segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
BELEZAS DA TERRINHA
DEPOIS DA MISSA...
COMENTÁRIOS SOBRE O BECO DAS FLORES - muita gente comentou e compartilhou, começando com o Luiz Carlos Moura e o Márcio Velasco, que já deram o "mapa da mina". Disse o Bonzão: "Beco das Flores, Rua Coronel Pacheco de Rezende, aí moravam o sr. Antônio Gomes, o Jura, o Quirino, sr. Ricardo Sporch etc..."
Luciana Ricci, ao perceber a sua rua, fez vários comentários: "eu moro nessa rua... o famoso Beco das Flores, bom ver minha casa... ou um pedacinho dela. Adorei."
Regina Florindo também lembrou outros moradores ilustres: "nesta casa verde da esquina mora a Vanda Medina, mãe da Núbia e do Nei Medina. Nossa prima, Jorge! Também mora a Sílvia Knop. Do outro lado, e em frente à Vanda, mora a dona Taís, mãe da Terezinha do Vasco."
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos???
QUEM SABE ALGUMA HISTÓRIA SOBRE ESSA CASA???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - os primeiros acertadores foram:
- Cida Mendonça ("casa de dona Cota Sarmento que hoje pertence a herdeiros, na Avenida Carlos Alves");
- Roseanne Niemeyer de Mendonça ("casa do tio Breno. Como já brinquei aí quando criança. Mais tarde os encontros pré-carnavalescos com Breninho, querida Hélvia e mais amigos. Coisa boa...);
- Jacques Ângelo Rigolon ("já fui muito aí na casa da dona Guguta e dr. Breno, família da dona Cota").
Foto: Serjão Missiaggia.
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - mais uma vez, o Maninho Sanábio acertou sozinho, ao reconhecer a fachada da casa na Rua do Descoberto, quase na interseção com a Travessa Padre Condé.
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
PIOR DO QUE A DENGUE E A ZIKA
Quando a
gente pensa que a coisa tá feia, aparece a tal de zika pra complicar a vida do povo! Mas (ainda) há coisas piores. E é isso que vamos mostrar, seguindo o
curso da zika.
Domingo
passado, recebemos um telefonema da minha cunhada dizendo que estava indo para
um hospital do centro de Juiz de Fora pois estava com suspeita de zika.
- Pobre é
fogo – comentei com a esposa – ela tinha que adoecer justo no domingo? – e lá
fomos para a emergência do tal hospital.
Chegamos
às nove e meia e a paciente lá estava, entre algumas dezenas de agraciados pelo
Aedes Aegypti. Embora o setor fosse contemplado pelo plano de saúde daquela
própria instituição, o cenário parecia um acampamento de guerra. Não pela
quantidade de gente que, aos domingos, é sempre elevada. O que nos assustou era
a total descoordenação dos funcionários.
Enfermeiros
e enfermeiras passavam correndo pelos corredores e, apressados, iam a lugar
nenhum. Na volta, ao passar pelas pessoas desesperadas com seus acompanhantes
confusos, nada faziam, nem olhavam na cara.
A porta
de um consultório entreaberta revelava um médico ao celular resolvendo uma
emergência: parece que sua esposa havia tido um problema com o carro, e o nosso
dedicado plantonista estava tentando conseguir um mecânico para atendê-la. Quando
percebeu que participávamos do seu drama pessoal (não havia como não fazê-lo),
empurrou a porta com o pé para não termos que nos solidarizar com o seu
sofrimento.
Quatro
horas depois, era grande a comoção, pois, da multidão, apenas dois haviam sido
atendidos. Ao ouvir as reclamações, uma enfermeira chamada Cybelle falou para a
colega, num tom que todos puderam ouvir:
- Isso é
bom para eles aprenderem como as pessoas do SUS sofrem!
Enternecidos
com a lição de moral socialista que havíamos recebido, mesmo tendo pagado em
dia o carnê do plano de saúde, começamos a entender porque o porte de armas de
fogo é proibido no Brasil desde 2003.
Chamada a
atender um idoso que já estava naquele local sem atendimento desde as 8 da
manhã, a mesma enfermeira proferiu outra pérola:
- Pior
sou eu que estou aqui desde ontem e tive que dobrar o plantão.
Mas, o pior MESMO de
tudo isso é que somos pacíficos. Ficamos ali até a noite, uma enfermeira perdeu
a veia da minha cunhada ao colher sangue para um exame que (descobrimos mais
tarde) era totalmente inadequado, doloroso e desnecessário. Até que resolvemos,
doze horas depois, ir embora, sem diagnóstico, sem alimentação adequada e sem
dignidade.
O médico
saiu no final do plantão, a esposa veio buscá-lo no carro consertado (que bom!). O outro
plantonista atrasou-se uns dez minutos. Mas, tão logo entrou no local onde
estávamos, mostrou que estava bem desperto e sabia o que deveria fazer:
- Vou
jantar – disse.
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://www.revistainovacaohospitalar.com.br/cfm-proibe-medicos-de-fazerem-selfies-no-trabalho/
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
O INÍCIO DO PRINCÍPIO
Com o
advento do Blog e em consequência do aumento significativo de amigos no
facebook, vez ou outra alguém nos questiona sobre a origem do nome Pitomba, e
de como tudo teria começado. Sendo assim, para posicionar melhor essa turma
nova que vem chegando, achamos por bem fazer um remake de nossa primeira postagem, ou seja, como se originou tudo.
Então, de maneira bastante sucinta, a saga do Pitomba teria começado mais ou
menos assim...
Precisamente em 1971, um grupo de rapazes
se uniu, imaginando um dia poder estar num grande palco, com suas músicas e
reverências de alegria e simpatia.
Ali, começava
a nascer aquilo que jamais mais iria morrer, pois como bem diz o lema o lema do
grupo: SEMPRE FOI SEM NUNCA TER SIDO!
Batizamos
inicialmente o grupo de Derruba Clube, Pitomba na “Oreia” e, finalmente,
PITOMBA. Os primeiros ensaios foram realizados no barracão do Sr. Anjinho
Picorone, que o transformaria, mais tarde, em depósito de mangas. Diga-se de passagem, situação esta que em
nada nos impedia de dar continuidade aos ensaios. Muito pelo contrário!
Aquele
barracão, que por sinal, ainda existe, fica aberto à visitação de segunda a
domingo, sendo que tramita, não sabemos onde, um pedido de tombamento, sob
alegação de Patrimônio material cultural da humanidade.
Num
desses ensaios, um grande temporal assolou a cidade, destelhando quase totalmente
o referido galpão. Sem energia elétrica, ficamos todos no escuro. Foi um
corre-corre para todo lado, pois a aparelhagem era emprestada e não poderia, de
forma alguma, se molhar. Nossa preocupação, na realidade, não era bem com a
aparelhagem, mas sim com o ensaio que estava sendo interrompido. Seria sacanagem
interromper nossa “baruiada” simplesmente porque estávamos sem energia
elétrica, sem telhado e com água até as canelas!
Músicas
como MY PLEDGE OF LOVE, ISN’T IT A PITY, WHAT’S LIFE, IT DON’T COME EASY foram algumas
das escolhidas para compor o primeiro repertório, sendo que os componentes fundadores
foram: Silvio Heleno na guitarra solo, Dalminho na guitarra base e voz, Serjão
na bateria, Márcio no contrabaixo, Renê nos vocais e Renatinho no jogo no jogo
de luz.
Nossos
primeiros aparelhos e instrumentos eram: uma bateria de marca ignorada,
apelidada de URSO POLAR (na verdade, um surdo com esteirinha, um bumbo com
pedal e um prato lotado de arrebites); um aparelho de voz apelidado de A CEM
NADA com seus alto-falantes que passeavam pelo chão; VIOLÕES COM CRISTAIS, um
CHIFRE de boa qualidade, dois microfones de GRAVADOR, um pedestal Girafa,
carinhosamente apelidado de ZEBRA e duas lâmpadas de Natal, que eram giradas
manualmente pelo nosso técnico de iluminação Renatinho.
A estreia
do grupo aconteceu, oficialmente, num famoso “Pega” no Operário em 1972. “Dar
um Pega” é quando está havendo um baile com um determinado conjunto e este
mesmo conjunto deixa que outro suba ao palco e toque algumas músicas. Na
oportunidade, estava rolando um baile com o N5 (Antigo Cobrinhas).
Alguns
fatos hilários aconteceram naquele dia e, entre tantos, citaremos alguns: Nely
Gonçalves, após interromper repentinamente o baile, anuncia para a multidão a
chegada de um novo grupo musical na cidade:
- Agora,
apresento pra vocês o grupo... Pitombaaaaaaaa!!!!!
Silvio
Heleno, apavorado, não acreditando no que estava acontecendo, subiu rapidamente
ao palco e se escondeu atrás da aparelhagem. Márcio, enquanto isso, ficava aos
gritos, pedindo para que ele mostrasse o corpo ou pelo menos o rosto, pois do
contrário, ninguém tocaria (tudo sob risos e aplausos de uma galera de fãs que
delirava).
Dalminho,
numa demonstração surpreendente de coragem, após dirigir-se sozinho para a
frente do palco, pegou a guitarra e começou a regular a altura do pedestal e
microfone. A seguir, numa breve olhada para trás, e certificando-se de que
ninguém havia fugido, avisou que iria dar seu sinal pra começar...
Haja Gin
Tônica nessa hora! Mas ainda teríamos que aguardar alguns minutos, até que
Silvio Heleno, mesmo sentado, fosse arrastado, com cadeira e tudo, mais para
frente do palco. Assim, após todos estarem em seus lugares, Dalminho, dando mais
uma olhada para trás, disse:
- É agora
ou nunca! - A seguir, começou a cantar, com toda empolgação, NO ONE TO DEPEND ON.
Uma grande galera delirava, aplaudia e dançava sem parar.
O grupo,
na década de 70, participou de vários festivais, sendo que músicas como EDITH PÓLVORA
e CID NAVALHA, ambas do Márcio Velasco, levaram o povão ao delírio, com suas
letras irreverentes e animadas.
Também
foram muitas as vezes em que pulávamos a janela do ginásio, para ensaiar na
sede do Operário. Eram superlegais os nossos ensaios, que sempre se
transformavam em verdadeiros bailes, devido à presença constante de nosso fã
clube, uma galera fiel que nunca desgarrava do grupo.
O time de
futebol do Pitomba era o que havia de mais engraçado. Quando queria ganhar uma
partida, era só convidar o time dos Vicentinos para jogar. O torneio mais
importante do qual, por sinal, saímos vencedores, foi o da taça JÚLIO RENÊ. Esta taça, que foi patrocinada por nós mesmo,
ficou escondida no estádio, até que fosse realmente confirmado o vencedor.
Quando ganhávamos, saíamos em carro aberto, numa bela passeata pela cidade
acompanhada ao som de foguetes e dos olhares espantados do adversário, que tudo
via sem nada entender o que estava acontecendo.
Grandes
clássicos e muitas histórias foram os jogos entre Pitomba e Pingão. Estes jogos eram sempre narrados por Jorge
Marin que, com muito humor e inteligência, dava aquele show na locução.
Tudo era
muito bem organizado. Tínhamos nossas próprias camisas, envelopes timbrados,
carimbos e até um símbolo, que era o urso Zé Colmeia.
Alguns
jornais da época, como a Voz de São João, Novidade e o Ideal fizeram grandes
referências sobre o trabalho do grupo, sendo que o IDEAL de novembro de 76, que
tinha como diretor e redator Nilson Magno Baptista, fez sua edição toda voltada
integralmente ao conjunto.
Naquele
ano de 1976, passaram a integrar o grupo ZÉ (irmão da Nely), BETO BELLINI, PAULINHO,
Moacyr Ângelo Ferreira (o GODELO) e JORGE, respectivamente: bateria, vocal,
fotografias, técnico de gravação, textos e letras, além, é claro, de nossos
fiéis escudeiros CAPANGA e ICKO. Foi na ocasião que o grupo começou a compor
suas próprias canções e alguns instrumentais.
Gravamos
várias músicas e fizemos uma bela apresentação em gravação e fotografias na
boate Kako dos Democráticos, oportunidade em que foi servido um delicioso
coquetel.
A
apresentação mais importante dessa nova fase foi a que fizemos nos Trombeteiros
em 1978. Foi naquela apresentação que,
pela primeira vez e ao vivo, apresentamos a nova formação do grupo, juntamente
com canções e instrumentais de nossa própria autoria.
Muitos
acontecimentos engraçados e à parte aconteceriam separadamente sendo que, em muitas oportunidades, nem todos do grupo
estariam juntos. Dentre eles, não poderia deixar de citar nosso CONTATO QUASE IMEDIATO
COM UM DISCO VOADOR, A CONSTRUÇÃO DE UMA BOMBA, uma aventura sobrenatural que
foi A FÁBRICA MAL ASSOMBRADA, além, é claro, de algumas hilariantes
apresentações intermunicipais.
O grupo
encontrou-se pela última vez em novembro de 1992 na chácara Pitomba de Silvio
Heleno quando, na ocasião, muitas brincadeiras e “causos” comemoraram 21 anos
do primeiro ensaio.
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto : acervo do autor, com interferência de
Jorge Marin
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM SABE HISTÓRIAS SOBRE ESSE CASARÃO ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - as três primeiras respostas sobre a casa da Rua Nova foram Cida Mendonça, Angélica Girardi, mas quem tirou nota 10 foi a Evanise Rezende que deu a resposta completa: "casa da saudosa amiga Aparecida Temponi, irmã do meu amigo José Temponi".
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - os três primeiros a reconhecer o jardim com anões da casa ao lado da capela de Nossa Senhora Aparecida foram: Cleverson Cabral, Rita Mirim e Jacques Ângelo Rigolon que completou: "casa da dona Cota Sarmento e da dona Guguta".
Maninho Sanábio (pela primeira vez na história) não sabia.
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
VOCÊ JAMAIS VAI SER FELIZ!
Lendo
essa maravilhosa crônica do Serjão da quarta-feira, onde ele exalta – e convida
– a busca da felicidade nas pequenas coisas do dia a dia, fiquei aqui olhando
para a tela do computador, e pensando sobre a quantidade ENORME de
investimentos que venho fazendo ao longo destes quase sessenta anos na busca da
tal felicidade.
Contemplando
a imagem do sabiá, capturada de forma poética naquela crônica, percebo nela, na
fêmea do sabiá, um sinal claro de felicidade plena. Ora, mas como é que pode um
bicho daqueles, que vive uns vinte e cinco anos, ser feliz, e eu, que venho
procurando a felicidade há pelo menos o dobro disso não saber nem o que é a
felicidade ou onde encontrá-la?
Aristóteles,
um dos caminhos que procurei para entender como ser feliz, dizia que a
felicidade está justamente em desempenhar o seu papel no mundo. Ou seja, aquele
casal de sabiás, ao construir o ninho, botar ovos, chocá-los e criar filhotes,
estaria sendo feliz justamente por isso.
Peraí,
mas eu também já fiz ninhos, já criei (e estou criando) filhotes, e nem por
isso sou tão feliz como o sabiá.
Mas, não
é isso, bocó – diria Aristóteles. O sabiá foi desenhado para fazer isso mesmo! Mas
você tem que achar o seu papel no mundo. E aí o bicho pega.
Espera-se,
pelo menos assistindo à TV e a outras mídias, que o homem seja feliz se tiver
dinheiro, ou poder, ou amantes, ou as três coisas e ainda torcer pelo
Barcelona. No entanto, na vida real, o que se percebe é que, nos países com
maior índice de riqueza, onde o Estado provê a qualidade de vida dos cidadãos e
a violência é quase zero, o índice de suicídios é maior do que por estas
bandas.
Então,
como explicar isso? Aristóteles, que não era bobo (fugiu da Grécia antes que
lhe oferecessem a tal cicuta), dizia que NADA que não seja durável pode nos
trazer a felicidade. Aí é que danou tudo mesmo, pois TUDO é impermanente,
inclusive a gente!
Conclusão:
meu amigo, minha amiga, você nunca vai ser feliz!
Meu amigo
Sylvio Bazote, que é um otimista incorrigível, sempre me lembra a frase do
Ghandi (“a felicidade é o caminho”), o que não impede que sua esposa, quando
ele chega de suas longas jornadas de moto pelas estradas de terra de Minas, o
expulse para o banheiro com uma frase ainda melhor do que a do Mahatma:
- Cai
fora. A sua felicidade está empoeirando o chão da sala!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://www.centrodeensinounificado.com.br/wordpress/?p=1897
e editada pelo autor
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
DETALHES PERDIDOS
Passando pela cozinha da minha casa, tive a
grata felicidade em perceber minha atenção despertada por um minúsculo fato
que, simplesmente, era o de um aroma de leite fervido que exalava do velho fogão.
Momento raro de observação que me levou, naquele instante, a questionar sobre tantas coisas puras que nos passam despercebidas e que nossa já calejada sensibilidade não notam mais.
É interessante como algumas observações para determinadas pessoas podem ser fúteis e até cômicas, mas quão maravilhoso e significante é saber contemplar e cativar pequeninas coisas.
O velho abraço apertado, o ato rotineiro de um simples aperto de mão, fascínio ao respirar o ar puro de uma manhã de céu azul envolvida em cerração, bate-papo na varanda, um olhar nos olhos, ou mesmo ser um pouco daquela criança das pipas e dos inocentes casos de assombração.
Enfim, uma infinidade de sentimentos e pormenores do cotidiano que o tempo quase sufocou, mas que ainda enraizados resistem fielmente.
Submergem, às vezes, por necessidade ou sobrevivência, mostrando-nos sempre, que a pressa que o tempo nos impõe e que a competição, muitas vezes, desenfreada, jamais será capaz de inibi-los.
Indiferentes para alguns, sublimes e indispensáveis para outros, mas que, com certeza, ajudam, e muito, a nos aproximarmos da verdadeira felicidade.
A vida, além de bela, tem como essência maior a extrema facilidade de ocultar toda sua beleza e mistérios, em infinitos detalhes e atos excepcionalmente singelos.
Momento raro de observação que me levou, naquele instante, a questionar sobre tantas coisas puras que nos passam despercebidas e que nossa já calejada sensibilidade não notam mais.
É interessante como algumas observações para determinadas pessoas podem ser fúteis e até cômicas, mas quão maravilhoso e significante é saber contemplar e cativar pequeninas coisas.
O velho abraço apertado, o ato rotineiro de um simples aperto de mão, fascínio ao respirar o ar puro de uma manhã de céu azul envolvida em cerração, bate-papo na varanda, um olhar nos olhos, ou mesmo ser um pouco daquela criança das pipas e dos inocentes casos de assombração.
Enfim, uma infinidade de sentimentos e pormenores do cotidiano que o tempo quase sufocou, mas que ainda enraizados resistem fielmente.
Submergem, às vezes, por necessidade ou sobrevivência, mostrando-nos sempre, que a pressa que o tempo nos impõe e que a competição, muitas vezes, desenfreada, jamais será capaz de inibi-los.
Indiferentes para alguns, sublimes e indispensáveis para outros, mas que, com certeza, ajudam, e muito, a nos aproximarmos da verdadeira felicidade.
A vida, além de bela, tem como essência maior a extrema facilidade de ocultar toda sua beleza e mistérios, em infinitos detalhes e atos excepcionalmente singelos.
Crônica e foto: Serjão Missiaggia
Nota do autor: quando estava remetendo esta postagem para publicação, essa fêmea de sabiá, que fez um ninho bem no alto do meu pé de caqui e chocou dois filhotinhos, resolveu fazer o seu ritual de proteção do ninho, onde enquanto um deles sai pra buscar alimento, o outro fica de plantão.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM CONHECE DETALHES SOBRE ESSA CASA AÍ ???
CASARÃO DA SEMANA ANTERIOR AO CARNAVAL - os três primeiros leitores a acertar a casa da Rua Nova foram a Evanise Rezende que cravou: "casa da minha tia Zezé e tio Weber onde mora a Rosália Detoni Mendonça"; confirmado pela Marisa Antonucci (também sobrinha da Dona Zezé) e pela Márcia Maria Rodrigues que afirmou ter brincado muito ali.
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
ONDE FICA ESSE GRAMADO EM SÃO JOÃO ???
ACERTADORES DA SEMANA ANTERIOR AO CARNAVAL - Maninho Sanábio e Mika Missiaggia reconheceram a foto da fachada atrás da Igreja do Rosário.
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
ASDFG... QUANDO TUDO FUNCIONAVA DIREITO
Ia
iniciar a crônica de hoje a partir das memórias sobre a inesquecível (será?)
Escola de Datilografia Remington da Dona Iracema Lopes.
No entanto,
percebo tratar-se de matéria meio temerária. Explico: os leitores que, hoje,
têm menos de 50 anos talvez nem se lembrem da Dona Iracema, os que têm menos de
40 talvez não conheçam mais a marca Remington. Quem tem menos de 30 não sabe o
que é datilografia, e os que tem menos de 20 anos dificilmente diriam o que é
uma máquina de escrever.
Tentei
explicar para o meu filho que vai completar 11 anos o que seria a tal máquina
de escrever. O melhor que consegui foi:
- Máquina
de escrever, meu filho, é um tipo de computador sem CPU que utiliza a memória
do próprio operador e vai imprimindo as frases à medida que a gente as digita.
- Maneiro
– disse ele, sem desgrudar os olhos do celular.
Essas constatações
me assustam, principalmente porque, mesmo após esse tanto de mudanças que,
diga-se de passagem, ocorreram numa velocidade vertiginosa, teimamos em querer
comparar as ocorrências de hoje com o que ocorria no “nosso” tempo, como se de
fato tivesse existido um tempo, o “nosso tempo” em que as pessoas fossem
felizes, puras, honestas e amigas.
É lógico
que, há uns cinquenta anos, tempo em que nos encontrávamos em frente à Farmácia
do Batuta para esperar a hora da aula de datilografia, havia alguns conceitos
muito claros – e muito concretos – sobre como a vida deveria ser vivida: pai e
mãe estavam sempre certos, quem pecava iria para o inferno, o sexo só era
praticado mais tarde e sempre com pessoas do outro gênero e, na política, sob a tutela dos honrados militares, os políticos que não prestassem eram sumariamente
defenestrados (naquela época, ainda no sentido metafórico).
Imaginem
todos esses conceitos hoje, sob o ponto de vista de uma sociedade inteiramente
dividida e confusa com suas crenças embaralhadas num cenário corretamente
definido por Zygmunt Bauman como “mundo líquido”?
O que
ocorreu foi que tudo aquilo no qual ferrenhamente acreditávamos, ou éramos
obrigados a acreditar, até mesmo Deus, foi se relativizando de tal forma que
não conseguimos mais dizer qual é a melhor forma de viver a vida, ou se há uma
forma correta de viver a vida, ou se a vida sequer deve ser vivida.
Resultado:
com medo das constantes crises, paramos de viver no tempo atual e, da nostalgia
de um passado feliz que já morreu, e da esperança de um futuro maravilhoso que
não virá, ficamos digitando no WhatsApp uma série de “kkkkk”, enquanto a morte
chega e a zika abunda.
Crônica:
Jorge Marin
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
CARNAVAL NA GARBOSA: APENAS UM PARECER
Sem
nenhuma intenção de confrontar opiniões, e isento de qualquer tipo de conotação
política, irei apenas transmitir meu olhar sobre o que foi o carnaval de 2016 na
terrinha.
Realmente,
seríamos levianos se não reconhecêssemos que a cidade ficou bem vazia e que,
mesmo um bloco com a magnitude de um BARRIL, ainda que bastante cheio, teve
aproximadamente metade de seus foliões se comparado, principalmente, àquelas 10.000 pessoas que
normalmente desfilavam pelas ruas.
Em
contrapartida, e de maneira bem mais relaxada, tivemos a oportunidade de poder observar
na quarta-feira de cinzas, talvez pela primeira vez na história, a cidade
amanhecer sem aquele odor nada agradável de urina exalado ante o calor dos
primeiros raios de sol incidindo sobre os passeios, muros, e afins, fazendo de
nossas ruas, praças e portões de nossas casas, um verdadeiro mictório a céu
aberto.
Com
pouquíssimas exceções, desfrutamos de músicas genuinamente carnavalescas, onde as
marchinhas e sambas-enredos foram uma constante. Nada contra as demais
tendências, mas acho que cada coisa tem sua hora e lugar.
Tivemos
pouquíssimas ocorrências policiais, principalmente diante de um quadro que
vínhamos visualizando nos últimos meses e, mesmo se comparado aos carnavais
anteriores, foi um ano bastante tranquilo.
No Barril,
chamou-nos à atenção o retorno de algumas fantasias e blocos caricatos e, mesmo
que de maneira ainda bastante tímida, contemplamos a volta de muitas famílias
passeando com suas crianças pelas calçadas.
Pelo
pouco que pude presenciar, tanto as ESCOLAS DE SAMBA como os BLOCOS, foram um
show à parte, trazendo para a avenida a beleza e o verdadeiro espírito carnavalesco.
Na Matriz,
mais uma vez, tivemos músicas da mais alta qualidade, onde, ao som de ótimos
artistas, dentre eles Roger Itaborahy, pôde-se respirar um pouco do mais puro e
autêntico carnaval.
Pra
terminar, fica no ar a pergunta que não quer calar, ou seja, até que ponto o
próprio povo, por livre iniciativa, não teria sido responsável por este fenômeno,
vindo, de maneira discreta, se posicionar e se moldar a uma nova realidade de
resgate do autêntico carnaval da garbosa?
Assim
como eu, cada um faça o seu julgamento, e veja o que será melhor para si e para
seus familiares. E que as boas sementes plantadas hoje venham, no futuro,
trazer de volta à terrinha os seus CONTERRÂNEOS e VERDADEIROS FOLIÕES.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
(PRÉ) ADOLESCENTE DIZ CADA UMA
Quando eu
era menino, havia uma coluna na antiga revista Manchete, escrita pelo
jornalista e dramaturgo Pedro Bloch, cujo título era “Criança diz cada uma...”.
Minha mãe geralmente lia pra mim, e nos divertíamos muito com as “tiradas” da
molecada.
Hoje, ao
ir dar a benção ao meu filho antes de dormir (não riam, eu ainda faço isso até
hoje!), lembrei-me da antiga coluna, pois meu filho me lascou uma pergunta não
muito comum para uma criança de dez anos:
- Pai,
não estou conseguindo dormir pois ando preocupado com uma questão. É o
seguinte: se o mundo foi mesmo criado através de um big bang, como aprendi na aula de Ciências, quem criou o big bang?
Cocei a
cabeça e pensei. Fosse antigamente, minha mãe pegaria a tradicional bíblia,
que, aliás, está em minha biblioteca, e, ponto por ponto, vírgula por vírgula,
leria o Gênesis pra mim e mandaria dormir.
Mas,
sabem como é, são outros tempos. Comecei a pensar naquela história toda de
universo em expansão, radiação cósmica e outros conceitos, e até a achei a bíblia
mais verossímil, pois, de tanto ouvir, já conhecia de cor todos os personagens,
que, afinal de contas, não eram muitos no princípio.
Mas, meu
filho, assim como eu no passado, permaneceu irredutível:
- Pai,
você está querendo me dizer então que a teoria do big bang é tão fantasiosa quanto aquela de Adão e Eva? – Bem, eu
não quis dizer exatamente isso, mas, já que o Papa Francisco andou demolindo
uns conceitos do Antigo Testamento, por que é que eu não posso dar uma
detonadazinha no (já detonado) big bang?
A essa
altura, meu pai já teria me mandado calar a boca e ir dormir, mas a verdade é
que, por não conseguir dar uma resposta, comecei a viajar no assunto.
Olha só,
falei, essa história de big bang é a
forma como o tal do Hubble (aquele do telescópio) falou da origem do mundo.
Conhecemos também a teoria bíblica e até mesmo aquela dos gregos.
- Da Gaia
e do Urano? – perguntou – Irada!
E,
pensando ter definido o assunto de uma vez por todas, declarei: de mais a mais,
essa história de criação só tem a ver com a nossa noção pessoal do tempo, que
teima em seguir o modelo princípio, meio e fim. Caso contrário, não existiria nem princípio
nem fim. Matei a pau, pensei.
- Pai –
retornou ele – quer dizer que o tempo não existe?
Como não?
– respondo. Olha lá o relógio, você já era pra ter dormido há meia hora atrás.
Boa noite, rapazinho!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://dbaf.wikia.com/wiki/Kamehameha
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
É AMANHÃ, GALERA !!!
Estamos a
poucos dias do carnaval, e eu, procurando um tema descontraído pra minha
postagem das quartas-feiras, qual não teria sido minha alegria ao perceber que,
coincidentemente, amanhã seria o níver de nosso irmão pitombense Suveleno. Então,
entre tantas e fantásticas aventuras, irei em sua homenagem postar novamente um
dos inúmeros causos da oficina. E um deles teria sido aquela famosa fatalidade
que aconteceu quando resolvemos, sem consultar uma freguesa, passar PALUM na
caixa de seu televisor. E que sufoco!
Mas, ainda
antes, gostaria de lembrar que, naquele período, a Transtec estava ainda no
comecinho, aonde muitos fatos vieram acontecer. E um desses fatos, diga-se de
passagem verdadeiro, teve seu desenrolar numa época em que a oficina ainda
funcionava ao lado da casa do Sílvio, bem ali na Praça Floriano Peixoto.
Mas a coisa
teria transcorrido mais ou menos assim:
Certa vez,
Suveleno, para fazer uma surpresa agradável a uma senhora freguesa, pediu-me
que passasse um produto poderosíssimo no gabinete de sua televisão. Televisor
este que estava com caixa de madeira todinha infestada de cupins. O tal produto
era um líquido escuro que exterminava com muita propriedade este tipo de praga.
Como único inconveniente, restaria um cheirinho nada agradável de asfalto
derretido, que permaneceria impregnado na madeira por um período relativamente não
muito longo. Nada que ultrapassasse seis a doze meses.
Assim, mais que
depressa, no intuito de mostrar lealdade ao nobre amigo, peguei um velho pincel
e mandei bala. Gastei quase uma lata do referido produto na caixa da madame.
Era tudo ou nada, ou seja, os malditos cupins ou nós. De tanto caprichar em
cada uma das três demãos, a madeira, até então de suave tonalidade amarelo,
veio a ficar marrom escuro. Até então, nem havíamos percebido isso, pois o negócio
era tentar agradar à cliente de qualquer jeito.
Já no outro
dia, imaginando que iria até mesmo receber alguns elogios, quem sabe até uma
boa gorjeta pelo belo trabalho, eis que chega a freguesa pra buscar o aparelho.
A dona só
faltou nos matar! Achei que iria desmaiar de tanta raiva. Exaltada, ficava a
gritar perguntando como poderia permanecer dentro de uma casa envolvida naquele
cheiro insuportável (mistura de óleo queimado com asfalto).
E a coisa
piorou ainda mais quando caí na asneira de dizer a ela que não precisaria se
preocupar, pois, no máximo em seis a doze meses, o cheiro sumiria. Nesse
momento, já bastante irritada, disse que somente sairia dali com um televisor
novo ou, pelo menos, com a caixa do gabinete nova. Até polícia ameaçou chamar,
caso não déssemos um jeito de desaparecer com aquela inhaca. E o cheiro,
naquela altura do campeonato, já havia impregnado todo ambiente, inclusive
nossas roupas.
Já um pouco
mais calma, exigiu, de imediato que, pelo menos, retirássemos tudo.
- Mas como
minha senhora? Agora somente com o tempo! O que entra na madeira não tem jeito
de sair! - tentávamos em vão convencê-la, enquanto a roupa da coitada já estava
também começando a ficar com aquele cheiro forte de óleo queimado.
Foi um Deus nos
acuda e verdadeiro caos. Confesso não me lembrar do desfecho dessa história,
pois, ao ver que a coisa estava meio sem solução, peguei meu pincel e sartei
fora.
Mas enfim, lá
está hoje a Grande Transtec, fruto de um trabalho confiável, mesclado a
conhecimento, tecnologia, competência e, acima de tudo, inteligência de seu
criador.
Então, ainda
antes de chegarmos aí com a pareaje pra fazer aquela baruiada, o blog Pitomba,
em nome da família Pitombense, deseja tudo de bom ao amigo. E que outras
grandes aventuras ainda estejam por vir.
Crônica: Serjão
Missiaggia
Foto : acervo do autor
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM SABE ALGUMA HISTÓRIA DESSA CASA ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - Jacques Ângelo Rigolon, Marcelo Oliveira e Camilo Pontes foram os primeiros a reconhecer a casa do sr. Zé e da d. Gely Valente.
Regina Florindo comentou: "Meu Deus !!! Quantas saudades !!! Aí morou a minha inesquecível amiga, Gely Valente !!! Era casada com Teófilo Barbosa. A casa é situada na rua Dr. Péricles de Mendonça, quase em frente aos Correios. Está como sempre foi, cuidada pelo filho Samuel. Só saudades e lembranças de uma amiga tão carinhosa e agraciada".
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistérios ???
ONDE FICA ESSE LOCAL EM SÃO JOÃO ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - os nossos "investigadores" estão ficando profissionais. Maninho Sanábio logo descobriu que a foto publicada era da rua que dá acesso para a Igreja de Santa Rita pelo pontilhão. Como não sabia o nome, foi pesquisar. E notem que eram duas e meia da manhã. Treze minutos depois, ele voltou com o nome das ruas: Virgílio Gruppi e Sebastião P. Alves.
O Márcio Velasco também contou a história toda, como se fosse um verdadeiro CSI: "foto tirada da Rua Galdino Furtado de Mendonça, rua do Xeretão, saída para Roça Grande. Foi tirada atrás da Igreja Adventista, e retrata parte do Bairro Santa Rita".
Foto: Serjão Missiaggia
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