sexta-feira, 10 de julho de 2015

QUEM QUER VER MAMILOS?


Gente, eu até tento não ser preconceituoso, embora conte com a desculpa da idade. Mas, infelizmente, a realidade teima em me tornar um velho ranzinza.

Vejam só: pesquisando a rede, tentando encontrar um assunto para discutir, e dividir com os leitores aqui no Blog, deparo-me, entre tantas crises – financeiras, políticas e religiosas – com um assunto que deve ser urgentíssimo, pois só se fala disso nas mídias sociais: o mamilo.

Embora seja uma parte do corpo muito popular, já que é difícil encontrar um ser humano que já não o tenha colocado na boca, pelo menos em alguma fase da vida, o mamilo, de uma hora para outra, transformou-se em motivo de polêmica, campanhas, e conflitos entre amigos do peito, ou não.

A coisa toda começou quando uma professora americana, inconformada com a opressão masculina, que permitia aos homens e rapazes exibirem livremente seus mamilos no Facebook, criou um adesivo com a foto de um mamilo masculino, pois, dessa forma, a gigantesca rede social deixaria as mulheres exibirem os seios e não serem censuradas.

A empresa explica que quem ingressa no Face deve aderir aos chamados padrões da comunidade, que proíbem conteúdos ofensivos ou violentos, pornografia, nudez explícita e posts de apoio a grupos terroristas. Entre as imagens ofensivas, estão “nádegas completamente expostas” (meia-bunda pode!) e as “fotos de peitos femininos se incluírem o mamilo”. Ressaltando que o mamilo estará liberado SE se tratar de mulher amamentando ou mostrando cicatrizes de pós-operatório de mastectomia.

Para cumprir essas determinações, a famosa rede social emprega milhares de pessoas ao redor do mundo, para, entre outras tarefas, fiscalizar (e barrar) mamilos femininos. Mas, já vou logo avisando aos colegas aposentados que eu não tenho o endereço para onde devem remeter seus currículos a fim de cumprirem tão ditosa, e árdua, missão.

No nosso tempo de meninos, alguns leitores devem se lembrar, formava-se uma fila de umas vinte pessoas na porta da minha casa, tão logo eu comprava o último exemplar da revista “Ele Ela”, ou “Status”. Como a censura do governo militar também não tolerava mamilos, e mandava que os editores os “disfarçassem”, a pergunta da galera era uma só: “saiu peitim?”

Hoje, mais de quarenta anos depois, são as mulheres comuns que estão brigando pelo direito de exibir os seus mamilos da mesma forma que aquele bando de manés desocupados fazem, achando que estão arrasando com as mulheres que, no entanto, não querem ver os deles, mas querem mostrar os delas.

Ora, ora, como dizia preconceituosamente minha avó, por que vocês não vão procurar um tanque de roupas pra lavar? Diga-se de passagem, a pergunta é dirigida às mulheres e também aos homens, e também a todas as orientações sexuais, inclusive alienígenas, que queiram exibir mamilos.

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A SAGA DOS PAIS TINHOS


Mesmo já tendo sido falado aqui mesmo no Blog, sempre que passo por esse lugar, não deixo de ficar imaginando o quão significativo ele foi e ainda é pra tantas famílias.

Parada obrigatória que sempre acontecia conosco nas voltinhas pelo quarteirão com as crianças. Por sinal, achei superexpressivo e bastante simbólico quando, recentemente, uma amiga dos bons tempos de colégio levou seu filhão pra visitar o local. Além da lembrança de seu saudoso pai, que sempre a levantava pra alcançar o gradil, ainda mais expressivo foi seu comentário:
- Tenho um retrato com o Diego no colo vendo os patinhos. Não resisti em fazer a brincadeira.
                                                                     
Um fato que também aconteceu comigo, e que ficou marcado na memória foi quando, certa vez, minha filha, mais ou menos com seus onze anos, me chamou repentinamente para dar aquela que seria sua primeira voltinha à noite na cidade. Rapidinho aprontou-se e, parecendo querer sair a todo custo, colocou sua melhor roupa. Para ser sincero, desconfiei de que uma paquerinha poderia estar acontecendo, pois sua turminha tinha o costume de se encontrar na Pracinha do Coronel nos finais de semana.

E lá fomos nós, até chegarmos à esquina dos Correios. Ali paramos por momentos, e ficamos ao longe, observando e escutando a agitação da garotada na Pracinha. Eu já um tanto desconfiado, dando uma de desentendido perguntei:
- E aí, filha? Pra onde vamos, agora? Foi quando, para minha surpresa, de imediato respondeu:
- QUERO IR VER OS PATINHOS!

E assim, a saga dos pais tinhos continua.


Crônica e foto: Serjão Missiaggia 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

BELEZAS DA TERRINHA


PAISAGEM SANJOANENSE.

Foto: Serjão Missiaggia

CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???


QUEM JÁ VIVEU ALGUMA HISTÓRIA AÍ NESSA CASA ???

CASARÃO DA SEMANA PASSADA - a casa do Dr. Veroaldo foi reconhecida por vários leitores: Evanise Rezende, Raquel Silva Lima (que afirmou que já consultou e o médico não cobrou a consulta), Sonira Moraes de Araújo Laroca, Marcelo Oliveira, Maiza Knop, Jussara Andrade e Emília Batuta que completou: "residência de um dos médicos mais humanos e humildes que conheci, merecia muito respeito".

A Bete Knop não só reconheceu, mas deu a notícia de que ali será o novo restaurante do Bode, fato confirmado pela irmã deste, a Graça Lima.

Engraçado, calmo, enérgico e humilde, o Dr. Veroaldo tinha um coração enorme. A casa funcionava como uma das "bases" da nossa turma, que incluía o Nilson Magno Baptista, Camilo Pontes, Marcus Dadalti, Júlio e Geraldo Lima, Celso Theodoro e outras figurinhas carimbadas. Ali se ouvia música brasileira de primeiríssima qualidade (selecionada pelo Veroaldinho), rock progressivo, ria-se muito, contavam-se causos e ainda eram surrupiadas algumas garrafas de vinho e licor da adega do inesquecível Doutor Veroaldo - Jorge Marin.

Foto: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério ???


QUEM SE LEMBRA DESSE LOCAL ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Reconheceram a casa da Avenida Carlos Alves: Patrícia Paula, Maiza Knop, Evanise Rezende (que informou que é a residência do sr. Afrânio), Maninho Sanábio e Hélcio Velasco.

Foto: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 3 de julho de 2015

PAREM DE ME COMBAR !!!


Putzgrila! Agora deram pra me combar.

Sabem aqueles sanduíches do McDonald’s que, quando você pede o pão, já vem, no pacote, o molho, a batata e o refri? Pois é, algumas pessoas, muitas delas esclarecidas e frequentadoras da minha casa, e alguns amigos do Facebook, chegaram à conclusão de que eu não sou um ser pensante: sou um combo.

A história toda começou quando um amigo meu, historiador, me questionou por quê eu não havia colocado aquele arco-íris no meu perfil do Face. Respondi com uma pergunta:
- Por que eu deveria? – e a réplica dele foi espantosa:
- Porque você é simpatizante do lobby gay.

Eu, que tenho verdadeiro HORROR a qualquer tipo de lobby (de esquerda, de direita, de cima, de baixo), questionei:
- E o que te faz pensar que eu sou a favor do lobby gay?
- Ora, meu amigo, porque você é comunista. Você não votou na Dilma?

Quando ele falou isso, até em tom meio acusador, algumas pessoas olharam pra mim e, quando um dos presentes abaixou-se pra pegar alguma coisa que havia caído, pensei: danou-se, agora vão começar a me apedrejar!

Brincadeiras à parte, o que está acontecendo nas redes de convivência, facebook ou face to face, é muito grave: as pessoas estão começando a se combar mutuamente. Eu, por ter votado na Dilma, sou comunista, morro de vontade ir pra Cuba, sou militante da causa gay, ateu convicto e quero aumentar a maioridade penal para 65 anos.

Da mesma forma que o meu amigo, como eleitor do Aécio (porque parece que só tem dois candidatos em uma eleição que JÁ acabou), é de direita, capitalista, antigay, extremamente religioso e quer a pena de morte para quem pratica o aborto e a prisão para todos os menores infratores.

Como diria o Fernando Collor: minha gente, a coisa não funciona dessa maneira. E por um motivo muito simples: porque eu, e a maioria de nós, pensamos. Assim, posso ter votado na Dilma (na eleição passada), mas admirar o capitalismo; não ter a mínima vontade de ir à Havana mas ter amigos e amigas assumidamente gays; defender a autonomia feminina para realizar o aborto e ser favorável à total eliminação da chamada maioridade penal.

Mas o meu amigo ficou ali, inflexível, me encarando. Que resposta ele poderia esperar de um homem semi-idoso, pai de família, aposentado, estudante de budismo e psicanalisado? Sabem o que eu respondi pra ele:
- Ora, meu amigo, por que você não vai tomar...

Crônica: Jorge Marin
Foto     : disponível em https://namaha.wordpress.com/2009/05/04/eye-see-diversity/

quarta-feira, 1 de julho de 2015

DE LAMBARIS A MURIÇOCAS


Passando pela Rua Joaquim Murtinho, confesso que fiquei um tanto impressionado ao ver essa paisagem. E olhem que o período de SECA, ainda mal começou!

Podemos perceber, nitidamente, que nosso córrego Stidum, diante desta escassez de CHUVA, está com seu leito bastante baixo, trazendo com isso, além de um incômodo odor, PERNILONGOS pra mais de metro. E, se é que podemos dizer que tem algo de positivo nisso, pelo menos acabaremos nos tornando exímios tenistas, de tanto usar essa raquete elétrica.

Acreditariam se dissesse que por aquelas águas pescávamos lambaris, e que até mesmo generosas traíras eram facilmente encontradas entre as fendas de seu muro de pedra?      
                                                                                                                                            Muitas vezes, por esse mesmo local, na Rua Joaquim Murtinho, descíamos até suas margens no intuito de caçar rãs. Munidos de lanternas e apenas na companhia do cantar dos grilos e do coaxar dos sapos, seguíamos por onde hoje é a Avenida Tiradentes e, ladeando a rua da mina, terminávamos nossa aventura no bairro Santa Terezinha. 

Ainda mais interessante é poder lembrar, nesta hora, dos momentos em que meu velho e saudoso pai dizia das muitas vezes em que, juntamente com seu amigo José Bellini, nadava em um remanso de águas límpidas que se formava entre o clube Botafogo e aquela ponte de acesso ao bairro Carlos Stiebler. Ironicamente, naquele mesmo local hoje, existe uma imensa manilha trazendo resíduos líquidos de algum bairro da cidade.
                                                                                               
Mas, voltando aos PERNILONGOS, quem sabe, pra futuro, não fosse construída uma pequena barragem no inicio de seu curso para que assim, ao menos uma vez por mês, principalmente neste período de seca, fosse aberta sua comporta, aonde uma breve descarga viesse limpando as margens?

Cimentar o seu leito seria também outra solução, que, com certeza, inibiria os criadouros que se formam em suas laterais.

Enfim, mesmo consciente dessa crise generalizada e de que, na realidade, as coisas não seriam tão simples e baratas assim, não custa nada sonhar. E se o córrego, digo o mar, não está mesmo pra peixe, então o negocio é continuar a fechar portas e janelas ao entardecer, cobrir a cabeça com o edredom e, com raquete em mãos, prosseguir praticando.


Crônica e foto: Serjão Missiaggia

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL