segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICA ESSA CALÇADA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Fabiano Di Castro É a calçada da casa da família do meu amigo dr Roberto Thomas...o Beto marreco!rs
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

SERÁ QUE SOMOS TODOS BURROS???


Em tempos de campanha eleitoral, muita gente se “estranha” e se xinga, e parece que o xingamento mais comum é BURRO.

Dentro de casa, com a porta fechada, ou no cantinho de algum boteco, costumamos chamar nossos “parças” e, invariavelmente, o papo é assim:
─ Como é que o Fulano, tão estudado e preparado, pode votar naquele candidato? ─ e a própria pessoa que pergunta dá a resposta:
─ Pode ser estudado, mas é burro!

E, pensando bem, principalmente quando gastamos tempo analisando pessoas que não vão votar no “nosso” candidato que, teoricamente, é o CERTO, é que tenho absoluta certeza: nós também SOMOS BURROS!

Vamos pensar juntos: o que é a inteligência? Não seria a capacidade de ligar dois ou mais arquivos de memória para formar outros? Porque, na verdade, de nada adianta eu saber, por exemplo, a capital da Malásia (eu decorei no meu curso de Admissão!), se eu não vou fazer nada com isso.

Por ter passado muito bem colocado num concurso nacional, as pessoas vivem dizendo que eu sou muito inteligente, mas, analisando a minha trajetória profissional de onde estou hoje, não tenho tanta certeza.

E o que me consola é que não estou sozinho: acho que a maioria da humanidade é formada por imbecis. Vamos ser honestos: quem nunca tomou uma decisão na vida da qual se arrependa, e se questione “mas como é que eu pude ter sido tão burro?”

A boa notícia é que a burrice não é um processo irreversível. Um grande número de pessoas é, naturalmente, inteligente, mas, a partir de uma certa idade, a imbecilidade vai nos sendo imposta. Ora por uma religiosidade meio fanática, outras vezes são os exageros do politicamente correto e, o que é fatal para qualquer forma de inteligência, a adolescência (ou diria aburrescência), época em que nos esforçamos para nos tornar exatamente iguais aos nossos colegas mais idiotas. E, na maioria das vezes, conseguimos.

É claro que, inevitavelmente, crescemos. E, de cabeçada em cabeçada, podemos escolher expulsar um pouco da imbecilidade e recuperar aquele brilho infantil, e insolente, da inteligência. Mas aviso que não é fácil. Há um bando de pesos nos puxando para baixo: certezas religiosas, certezas políticas, paradigmas de autoajuda, sem contar uma coleção de sintomas que se grudam às nossa personalidades já desde a infância, propensos a um certo coitadismo.

Um bom início para espantar a imbecilidade pode ser escolher candidatos que não ofendam as nossas inteligências.

Ah, só pra constar, a capital da Malásia é Kuala Lumpur.

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

LOS CASOS DEL PITOMBA - Nosso Cavern Club



Ao me posicionar em frente à casa de nosso irmão pitombense Suveleno pra tentar captar uma imagem da Pracinha do Chafariz, resolvi mesmo foi fazer uma visita ao velho e mitológico BARRACÃO do Sr. Anjinho.

E como tem história aquele lugar!  Entre umas e outras coisas, coincidentemente, na época em que havia começado a febre PITOMBA, o local chegou a ser até um depósito de mangas. Hoje, fico pensando se não teria sido um recurso meio que desesperado do Sr. Anjinho, que, com sua conhecida sapiência, já não estaria profetizando um possível acampamento sonoro de nossa parte no referido lugar. Fundamentado ou não, sei apenas que não adiantou!

No local aconteceram nossos primeiros encontros, ou seja, os famosos ensaios descompromissados pra não tocar em lugar nenhum. Nosso negócio era fazer BARUIADA pra nós mesmos, e o que viesse depois seria mero detalhe. O imóvel era bem deserto naquela época, sendo assim, o máximo que nosso som alcançava era o Esplendor do Morro e entorno.

Um desses ensaios foi realizado por cima de mangas, sendo que algumas delas já estariam exalando um forte odor em decorrência de adiantado estado de maturidade.  E nós não estávamos nem aí pra isso, e muito menos com o telhado, que, certa vez, chegou a ir pelos ares em decorrência de uma forte chuva que caiu sobre a cidade. Pior que esse quase tornado, além de acabar com a energia elétrica, deixou a PAREAJE, que pra variar, era toda ela emprestada, ao relento. Foi aquele corre-corre no escuro, enquanto algumas gotículas ficavam passeando em cima da bateria e de um aparelho de guitarra que a Nely havia levado pro Suveleno consertar.

Num outro ensaio, um de nossos fãs (tínhamos fãs!) saiu pela cidade convocando todos que encontrava pela frente, para um baile que estaria acontecendo no BARRACÃO. Por sinal, éramos a única banda do planeta que ensaiava em ritmo de baile com jogo de luz e tudo. Quando demos por nós, o barracão estava repleto, sendo que o arrasta-pé veio a terminar lá pelas tantas da madrugada.

Bem, irei parando por aqui, pois, além de ser algo repetitivo, não haveria postagem que abrigasse tantos causos hilariantes que ali aconteceram.

O Pitomba posteriormente teve nova formação, vindo a se enriquecer sobremaneira, tanto no quesito musical, textos, composições e visual, mas confesso que a primeira formação e como tudo começou, a gente nunca esquece.

Crônica e foto: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


TODO MUNDO JÁ PASSOU POR AQUI. LEMBRAM DA EMOÇÃO???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin


Ana Emília Silva Vilela Não sei o nome da rua. Acho que é Prefeito Nagib Camilo Ayupe. A antiga saída para o asfalto.

ESSE LARGO QUE EU NÃO LARGO


Paisagens que não cansamos de rever.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Pitomba BLOG Casa do sr. Pimpa com o Largo da Matriz ao fundo.

CASOS CASAS & mistério???


ONDE FICA ESSA FACHADA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Rita Knop Messias Será que é na cadeia?


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ARMEMO-NOS UNS AOS OUTROS



Assistindo aos debates na televisão, percebemos que pelo menos dois candidatos à presidência da república defendem a liberação do porte de armas para os “cidadãos de bem”.

A princípio, soa como uma boa solução para a violência urbana. Diz um candidato: “para evitar o estupro, toda mulher deveria levar uma arma na bolsa”. Ou seja, se a mulher percebe que alguém quer sacaneá-la, é só sacar a arma e mandar bala. Imaginando essa mulherada toda armada, três coisas me preocupam: marido sonso, TPM e greve de professoras.

Brincadeiras à parte, a liberação de armas de fogo para a população já é quase uma realidade: um projeto de lei, o PL 3722, já aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados propõe exatamente a REVOGAÇÃO do Estatuto do Desarmamento, aquele aprovado por plebiscito, lembram?

Alguns detalhes me preocupam quanto a essa questão de liberação geral de armas. Se o argumento para liberar armas para todos é a questão do estupro, como fazer para armar as principais vítimas, as crianças com menos de 13 anos? E, o que é pior, se estes menores tiverem que atirar, vão fazê-lo contra pessoas da própria família e vizinhos, que são responsáveis por mais de 30% deste tipo de crime.

Outra questão que me ocorre é o feminicídio. É raro o dia em que um jornal não traz uma notícia de marido assassinando esposa, matando namorada, e homens em geral que não suportam a ideia de serem “abandonados” como se fossem bebês. Ora, se as esposas, companheiras e namoradas estivessem armadas seria diferente? Ou, mais uma vez, estaríamos transferindo a culpa da morte para as mulheres, desta vez por não sacar o revólver a tempo?

Finalmente, quanto ao argumento de que os bandidos estão armados e nós, “pessoas de bem” não, fico seriamente me perguntando o que seriam essas pessoas de bem. Quem garante que eu, que não possuo processos nem condenações por crime doloso e consigo facilmente um atestado de um psicólogo para portar uma arma de fogo, não irei usá-la, por exemplo, num momento de tensão, quando um motorista para um veículo em frente à minha garagem? Pois isso já aconteceu comigo, e, face à ameaça que ele me fez, me limitei a chamar a fiscalização de trânsito. Mas, e se eu estivesse armado? Sei lá. Quem nunca teve vontade de dar um tiro num sujeito que, às três da manhã, passa com um som automotivo a todo volume debaixo de sua janela?

É por essas e por outras que peço para refletirmos bem, de forma desarmada, porque, se for armada, vai ser um tiroteio, pois o grande erro dos que defendem o armamento é pensar que quem não defende, não é capaz de puxar o gatilho.

Crônica: Jorge Marin

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL