segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
BELEZAS DA TERRINHA
CARNAVAL EM SÃO JOÃO NEPOMUCENO
COMENTÁRIOS DA RUA DA SEMANA PASSADA (EXPEDICIONÁRIO GARCIA LOPES) - As primeiras a comentar sobre a rua foram: Rita de Cássia Campos ("onde moro faz uns 30 anos... Rua da antiga sapataria do Alexandrino Lobão, do consultório da Dra. Alcéa, casa da família Pavanelli, casa do sr. Joaquim Furtado e dona Isa, hoje dona Adalgisa, casa da família da Lila Caçador... Bem, rua de grandes personalidades"), Regina Barrigio (outra moradora) e a Ana Emília Silva Vilela ("na outra esquina temos a padaria, que carinhosamente chamávamos de Padaria do Popó, local onde estudantes do antigo Instituto Barroso costumavam frequentar").
Foto: Blog do Sabones, disponível em http://blogdosabones.blogspot.com.br/2016/02/desfile-das-escolas-de-samba-de-sao.html
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM SE LEMBRA DE UM DOS MUITOS CASOS VIVIDOS AQUI???
CASA DA SEMANA PASSADA - Apenas o José Carlos Barroso reconheceu a bela casa que fica no morro da Igrejinha de Santo Antônio.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Mais de 2.600 pessoas visualizaram aquela foto da semana. Os três primeiros a "entrar no salão" foram: Marcelo Oliveira, Renée Cruz e Cristina Velasco Itaborahy. Todos reconheceram o salão e o palco do Trombeteiros. A foto foi tirada num domingo de carnaval, dia 17 de fevereiro de 1985.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
EU NÃO QUERO COMER GOJI BERRY!
Quando terminarem de ler esta crônica, talvez pensem (da mesma que a minha
mulher) que eu entrei numa tremenda roubada. Mas aconteceu, e eu não resisto em
contar tudo pra vocês.
Convidado
por uma antiga colega de ginásio a ir lanchar com ela numa lanchonete fitness, passei um dos maiores apertos
da minha vida. Eu nunca havia entrado num lugar daqueles que, em tudo, parecia
uma lanchonete comum, exceto pelo fato de estar cheia de pessoas com essas
malhas apertadinhas de ginástica.
Pedimos o
cardápio “clorofit” e minha amiga se sentiu muito à vontade para pedir uma
castanha-do-pará e um damasco seco recheado com uma noz. Não muito acostumado
com aqueles nomes do cardápio, pedi uma sugestão à garçonete e ela, com uma
cara de quem conversava com um E.T., disse gentil:
- Percebi
que o senhor é novato aqui. Por isso, acho que deveríamos começar com uma coisa
menos radical como uma xícara de café de semente de abóbora (ou girassol se o
senhor preferir), junto com uma colher de sopa de linhaça dourada triturada.
Achei
aquilo tudo muito parecido com a comida que eu dava pra uma arara que eu tive
(quando se podia ter arara) e, meio sem graça, recusei. Aí me propôs a coisa
mais pedida pelo pessoal e que, segundo ela, eu não iria resistir:
- Já sei –
disse – que tal uma tapioca coberta com uma banana amassada, canela e uma
colher de sobremesa de amaranto em flocos?
Vendo
minha cara de nojo, minha amiga, que já estava na metade do seu damasco, perdeu
a paciência e falou:
- Ele é
do interior. Não tá acostumado. Traz um goji
berry que ele vai gostar. – E, enquanto a garçonete saía sorridente, perguntei:
- O que é
esse trem? – e a minha amiga me explicou que era uma frutinha do Tibet, rica em
vitamina C, parecida com um tomatinho cereja, mas com gosto de figo.
A
garçonete demorou bastante (teria ido colher a fruta lá no pé?) e, quando
retornou, me entregou um envelopinho e um copo de água gelada. Misturei aquele
pozinho e falei todo alegre:
- Isso eu
conheço. É quissuco de groselha! – E, só de sacanagem, ainda tentaram me dar
uma geleia, que mais parecia uma meleca, chamada ágar-ágar. Saí correndo.
Quando
cheguei em casa, minha mulher me explicou que essa obsessão por alimentos supostamente
naturais (como se torresmo não fosse), é uma doença chamada ORTOREXIA. Nervoso,
e bastante abalado com aquela experiência, perguntei à amada o que tinha para o
almoço, e ela respondeu:
- Taioba!
– e, na mesma hora, eu falei, com toda sinceridade do mundo:
- Eu te
amo!
Crônica:
Jorge Marin
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
ADOLESCÊNCIA NA FAZENDA SANTA FÉ
Enquanto
fazia um passeio recentemente no sítio de um amigo, espetando o pé num monte de
espinhos, pisando em bosta de boi, e fugindo de gansos bravios, foi que alguns
fatos da adolescência vieram à tona. Uma época inesquecível na fazenda Santa
Fé, onde, juntamente com um divertido amigo, vivenciei uma sequência de fatos
pitorescos.
Certa vez,
o referido colega veio com esta história:
- Serjão!
Aprendi fazer um bronzeador pra levarmos na roça, que é TIRO E QUEDA. - continuando
disse:
- É só
misturar iodo com óleo pra bebê e ficar quarando no sol o dia todo.
E,
realmente, foi um TIRO, pra literalmente não dizer também, quase uma QUEDA DE
PELE. Deus que me livre! Fiquei escaldado e vermelho transpirando calor e
ardendo como brasa por três dias seguidos. Por muito pouco, não fui parar no
hospital, pois, ao invés de descascar, quase troquei de pele.
E falando
em bronzeador, nosso desafio era ficar quarando debaixo do sol até que o último
raio se escondesse naquelas montanhas dos núcleos. E esse era nosso principal
objetivo, ou seja, ficar bronzeadaço para os flertes noturnos. Devido ao forte calor e à tranquilidade
reinante no lugar, gostávamos mesmo era de ficar bem à vontade. Foi quando,
certa vez, meus tios vieram pedir que tivéssemos mais pudor, pois o caseiro,
que morava com sua família numa casa ao lado, já havia reclamado. Confesso que
não ligamos muito pro pedido, mas ficaríamos, daquele dia em diante, bem mais atentos
a qualquer movimentação de pessoas, principalmente na possibilidade de sermos
surpreendido com chegada repentina de alguém na fazenda.
E assim
foi, até que, num momento de desatenção, quando estávamos relaxadamente de
cuecas na varanda tentando pegar os últimos raios de sol, fomos surpreendidos
com a chegada inesperada de minha saudosa tia. Mas já era tarde demais, pois,
quando fomos perceber, ela simplesmente já estava a menos de dois metros de
nós. No susto, consegui de maneira súbita ainda colocar em cima de mim uma
pequena toalha que ficava sobre uma mesa, enquanto meu amigo, não tendo onde
recorrer, agarrou- se a uma folha da parreira de uva que acabara de cair ao
chão. Não sei se ria ou se chorava, pois meu colega, mais parecendo Adão no
paraíso, não conseguia tapar um fio de cabelo sequer.
Sempre
fomos fascinados por músicas, e como levar nossos violões seria um tanto incômodo,
passávamos o dia inteiro escutando a rádio Mundial AM em um aparelho Transglobe
que levamos conosco. Acho que deveria pesar uns dois quilos! Mas valia muito a
pena, principalmente quando íamos traçar aquele pão com queijo acompanhado de
um lambarizinho frito.
Por
sinal, pescávamos alguns desses pequenos peixes com “alto grau de
dificuldades”, pois a água do córrego era tão rasa, mansa e límpida, que
chegávamos a colocar a isca diretamente em suas bocas.
Certa vez,
tivemos que sair correndo pelos pastos descalços, e subir uma colina de cuecas
pra fugir das vacas. Fomos parar numa plantação de juá pulando que nem cabrito
por causa dos espinhos. E elas, as
vacas, não estavam nem aí pra gente. Logo depois, pisaríamos numa cobra “perigosíssima”
(cobra d água) que estava na margem do riacho. Enquanto corríamos apavorados
para um lado, a cobra, ainda mais assustada, corria pro outro.
Teve um
dia que fizemos farofa com um torresmo “vencido” e comemos tudo com suco de
limão. Voltamos depois pra quarar no sol e, no outro dia, apareceu em meu rosto
um monte de “perebas” Até na orelha tinha. Fiquei um monstro!
Numa
dessas idas à roça, chegamos a cochilar sentados dentro de um riacho que ficava
à sombra de uma jabuticabeira. Por sinal, um belo riacho que descia morro
abaixo pra levar água até uma horta. Naquele dia, sem que percebêssemos, muitas
folhas e grande acúmulo de água começariam a ficar represados um pouco acima, exatamente
onde se encontrava sentado meu amigo. Sem que notássemos, enquanto se formava
atrás dele uma represa pra dar inveja a muita Itaipu, a pressão da água só ia
aumentando. Eu, enquanto isso, sentado um pouco abaixo, cochilava
tranquilamente escutando o barulho das águas, do vento das folhas e o cantar
dos pássaros. Tudo muito prazeroso até que meu amigo, resolveu, de repente, se
levantar. Quando dei por mim, já estava sendo arrastado e lançado a quase dez
metros riacho abaixo pra estacionar dentro de uma plantação de arroz! Uma
incrível avalanche de galhos, restos de jabuticaba desceu detonando tudo que
encontrava pela frente. Acordei de pernas pro alto, com folhas e barro da
cabeça aos pés. Verdadeiro monstro da folhagem. Isso pra não falar que fiquei
quase pelado de tanto arrastar a cueca no leito do riacho. Foi o meu primeiro
tsunami!
E assim,
depois de tomar um belo banho numa bica de água gelada e cristalina, víamos
mais um dia ir embora, trazendo consigo o entardecer. Enquanto as criações
começavam a procurar seus abrigos e o silêncio era quebrado apenas pelo
compasso ritmado do carneiro d’água, sentíamos que, dali pra frente, apesar do
cansaço, a Pracinha do Botafogo seria o nosso porto seguro.
Era o
momento de juntar as tralhas, colocar o pé na estrada e torcer por uma boa
carona.
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto : disponível em
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM SABE CASOS DESSA CASA???
CASA DA SEMANA PASSADA - Somente a Fernanda Macêdo reconheceu a casa na Rua Milton Soares Campos no São José, que pertencia, segundo ela, a "um senhor muito religioso chamado João".
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério??? - Outros Carnavais
QUEM CONSEGUE IDENTIFICAR ESSE MOMENTO???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - O bonequinho de jardim da casa da dona Neusa Rocha (Bonita) enganou até o nosso expert Maninho Sanábio. Mas a Marli Batel Ramiro Lamas e a Evanise Rezende mataram a charada.
Foto de hoje: acervo do Jorge Marin
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
CARNAVAL PARA QUEM PRECISA DE CARNAVAL
Vai
chegando o Carnaval e é inevitável que comecem a surgir as polêmicas que
envolvem a festa. Financiar as escolas de samba com dinheiro público ou usar o
dinheiro para a saúde? Botar o bloco na rua onde os moradores não querem ou
desfilar num lugar menos impactante para a comunidade?
O fato é
que, sem nenhuma conotação moral, me arrisco a fazer a pergunta: mas, afinal,
pra que tanta preocupação com o Carnaval?
Imediatamente
sei que vou receber uma chuva de críticas afirmando que o Carnaval é a mais
importante festa popular, é a identidade do povo brasileiro, é um momento de
catarse, de liberação e, portanto, necessário à cultura vigente.
Concordo
que, socialmente, o Carnaval possa até ter a sua utilidade. Afinal, para um
povo sofrido, e cada vez mais sofrido, é natural que a classe dominante permita
algum tipo de válvula de escape, um momento de descompressão.
Mas não
acho que seja uma festa popular assim tão espontânea e natural NOS DIAS DE
HOJE. Atualmente, como ocorre com Natal, Páscoa, Dia das Mães e outras, também
a festa do Carnaval atende, primeiramente, a interesses comerciais.
Dito isso,
não quero ser chato. É, sim, uma festa linda, gostosa, onde as pessoas buscam
promover uma inversão da ordem vigente, liberando o corpo, os gestos, os
remelexos e até mesmo a própria sexualidade.
No entanto,
e por se tratar de um movimento social, é inevitável que a descompressão da
qual falei possa ocorrer de forma descontrolada e até mesmo violenta. Assim,
vocês imaginem o que é ter uma multidão descontrolada em frente à sua varanda
ou na portaria do seu apartamento.
O que nos
leva à questão da ajuda às escolas. Por que, tradicionalmente, os políticos
passaram a subsidiar as escolas? Porque, com raríssimas exceções, os políticos
não têm vontade de atender às periferias. E também porque fica mais barato
ajudar a escola do bairro do que resolver os problemas (gravíssimos) de muitos
locais.
Então,
meus amigos, aproveitem a folia, mesmo que seja num retiro espiritual.
Desliguem-se dos problemas do dia a dia, das polêmicas e das hipocrisias. A
vida é curta. Portanto, como diziam nossos avós: Evoé! Criança eu dizia: “E VOE”.
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://radiobatuta.com.br/Episodes/view/550
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
NOSSA PRACINHA DO CHAFARIZ
Sempre
fui morador da Rua Zeca Henriques, e o que mais me marcou ao longo de todos
esses anos, além é claro, de uma infância plena e feliz, foi a tão sonhada
cobertura do córrego. Desejo esse que já vinha sendo acalentado por seus
moradores por décadas e décadas.
Era
triste conviver com aquele forte odor oriundo do córrego. Odor que penetrava em
nossas casas juntamente com pernilongos, ratos, baratas, quando não, caranguejeiras. Isso sem falar do perigo de queda iminente devido
à altura. Por sinal, chegaram a cair dois carros, pessoas de bicicleta e
colegas de infância. Até que, na década de noventa, ainda no início da gestão
Célio Ferraz, concretizou-se a tão sonhada obra.
Infelizmente,
devido a certo esquecimento, fato este que vinha ocorrendo já há algum tempo,
ficávamos a olhar com tristeza nossa pracinha. Foi quando, dias atrás, num BELO
TRABALHO de recuperação do espaço existente, o PODER PÚBLICO MUNICIPAL,
representado por seus funcionários e pelo
Secretário do Desenvolvimento Urbano, Engenheiro Milton Salgado, veio a iniciar
um trabalho de melhoria no aspecto do lugar, consequentemente deixando nossa
praça e entorno mais LEVE E ACONCHEGANTE.
Afinal de contas, a
Pracinha do Chafariz, de uma forma ou de outra, se tornou uma importante referência
no contexto social, para onde, pela sua localização privilegiada, convergem
pessoas de diversas idades. Nela podemos encontrar APARELHOS DE GINÁSTICA,
PARQUINHO INFANTIL, ESPAÇO PARA ATIVIDADES DO PESSOAL DA MELHOR IDADE, além é
claro, dos NAMOROS E PROSAS.
Em resumo,
e o que importa é não deixarmos de CONTINUAR praticando a cultura de recuperação
e conservação de cada um dos espaços urbano de convivência da Garbosa.
Crônica e foto: Serjão Missiaggia
Trat.de
imagem: Jorge Marin
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
BELEZAS DA TERRINHA
CAPELA E FONTE.
COMENTÁRIOS SOBRE A AVENIDA TANCREDO NEVES: a "dona da rua", Cristina Velasco Itaborahy disse tudo: "Praça Dr. Augusto Glória e Avenida Tancredo Neves!!! Minha visão diária ao abrir minha janela. Minha rua, minhas histórias, minha vida!!! Pracinha do Botafogo... quantos 'causos' e recordações... Quantos momentos... Quantas alegrias... Quantas gargalhadas... Se essa rua falasse, quantas coisas teria pra contar!!!". Também acertaram: Marcelo Oliveira e Marcio Velasco.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM SABE ALGUM CASO DESSA CASA???
CASA DA SEMANA PASSADA - Luiz Carlos Moura foi o primeiro a acertar, e já contou toda a história: "casa da Lucila Knop, ex-casa do sr. Aurito Renaux e depois do Renato Furtado e Dalvete. Também acertaram: Marcelo Oliveira e Márcio Velasco.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin
CASOS CASAS & mistério???
ONDE FICA ESSA "FIGURINHA" AÍ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Fiquem atentos, e espertos, pois o Maninho Sanábio voltou. Olha a resposta: "Rua abaixo do campo do Operário, continuação da rua do hospital e, lá no fundo, os Núcleos". Ana Emília Silva Vilela também acertou e ainda se lembrou de uma "caso" quando era diretora do Polivalente, e os alunos jogavam pedras lá da rua no Beco das Flores.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
POR QUE TEMOS BRIGADO TANTO???
Deus é um
conceito improvável. Claro! Não há como provar que existe um Deus. Pelo menos
cientificamente.
Mas, meu
filho, diriam meus pais (como já disseram várias vezes), não se trata aqui de
provas materiais. Acreditar em Deus é objeto de fé, é um assunto da CRENÇA de
cada um.
Tá legal,
tá legal. Concordo que seja um assunto mais ligado à fé, contra a qual, aliás,
não tenho nada. Pelo contrário, acho que crer num deus pessoal, que conforta, ama
e explica tudo, é muito útil.
Mas o que
quero falar hoje é o seguinte: por um conceito improvável, já se fizeram
guerras e muitas pessoas já foram mortas. No século XI, multidões chegaram a
atravessar a Europa, de Roma a Constantinopla, e daí, muitas vezes a pé, se
arrastar pela Turquia, Síria e outros locais inóspitos, até chegar a Jerusalém
para assassinar aqueles que não concordavam que Jesus era o salvador supremo.
Bom, mas
voltando ao século XXI, o que percebemos, nas ruas, nas casas, nas redes
sociais e em todo lugar onde pessoas se encontram é que a maioria dos
relacionamentos tem se conduzido de acordo com a CRENÇA, aquela mesma crença
que guiava nossos antepassados para uma morte gloriosa nos cafundós da Palestina.
E como
isso funciona? Não é mais só por motivos religiosos, e funciona assim: eu tenho
uma discussão com um amigo meu. Para não dar outra briga, vamos dizer que é por
causa de comida: ele é adepto da comida natural, e eu adoro fast-food. No final, meu amigo fica
irado, e até me bloqueia no Face, pois diz que eu o desrespeitei.
Quem
vocês acham que tem razão? Provavelmente os dois, porque, na verdade, NÃO
EXISTEM VERDADES SUBJETIVAS, apenas a visão subjetiva de cada um.
Quando
estamos discutindo um assunto (seja comida, política ou religião mesmo), é
praticamente impossível mudarmos de opinião. E sabem por quê? Porque, ainda
hoje, prestamos mais atenção às nossas próprias crenças do que aos motivos que as
sustentam. Isso é uma coisa meio assustadora, pois significa que estamos
perdendo nossa capacidade de sermos lógicos, sensatos e razoáveis.
Assim, ao
invés de mudar (ou não) de opinião quando confrontados com novas provas e fatos
lógicos, preferimos pesquisar no Google ou seja lá onde for, por evidências e
informações que comprovem as NOSSAS opiniões.
Assim
fica difícil. A burrice talvez não seja, afinal de contas, não saber (isso é
ignorância). A burrice passa muito pela certeza absoluta, pela afirmação surda,
e por uma certa falta de humildade.
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://ideiasnacontramao.blogspot.com.br/2015_12_01_archive.html
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
A FANFARRA DO SÔBI
Foi atendendo ao pedido de alguns amigos e antigos componentes, que
resolvemos falar um pouquinho mais sobre essa inesquecível FANFARRA. Por sinal,
fui questionado sobre a possibilidade de saber o paradeiro daqueles belos
macacões azuis, mas acredito que somente o nosso comandante Beto, ou o amigo Zé
Carlos, poderão nos informar.
Saudade boa do COLÉGIO e de uma BATERIA da qual tive a honra de
participar por seis anos consecutivos: a famosa Fanfarra do Sôbi! Dificilmente
haverá outra igual. Quanto orgulho ao vestir aquele macacão! Hoje, posso dizer
em alto e bom som que fiz parte de uma verdadeira BANDA.
E como era difícil adormecer naquela noite de quinze para dezesseis de
maio! Enquanto a ansiedade tomava conta de todos nós, o macacão,
superpassadinho e dobrado ao lado da cama, ficava como verdadeiro guardião, nos
dando a certeza de que o amanhecer logo viria. Chegamos certa vez até a dormir
no colégio, ou melhor, quase dormir, tal era nossa expectativa.
Não menos ansiosos ficávamos, aguardando o momento de poder escutar as
famosas ALVORADAS da Banda 16 de Maio, que nos brindava a cada festejo,
passando pelas ruas da cidade, ainda antes dos primeiros raios de sol. Era o
pontapé inicial daquele que seria um longo e feliz dia.
Nunca havia corrido tanto em minha vida como em 1975! Era o sete de
setembro, e eu, juntamente com outros dois atiradores integrantes da bateria do
Tiro de Guerra, queríamos desfilar o mais rápido possível para que assim pudéssemos
ter tempo suficiente para também poder sair com a fanfarra do ginásio. Difícil
missão que consistia em terminar o primeiro desfile e, após guardar os
instrumentos na sede do Tiro de Guerra, voltar em disparada por detrás da
fábrica, subir a colina da esperança e trocar a farda pelo macacão. Mas,
conseguíamos!
Sob a batuta do Beto, levávamos os ensaios muito a sério e, em várias
ocasiões, chegávamos a fazê-los até três vezes ao dia, sendo que um deles
sempre acontecia no campo do Botafogo.
Ponto alto de cada desfile era nossa famosa passagem pela Rua Coronel
José Dutra onde, diante de uma acústica perfeita, aliada à proximidade dos
prédios e do calor humano, víamos dobrar a emoção e a potência dos tambores.
Além da qualidade instrumental, não poderíamos deixar de citar o lindo
visual e o show à parte que era sempre proporcionado pelas belas meninas,
integrantes também da fanfarra.
Inesquecíveis viagens aconteceram naquele período. Uma delas foi nossa
ida a Belo Horizonte, onde realizamos uma bela apresentação na esplanada da
Assembleia Legislativa.
Depois de cada apresentação, quase sempre nos reuníamos em algum lugar
agradável pra fazer uma gostosa batucada. Aí, rolavam aqueles comes e bebes
numa descontraída confraternização que durava o resto do dia. E assim, a cada
apresentação, com o macacão amanhecíamos e, muitas vezes, com ele adormecíamos.
Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: Face do Beto Vampiro, trat. imagem por Jorge Marin
Foto: Face do Beto Vampiro, trat. imagem por Jorge Marin
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
TODA CASA TEM UM CASO
QUEM SABE HISTÓRIAS DESSA CASA???
CASA DA SEMANA PASSADA - Sobre a casa da semana passada, recebemos, tão logo publicada, dois comentários simultâneos: um da Renée Cruz ("é a minha segunda casa!!!") e do Márcio Velasco lembrando do tempo em que, já bem grandinho, ficava assobiando para os marrecos "igual a um retardado". Solange Silva também se lembrou dos "patinhos", mas foi a Ana Emília Silva Vilela que deu o veredito "casa da Eluza", cuja maravilhosa arquitetura acabamos por deixar de observar ao ficarmos fixados nos inesquecíveis patinhos.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério???
ONDE FICA ESSA "SOMBRINHA"???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maria da Penha Santiago e Antônio Carlos Bezerra reconheceram o início da Rua Dr. João Couto com Hotel e Bar Central ao fundo.
Foto de hoje: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
SOBRE AS PESSOAS QUE FICAM À SOMBRA
A morte
de Dona Marisa Letícia Lula da Silva traz à nossa mente algumas questões,
principalmente ao vermos o abraço de Fernando Henrique a Lula.
Ambos são
ex-presidentes da república, líderes políticos de renome internacional e,
embora com seus 85 e 71 anos respectivamente, continuam na cena política.
Do outro
lado, as suas esposas, ambas falecidas, uma ontem e a outra em 2008, que,
embora tivessem sido, à época do mandato dos maridos, primeiras damas, pouco
apareceram mais do que isso.
Uma
socióloga e professora, a outra babá e operária de fábrica. No entanto, com um
traço comum em ambas. Eram as mulheres DELES. Só isso.
Ao ver a
notícia da morte clínica em quase todos os jornais (exceto o Globo, que nem
comentou), me lembro daquela frase “por trás de um grande homem sempre há uma
grande mulher”. Isso é uma grande mentira: na verdade AO LADO de um grande
homem, há sempre uma grande mulher.
Da mesma
forma, que, atualizando o ditado para os tempos atuais, poderíamos dizer que ao
lado de uma grande pessoa (homem ou mulher), há sempre outra grande pessoa
(homem ou mulher), não necessariamente de diferentes gêneros.
É muito
difícil verificar na história mundial, a existência de um grande líder, ou rei,
ou protagonista de qualquer natureza, sem a presença de uma pessoa que apoie,
que lhe faça sombra, que “segure a barra” enquanto o outro brilha, ou que lhe
receba quando derrotado, cansado ou morto.
Essas
pessoas magníficas, generosas e extremamente competentes passam, muitas vezes,
despercebidas. E, o que é mais assustador, isso não ocorre APENAS nas áreas de
poder, nos palácios ou nos grandes palcos.
No dia a
dia, na luta diária, nas casas, casebres, casarões, há sempre uma figura que
fica à sombra, que funciona como um levantador (ou levantadora) no vôlei, que
limpa a sujeira, que reserva uma porção maior de comida para os filhos, que
acorda primeiro, que só dorme depois de recolhidas todas as roupas, lavada a
louça e trancada a porta.
Mãe? Pai?
Avô? Irmã mais velha? Não importa a parceria. Essas pessoas, arrimos, quebra-galhos,
paus para toda obra são fenômenos inexplicáveis. Anjos genéricos que são
notados apenas e tão somente quando seu voo incessante para.
Um desses
anjos, a nossa querida dona Marisa, que agora se vai, quem sabe verá enfim a
luz que viu tão pouco durante a sua luta diária?
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Ricardo Stuckert
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
SIMPLESMENTE CARNAVAL
Coincidentemente,
a pouco menos de um mês para o CARNAVAL, entre turbilhões de polêmicas,
deparei-me por acaso com essa fotografia. Considero-a um espetáculo de gravura,
pois se traduz numa verdadeira relíquia histórica e cultural de nossa terrinha.
Afinal de
contas, é nada mais nada menos do que o BLOCO DA GIRAFA desfilando em plena Rua
Coronel José Dutra na década de setenta (Rua do Sarmento) hoje Calçadão.
Esse
local se transformava num verdadeiro sambódromo, tal a energia que era
irradiada pela multidão, muitos dos quais turistas, que ali se concentravam
desde as primeiras horas da noite, para assistir aos desfiles.
Carnaval
das FAMÍLIAS, DA ORIGINALIDADE, DAS BELAS FANTASIAS, DO SAMBA NO PÉ, das
PRODUÇOES INDEPENDENTES e, acima de tudo, da TRANQUILIDADE. Bastava apenas que o carnaval chegasse pra
que o povo pudesse sair às ruas e tudo acontecesse NATURALMENTE.
Uma
imagem vale mais que mil palavras, sendo assim, tirando o detalhe do trilho da
ferrovia e da decoração de rua, não há o que falar, a não ser, “ABSOLUTAMENTE
FANTÁSTICO”.
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto : acervo do autor
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BRIGADU, GENTE!

VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL