quarta-feira, 13 de julho de 2016

GRAND PRIX DA GARBOSA


Foi visitando, no último final de semana, a bem e organizada festa II ENCONTRO SOLIDÁRIO DE FUSCA ali na Praça da Rodoviária e vendo aquela quantidade expressiva de belos exemplares estrategicamente estacionados na calçada, que me veio à lembrança um evento automobilístico que acontecia aqui em São João. 

Acredite quem quiser, mas já tivemos na terrinha um organizado GRAND PRIX. Isso mesmo, um GRAND PRIX automobilístico, onde quarteirões eram interditados para que nossas vias se transformassem, temporariamente, num autêntico e divertido circuito.   
                   
Por sinal, um evento muito bem estruturado e seguro que chegou a acontecer no final da década de sessenta, e que hoje pouquíssimas pessoas se recordam. Eram as famosas GINCANAS AUTOMOBILÍSTICAS PELAS RUAS DA CIDADE. Verdadeiro grand prix tupiniquim dando inveja a muito GP de Mônaco.

Uma GINCANA superlegal, que acontecia numa determinada data do ano e que envolvia principalmente a juventude. Bem verdade que foram três ou quatro edições, mas o suficiente pra deixar muitas recordações.

O início e a chegada da prova eram na então avenida Zeca Henriques, local este que ficava superlotado não somente de espectadores e curiosos, como também de carros e participantes.

Havia muitos pedágios espalhados pelo circuito em diversos pontos da cidade e, em cada um deles, uma tarefa havia de ser cumprido pelo co-piloto. Algo assim como conseguir enfiar uma linha na agulha ou comer uma maçã no menor tempo possível etc. As duplas eram sempre formadas por um casal, e nessas horas um deles teria que sair do carro pra cumprir as tarefas. Era uma festa muito animada e a corrida durava quase o dia todo. Antes de chegarem pra bandeirada final na Zeca Henriques, ainda teriam que passar como último percurso e gran finale pela galeria da Casa Leite. O melhor tempo ganhava a prova.

Muitos participantes faziam de seus carros verdadeiros Fórmula-1, sendo que a KOMBI DO MACHADINHO,  com a irreverência e alegria peculiar de seu piloto, era  presença marcante. Além de dar aquele tom diferenciado à festa, eram sempre fortes candidatos ao pódio. Na oportunidade, fica aí nossa homenagem ao grande Machadinho!

A Rua Zeca Henriques, que na época ainda se chamava Avenida Zeca Henriques, enquanto recebia um grande público para o grid de largada, via suas casas se transformarem em verdadeiros paddocks.  O mais interessante era o fato de nunca ter havido qualquer tipo de acidente, além é claro, de ninguém ter caído no córrego Stidum, que na época era descoberto, pois ainda não existia a pracinha do Chafariz.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : Facebook

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