segunda-feira, 30 de maio de 2016
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos
QUEM CONHECE HISTÓRIAS DESSA CASA???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - Marcelo Oliveira foi o único a reconhecer a casa da Rua do Buraco (pertenceu ao Artur, segundo ele).
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUEM EXPLICA ONDE FICA ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, mais uma vez, foi rápido (e preciso) no gatilho: "reparem na foto na parte de baixo a esquerda, casa com dois andares e um terraço com o telhado mais claro, ali mora ou morava a Walda Detoni Ricci, ali é da família dela, a casa que tem uma árvore com umas flores roxas é a casa da família Delage, a frente da casa fica na subida da Matriz, a casa lá da frente, uma casarão mais antigo com uma varadinha, é a casa da família Pinguelli".
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 27 de maio de 2016
EM FRENTE À CASA DO DR. NAGIB
Na Rua
Domingos Henriques de Gusmão, por volta das onze da noite de sábado, o alarido
era insuportável: vozes, garrafas, risadas e até um eventual alto-falante
tocando músicas daquele ano de 1975.
Coloridos,
cabeludos, questionadores e um tanto amortecidos pela cerveja que bebíamos
mesmo sem gostar muito, juntávamo-nos dentro, fora, do lado e na calçada em
frente à Lanchonete Joia. O Zé Luiz tentava, em vão, atender a todos os
pedidos, preparar as batidas e controlar um caixa impossível.
Poucos carros
passavam. Algumas motos. A fumaceira dos inúmeros cigarros pareceria hoje
insuportável. Mas, apesar da chuva fina, da lama dos paralelepípedos e dos
óculos embaçados, era muito bom.
Na varanda
da casa chique ao lado, um homem respeitável fumava o seu cigarro (Minister?),
e tentava conversar com uma senhora. Outras pessoas chegavam e saíam daquela
cena que poderia ser descrita como ridícula ou inútil, visto que qualquer
diálogo ali, em frente ao nosso inferno, era totalmente impossível.
Ainda
assim, numa situação que eu, hoje em dia, jamais poderia suportar, o médico
ria. Era uma risada alta, vinda do fundo do peito, que, se fosse emitida ali
fora, até teria alguma chance de aparecer na nossa muvuca.
Lógico
que, mesmo ele, com a sua paciência inesgotável e sua fleuma britânica, não
aguentou a concorrência, e foi logo depois dormir. Era o tipo de família que
devia ir cedo à missa.
Quarenta
anos depois, fico pensando como é que o Dr. Nagib fazia para nos suportar ali
em frente à casa dele, colocando copos descartáveis nos muros, jogando bituca
de cigarro no jardim e falando palavrões até as duas, três da manhã.
Sei que a
fineza e a educação dele jamais permitiram expressar, pelo menos pra nós, como
aquela situação era ruim. Mas era muito bom!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Serjão Missiaggia
quarta-feira, 25 de maio de 2016
NOSSO INTERIOR - PARTE 1
Interessante
dizer que, além deste título ter uma dupla interpretação, por coincidência,
ambos se encaixam perfeitamente no sentido desta croniqueta. Acredito até que a
felicidade de um está intrinsecamente ligada ao outro. Mas, o interior no qual
irei agora me referir não é nosso interior pessoal, e sim ao interiorzão mesmo.
Aquele onde moramos e onde, quase sempre, acontecem situações que fatalmente
não aconteceriam em centros maiores.
Pra
começo de conversa, aqui podemos nos considerar reis. Entre umas e outras
coisas, pelo menos na terrinha, sou conhecido como o pai de dois belos filhos,
e ser casado com a filha do famoso Barroso Goleiro. Sou aquela persona que,
apesar de ter no currículo apenas o segundo grau (incompleto), poderá dizer
tranquilamente e sem chance de ser chamado de louco, que foi baterista do
mitológico conjunto Pitomba. Mas como seria explicar isso debaixo dos arranha-céus?
Voltando
ao nosso interiorzão, não precisaria ir muito longe pra catalogar algumas
situações interessantes:
Já ao
sair na varanda de minha casa, de imediato, me deparo com a barbearia de um
amigo com suas duas gaiolas penduradas na porta. Nelas, dois fantásticos
canários belgas, num interrupto e sonoro cantar, vão dando um show à parte.
Verdadeiros coadjuvantes atuando, enquanto cabelos e barbas vão sendo cortadas.
Também dois banquinhos de madeira permanecem posicionados estrategicamente do
lado de fora no passeio. A intenção é agradar aqueles que, não querendo ficar
dentro do recinto a discutir futebol, política, pescaria e outros assuntos
mais, optam mesmo por ficar vendo a banda passar.
Dias
atrás, ao encontrar na rua com o profissional que faz a leitura dos
hidrômetros, fui questionado sobre minha conta de água. Estava assustado pelos
números alcançados naquele mês, que, segundo ele, teriam ultrapassado em muito
os valores da minha média. Graças a este encontro é que fui descobrir que minha
boia já estava quebrada há vários dias. Essa preocupação dele, juntamente com
nosso diálogo, seriam pouco prováveis numa capital qualquer.
Domingo
passado, fui ao campo de futebol e fiquei admirado quando um dos auxiliares,
após levantar a bandeira assinalando impedimento do time da casa, encostou-se
ao alambrado e, mesmo com o jogo em andamento, ficou a explicar aos torcedores
irados, os motivos que o teria levado a anular o lance. No Maracanã, isso seria
simplesmente suicídio.
Na
padaria, somente entro quando o Fogão ganha. Já deixei meu recado dizendo que,
em caso de alguma derrota, estarei temporariamente comprando na co-irmã ao
lado. Isso pra não falar que, no quadro de funcionários da concorrência, tem
sempre um botafoguense a mais. Porém, onde tenho o hábito de comprar, além de o
proprietário ser flamenguista, de dez funcionários, nove são mengo. Aí fica
difícil!
Não
raramente, podemos também curtir na padaria o inocente tanger da viola de uma
das figuras mais queridas e folclóricas da cidade. Sentadinho num canto do
balcão, vai recebendo cada freguês como se estivesse na sala de sua casa.
Brinco sempre com o pessoal dizendo que é dia de couvert. E, quando o balconista da padaria ainda vira
pra você e diz pra voltar depois, que sairá um pão quentinho? Provavelmente, se
este ato de cortesia tivesse acontecido em um centro maior, esse funcionário
estaria no olho rua, e o coitado do violeiro já teria dado adeus à sua viola.
Mas,
enquanto fico aguardando o pão sair quentinho do forno, aproveito pra dar uma
chegadinha no chaveiro que fica bem em frente à padaria. Bons papos rolam ali,
mas o que mais me intriga é o seu misterioso esmeril. Confesso que sinto cheiro
de algo meio sobrenatural no ar. Tentarei explicar o inexplicável. Alguém já
viu algum esmeril continuar rodando, depois de desligado, por sete minutos e
quinze segundos? O do meu amigo fica, e eu sou testemunha. No verão, chegou ao
absurdo recorde de quase oito minutos. Não tem explicação! O meu esmeril não
consegue ultrapassar um minuto. Seria algum daqueles rolamentos antigos que não
fabricam mais? Enquanto vamos estudando esse fenômeno, já estamos programando
uma competição de esmeril pra breve. Faremos uma chamada na net pra expor
regulamento e data para inscrição. Então que fiquem atentos todos aqueles que
têm esmeril em casa.
Continuaremos
os causos na semana que vem. Enquanto isso, vamos curtindo os bezerrinhos
atravessarem tranquilos e educadamente a faixa de pedestres de uma cidade do
interior.
Crônica e
foto: Serjão Missiaggia
segunda-feira, 23 de maio de 2016
BELEZAS DA TERRINHA
NO LARGO...
COMENTÁRIOS SOBRE A RUA ZECA HENRIQUES - Maria Inês, a leitora que pediu a postagem, assim se manifestou: "Como está diferente! Sóa a casa do Gunga é que reconheci. Morei num prédio pequeno, o primeiro de São João, em frente ao BB!!! A rua está linda; lembro do Sérgio, marido da Renée. Que saudade; obrigada!!!"
A Mika Missiaggia Velasco também lembrou: "Não posso nem falar das emoções que aí vivi, pois nela passei minha infância, juventude e início da vida adulta. Ainda hoje estou aí. Nossa casa mudou muito, mas irmão, cunhada, sobrinho e sobrinhas continuam nela. Tios, primas e primos continuam por perto também Amo tudo isto."
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM CONHECE ALGUMA HISTÓRIA SOBRE ESSA CASA???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - identificado, primeiramente, pelo Luiz Carlos Moura e pelo Jacques Ângelo Rigolon, o famoso edifício dos Guazzi, construção pioneira em São João Nepomuceno, foi saudado pela pessoa que "encomendou" a postagem, nossa leitora Maria Inês: "gente, achei, foi neste prédio que fui criada. Haja coração! Ficava nesta sacadinha olhando o Mangueira... passava pelo portão que tinha no Mangueira para a piscina, e andar de patins! A saudade chega a doer; obrigadas... abraços."
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistérios ???
ALGUÉM AÍ SABE QUE LUGAR É ESSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - a foto da semana passada concedeu, merecidamente, o título de MAIOR CAÇADOR DE MISTÉRIOS ao Maninho Sanábio. A plaquinha que publicamos está, como ele descobriu, numa das bases do corrimão de quem desce a escada principal da Igreja Matriz. Como foi parar ali não sabemos, já que a base parece ter sido aproveitada de um antigo poste. PARABÉNS, CAMPEÃO!
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 20 de maio de 2016
NOS TEMPOS DO BOLOTE
Afinal,
por que é que sempre temos tanta saudade de São João?
E não é
só quem está longe que sente saudade. Quem mora na cidade também sente. Mas,
não é saudade do local. É saudade do tempo. Sempre lemos nos comentários aqui
no Blog como era bom viver na cidade “naquele tempo”, “no meu tempo”.
O que eu
percebo é que “aquele tempo” do qual grande parte dos leitores fala se situa, geralmente,
na época em que eram adolescentes e jovens. Este fato já dá bem uma pista do
motivo “daquele” tempo (de juventude) ser tão bom.
Outras coisas,
que ocorriam também “naquele” tempo, ajudam a explicar porque nos sentimos tão
saudosos, e uma delas, fundamental, é que AS COISAS FUNCIONAVAM COMO DEVERIAM FUNCIONAR
e, principalmente, AS PESSOAS AGIAM COMO SE ESPERAVA QUE ELAS DEVERIAM AGIR.
Assim, os
papéis eram bem definidos: meu pai e minha mãe, por exemplo, eram homem e
mulher, eram casados (na igreja e no civil), trabalhavam na Fábrica Sarmento e
eram católicos fervorosos. Passaram para nós, filhos, que éramos obedientes e
respeitadores, valores como: fé, honestidade e patriotismo.
Por isso,
nossos “heróis” municipais eram pessoas honradas, trabalhadoras e cidadãs.
Dentre todos os exemplos, um deles causava grande impacto: era o Bolote! Eterno
delegado de polícia, o sr. Hercílio Ferreira cuidava da cidade como se fosse
uma extensão da sua casa. Nada lhe passava despercebido: desde vagabundagem a
bêbados, passando mesmo por moleques jogando bola na rua e até “moças”
excessivamente maquiadas. Nada mesmo lhe escapava.
Por isso,
numa certa noite, o delegado exemplar, que mais tarde viria a ser prefeito
municipal, foi confrontado com uma situação inusitada: um grupo de rapazes
tinha ido fazer uma visita à Roda, casa de prostituição na saída da cidade e,
um pouco alterados, resolveram promover um quebra-quebra. Chamada pela
proprietária, a PM foi ao local, mas havia um obstáculo que obrigou que o
Bolote fosse até lá no seu fusquinha.
- Que
foi, cabo? Por que não conduziram os baderneiros pra delegacia? – E o militar, levando
o delegado para o lado, confidenciou-lhe:
- É que o
seu filho está entre eles. – E o Bolote nem hesitou:
- Pois
faça com que seja o primeiro a subir na caminhonete. Mais alguma coisa?
E assim
funcionavam as coisas “naquele” tempo. Um tempo muitas vezes meio tosco,
simplista. Mas, com certeza, uma vida mais fácil de ser vivida.
Foto : arquivo do Mangueira, reproduzida por Fernando de Lélis
quarta-feira, 18 de maio de 2016
TRADIÇÃO TAMBÉM É CULTURA
Dia
desses, enquanto andava distraidamente pela rua, um motorista parou seu
caminhão ao meu lado e perguntou se estaria muito longe de certa farmácia. Mais que depressa, talvez na ânsia de querer livrá-lo
de um engarrafamento que teria provocado ao parar naquele local, fui logo
tascando: “É ali na RUA DA PADARIA DO DEBLANDO”. Padaria de quem? - retrucou de
cima da carroceria, seu ajudante. Somente aí fui atinar que, além do veículo
nem ser de São João, aquele meu tradicional dialeto, com certeza, veio a piorar
ainda mais a situação.
Consertei
o erro e, após indicar o local de maneira mais racional, fiquei pensando nessa
coisa tão interiorana que é a mania de ficar apelidando lugares. Por sinal,
fato este que vai atravessando décadas e décadas, e que não sai de nosso
inconsciente. Meu pai mesmo já falava
muito na RUA DOS VELHOS, mas confesso agora não me lembrar onde seria.
No
intuito de escutar uma serenata, por muitas vezes, minha namorada que residia
na RUA DO BURACO ia dormir na casa de uma amiga que morava na RUA DO DESCOBERTO,
ali bem próximo à RAMPA. Gostávamos muito também de sair pela noite com violões
pra tocar numa casa ali no BECO DAS FLORES, outra na RUA DO SAPO, e mais uma lá
pelas bandas do JUJUBA.
Era
bastante desconfortável ter que encarar, já no final da madrugada, o BECO DOS
RANA e a RUA ATRÁS DA FÁBRICA, sendo que uma casa localizada no MORRO DO
MACHADINHO e outra no MORRO DO GINÁSIO sempre eram esquecidas devido ao
cansaço. Por sinal, é nome de MORRO que não acaba mais, ou seja: MORRO do Hospital,
MORRO da Matriz, MORRO São José, e por aí vai.
Naquela
época, tínhamos o costume de ir à roça passando pelo BECO DO GÁS seguindo pela
RUA DA MINA para após descer o MORRO DO MARIMBONDO e chegar até a fazenda.
Certa vez optamos em passar pelo PONTILHÃO.
Existiam
os famosos passeios noturnos entre amigos, chamados de quarteirão, que
geralmente, começavam na RUA DO SARMENTO e se prolongavam pela RUA DA PADARIA
DO DEBLANDO, passando pela RUA DOS PATINHOS, RUA DO GRUPO VELHO ou do MEIO até
a Sinuca do Cida, quando não até o MURINHO DO ADIL. Falando em Padaria, havia pessoas que tinham
preferência ao pão da PADARIA DO DEBLANDO àquele das PADARIAS DO MANEZINHO,
POPÓ e do CRUZ e vice-versa.
Na
infância, tive um coleguinha que morava na RUA DO CHIQUEIRO e outro NA SUBIDA
DA MANGUEIRA, coincidentemente próximos à RUA NOVA. Já na juventude, passei
inesquecíveis momentos numa casa ali na RUA DO TOTÓ, sendo que, neste lugar,
veio a nascer posteriormente o Pitomba.
Pra
terminar, vejo tudo isso também como forma de expressão cultural de um povo.
Quem sabe,
em homenagem aos nossos anteparados, não mantivéssemos viva essa TRADIÇÃO,
tombando de alguma forma esses nomes ou, simplesmente, incorporando em algumas
placas da cidade, o NOME da rua juntamente com seu APELIDO? Pesquisar seus cognomes também seria algo
bastante interessante. Por sinal, alguém saberia informar a origem do apelido
CURRAL DO SALU, seu nome verdadeiro e onde se localiza?
Crônica e
foto: Serjão Missiaggia
segunda-feira, 16 de maio de 2016
SE ESSA RUA FOSSE A MINHA
A pedido de nossa leitora Maria Inês, publicamos fotos da rua onde ela viveu muitas emoções.
QUEM MAIS VIVEU EMOÇÕES NESSA RUA???
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
A pedido de nossa leitora Maria Inês, publicamos uma foto de uma paisagem sanjoanense que lhe é muito familiar e perguntamos a todos:
QUEM VIVEU ALGUMA EXPERIÊNCIA NESSE PRÉDIO ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - Angélica Girardi e Evanise Rezende foram as únicas a reconhecer a casa na Rua do Buraco.
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
O QUE É QUE É ISSO, MINHA GENTE ??? - Em homenagem ao aniversário da nossa Garbosa, publicamos esse mistério ESPECIAL, cuja revelação certamente vale o título de MAIOR DESCOBRIDOR DE MISTÉRIOS.
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - esse Maninho Sanábio é impressionante. Vejam a resposta que ele deu para o mistério da semana passada: "subida do Jujuba e a foto parece ter sido tirada da obra do novo shopping". Só faltou acertar a tábua na qual o Serjão estava se equilibrando. Rita Knop e Lúcia Salvador também acertaram.
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 13 de maio de 2016
ASSASSINOS DE ÁRVORES
Mais uma
vez, e com prazer, volto a pegar uma carona na matéria do Serjão de quarta-feira,
sobre a desarborização da nossa cidade. Na postagem “Uma imagem um retrato”,
ele publicou uma vista aérea do Grupo Coronel e do morro do hospital pleno de
árvores verdejantes com suas sombras projetadas sobre o calçamento de pedras.
Embora, normalmente,
as pessoas tenham o hábito de atribuir a “culpa” do fato ao descaso dos órgãos
municipais, temos sempre procurado analisar o triste fenômeno também à luz do
desinteresse geral e estimulado a prática da disseminação da ecologia nas
escolas, além de sugerir uma rearborização contínua com o apadrinhamento de
árvores pelos moradores.
Para
nosso espanto, o coordenador da Defesa Civil de São João Nepomuceno, sr. Marco
Antônio Major, trouxe ao Blog mais um dado do qual, imbuídos na causa do
replantio, não percebemos a extensão: o ENVENENAMENTO DE ÁRVORES.
Pelas fotos
que o referido servidor público publicou em nossa linha do tempo, a técnica
utilizada pelos criminosos (sim, quem mata árvore é criminoso!), foi o chamado “anelamento”
que impede que a árvore faça a sua restauração natural. O assassino retira uma
faixa da casca no entorno do caule, fazendo um corte em forma de anel, para
impedir a condução da seiva e secar a árvore. Em seguida, faz um furo, onde
injeta defensivo agrícola. Costuma também envenenar as raízes com óleo
queimado.
Normalmente,
esses delinquentes agem na calada da noite, o que dificulta a ação das
autoridades. No entanto, é preciso ficar claro que, se DENUNCIADOS e AUTUADOS,
esses malfeitores podem ir para a cadeia! Segundo o artigo 49 da Lei nº 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998, todo cidadão comete crime contra flora ao “destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo
ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade
privada alheia”. A pena é DETENÇÃO de três meses a um ano, mais multa.
Portanto, a grande arma para combater esse tipo de prática criminosa
é a DENÚNCIA IMEDIATA do cidadão caso ele perceba alguma movimentação suspeita
ou reconheça algum indício de envenenamento nas árvores próximas à sua casa.
Não é uma coisa difícil, porque, tanto o defensor agrícola como o óleo queimado
deixam um odor muito forte onde utilizado. Além disso, o primeiro sintoma de
que uma árvore foi envenenada é perda total das folhas, de cima a baixo. Em
caso de diagnóstico precoce, há possibilidade de salvamento da planta.
Agradecemos pela denúncia, quase um desabafo, feita pelo Marco
Antônio Major, encorajamos que ele continue, com a orientação da Vanda Souza
Leite, a sua cruzada pela recuperação da nossa flora tão necessária e,
principalmente, conclamamos todos os nossos amigos, leitores e comentaristas do
Blog, a denunciar esse crime!
Crônica: Jorge Marin
Foto : Marco Antônio
Major
quarta-feira, 11 de maio de 2016
UMA IMAGEM UM RETRATO
Sei que já batemos nesta mesma
tecla de árvores aqui no Blog umas “zentas" vezes, mas não teria como, após
deparar com essa bela imagem da terrinha dos anos setenta, deixar de comentar novamente.
Gente! Reparem a
quantidade árvores que perdemos somente nesta pequena área! Não precisa nem dizer,
pois se percebe nitidamente que as perdas caminharam inversamente ao replantio
e diretamente proporcional ao aquecimento global. Por sinal, nem irei comentar
sobre esse majestoso fícus que, por muitos anos, nos brindou com seu refrigério
natural ali ao lado dos Democráticos.
Mas,
nunca é tarde pra um recomeço. Por que não começarmos agora a estimular uma
REARBORIZAÇÃO CONTINUA de nossas ruas e praças, tentando assim recuperar, num
breve período de tempo, pelo menos um pouquinho do nosso tão precioso ACONCHEGO
VERDE? Se repararmos bem, fomos
sutilmente perdendo, AO LONGO DOS ANOS, muitas de nossa árvores, a maioria das
quais na área central da cidade e com POUQUISSIMAS REPOSIÇÕES.
Cada
morador poderia ser convidado a participar do plantio e, posteriormente, ser
responsável pela árvore que viesse a ser plantada próxima à sua residência. Seríamos
uma espécie de padrinho e sentinela daquela referente a nós. Pra isso, acho até
que deveríamos dar preferência às CRIANÇAS. Com absoluta certeza, nossos filhos
e netos serão eternamente gratos, e as gerações futuras não correrão o risco de
ter que pagar um alto preço por um erro do passado.
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto : acervo do autor, imagem tratada por Jorge
Marin
segunda-feira, 9 de maio de 2016
BELEZAS DA TERRINHA
DE FRENTE PARA O PASSADO
COMENTÁRIOS DA RUA CAPITÃO BASÍLIO - muitas pessoas contaram histórias da "Rua da Cadeia":
- Renée Cruz: "quando casei, morei na casa da esquina, onde mora o Hélder! Aí tive minha primeira filha! Tinha como vizinho o sr. Guilherme Knop e d. Anália, amores de pessoas! Essa casa me diz muito"
- José Carlos Barroso: "nesta rua havia uma casa, residência do sr. Neném Porto, avô do Nilson, Narcisa, Nemarque, Nádia e tantos outros, onde comecei meus estudos, O Coelhinho Branco"
- Maria da Penha Santiago: "Rua da cadeia. Lá em cima no morro mora a Vanda Machado. Fui aí numa bela festa e depois desci a pé com medo do carro descer e perder o freio. Como era boba!"
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos???
QUEM VIVEU OU CONHECE HISTÓRIAS VIVIDAS NESSA CASA???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - os primeiros a reconhecer a casa do sr. Nelson Zampa na Rua do Descoberto foram: Fernanda Knop Zampa, Luiz Carlos Moura e Carlos Antônio Zampa que revelou que o sr. Nelson (seu tio) completa neste ano 99 anos.
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUEM EXPLICA ESSA BELA PAISAGEM SANJOANENSE???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - a foto tirada na escadaria do São José, em frente ao jardim da Dona Déa em direção ao Beco das Flores, foi primeiro reconhecida por Luiz Carlos Moura, Maninho Sanábio e Vanda Santiago.
Foto : Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
sexta-feira, 6 de maio de 2016
RECEITA INFALÍVEL PARA A INFELICIDADE
Geralmente,
as prateleiras das livrarias estão cheias de livros ensinando, em tantas
lições, ou passos, o caminho para a FELICIDADE. No entanto, o que podemos
perceber, em nosso dia a dia, é um constante caminhar na direção oposta.
Um
exemplo disso: quando conquistamos algo que queríamos ardentemente, o que é que
normalmente falamos? Será que eu mereço isso?
Por outro
lado, quando acordamos, e quase sempre acontece, com alguma desilusão de ordem
financeira, amorosa ou, muito comum nestes dias, política, basta o pão cair no
chão, ou derrubarmos uma colher de manhã, para ouvirmos sentenças como: “isso
só acontece comigo” ou “acabou com o meu dia”.
A caminho
do trabalho, ou ainda em casa, parece que gostamos de nos vangloriar dos nossos
infortúnios. E, o que é mais curioso, as pessoas com as quais interagimos, mais
do que GOSTAR de ouvir nossas misérias, começam a COMPETIR para ver quem é mais
miserável. Dizemos: “minha mãe está com dengue”. A outra pessoa mal escuta e
conta, orgulhosa: “a minha está com pneumonia, está na UTI”. Mas, não nos damos
por vencidos: “a dengue da minha mãe é hemorrágica”. “Pois a pneumonia da minha
é câncer... Generalizado!”.
Por isso,
pensei: já que a INfelicidade tem essa proeminência e, pelo menos nos discursos
e nas compras de livros, as pessoas PARECEM querer ser felizes, resolvi mostrar
um passo simples para ser infeliz. Não é para ser, ou para não ser, mas é só
para tentar mostrar como funciona a coisa.
Eu não
sou de ouvir conselhos. De ninguém. Ou melhor, ouço mas não dou muita atenção.
Mas, outro dia, um mestre budista, que eu mais leio do que sigo, disse uma
coisa óbvia, mas que, não sei o motivo, deu um estalo na minha cabeça: “a causa
do sofrimento é o desejo”.
Ah, tá!
Mas, quer dizer que, para ser feliz, eu tenho que parar de desejar? Não é mais
fácil morrer? – pensei.
Mas então
me dei conta, e aí o tempo de psicanálise ajudou, de que o problema não é a
dinâmica humana (saudável) de desejar e obter, buscar e achar, querer e
conseguir. O problema, ou a CAUSA da infelicidade, que pode não ser problema
para muitos, é o DESEJO enquanto falta constante.
Sabe
aquela coisa de desejar outro lugar pra viver, outras pessoas pra conviver, outra
corpo e até outra mente? Pois é, essa falta de harmonia consigo mesmo, esse
desarranjo renovável, essa dismorfia eterna no espelho, enfim, essa sede que
não passa? É isso!
Não
espero que, com essa revelação, ninguém vá se tornar um buda, ou um iluminado.
Ou passe ou receba alguma lição moralista. O que eu sugiro é: aprenda! E fique
ligado!
Crônica:
Jorge Marin
quarta-feira, 4 de maio de 2016
AO SOM DA VIOLA
Grata surpresa foi a minha quando, sentado num banquinho na
calçada, aguardando que ficasse pronto um churrasquinho que havia comprado, fui
surpreendido com a chegada inesperada do amigo Paulo e sua inseparável viola.
Parou na minha frente e, como se fosse me homenagear,
começou a solar o Hino Nacional. Cheguei a pensar em couvert, mas pra minha
sorte, era uma demonstração de amizade mesmo.
Enquanto todos iam passando e dando uma paradinha, solicitei
de imediato (claro, após finalizado o hino nacional), que lascasse o Hino do
Botafogo, seguido do Hino da Bandeira. E prontamente fui sendo atendido.
Gente boa esse Paulo! Pessoa simples e de coração puro.
Muito hábil, pois, além de fabricar seus próprios instrumentos, ainda, para
aqueles que o procuram, faz reparos em todos eles.
E ali ficamos até que meu churrasquinho terminasse. Saímos
conversando rua afora, ao som de um animado calango. Levou-me até a esquina de
casa, quando nos despedimos.
Crônica e foto: Serjão Missiaggia / Tratamento de imagem: Jorge Marin
segunda-feira, 2 de maio de 2016
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM SABE HISTÓRIAS DESSA CASA ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - a primeira a matar a charada do casarão da semana passada foi a Patrícia Lawall, que perguntou pra Graziella Castro:
- É sua casa? - e ela respondeu:
- Meu pai comprou essa casa em 1984. Ao lado da Marli Pinton e Anna Paula Barroso. Rua da Maria Lila Caçador, Tereza Pavanelli, Gustavo Lima da Prata, Iria Ferreira Lima, Lila Lobão, João de Castro Lobão, Rita Mirim e tantos outros vizinhos maravilhosos. Rua Expedicionário Garcia Lopes, casa do sr. Clésio Castro e Maria Hylda de Mendonça.
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR MISTERIOSO É ESSE???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Marcelo Oliveira, Maninho Sanábio e Graça Lima reconheceram a "torre" da Delegacia.
Foto: Serjão Missiaggia
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BRIGADU, GENTE!

VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL