segunda-feira, 4 de junho de 2018

CASOS CASAS & mistério???


QUE LUGAR É ESSE???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Maninho Sanábio Pelo tamanho do gramado deve ser no jardim da Matriz

sexta-feira, 1 de junho de 2018

DESENHANDO A INTERVENÇÃO MILITAR



Anteontem, vinha eu da minha caminhada escutando Overjoy nos fones, quando um baruiada me assustou ao atravessar a rua: um comboio de caminhões vinha descendo com as buzinas acionadas ao mesmo tempo, com várias faixas e gritos. Como a greve dos caminhoneiros já parecia estar se resolvendo, estranhei e fiquei lendo as faixas. A maioria delas pedia, em letras garrafais INTERVENÇÃO MILITAR JÁ.

Pensei comigo: deve ter alguma coisa errada com as informações, porque o que foi noticiado é que o Presidente da República é que havia solicitado uma intervenção militar CONTRA os caminhoneiros. Alguém não deve ter entendido o recado ou eu é que não estou entendendo nada.

Fato é que, vira e mexe, tem sempre alguém na vizinhança, no Face ou nos botecos pedindo a tal da “intervenção militar”, como se fosse a solução definitiva para TODOS os nossos problemas.

Eu, que já vivenciei uma intervenção militar, de 1964 a 1985, fico pensando por qual motivo as pessoas entendem que este tipo de ação é a solução política mais adequada. Afinal, o que qualifica os militares a serem assim tão superiores para limpar a sujeira dos políticos? Não seria mais lógico pedir uma intervenção GARIzal? Ou mesmo uma intervenção pastoral para exorcizar todas as diabruras dos NOSSOS representantes. Aliás, se são nossos representantes, talvez alguns de nós talvez devêssemos ser higienizados também ANTES de votar nas próximas eleições.

Acho tão esdrúxula a ideia de intervenção militar que fico imaginando a seguinte cena: num domingo qualquer, no Maracanã, jogam Flamengo e Fluminense. De repente, os jogadores começam a se agredir e a “fazer cera” pra retardar o jogo. Aí o que fazemos? Pedimos àqueles seguranças que ficam à beira do campo pra fazer uma intervenção, expulsarem todos os jogadores, vestirem os uniformes e jogarem PARA nós.

Percebam que há nessa atitude dois vícios bem reveladores do porquê a coisa não vai funcionar: primeiramente, com algumas pouquíssimas exceções, os seguranças não terão a COMPETÊNCIA e a HABILIDADE necessárias para terminar o Fla x Flu, por piores que sejam os atletas expulsos. Em segundo lugar, queremos que aqueles “salvadores” entrem em campo não porque acreditamos que eles salvarão o espetáculo, mas sim porque somos PREGUIÇOSOS e queremos, na maioria das vezes, que alguém resolva os problemas que nada mais são do que consequências das NOSSAS más escolhas.

Democracia é um regime político que a maioria de nós diz que é o melhor. Mas democracia é uma coisa muito CHATINHA, porque dá trabalho, tem muita gente dando pitaco, tem que ter paciência, tem que ouvir o outro. Aí é mais fácil mandar os hômi ir lá dar umas pancadas. Só que “os hômi” de hoje são bem mais inteligentes. Que o diga o general Villas Bôas quando convocado pelo presidente Temer para resolver a questão da greve: algo do tipo assim “não sou babá de vocês”.

Crônica: Jorge Marin

quarta-feira, 30 de maio de 2018

UM MOMENTO ESQUECIDO NO TEMPO: DONA XEPA


Pegando uma carona na 13ª edição do Nepopó Festivao que acontecerá de 31 maio a 3 de junho aqui na terrinha, e por ter acompanhado na Semana Santa a bela encenação da morte de Jesus Cristo pelo grupo de teatro Novos Horizontes (comandado por nosso amigo Ney Fabiano de Morais), lembrei-me de outro fenômeno teatral que, mesmo genuinamente sanjoanense e de beleza rara, acabou meio que esquecido no tempo.

Estou me referindo à peça de teatro DONA XEPA, que aconteceu em 1968, logo após às não menos sensacionais apresentações de PLUFT O FANTASMINHA e O BOI E O BURRO A CAMINHO DE BELEM, também encenadas pela mesma trupe. Foram momentos de pura magia e emoção, que ficarão guardados para sempre em nossas memórias. Não tenho dúvida de ter sido aí o embrião dessa FORTE VOCAÇÃO teatral que tem hoje nossa cidade.

Mesmo que o nosso foco hoje esteja sendo Dona Xepa, seria injusto de nossa parte não abrirmos um pequeno adendo pra citar nosso inesquecível e saudoso amigo José Luiz de Carvalho, que posteriormente, já na década de setenta, veio, com raro talento junto ao seu grupo de teatro, dar prosseguimento a esta bela saga.

Mas, voltando a Dona Xepa, assim me narrou o cunhado Hélcio Velasco por e-mail:

“Lembro-me de que, na época, eu estava no Tiro de Guerra e, nos dias que antecederam a estreia, nós havíamos feito faixas e pintado as ruas de propaganda da peça. Descendo do Estande de Tiros no jipe do Sargento, ele comentou:
─- Essa tal de dona Xepa nem chegou à cidade e já tá emporcalhando as ruas. O que vai ser quando ela chegar?

As propagandas eram algo mais ou menos assim: ‘DONA XEPA VEM AI’ ‘ELA ESTÁ CHEGANDO! AGUARDEM!’

O Sargento não sabia que se tratava de peça de teatro. Depois que estreou, ele chegou pra mim e cobrou de não ter lhe falado que trabalhava na peça, e que eu o havia deixado passar por ‘idiota’. Naquele dia, o jipe tava cheio de ’Cabos’. Todo mundo segurou o riso e ninguém dedurou. Curtimos muito com a cara dele, como desforra do que ele fazia com a gente. KKKK”

Dona Xepa, peça de Pedro Bloch, uma comédia dividida em três atos, teve como produtor Ramon Ferreira e Terezinha. Direção de Dona Glorinha Torres tendo, na cenografia, Elano Pinto e Aparecida. A sonoplastia ficou a cargo de Goinha (naquele tempo era um pequeno aparelho de som), e quem escolheu as músicas foi a própria Dona Glorinha Torres que, por sinal, ajudava em todos os ensaios. Tesoureiro Artur Ladeira.
Ramon escreveu a Pedro Bloch pedindo licença dos direitos autorais. Foram feitas três apresentações no antigo Cine Rádio, assistidas por aproximadamente 2.000 pessoas.

- Dona Xepa: mulher do povo, 50 anos e magnificamente interpretado por Maria das Graças Missiaggia (Mika);
- Rosália, filha de dona Xepa e namorada de Manfredo, interpretada por Maria Helena Gomes;
- Edson, filho da dona Xepa, 26 anos: Hélcio Velasco;
- Hilda, vizinha e namorada de Edson, 20 anos: Ana Maria Martins;
- Ângelo Fragalanza, um velho italiano, vizinho de Xepa, foi interpretado por um seminarista que estava em São João na época, e que acompanhava o grupo de jovens da Igreja Matriz, de nome Guimarães;
- Guiomar, uma pequena menina que entrava toda hora na casa de dona Xepa e pedia para telefonar, foi interpretada pela saudosa Selminha Sarmento Verardo;
- Camila, amiga de Xepa, melhor dizendo, sombra e eco, idade indefinida: Terezinha; 
- José, filho de Ângelo Fragalanza. 27 anos: Zé Heleno Barroso;
- Professor, um velhinho especializado em física, 60 anos: Jorge Laurindo;
- Manfredo, namorado de Rosália, diplomata em início de carreira, 32 anos, interpretado por Ramon.
Interessante lembrar que, na época, Pedro Bloch enviou um livro autografado para o Ramon.

Então conclamamos todos vocês a prestigiarem este grande evento cultural na arte de representar: o 13º NEPOPÓ FESTIVAO, que acontecerá nos dias 31 de maio a 3 de junho, no Centro Cultural.

Foto. Ramon

segunda-feira, 28 de maio de 2018

SE ESSA RUA FOSSE A MINHA


JÁ ROLARAM MUITAS EMOÇÕES NESSA RUA. QUEM SE LEMBRA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Ana Emília Silva Vilela Rua do Tiro de Guerra. (Rua Nestor Henriques de Araújo)

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM CONTA ALGUM CASO DESSA CASA???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Dulcinea Ferreira Nesta casa morou o Sr Nelson ,pai da Lucia Cavalheiro .

CASOS CASAS & mistério???


QUE LUGAR É ESSE??? QUEM SABE???

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

Maninho Sanábio Escola Augusto Glória

sexta-feira, 25 de maio de 2018

AS MULÉ PELADA DO CINEMA



O convite não poderia ser mais tentador num daqueles dias de 1973:
─ Vamos matar as últimas aulas e assistir filme de mulé pelada no Cine Brasil?
Do alto da maturidade dos nossos 15/16 anos, não deveria existir assunto mais interessante do que a tal da “mulé” pelada. E a fissura pela nudez feminina, além de hormonal, devia-se a um fato muito simples: não havia disponibilidade desse conteúdo cultural tão apreciado pelos jovens.

Nos chamados “anos de chumbo”, vigorava uma censura tão intensa que, simplesmente, não havia nenhum tipo de mídia com pessoas nuas. A revista Status, que sairia no ano seguinte, publicava nus de atrizes, porém, nas chamadas partes pudendas e nos seios era adicionada uma névoa para que nada do que queríamos ver fosse visto.

Assim, nos restava o cinema. Depois de um trabalho danado para passar arriscadamente pela secretaria, ainda tínhamos que usar toda nossa lábia para convencer a Dona Zenith a nos deixar entrar. Naquela noite, o filme era Se Dom Juan fosse mulher, com Brigitte Bardot. Não precisa nem dizer que a nossa guardiã da sétima arte não quis nem conversar conosco. Expulsou-nos de primeira, e ainda ameaçou contar pra nossas mães. Que vergonha!!! Tivemos que despistar, dar a volta no quarteirão, e ficar olhando ali na rua lateral, pela gretinha da porta.

O tempo passou e acabei me tornando um cinéfilo inveterado (será que para ver as mulés peladas?), indo, sem sucesso, em todas as sessões, até que, em 1978, o Cine Brasil anunciou Laranja Mecânica. Sabia, através de leituras, que havia uma cena de nu frontal no filme e pensei que, finalmente, iria poder assistir à tal mulé pelada na sua plenitude. Qual não foi a minha surpresa quando a atriz correu completamente nua para a frente da cena: apareceram, do nada, umas bolinhas pretas, bem em cima dos genitais da moça, que corria e pulava, e as bolinhas pulavam atrás, ou na frente dependendo do ângulo.

Quando, já adulto, morava em outra cidade e me preocupava com o início de uma carreira profissional promissora, fui convidado por um casal de amigos para, junto com outros casais, assistirmos ao primeiro filme brasileiro pornô, o que era um marco para o fim da censura no país. Na mesma época, 1983, tiveram início as videolocadoras, e o filme estava em videocassete. Após um jantar animado e alguns coquetéis, fomos até a sala de TV, onde, ainda tomando um cafezinho, começamos a assistir ao filme. Gente, vi, por fim, a mulé pelada. E não só pelada, mas fazendo cada estripulia que eu nem sabia que existia. Resultado: fiquei com tanta vergonha daquele povo intelectual, que, simulando um mal-estar, saí pouco antes da suruba final, posteriormente descrita por um amigo, e fiquei um bom tempo sem conversar com aquelas pessoas, embora, privadamente, alugasse um daqueles filminhos, até mesmo para aprimorar o meu conhecimento da matéria.

Em 1988, já ocupando um cargo de administração na minha empresa, e conversando animadamente com a Secretária Municipal de Cultura na videolocadora do cunhado dela, sou surpreendido pela atendente que, de forma gentil, porém EM ALTO E BOM SOM, anuncia:
─ Senhor Jorge, acabou de chegar As Rapadinhas 2. O senhor quer que reserve para o senhor?

Crônica: Jorge Marin

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL