sexta-feira, 2 de setembro de 2011

NOSSO MUNDÃO E NADA MAIS

Foto "Crianças brincando à beira do córrego" publicada originalmente no site www.camaraborborema.sp.gov.br

Fugindo um pouco do circuito em volta do córrego, não poderia jamais deixar de citar a casa do grande amigo Renatinho. Nesta época, carinhosamente o tratávamos de Tatíl.
Também foi uma família e uma casa que muito me marcou. Renatinho juntamente com seus pais Sr Geraldo e Dona Aparecida morava com seus irmãos: Everaldo, Elizete e Rosana.
E se eu disser não me lembrar de uma única vez em que. ao chamar o Renatinho pra brincar, teria passado pela porta da frente? Tudo acontecia nas inúmeras travessias que fazíamos pelo terreiro em diversas passagens secretas feitas nas cercas de bambu. E assim, íamos de casa em casa, pacificamente, sem qualquer tipo de repressão. Triste hoje é conviver com imensos muros que, quase sempre eletrificados, se transformam em verdadeiras fortalezas a proteger castelos.

Continuando a viagem, vamos dar um pulo até a casa do Sr. Anjinho Picorone.
Lá, muitos causos de nossa infância e adolescência aconteceram, muito dos quais já contados em postagens passadas. Sílvio Heleno fazia parte de nosso time de infância. Quando não estávamos naquele imenso terreiro de sua casa, íamos pra rua.

No posto de gasolina (Esso), muitas vezes ficávamos sentados no murinho do lavador curtindo os carros serem lavados. Era muito interessante, pois tinha todo um ritual a seguir. O cheiro daquele óleo lubrificante ficou mesmo na memória.

Chegamos à quadra do Mangueira. Lá não tínhamos o costume de jogar bola, mas aqueles baiões com cheirinho de quentão, pastel e churrasquinho também ficarão pra sempre na lembrança. Entrávamos pelo portão dos fundos e ficávamos curtindo, entre umas e outras coisas, a tentativa da garotada de subir no pau de sebo.

Nesta época, também iniciou teve início a construção daquele prédio que veio a abrigar, por vários anos, o Banco do Brasil. Pouco me lembro.

Chegamos à fábrica de macarrão, no local onde, hoje, é a casa do primo Marcelo.
Brincávamos muito num espaço vago que existia na frente do prédio. Depois do expediente, era de praxe juntar a turma pra bater aquela bolinha com meu pai e demais funcionários. Foram muitas e boas lembranças que carreguei também da fábrica de macarrão que, por sinal, foi uma das grandes indústrias da cidade. Pertencia ao meu saudoso pai e ao Tio Gaby. Com certeza, irei, um dia, reservar uma postagem somente pra ela.

O córrego, que antes era descoberto, veio dar lugar à pracinha, hoje existente, somente no inicio da década de noventa.
Não sei se lembram, mas, de um lado, não existia muro e aproveitávamos para escorregar, naquelas margens, deslizando sentados até próximo à água. Um belo dia, caí na asneira de tentar imitar o Beto, irmão Arruda, que tinha o costume escorregar de barriga. Quando cheguei bem próximo à água, é que fui me lembrar de perguntar como é que eu faria para frear. Fui de boca dentro d’água!
Pra minha sorte, nessa época, nem tão poluído era o córrego, mas, coincidência ou não, dias depois, após uma bela dor de barriga, foram constatadas algumas amebazinhas passeando, em meu exame.

Na semana que vem, não percam: a grande caçada e o mergulho no córrego, “discostas”.

(Crônica: Serjão Missiaggia)

2 comentários:

  1. Nilson Magno Baptista3 de setembro de 2011 00:39

    Serjão,que coisa interessante,senti o cheiro do óleo lubrificante como se estivesse sentado lá no posto,vendo os carros serem levados.E os cheiros do saudoso baião do Mangueira :quentão,pastel e churrasco.Ainda bem que existe a chamada ¨memória olfativa¨,para não nos deixar esquecer nossos tempos de infância e adolescência.Coisa boa ¨sô¨!...

    ResponderExcluir
  2. Percorri, mais uma vez, a caminhada por todos os lugaras que citou.Minhas lembranças, como já disse em outra ocasião, são de alguns anos antes,porém, o que você cita eu vi acontecer.
    Posto ESSO: lá não íamos muito; só de vez em quando dávamos uma paradinha para ver os carros serem lavados. Meninas interessavam pouco por isso. Mas os baiões do Mangueira... como me diverti lá!... dancei muito... curti meus primeiros amores.Apreciava as apresentações de danças na piscina ( muito lindas) e treinava volei com a grande campeã Helenise de Freitas. Eles acolhiam-me com carinho mesmo sabendo que eu era uma botafoguense, pois na hora da competições de natação eu disputava pelo Botafogo.
    Quanto ao córrego... brinquei muito ali. Descia pelo barranco e chegava até pertinho da água. Mas olhe, Serjão, ela já era poluída na minha época.Sempre foi, pois era despejo de esgoto. Nunca me esqueço do cheiro horrível que aquelas águas exalavam. Ia pouco lá, exatamente por este motivo. Aquelas manilhas enormes abertas para o córrego, davam-me medo e diziam que eram moradas de aranhas enormes.
    Continue com a caminhada , quero seguir passo a passo.
    Mika

    ResponderExcluir

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL