terça-feira, 31 de dezembro de 2013
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
CASOS CASAS & detalhes
Essa é a Rua Péricles de Mendonça. Inesquecível, pois era o caminho de todos nós que vínhamos da Pracinha do Coronel para a Rua do Sarmento, e vice-versa. Era a rua da casa da Dona Glorinha, do Correio, da casa do Bolote, da Rádio Difusora e da Farmácia do Sô Devolde.
Além disso, o patrono da rua, o Dr. Péricles, ilustre político (vereador, prefeito, deputado estadual e senador) ficou famoso na cidade em um episódio do qual NÃO participou, e justamente porque não estava presente na cidade. Dizem os antigos que, na fatídica noite de 7 de setembro de 1926, se o equilibrado político, na época prefeito e senador, aqui estivesse, não teria ocorrido o conflito armado no comício do PRM (Partido Republicano Mineiro) que vitimou dezenas de pessoas, com quatro mortes.
Esse fato, fruto da intolerância e do revanchismo, é uma dolorosa lição que, ao que parece, ainda não foi aprendida, haja vista a ocorrência de conflitos em plenas festividades do final de ano em São João. Que a seriedade e o bom senso do fundador do periclismo possam contagiar as pessoas que passam pela sua rua!
Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ??? ONDE FICA ESSA CASA ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Ninguém. Finalmente, lançamos uma paisagem que nenhum leitor conseguiu identificar. Mas, ainda há tempo de localizá-la, pois aquele Papai Noel ainda está num telhado da Rua Cavalheiro Verardo, em frente à Rua Zeca Henriques. Confiram!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
FELIZ MESMO ANO
Chega
um novo ano e, com ele, as famosas EXPECTATIVAS do que poderá acontecer de
melhor. Sempre pensamos no que vai
acontecer de melhor, pois, de pior, já basta este ano que passou, dizem. E, assim, nem passa pela nossa cabeça que
algo ruim (cruz credo!) possa ocorrer.
Temos
essa mania, diria até mesmo essa superstição de que o futuro será SEMPRE
melhor. E ficamos nas festas de
despedida de final de ano vislumbrando acontecimentos felizes que, certamente,
virão no próximo ano.
A
questão é que, por mais que desejemos, a única coisa que nos acontece com a
passagem do tempo é que ficamos mais velhos.
Com um pouco de sorte e dedicação, até mesmo um pouco mais sábios. Como vamos utilizar essa sabedoria, é outra
questão.
Há
pessoas que chegam ao cúmulo de querer saber se a próxima VIDA vai ser melhor
do que a atual. Outro dia, numa palestra
de um monge budista, uma pessoa queira saber se, em face de suas boas ações
atuais, a próxima vida seria melhor. O palestrante
respondeu, até com uma certa calma:
- Não,
meu amigo, posso te afirmar, com certeza, que a sua próxima vida será
exatamente igual a esta, com seus apegos, mesquinharias, limitações e
sofrimentos.
Vendo
aquele preocupado discípulo sair pela porta com cara de cachorro que caiu da
mudança, fiquei pensando nessa história de NOVO ano. Na verdade, não há novo ano! Existe uma mudança de número no calendário,
mas nós, seres humanos, NÃO MUDAMOS UM MILÍMETRO!
Mas,
como conseguir as mudanças tão desejadas?
Aí vai outro equívoco: nós NÃO conseguimos mudanças! O que nós conseguimos são as CONSEQUÊNCIAS de
nossos atos.
Ah, mas
aí danou tudo, vocês podem dizer, pois, se ninguém muda, tudo vai continuar na
mesma m... eleca. E aí então,
finalmente, posso dar uma boa notícia: mesmo sem mudar, mesmo continuando
exatamente o que somos, podemos agir de forma DIFERENTE e aguardar os
resultados.
Fica
aí, pois, o meu desafio: não pensem; ajam de forma diferente e, em 2015, a
gente conversa! Felizes atitudes em
2014!
Crônica:
Jorge Marin
Foto:
Cosmopolita, disponível em http://www.flickr.com/photos/cosmopolita1/
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
FALANDO & SÉRIO - A ETERNA MAGIA
Não tem como, ao se aproximar o Natal, deixar de se lembrar do Papai
Noel da Tipografia e do sr. Wolnei Protásio que, vestido de bom velhinho, saía
pelas ruas da cidade jogando bala pra garotada. Isso para não falar, é
claro, daquele imenso e fantástico presépio que era montado com muito carinho
na casa do sr. Tininho juntamente com suas irmãs, bem ali na subida da Guarda
Mor Furtado.
Sinceramente, não entrava em minha cabeça como poderia o Papai Noel sair
pela rua jogando balas, se, ao mesmo tempo, continuava sentado dentro da
vitrine. Da mesma forma, ficava a
imaginar como poderia ele, gordo daquele jeito e com um imenso sacão nas costas,
entregar os presentes, se na chaminé de minha casa não cabia um gato sequer.
Também tínhamos um modesto presépio, que, guardado com muito carinho num
pequeno bauzinho, era montado religiosamente todos os anos. Lembro-me
perfeitamente quando, acompanhado de minhas irmãs, saíamos para procurar
serragem, pedregulhos e um galho bonito que pudesse nos servir de árvore de
Natal. Tudo o mais natural possível e
feito com nossas próprias mãos que, de maneira simples, tentavam remontar a
simplicidade do nascimento do Menino Deus.
Após colocarmos a guirlanda na porta e montarmos o presépio bem ao lado
da árvore de Natal, ficávamos aguardando ansiosos pela chegada de nossos
familiares que, com certeza, estariam trazendo na bagagem, um monte de
castanhas, nozes e avelãs.
E assim, VIAJANDO NA MAGIA DO MOMENTO, ALIMENTANDO NOSSO LADO CRIANÇA,
aprendíamos através de nossos pais, que antes de tudo, O NATAL ERA O NASCIMENTO
DE JESUS.
Crônica e foto (vitrine da loja onde funcionava a Tipografia): Serjão
Missiaggia
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
CASOS CASAS & detalhes
Natal em São João Nepomuceno! As pessoas que ganharam o presente de continuar vivendo na cidade NÃO têm ideia do que é passar o Natal sem passear pela Rua do Sarmento, sentar na Pracinha do Coronel e subir o Largo da Matriz.
Para a comunidade sanjoanense espalhada por esse mundão de Deus, fica aí um "gostinho" da nossa paz, da nossa beleza e da nossa fraternidade. Feliz Natal!
Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
OLHEM PRO CÉU, PESSOAL (É NATAL!). QUE LUGAR É ESSE?
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - muitos acertaram o mistério da semana passada (casa na pracinha do Botafogo): Ronilson Barbosa, Reneé Cruz, Alessandra Novaes Barbosa, Icko Velasco, Vanderlei Moretto e Marcelo Soares Vital.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O QUE FICOU DO NATAL
O tempo
passa e, após todos esses anos, continua sendo muito difícil fazer alguma coisa
na vida sem a aprovação dos nossos pais, estejam eles vivos ou mortos. Digo isto assim à véspera do Natal porque é
inevitável chegar nessa época e não nos lembrarmos dos momentos em que,
crianças, participávamos daquela comemoração fantástica.
É fácil
observar e, se fecharmos os olhos até ouvir as vozes deles, os nossos pais,
dentro de nós, arrastando aquela árvore com cheiro de mofo, desembrulhando as
bolas coloridas e testando as luzes de um estranho pisca-pisca.
Adoravelmente
simplórios, vivíamos tudo aquilo como uma grande lição de humildade. Afinal de contas, Deus, o Todo Poderoso,
havia encarnado numa mulher simples e nela gerado um filho que nasceria numa
manjedoura, substantivo que só era usado mesmo no Natal, igual presépio.
O que
não sabíamos, e que hoje começamos, com o passar do tempo, a perceber é que NÃO
se tratava de uma lição de humildade. A
representação natalina, no nosso caso cristã, transcende muito a história de
Jesus, Maria e José e é uma apologia, ou um louvor à sagrada família.
Explico:
não existe nada na história da humanidade que se assemelhe à importância da FAMÍLIA. Local de abrigo, apoio, amparo,
é do espaço familiar que partimos para os necessários voos de nossa
existência. Mais do que a imaculada
concepção de Maria, dogma criado há pouco, no século XIX, há que se destacar
que Deus está presente em TODAS as concepções, pelo menos até que a fecundação
humana possa ser sintetizada em laboratório.
Assim,
acredito que o Natal, nos dias atuais, pode ter perdido muito de suas
características religiosas, mas é um tempo ótimo para se reafirmar os valores
familiares, para se falar em solidariedade e para celebrar a paz.
Que
possamos viver o Natal com muito entusiasmo (do grego en theos, literalmente, com Deus) e que o amor dos pais seja
genuinamente sagrado, como o é a existência dos nossos filhos. Amemo-nos.
Crônica:
Jorge Marin
Foto: TimelessImages,
disponível em http://www.deviantart.com/art/Merry-Christmas-44902848
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
FALANDO & SÉRIO - Nossa qualidade vida x Progresso
Com
certeza, está aí uma equação um tanto complicadinha de se resolver. Alguns dão
mais importância ao progresso enquanto outros à qualidade de vida, sendo que o
ideal seria uma interação e a perfeita harmonia entre ambos.
Já
falamos, aqui mesmo no Blog, sobre TRÂNSITO, POLUIÇÃO SONORA, MOBILIDADE URBANA
e ÁRVORES, assuntos que, de certa forma, acabam sendo reféns de um inevitável progresso.
Apenas como exemplo, cito as montadoras, que injetam no mercado a cada ano
milhares de veículos automotores e que, da mesma forma, empregam outros tantos milhares
de pessoas, mas que, muito em breve, farão com que as cidades, literalmente, parem
literalmente. Segundo estimativas,
existe até uma data aproximada para que isso venha a acontecer nas grandes
metrópoles, pois a frota cresce e o espaço físico, não.
Trata-se
de uma voracidade a nível mundial, restando a cada um de nós, a difícil missão
de tentar encontrar, de maneira sábia, uma solução no âmbito LOCAL para as nossas
necessidades. E é bom mesmo irmos pensando, desde já, na nossa TERRINHA e o que
poderemos fazer para driblar ou, pelo menos, tentar amenizar no futuro, essa conturbada
realidade.
Não
abro mão e jamais deixarei de clamar pelas árvores, sendo que, quanto mais as tivermos,
melhor! “VERDE COMO TE QUERO VER”,
refrão este de uma bela música de nosso amigo compositor e contrabaixista Márcio
Velasco que, além de compor o repertório do Pitomba, veio posteriormente a se
tornar uma de nossas bandeiras .
É triste
observar como vamos, sutilmente, substituindo esse ser tão especial pelo ar
condicionado. Se, por um lado,
procuramos refrescar o interior de nossas casas, por outro, despercebidamente,
ficamos a gerar ainda mais calor externo, ou seja: O FAMOSO SALVE-SE QUEM
PUDER. Daí a importância também das ÁRVORES
e de suas sagradas sombras.
Da
mesma forma, e conscientemente, continuarei a fazer parte daqueles que defendem
o nosso CALÇAMENTO EM PEDRAS. Ainda acho
que O CUSTOxBENEFICIO que ele hoje nos traz somente será PERCEBIDO e ENTENDIDO,
quando AMANHÃ ficarmos sem ele.
Dias
desses, fazendo uma de minhas caminhalaxadas (mistura de caminhada com relaxada)
naquele trecho que vai desde trevo de Descoberto até as proximidades da fazenda
do sr. Willian Fajardo, fiquei imaginando a possibilidade de se fazer em algum
lugar no futuro, um PEQUENO CORREDOR ECOLÓGICO, onde, em sua extensão, fosse
construída uma passarela para caminhada e uma ciclovia, que, entre umas e
outras coisas, pudessem levar os praticantes destas modalidades, não só ao
convívio saudável com a natureza, como também distanciá-los de um trânsito
ENSURDECEDOR e, muitas vezes, irresponsável do centro da cidade.
Para
finalizar, abro um pequeno parêntese para cumprimentar a Prefeitura Municipal pela
colocação de LIXEIRAS em diversos pontos centrais, juntamente com a interessante
CAMPANHA de CONSCIENTIZAÇÃO sobre a limpeza urbana. CONSCIENTIZAR É PRECISO SEMPRE, em qualquer
tempo e lugar.
Crônica:
Serjão Missiaggia.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
CASOS CASAS & detalhes
Uma pequena grande rua. Assim o Serjão definiu a Rua Dr. Francisco Zágari enquanto a fotografava. A rua, que leva o nome de um dos maiores juristas do país (Dr. Zágari, além de professor, foi delegado, promotor, prefeito e suplente de senador), é um local riquíssimo em memórias.
Vai ser difícil encontrar uma pessoa nascida nas décadas de 50, 60 e 70 que não tenha conhecido a famosa coleção de bonecos articulados do sr. Rubens Sachetto ali naquela rua.
Outra coisa: quem nunca "arrastou" um namorado ou namorada ali naquele ladinho da Força e Luz para lascar uns beijos mais calientes?
Finalmente, nos últimos 90 anos, quem não passou por ali, no Carnaval, e ouvindo "vermelho e verde, é a nossa bandeira", se arrepiou com a alegria do querido Trombeteiros?
Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUEM SABE ONDE FICA ESSA CASA ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - O casarão da Rua Capitão Basílio, que foi o mistério da semana passada, foi reconhecido por vários leitores: Maninho Sanábio, Antônio José Calegaro, Sebastião Luiz Costa, Nilson Magno Baptista, Celso Theodoro e José Carlos Barroso
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
O PADRE E O DIVÃ
Ver o
depoimento do padre Marcelo Rossi no programa Fantástico de domingo passado
deve ter sido um duro golpe para a sua multidão de admiradores, seguidores e
fãs. Eu mesmo, que não sou uma coisa nem
outra, fiquei consternado ao ver o depoimento do antigo ícone da Igreja
Católica na década de 2000.
Abatido,
esquálido e com a fala arrastada, a ponto de demandar a colocação de legendas
em alguns momentos da entrevista, o sacerdote, inegavelmente uma grande alma e
um caráter exemplar, fez talvez um dos seus pronunciamentos mais marcantes, ao
reconhecer a sua fragilidade humana, os seus pequenos pecados e até mesmo o seu
desamparo perante a vida.
O
padre, que nunca deixou de ter uma multidão de ouvintes e telespectadores,
afirmou ter passado por uma séria depressão, mas, por julgar que a doença não
passasse de “frescura”, resolveu não procurar acompanhamento, nem médico nem psicológico. Resultado: sofreu a dor profunda e o
desamparo absoluto da depressão. Segundo
ele, recuperou-se parcialmente através do canto, da escrita e da oração.
Ora,
ora! É louvável que o sacerdote,
conhecedor desses três campos, tenha tentado se reerguer a partir daí. No entanto, a simples mirada de sua figura na
telinha da TV, mostra que ELE NÃO CONSEGUIU!
E aí, é inevitável a pergunta, que a repórter fez e ele respondeu
positivamente: um padre deve submeter-se ao tratamento psicológico,
psicanalítico ou psiquiátrico?
Gente,
assim como em Mateus 22 (a César o que é de César e a Deus o que é Deus) e,
mais recentemente, em Sharon Axé Moi (cada um no seu quadrado), é preciso que
tenhamos em mente que, em caso de DOENÇA, devemos procurar o profissional
habilitado a tratá-la! E isso vale para padre, médico, policial, dona de casa
ou qualquer um.
Entregar
para Deus, por mais fé que se tenha, é eximir-se do próprio problema. Temos,
nesta jornada terrestre, uma vocação irresistível para sermos felizes. Mas isso nos coloca algumas
responsabilidades: a primeira é, com certeza, cuidar da própria saúde. Outra responsabilidade, que também julgo
fundamental, é não atrapalhar os outros.
Se não quiser ajudar, não ajude, mas, pelo menos, não atrapalhe!
No
mais, como canta o padre Marcelo, hoje com certeza mais sábio e mais conhecedor
da alma (e agora também do corpo) humanos: erguei as mãos e dai glória a Deus!
Crônica:
Jorge Marin
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
DELINEANDO O PASSADO
Confesso
que sou um esmiuçador juramentado de fotografias. Fico a buscar o menor dos detalhes
em cada uma delas, e, se for uma daquelas do tempo da vovó, meu amigo, aí é que
viajo mesmo! Interessante é que isso é
uma coisa meio que assim de família, pois tenho uma irmã que tem essa mesma
mania. Isto pra não falar do fato curioso de adorarmos também aquele cheirinho
de madeira nobre dos móveis antigos. Mas isso ficará pra depois...
Já que
o assunto agora são as fotografias, confesso que sou apaixonado por essa imagem
que está ilustrando a postagem. É uma de minhas favoritas e talvez a melhor
foto panorâmica da cidade não contemporânea que conheço.
Mas, afinal
de contas, de onde teria surgido esta preciosidade? Deparei-me, por acaso, com
ela no facebook Curtir São João Nepomuceno, mas gostaria imensamente de ter
dado crédito à sua verdadeira origem.
Minha
primeira curiosidade é de que ano seria. Com certeza, em seu verso, deverá vir constando
a data e, quem sabe, até outras informações pertinentes, mas, enquanto não as
obtenho, vou dando alguns pitacos. Fica aí já convocadíssima minha mana e os
amigos que quiserem ajudar.
De
imediato, algo que me chama a atenção, é o fato de ainda não haver o prédio do
antigo Banco do Brasil ali ao lado da sede do Mangueira. Da mesma forma, o
prédio da Fábrica de Macarrão que existia ao lado de minha casa na Rua Zeca
Henriques. Lembro-me vagamente da construção do prédio do Banco do Brasil, sendo
que a construção da Fábrica de Macarrão ocorreu quando eu estaria, mais ou
menos, com dois anos.
Um
segundo detalhe são essas belas árvores na descida da Guarda Mor Furtado
juntamente com os antigos postes de ferro da Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina
e suas lâmpadas ainda incandescentes. Recordo-me bem dessas árvores, juntamente
com suas lacerdinhas que ficavam a penetrar em nossos olhos, causando uma
ardência insuportável. Com meus oito a dez anos, me embioquei muito em suas
copas brincando de pique esconde, sendo que na época, já estariam um pouco mais
velhas, uns cinco anos, talvez. Presumo então, que esta foto teria sido tirada em
torno de 1960.
Esse
jardim era algo impressionante de tão belo e ainda mais tocante quanto ao zelo com
o qual era cuidado. A poda de suas árvores era feitas de maneira artesanal
sempre copiando a forma de algum objeto. Em seu início, existia um arbusto em
forma de trono que era meu preferido em que a meninada adorava sentar.
Agora,
já fazendo bom uso do zoom de meu PC, observo que existia uma imensa árvore na
Praça Carlos Alves, e isso me intrigou bastante. Até então, nunca havia visto
uma imagem ou sabido que ali já tivesse existido, no passado, uma árvore
daquele porte. Um tanto curioso, procurei entrar em contato com meu estimado mano,
obtendo a seguinte resposta:
“Quanto à árvore, claro que existiu, ao lado do coreto, dando
sombra
para a turma do bate-papo. Sua destruição, juntamente com o coreto,
foi um crime estético. Era uma praça belíssima, cartão postal de São João”.
para a turma do bate-papo. Sua destruição, juntamente com o coreto,
foi um crime estético. Era uma praça belíssima, cartão postal de São João”.
Mas,
voltando à foto, se não estou enganado, consegui apenas visualizar três carros
pelas ruas da cidade, por sinal num monstruoso engarrafamento subindo ali na Rua
Capitão Braz em direção à Praça Carlos Alves. E dizer que, mais ou menos naquele
mesmo período, quase fui atropelado pelo bisorrão do Padre Trajano que, no
momento, estaria passando em frente à minha casa, guiado pelo sacristão Sr
Juquita.
Brinquei
muito na casa de um amigo que morava no belo casarão de dois andares onde, posteriormente,
foi construída a residência da família Leite. Lamento que a foto não tenha
captado na íntegra a histórica e não menos majestosa construção, que era a
antiga casa dos Pulier.
Também
muito interessante, e que se percebe com certa nitidez, é a imagem da
residência da família Rocha ali na Rua Fortes Bustamante tendo, em frente à
calçada, a estrada de ferro literalmente dividindo a rua em duas.
Fácil
visualizar o Bar Central, Democráticos, Trombeteiros, Mangueira, Correios, Grupo
Coronel, Cine Brasil, casarão que ficava na Praça Carlos Alves, Hotel Monte Castelo,
Haroldo Veiga, Bar do Floriano (hoje Curso Apoio) e, claro, nossas eternas e
imponentes imagens do Ginásio do Sôbi, Igreja do Rosário e Capelinha de Santo
Antonio.
Meu
Deus! E como tínhamos arvores nesta época!
Seria a
carroça de nosso Saudoso Dadá Lixeiro que estaria estacionada no morro da
Matriz?
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto: facebook Curtir
São João Nepomuceno
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
CASOS CASAS & detalhes
Rua Doutor Gouvêa. No sábado à noite, ficávamos sentados na porta do Bar do Cebolinha e víamos as pessoas descendo da missa na Igreja do Rosário. Famílias inteiras, descendo a pé, os homens barbeados em suas melhores roupas de braços dados com as esposas, as crianças bem arrumadinhas e um grande número de jovens com cabelos curtos, camisas xadrez e sapatos Vulcabrás.
Aos olhos daquele povo todo, nós, cabeludos, com nossas calças jeans meio descosturadas e camisetas curtas, éramos uma outra tribo, uma raça alienígena.
Outras vezes, descíamos a Doutor Gouvêa com violões e íamos cantar pelas ruas da cidade. No outro dia, subíamos com nossos calções e meias para disputar partidas inesquecíveis no Campo do Operário.
A Rua Doutor Gouvêa é um livro de memórias calçado com pedras.
Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ??? ONDE FICA ESSA CASA ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Bete Knop e Romílson Barbosa acertaram o mistério da semana passada, aquela estátua em cima do teto da Fábrica de Tecidos Santa Martha.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
BRIGADU !!!
Conversa
vai, conversa vem... Sabem como é né?
É
sempre assim. Marcamos com alguém (mãe,
pai, esposa, namorado / namorada), mas, antes, damos uma passadinha na casa do
amigo, ou da amiga e... perdemos o nosso compromisso!
Sabemos
muito bem disso, mesmo porque JÁ passamos por isso. Quando combinávamos com nossas mães que
iríamos chegar a determinada hora, elas sempre diziam:
-
Mas não vai passar lá na casa daquele seu amigo do Pitomba, meu filho. Porque, se passar, você esquece da vida!
Agora,
no século XXI, sabemos dessa doce realidade pelo nosso Pitomba BLOG. Segundo o site
que nos hospeda – o blogger – já recebemos
66.657 visitas de amigos. Mas sabemos
que os números são maiores, porque, quando nosso hospedeiro criou o seu
numerador, já tínhamos mais de três mil visitas!
Queremos
dizer que é muito gratificante saber que, a cada mês, aumenta o número de
visitas (em outubro foram 2.864!). Esses
números nos honram, não porque sejamos fascinados por atingimento de metas
(estas nem existem), mas, simplesmente, porque imaginamos que o nosso bate-papo
funciona da mesma forma que um cafezinho tomado com um amigo no Bar Central, ou
um oi na Pracinha do Coronel ou na descida do Largo da Matriz.
Outra
coisa legal é saber que estamos rindo e conversando fiado com pessoas que nem
mesmo estão aqui na cidade: é o Cézar Guedes lá em Vila Velha, a Cléa Pessoa em
Natal, a Noélia em Kearny, o Bete em Itanhandu, o Raimundo Porto em Salvador, e
por aí vai...
Mesmo
quem está fora do Brasil: temos visitas dos Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Portugal,
Ucrânia, Malásia, França, Holanda e Espanha.
Ora são sanjoanenses que vivem no exterior, ora são pessoas querendo
conhecer as nossas belezas: nosso post sobre maritacas (Maritaca Ataca 2) teve
quase mil visualizações.
É
por isso que queremos, neste momento, AGORA, agradecer a TODOS vocês, que
frequentam, que comentam, que curtem e compartilham a nossa alegria de ser
sanjoanense, de ter vivido momentos mágicos na juventude, de amar viver a vida
hoje, como ela é, doce e amarga, meiga e cruel, efêmera e eterna.
Abração,
pitombenses!
Crônica:
Jorge Marin
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
FRUTO DO AMOR
Sinceramente,
ainda não conheci uma pessoa que não gostasse de dar uma boa trepada. Sejam homens,
mulheres, jovens, sendo que estes últimos, em função daquela energia hormonal
tão peculiar da idade, partem com tudo para as vias de fato. (Pior que, somente
depois, é que irão pensar nas consequências). Lógico que cada um, a seu jeito e lugar, pois nem
todos são iguais. O fator físico e, principalmente, o emocional, exercem papel importantíssimos
nesse momento, sendo que, juntos basicamente, é que irão ditar as regras de uma
boa trepada.
E, já
que falamos em fator psicológico, nos deparamos de imediato com o MEDO, e, se
for marinheiro de primeira viagem ou mesmo aquele que já passou de certa idade,
haverá risco iminente de se ter que conjugar o verbo FALHAR. Além da situação
desconfortável, que sempre acontece nesses casos, provavelmente o fracassado,
devido ao trauma (vergonha e gozações), não irá tão cedo tentar uma segunda vez.
Por
experiência própria, reconheço que toda estreia gera ansiedade e, quanto mais
jovem for nosso iniciante, maior as possibilidades de decepção. Geralmente nessa fase, a garotada quer mesmo é
estar o mais longe possível de seus pais, pois a maioria deles, devido ao
perigo, fica a aconselhar seus filhos a esperarem um pouco mais. (O negócio é
dominar o assunto, para depois serem liberados pra ir com tudo pra cima delas).
Isso
pra não falar daquela coisa enjoada de pai machista, querendo a todo custo dar
uma de gostosão, tentando mostrar ao filhão que aquilo não seria nenhum bicho
papão e que teria sido ele, na adolescência, um expert no assunto. Precaução
naquela época era pura conversa fiada, sendo que a maioria, para aproveitar a
naturalidade do momento, gostava mesmo era de trepar sem camisa. A falta de responsabilidade
acaba gerando alguns arranhões.
Ainda
falando da impulsividade desta garotada, um fenômeno interessante e que vai
atravessando gerações e gerações (não sei se por insegurança ou mesmo por autoafirmação),
é o fato de gostarem de estar sempre em turma e fazer aquela presepada na hora
do bem bom. E a essa meninada mais jovem, quase sempre “seca” pra dar suas
primeiras trepadinhas, aconselho irem sempre devagar ao pote, pois know-how nessas horas será sempre fundamental.
Tem os
que gostam das mais baixas, enquanto outros adoram as mais altas. A verdade é que, quanto mais difícil for,
maior será a vontade de conquistar e poder explorar cada detalhe de suas
extremidades. E é aí que mora o perigo!
Mas,
independente da altura, sempre nos sentimos entre as nuvens, principalmente quando
já estamos em cima delas. Pena que hoje as coisas mudaram muito e tá ficando
cada vez mai difícil um bom local pra se trepar. Eu, particularmente, sempre
preferi as não tão altas e, se possível, de circunferência mais fina. Confesso
que a pegada se torna bem mais fácil.
Um bom
condicionamento físico sempre ajuda, mas acontece que muitos, por não esquentarem
a cabeça, aventuram-se à prática até mesmo após os 60. Creio, sinceramente, que
as probabilidades de um vexame nesses casos serão bem maiores e que já vi muito
tiozão, ao se aventurar, acabar caindo feio do galho.
Sempre
preferi trepar no verão, mas muitos amigos não perdoam nem estando debaixo de
chuva. Dizem que ajuda a escorregar e tornar o ato mais excitante.
Dias
atrás, ao passar frente a uma fazenda e próximo a um lugar em que existiam
algumas em que eu adorava trepar, qual não teria sido minha enorme decepção? Infelizmente, não pude mais encontrar aquela
que teria sido no passado, a PRIMEIRA VEZ, a preferida e acolhedora de meus mais
insaciáveis desejos, minha bela e apetitosa ÁRVORE de manga rosa. Delícia!
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto: Che Tina Plant, disponível em http://che-tina-plant.deviantart.com/art/Couple-152253051
Foto: Che Tina Plant, disponível em http://che-tina-plant.deviantart.com/art/Couple-152253051
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
CASOS CASAS & detalhes
Fãs dos textos do Luís Antônio Fajardo Pontes, divulgados pelo nosso compadre Nilson Magno Baptista no Jornal SJN, resolvemos mostrar as primeiras paisagens de São João vistas pelos seus descobridores. Nesse local, hoje o adro da nossa Igreja Matriz, reuniam-se, segundo o citado historiador, os fazendeiros e suas famílias, que, após a celebração da Sagrada Missa, interagiam entre si, num festival de conversas, negociações, galanteios e todas as amenidades que a Santa Madre Igreja então permitia. Verdadeira viagem no tempo!
Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério ???
OLHEM PRA CIMA, PESSOAL! ONDE FICA ESSA PAISAGEM SANJOANENSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Dois amigos acertaram o enigma da semana passada (Serjão Missiaggia no quintal de casa com o uniforme do Botafogo posando de Heleno de Freitas): Nilson Baptista e Sylvio Bazote. UM FATO, no entanto, encheu o nosso fotógrafo e redator de ALEGRIA: é que muitas pessoas confundiram o seu corpo com seu filho Matheus, mostrando que aquelas coxonas quase sexagenárias ainda fazem o mesmo sucesso da década de 70!
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BRIGADU, GENTE!

VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL