segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
CASOS CASAS & mistério ???
QUE LUGAR É ESSE ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, que reconheceu, de cara, a Rua João Carlos Knop, a rua do Polivalente.
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
COMO QUEM CANTAROLAVA NUM CARNAVAL QUE NÃO LEMBRO MAIS
Não consigo
mais pensar em mim
Como eu
era nos carnavais como eu era nas missas dominicais
Não consigo
mais pensar do jeito que os outros pensavam pra mim
Guardo comigo
bem dentro um rancor
Que não
sei se é benfazejo ou só um desejo
De não
ter que resistir a pressões
Ou desrespeitar
sermões ou só ser o que penso que sou.
Minha inteligência
com o passar do tempo
Já não
tem sido cerebral mas cardíaca pulsátil animal
Dialogo como
quem cantarola
A marola
do tempo já não me causa
E na
ponta dos dedos gastos com inutilidades
Cultivo unhas
garras cimitarras alfanjes falanges terçados.
Quem me
via amar como um pingo d’água
Não reconheceria
o rio que jorra lento hoje do meu coração
E que no
entanto transborda recorda antigas cachoeiras
Espalha-se
espraia-se e perene inunda leitos em cursos naturalmente límpidos.
Meu corpo
depois de tanto tempo
Encontra-se
preparado para ventos anseio ventos
Sei de
cochichos que acompanham os ares
Percebo sussurros
que dizendo-se vozes de espíritos
São na
verdade ecos de cigarras gaguejos de passarinhos
E eu
suspiro respiro... transpiro vida leve.
Meu dente
da frente é branco!
Meu café
da manhã é passarada!
Poesia:
Jorge Marin
Foto : Ruiz Poeta, disponível em https://c2.staticflickr.com/6/5130/5252038725_5962329576.jpg
Foto : Ruiz Poeta, disponível em https://c2.staticflickr.com/6/5130/5252038725_5962329576.jpg
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
TEMPOS REMOTOS
Enquanto deitado confortavelmente no velho sofá de minha casa, com um controle remoto nas mãos, fiquei a imaginar como seria hilário se, no tempo daqueles televisores antigos, já existissem os famosos suportes de girovisão. E que dificuldade seria para acessá-las, haja vista que muitos aparelhos, como o que tenho em meu quarto, encontra-se quase no teto. Por sinal, muitos entendidos dizem que essa ociosidade diante da parafernália dos eletrônicos em muito vem contribuindo com a obesidade. Mas isso é já outro assunto.
Voltando então
a lembrar das velhas e românticas televisões a válvula (quase sempre Philco ou
Phillips), quem não se lembra do trabalho físico que éramos submetidos para poder
controlá-las? Em muitas casas, e na minha não seria diferente, havia até um revezamento
pré-combinado para que não cansasse apenas uma só pessoa. Disputar no par ou ímpar
era também muito comum entre os membros da família, principalmente para ver quem,
naquela noite, seria o contemplado pra levantar menos vezes.
E como
éramos pacientes naquela época, não? Ao
ligar a TV, obrigatoriamente, tínhamos que esperar que aquecessem suas válvulas
por pelos menos dois a três minutos para que assim começasse a aparecer som e
imagem. Naquela época, havia também os que diziam que seria prudente, depois de
duas horas de funcionamento ininterrupto, desligar os televisores por, pelo
menos, dez minutos, para que, dessa forma, dessem uma boa esfriada em suas
válvulas, e não viessem a queimar.
Logo depois
de aquecidas, uma primeira levantada do sofá, de imediato, sempre acontecia, e
isso se dava em razão da necessidade de se fazer, os primeiros ajustes na
sintonia fina. Geralmente, esse procedimento era realizado ao se girar uma daquelas
imensas “rodelas” que, quase sempre, vinham sobre o seletor de canais. O negócio
era girar pra esquerda, girar pra direita, até que, finalmente melhorasse
aquele incômodo chuvisco.
Épocas em
que a energia elétrica variava muito, fazendo com que as faixas de
convergências nos tirassem muitas vezes do sofá, e do sério também! E, para
aquelas residências que não possuíam os enormes estabilizadores de energia, é
que a coisa ficava ainda mais cansativa. Lá em casa, corrigir o vertical era
minha responsabilidade, enquanto o horizontal sempre ficava por conta de minha
irmã.
Uma
levantadinha básica pra se ajustar o volume sempre acontecia, sendo que quase
nunca para se mexer no brilho e contraste. Se um vento forte nos pegasse de
surpresa, o negócio era dar uma pequena torcedela no cano externo da antena pra
redirecioná-la melhor com a torre. Chuva com relâmpagos então era um deus nos
acuda, pois, provavelmente, ficaria tudo fora do ar por pelo menos três dias.
Subir naquelas montanhas, num período em que nem estrada existia direito, não
era fácil não. Sr João com seu famoso jipe e Sr Tavinho que o digam!
Sorte
nossa que, naquele tempo, somente o sinal de dois canais de televisão chegava à
cidade, sendo um deles a TV Tupi e outro a TV Rio, mas, mesmo assim, tínhamos
obrigatoriamente que nos levantar para girar uma pequena chaveta, que, quase
sempre afixada na parede, era usada para inverter as antenas e com isso
sintonizar o outro canal.
Ô vida
cansativa ver televisão naquele tempo, sô! Pelo menos, tudo isso acontecia em
meio expediente, pois, na maioria das casas, os televisores eram ligados
somente depois das dezoito horas.
Crônica:
Serjão Missiaggia
Foto : disponível em http://y101radio.com/september-7-a-big-day-in-tv-history/
Foto : disponível em http://y101radio.com/september-7-a-big-day-in-tv-history/
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
CASOS CASA(RÕES) & detalhes misteriosos ???
QUEM CONHECE ALGUMA HISTÓRIA SOBRE ESSA CASA ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - Embora seja um local por onde muita gente passa, o casarão da semana passada foi pouco reconhecido. Maninho Sanábio disse que "ouvi uma história que ali era uma alfaiataria, agora de quem eram já não tenho nem ideia".
O mistério é, então revelado pelo Antônio José Calegaro, que revela que, naquele local, casa de propriedade do sr. Naguinho, "funcionava a alfaiataria do Evair e do Antônio".
A localização é mostrada pela Angélica Girardi: Rua Dr. Francisco Zágari, ou seja, ao lado do Trombeteiros, "casa da D. Bibiana, dona Bibi".
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistério ???
DE ONDE FOI TIRADA ESSA FOTO AÍ ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - NINGUÉM acertou a foto da semana passada. Maninho Sanábio chutou. A Christina Itaborahy, a Alessandra Novaes Barbosa e a Bete Knop disseram, juntas, que era a casa do sogro do José Carlos Barroso, na Rua do Sarmento. A Cléa Pessoa achou que era um dos ginásios, ou o do Sôbi ou o Augusto Glória. Na realidade, é a foto de uma casa na subida da Rua Guarda-Mor Furtado, que pertenceu ao sr. Rubens Pinton, tirada de um ângulo para dificultar a compreensão dos leitores. Ponto pra nóis!
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
FÓRMULA (INFALÍVEL) PARA UM CASAMENTO INFELIZ
O enredo
é nosso velho conhecido: estudante passando o Carnaval em São João Nepomuceno
vê, entre as passistas de uma escola de samba, uma menina maravilhosa, que,
definitivamente, é ELA! É a mulher com a qual quero viver a vida inteira.
Namoram, casam-se, e, algum tempo mais tarde, o cara diz que não aguenta mais
conviver com a esposa que, na sexta-feira, dia de jogo do seu time (que está na
segundona), quer porque quer ir no pagode.
Não
precisa nem dizer que há duas alternativas: na primeira, ele fica assistindo ao
jogo e a mulher passa a noite inteira resmungando e enchendo o saco; na
segunda, ela bate o pé e ele resolve ir, mas fica o tempo chamando pra ir
embora, reclamando que o short dela está muito curto, ou seja, esses
terrorismos matrimoniais que todos conhecem muito bem.
Eu falei
sobre um encontro no Carnaval apenas porque estamos no clima da folia, mas
poderia ter ocorrido na rua, no supermercado, num enterro, ou outro lugar
qualquer, mas o que acho mais curioso é que há uma tendência, que podemos
considerar meio louca, de conhecer a pessoa fazendo uma determinada coisa e
querer passar o resto da vida com ele (ou ela) fazendo uma coisa oposta. A moça
se apaixona por um pastor, mas, casada, vive reclamando com as amigas que ele
não a leva nunca no funk!
Ora,
minha gente, o problema aí começa no apaixonamento: na maioria das vezes,
apaixonamo-nos, não pela pessoa como ela é, mas sim por uma imagem idealizada
daquela pessoa. O cara bebe pra caramba, mas a mulher casa achando que, só
porque casou, o sujeito vai virar um abstêmio. A mulher é uma consumidora
compulsiva, e o futuro marido acredita, piamente, que ela vai se tornar um
modelo de controle financeiro. Isso sem falar nos violentos que, espera-se, vão
se converter em amáveis e dóceis companheiros.
Tenho uma
ex-colega que sabia muito bem o que queria do casamento e, por isso, conheceu o
seu amado marido num clube de swing. O pior é que não deu certo: continuam
casados, mas, segundo ela, ele tem uma “peladinha” quatro noites por semana, o
que a incomoda muito, mas, vamos combinar, não me surpreende nem um pouco.
Resumindo,
o que parece ser uma forma infalível de fracassar num relacionamento, seja ele
qual for, é alimentar expectativas em relação à outra pessoa. Toda expectativa,
por mais econômica que seja, tem, em si, três defeitos básicos: é ignorante, é
impotente e é absolutamente casta.
Ignorante
porque a pessoa desejante não tem a menor ideia que o outro realmente é;
impotente porque, mesmo descobrindo o que o outro é, não há nada a se fazer
para mudá-lo (ou mudá-la), e, finalmente, o que é muito ruim para qualquer
relacionamento, totalmente casta, pois, por ser expectativa, é desejo, e, como
se sabe, só desejamos aquilo que nos falta, ou seja, ficamos só na vontade.
Então,
aproveitando o clima carnavalesco que, juridicamente, nunca esteve tão quente
em São João, vamos descendo a passarela do samba com nosso filósofo maior Zeca
Pagodinho: “deixa a vida me levar...”
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Langley
Photography, disponível em http://opoderdoblush.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html
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BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL


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