pensei
Aí a coisa danou
de vez. Foi quando, sob um forte clarão de relâmpago, uma voz pausada e grossa
sussurrou próximo da gente:
- Se ôceis
precisarem de fósfi, eu tem!
Foi quando, ao
olhar pro lado, algo parecendo estar carregando uma foice já estava bem próximo
de nós. Minha amiga, após um grito de horror, me largou pra trás e, pelo mesmo
caminho que veio, desceu apavorada. Busquei uma tangente e, correndo,
tropeçando entre túmulos, desci em disparada, procurando a todo custo chegar à
saída. Ainda no meio do caminho, outro susto. Fui surpreendido ao encontrar com
uma mulher que, parecendo que ia fazer o mesmo, e, sem saber o que estava
acontecendo, jogou um monte de velas pro alto e saiu correndo atrás de mim
gritando.
Chegamos os
três quase simultaneamente ao portão. Saímos mais do que depressa para a rua,
enquanto mal conseguíamos falar. Já do lado de fora, ficávamos olhando pra
dentro do cemitério como se não acreditássemos no que acabara de acontecer. Só
pode ser fruto de nossa imaginação! Assim falávamos um pro outro. Meu queixo
tremia. Minhas pernas também.
No fundo no
fundo, tínhamos consciência de que tudo aquilo teria acontecido em função de
uma simples histeria coletiva decorrente de muita adrenalina acumulada. Ou não!
Quando já nos preparávamos para virmos embora, eis que surge, em carne e osso,
no portão principal, nossa suposta alma penada. Acredite quem quiser, mas era
nada mais nada menos que um humilde senhor, por sinal muito simpático,
funcionário do cemitério, que, naquele momento, estava terminando o serviço. Saído
ele com uma enxada nas costas, ainda suja de cal, veio ao nosso encontro rindo
sem parar. Ironicamente, perguntou se havíamos encontrado fósforo e o porquê de
termos corrido tanto.
Também rimos
muito e, já bem mais calmos e relaxados, não acreditamos no que nossa mente foi
capaz de criar, e, após pegarmos um fósforo emprestado com um vizinho,
resolvemos tentar mais uma vez. Mal acabáramos de entrar, e um gato pula
repentinamente de cima de uma casinha para bem próximo de nós. Numa barulhada
danada, por muito pouco, quase cai em cima da gente! Nosso susto foi tão
grande, que dali mesmo resolvemos desistir de vez. Assustados, e sentindo na
pele o que a mente foi capaz de produzir, após fazermos as orações ali mesmo,
fomos rapidinho caçando o rumo de casa, carregando conosco a agradável sensação
do dever cumprido.
E a chuva parou
de vez. O céu se abriu em estrelas, e uma enorme lua cheia nos fez companhia na
volta.
Crônica: Serjão
Missiaggia
Foto : disponível em Dreamstime.com
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM CONHECE ALGUM CASO DESSE LOCAL???
CASA DA SEMANA PASSADA - a foto da casa do Sebastiãozinho Mattos e do Chuca vinha sendo solicitada, insistentemente, pelo leitor José Valter Mattos, que é de São João e mora no Rio. Conseguimos pegar um ângulo legal e os primeiros a reconhecer a foto foram: Maninho Sanábio, Emilinha Aparecida Leite e Graça Lima.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério???
QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, como sempre, deu a descrição completa: "Foto tirada dos fundos da Escola Coronel, do lado do Morro do Pronto Socorro, pegando um pé de quiabo da horta." Também acertaram: José Heleno Barroso e Ana Emília Silva Vilela.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
VOCÊ SE ACHA BONZINHO?
O Serjão
adora esta palavra: “hilária”.
Pois bem,
há uma cena hilária no filme A Vida de Brian, que é uma espécie de sátira do
cristianismo, na qual um bando de pessoas, assistindo o tão celebrado Sermão da
Montanha, têm uma reação diferente da que poderíamos esperar. Uma senhora grita
“fala mais alto!”, outros entendem que Jesus falou “bem aventurados os
fabricantes de queijo” e por aí vai.
Por que
estou citando essa cena? É porque, normalmente, as pessoas acreditam que, pelo
simples fato de ouvir a palavra de Deus, tornam-se, automaticamente, boas, não
importa as intercorrências, ruídos ou mal-entendidos.
Há uma
grande necessidade, quase uma pulsão, de ser bom, ou boa.
Pior do
que isso, a necessidade não é SER BOM(BOA), mas sim PARECER BOM(BOA). Assim,
passamos os dias da nossa vida a emitir conceitos morais da vida dos outros. Lógico,
ninguém moraliza a si mesmo!
Houve um
tempo, quando eu era criança, que esse assunto de moralidade era resolvido pela
ordem vigente. O que diziam os pais, os padres e os patrões era a norma
vigente, a normalidade. Assim, um sujeito que discordava do pai, ou não
comungava domingo, ou não gostava de trabalhar tornava-se, também automaticamente,
MAU.
Eu passei
umas boas dezenas de anos da minha vida tentando me tornar BOM. O cara dava um
tapa na minha cara, eu oferecia a outra face (lógico que levava outra porrada).
Levantava questões teológicas e era chamado de ateu. Trabalhava de graça porque
se tratava de uma filial nova, e era “premiado” com uma aposentadoria
compulsória.
Hoje,
chegando aos sessenta, não tenho mais necessidade de parecer bom. Se um cara
vier me estapear, pode até conseguir, mas leva uma porretada ou uma pedrada. Se
vêm me oferecer uma conversão religiosa na porta da minha casa, rejeito. Se me
oferecem um gatinho abandonado pra criar, digo que não gosto de gatos (e não
gosto mesmo).
Não tenho
mais paciência para pessoas que passam a sua existência organizando campanhas,
orando e defendendo causas ambientais de longe. A mim, me emocionam muito mais
os gestos, e os atos, de pessoas comuns que, aparecendo ou não, fazem coisas
simples: abraçam a mãe com Alzheimer mesmo sabendo que esta não os reconhece,
colocam uma fatia extra de queijo prato no sanduíche do filho que vai à escola,
acolhem um ser abandonado na rua (animal ou pessoa) e, mesmo sem gostar,
encaminham para os órgãos de proteção.
Finalizo
com uma frase, também hilária, do meu “filósofo” favorito Woody Allen: “Pessoas
boas dormem muito melhor à noite, mas as pessoas más se divertem muito mais
acordadas”.
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://www.ultracurioso.com.br/os-5-traidores-mais-conhecidos-da-historia/
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
A BATALHA DA COLINA
Foi realmente uma partida inesquecível, na qual o estádio Carlos
Stiebler, totalmente tomado - de sol -, estaria testemunhando para os anais do
futebol, algo INCOMUM e um tanto folclórico.
Diante dos olhares atentos daquela fanática MULTIDÃO... de uns três ou
quatro torcedores, uma infinidade de jogadas de efeito e passes precisos era o
que NÃO se via. Tinha mais gente na cabine de transmissão, cinco no total, que
propriamente na arquibancada. Esse jogo estava sendo transmitido em tempo real
por nossa rádio INTUPI com narração emocionante e vibrante do amigo e hoje
parceiro Jorge Marin.
O juiz do jogo foi nada mais nada menos que Luiz Quirino de Freitas,
que, ainda de pijama, se fez presente com toda gentileza. Se bem que foram
quase duas horas pra que conseguíssemos tirá-lo de casa naquela linda manhã de
domingo! Por sinal, numa atuação irretocável, bem ao estilo padrão FIFA, não
veio a ter um erro sequer! Pouquíssimas vezes ele apitava algo, talvez em
circunstância de estar lendo, simultaneamente ao jogo, uma carta que acabara de
receber de um amigo. Ainda bem que não existia celular!
Nesse jogo, um dos bandeirinhas, “coincidentemente” carregador de
aparelhagem do Pitomba, sussurrou ao meu ouvido, dizendo para, simplesmente,
cair na área que, imediatamente, seria levantada a bandeira e o PÊNALTI seria
marcado. Cair foi fácil, difícil foi entrar na área.
Não me lembro do resultado, mas vencemos com moral. Conquistamos na
oportunidade, a tão almejada Taça JúlioRenet, taça esta que se encontrava
durante o jogo, SECRETAMENTE, escondida na Vemaguet do Sílvio Heleno, esperando
apenas que fosse confirmado o vencedor pra que assim pudesse ser levada a
campo.
Depois, sob uma chuva de foguetes e com a bandeira pitombense em punho,
saímos orgulhosamente com nosso troféu erguido em carreata pelas ruas da
cidade.
Eis a escalação de nossa mitológica seleção:
Em pé da esquerda para direita: Quintino, Biel, Zé irmão da Nely, Márvio,
Flávio, Pipita irmão da Dorinha, Márcio Velasco e nosso capitão e dono da bola
Sílvio Heleno.
Agachados da esquerda para direita: Zé Márcio Reis, Dantinho, Serjão,
Celso, Fernandão, Fernando e Renatinho Fenômeno (nossa ARMA SECRETA).
Crônica: Serjão Missiaggia
Foto : acerto do autor
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
BELEZAS DA TERRINHA
IGREJAS DE SÃO JOÃO.
COMENTÁRIOS SOBRE A RUA ZECA HENRIQUES - o primeiro a falar da rua foi o Márcio Velasco: "Av. Zeca Henriques. Residência oficial do sr. Serjão, fotógrafo e baterista do Pitomba, do qual eu tenho o privilégio de ser amigo".
A Ana Emília Silva Vilela falou: "Essa rua me faz lembrar a casa que morou a mãe do Raul, fazia bolos de aniversário, salgados e doces deliciosos. Fazia para o aniversário de meus filhos quando crianças. O pátio da antiga Casa Leite. Era nessa rua que meu tio Joaquim deixava seu jipe estacionado enquanto estava na cidade". E o Flávio Vitoi completou: "Ali está a casa do Geraldo Luís, projetada por mim".
Trat.imagem: Jorge Marin
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM CONTA ALGUMA HISTÓRIA SOBRE ESSA CASA???
CASA DA SEMANA PASSADA - Ana Emília Silva Vilela foi a primeira a acertar e deu a descrição completa: "Em frente ao Center Modas, no início, após a casa onde hoje é o Escritório Paroquial da Sagrada Família. Nos fundos, temos a casa das nossas queridas professoras Maria do Rosário Knop e Militina Marta de Oliveira Knop". Márcio Velasco e Cida Mendonça também acertaram.
Zezé do Couto Ciscoto lembrou-se de uma caso: "Casa da dona Iracema. Ela fazia dosces maravilhosos. Frequentei muito essa casa por ocasião do Movimento das Bandeirantes, que existia nesta cidade. Maria do Rosário era nossa chefe e morava nessa casa. Que saudades desse tempo tão bom...".
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Os primeiros a reconhecer a torre da Igreja Metodista na Rua Daniel Sarmento foram: Dodora Barbosa Cúrcio, Fernanda Macêdo e Maninho Sanábio.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
APOSENTADOS E (AINDA) VAGABUNDOS
Ainda não
refeito do impacto do meu aniversário, fico pensando na vida. Digo impacto
porque caminho a passos largos para os sessenta.
- Já
posso entrar de graça no ano que vem? – pergunto à trocadora.
- Só com
sessenta e cinco! O senhor está mesmo muito folgado.
Folgado
eu já estou desde os 50, quando me aposentei oficialmente. “Vagabundo!”, escuto
Fernando Henrique Cardoso gritar.
Mas,
estarei folgado mesmo? Será que algum colega aposentado pela previdência
oficial está folgado?
Quando
começamos a trabalhar, escutamos de nossos pais o sábio conselho de que quanto
mais cedo começássemos a trabalhar, mais cedo nos aposentaríamos. Ralamos,
perdemos muitos dos folguedos da juventude, atravessamos anos ora difíceis ora
insuportáveis, ditados pelas políticas econômicas mais esdrúxulas do planeta.
Até que,
enfim, completamos os nossos tão sonhados 30 anos de carteira assinada. Mas,
então, uma surpresa! Não poderíamos mais nos aposentar com 80% dos rendimentos.
O presidente de plantão, o citado FHC achava um absurdo que as pessoas se aposentassem
tão jovens e, de uma canetada, cortou o nosso barato. Teríamos que ir até os 35
anos.
Buscando
um advogado trabalhista, este explicou que nada se podia fazer pois existe uma
diferença entre a EXPECTATIVA DE DIREITO e o DIREITO EXPECTADO. O meu sonho –
aposentar aos 44 anos com 80% dos rendimentos – era apenas isso mesmo que
falei, um sonho, pois, para ocorrer, precisaria que fossem cumpridos todos os
requisitos exigidos por lei. Eu ainda não completara os 30 anos e, como o FHC
foi mais esperto, mudou a lei antes que eu chegasse lá.
Quando eu
estava prestes a completar os tais 35 anos de contribuição, outro grande,
aliás, enorme susto: o “querido” FHC, o meu Lex Luthor, o meu Coringa, tentou
acabar com a aposentadoria aos 35 anos de contribuição, exigindo, além disso,
idade mínima de 60 anos para homens.
A votação
foi histórica: o time do Darth Vader da Sociologia precisava, na época, de 308
votos a favor da medida. Quando chegaram a 307 votos, comecei a me desesperar e
xingar o meu pai, que me dera aquele conselho agora à beira de se tornar
estúpido.
O próximo
votante era o deputado do PSDB Antônio Kandir. Governista e autor da ideia de
confiscar a poupança na época do Collor, o seu voto só poderia ser a favor do
governo e contra nós, sonhadores de aposentadoria. Escutando aquela
movimentação, transmitida ao vivo pela TV, chorávamos, xingávamos e nos descabelávamos.
Lembrando
dos apertos que passava com o Botafogo, cruzei os dedos e comecei a gritar:
- Erra,
erra, erra...
- Está
louco, Jorge? Isso não é cobrança de pênalti! – diziam.
E o tal
do Kandir caminhou triunfalmente para o painel de votação e... ERROU! Apertou,
sem querer, o botão de abstenção.
Por esse
erro maravilhoso, melhor do que aquele do Roberto Baggio em 1994, vou caminhando
para os 60, se Deus quiser, no ano que vem, quando espero também completar, a
marca de 8 anos de aposentado.
E já tem
gente começando a se preparar para sonhar em se aposentar aos 75!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível no site http://cinemabh.com/filmes/red-aposentados-e-perigosos
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
AOS NOVOS ELEITOS
E assim
mais uma eleição municipal se passou!
Os ânimos,
antes exaltados, vão aos poucos dando lugar à tranquilidade, enquanto a euforia
dos vitoriosos segue contrastando com a tristeza dos não vencedores.
Muitas e
atraentes propostas nos foram colocadas ao longo desses quase dois meses, principalmente
no que se refere aos pilares básicos de uma boa administração, como SAÚDE,
EDUCAÇÃO, SANEAMENTO BÁSICO e SEGURANÇA. Mas, o que muito chamou nossa atenção
foi a escassez de conceitos mais incisivos voltados para o TRÂNSITO, MOBILIDADE
URBANA, POLUIÇÃO SONORA, POLÍTICA DE ARBORIZAÇÃO, ou mesmo um aceno mais explícito
no que tange a um relacionamento mais estreito com nosso CÓDIGO DE POSTURAS
MUNICIPAL.
A cidade
vem crescendo e, com ela, o número considerável de veículos automotores e
ciclomotores por suas ruas. Podemos observar, nitidamente, o caos que já se instalou
em alguns pontos da cidade. Tem esquinas que, em determinados horários, em nada
ficam a dever aos famosos cruzamentos de Xangai e Mumbai. Isso pra não falar
dos abusos e falta de respeito no que tange aos EXCESSOS DE VELOCIDADE e
POLUIÇÃO SONORA. Por sinal, aplausos pela INICIATIVA de se instalar o primeiro
SEMÁFORO na cidade, cuja TENTATIVA por si, já basta. O tempo dirá!
Da mesma
forma, ao contrário da maioria das cidades do planeta, estamos vindo perdendo ÁRVORES
em nossas ruas e praças a cada ano, e o REPLANTIO não vem acompanhando esta
triste realidade. Enquanto isso, as TRANSFORMAÇÕES CLIMÁTICAS seguem nos
agradecendo e nos maltratando a cada verão que passa.
Um
cuidado especial com nossos rios e nascentes é outro assunto indigesto. Podemos
observar que ainda temos córrego a céu aberto, bueiros exalando odor nada
agradável no centro da cidade, e que alguns de nossos rios, onde há captação de
água, estão começando a ficar poluídos.
Um tanto
estranho é quando, com muita naturalidade, deparamo-nos em nossas calçadas com a
prática de se colocar bebedouros e comedouros destinados aos nossos irmãozinhos
cães. Por sinal, um ato mais do que NOBRE, se não fosse o fato de que o correto
mesmo seria não termos tantos cães ABANDONADOS E ESPALHADOS por nossas ruas.
E é dessa
forma, pensando apenas na QUALIDADE DE VIDA e numa São João melhor PRA SE VIVER,
que parabenizamos aqueles que terão a difícil missão a partir de 2017, de comandar
nossa querida Garbosa. Aos prefeitos
anteriores, em especial ao Célio Balainho, fica o respeito e reconhecimento pelo
legado deixado ao longo de suas administrações.
Se, por
um lado, não podemos esquecer o tanto que já foi feito, por outro, temos que
reconhecer que ainda há muito que fazer. Na política, a palavra “fim” não
existe e haverá sempre um recomeço.
Crônica e foto: Serjão Missiaggia
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
SE ESSA RUA FOSSE A MINHA
QUEM MAIS SE LEMBRA DE HISTÓRIAS VIVIDAS NESSA RUA???
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
TODA CASA TEM UM CASO
CASOS DESSA CASA, ALGUÉM SABE???
CASA DA SEMANA PASSADA - Luiz Carlos Moura foi o primeiro a reconhecer a casa dos Colettas e do Paulinho Javali (que homenageamos aqui no mês passado). Ana Emília Silva Vilela, que havia errado na primeira resposta, confirmou e deu mais detalhes: "é a casa da Talma Girardi, lá no bairro Santa Terezinha, perto da casa do Renatinho da Casa das Frutas". Finalmente a Ana Coletta, moradora da casa, confirmou: "nossa linda casa".
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Ana Emília Silva Vilela lascou logo: "Rua do Buraco. Já fui muitas vezes comprar pirulito na casa do sr. Quinquim. No final do morro tinha o sr. Onofre". Logo em seguida, acertaram Maninho Sanábio e Luiz Carlos Moura.
Mas, não podemos deixar de registrar também a resposta (correta) do Camilo Pontes: "à esquerda, uma árvore".
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
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