segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CASOS CASAS & mistério ???


QUE LUGAR É ESSE ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - A "casa com jeitinho de poesia", da Dona Déa Verardo Loures, foi reconhecida por várias pessoas: além dos habitués Maninho Sanábio e Nilson Magno Baptista, também a reconheceram Ronilson Barbosa, Marcelo Oliveira, Patrícia Paula, Sílvia Avianna, Lílian Loures e José Alberto Bellini.

Foto: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

AS CHAVES DA FELICIDADE


Tendo dedicado as últimas postagens à alegria e à felicidade, dizendo como NÃO ser feliz em 2015, e também sobre a ética da alegria, é inevitável a pergunta que recebi via e-mail anteontem: “então, COMO ser feliz?”.

Tenho fixado o olhar sobre esse assunto porque parece que a questão, em nosso século, tornou-se a coisa mais importante da vida. Se, antigamente, preocupávamos em salvar a nossa alma, hoje parece que o lance é ser feliz, e não apenas ser feliz agora, mas ser feliz o tempo todo ou, pelo menos, na maior parte do tempo.

O problema é que a noção de felicidade para uma pessoa que nasceu na década de 50 é bem diferente da noção de felicidade para uma pessoa que nasceu no século XXI. No nosso tempo de meninos, a felicidade era muito ligada à religião: segundo Cristo, seriam felizes os humildes, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, e outros tantos desafortunados.

Fazendo um corte semelhante àquele do filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, vemos hoje que a felicidade está muito ligada a alguns estágios que o filósofo dinamarquês Kierkgaard descreveu no século XIX. Primeiramente, o estágio estético: é feliz quem faz o que quiser, transa com quem quiser, compra tudo o que quiser, noção muito bem capturada pelos profissionais de mídia modernos que resumem tudo isso ao poder econômico e financeiro. O slogan para este estágio seria aquele do filme “curtindo a vida adoidado”.

O segundo estágio, chamado ético, é o sujeito bom, mas não naturalmente bom, e sim porque uma pessoa conformada ao condicionamento social. Dessa forma, um exemplo de pessoa eticamente feliz seria o ecologista politicamente correto. Ou seja, pessoas que acreditam que, usando a razão, levam um tipo de vida corretíssimo, que deve ser imitado por todos. É a felicidade encontrada nos livros de autoajuda.

O terceiro estágio é o religioso. Este se expressa de dois modos: no primeiro deles, a pessoa segue a religião de forma automática, conectada ao seu livro sagrado, feliz porque, diz ela, só aquele caminho conduz a Deus, mais ou menos como aprendemos sobre os fariseus antigamente, ou como procedem alguns crentes fundamentalistas no mundo de hoje (que até matam em nome de Deus).

O outro modo do estágio religioso é a desistência, ou o salto no escuro, como diz o filósofo. É um momento em que, mais do que sacrificar tudo em nome de Deus (como o fez Abraão), o homem reconhece-se dentro da angústia existencial: um ser finito, perdido, que só faz o que é possível, e que jamais será absolutamente feliz, nem obtendo todos os objetos do seu desejo e nem seguindo todas as dicas do Facebook.

Termino aqui e prometo não voltar tão cedo a esse tema da felicidade, pois, quanto mais estudo a matéria, mais descubro maneiras diferentes de ser infeliz.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : frame do filme Batman, o Cavaleiro das Trevas

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A IGREJINHA DO SANTO ANTÔNIO


Não sei quantos de vocês, sanjoanenses, já tiveram o privilégio de conhecer o local, mas, para aqueles que ainda não o fizeram, procurem o quanto antes, pois, com certeza, não irão se arrepender! Acho que muitos poderão até se surpreender.

Mas, antes de começar a falar novamente um pouquinho mais sobre a capelinha, gostaria, primeiramente, de chamar a atenção para a beleza do lugar. Um recanto superacolhedor, talvez um dos últimos redutos urbanos da cidade que nos faz sentir que o tempo, às vezes, pode até nos parecer um pouco menos rápido. 

E, para todos aqueles que um dia irão se aventurar a subir a colina, vai aí apenas uma dica: quando lá chegarem, procurem, antes de tudo, sentarem por instantes na escadinha de acesso à porta da igreja. Notarão, de imediato, que uma suave brisa estará à nossa espera, juntamente com uma paz muito gostosa. Confesso achar que existe até certa magia pairando no lugar, pois não há uma única vez em que lá estou e que não fico a pensar na possibilidade de se construir ali um MIRANTE.

O pequeno acervo que se encontra no interior da igrejinha (Via Sacra e uma das imagens de Santo Antônio), veio com meu Vô Chico da Itália e foi doado após a inauguração. Podemos observar que a Via Sacra está toda ela escrita também em Italiano e estão fixadas na parede em pequenos quadrinhos de madeira.

As molduras originais tiveram que ser substituídas devido aos cupins. Pelo motivo da existência de outras imagens de Santo Antônio no interior da capela, não saberia precisar qual delas veio com meu avô da Itália. A inauguração da Capela aconteceu em 09 de novembro de 1924.

Três anos após escrever esse texto e ter ido recentemente fazer uma nova visita à Igrejinha do Santo Antônio, qual não foi a minha surpresa quando, ao chegar ao local, deparei-me com uma imensa grade circuncidando aquele belo cartão postal. 

Infelizmente, fui obrigado a reconhecer que os tempos mudaram muito (e como!), e que algo bastante sério teria motivado uma medida radical como aquela.

Apenas continuei a não entender os motivos pelos quais não teria sido preservado aquele pequenino, histórico e, por que não, também o ULTIMO CORETO da cidade.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

BELEZAS DA TERRINHA



CHEGANDO EM SÃO JOÃO PARA CURTIR FÉRIAS (quem já se emocionou com essa paisagem?).

Foto: Serjão Missiaggia

CASOS CASA(RÕES) & detalhes misteriosos


QUEM JÁ VIVEU ALGUMA HISTÓRIA NESSE CASARÃO ??? (NÓS JÁ!)

CASARÃO DA SEMANA PASSADA - A casa da Rua Nova, esquina com a Rua do Sarmento, foi reconhecida por várias pessoas. Sobrinha dos antigos proprietários, a Graça Lima lembrou que "era a casa da minha tia Zezé e tio Sabino que trabalhou na Casa Leite! Ela era irmã do meu pai. Tio Sabino todo ano fazia um presépio de impressionar muita gente (o Bellini também se lembrou desse presépio). Tudo funcionava. Um moinho d'água que ia girando era maravilhoso! E melhor que isso (eu ainda acreditava em Papai Noel). Ela sempre tinha um bolo pronto pra quando a gente fosse lá. Maravilha enorme casa esquina da Rua Nova com a Rua do Calçadão. Saudades enormes dessa casa e as histórias dela. Fechei, manda um prêmio! Prêmio maior é lembrar tudo isso! Onde estiver, tio Sabino, manda o espírito verdadeiro do natal pra todos que não sabem o que significa".

Outro sobrinho, o Heloísio Rodrigues também se lembrou da casa, onde a mãe dele morou até se casar. Também se lembraram: João Bosco Tôrres, José Carlos Barroso, Luiz Carlos Moura, Silvana Mesquita Bertolini Penchel, Ana Márcia Girardi, Alessandra Novaes Barbosa, Fátima Furtado, Lúcia Rodrigues de Mendonça, Celso Theodoro, Bete Knop (que brincava com a Rosário, filha do casal de proprietários).

Finalmente, o Márcio Velasco lembrou-se de outra fase da casa, em 1975, quando lá funcionava o consultório do Dr. Moysés Assafin, e ele foi gravar no local uma pequena palestra do médico sobre o hormônio do pâncreas para as alunas da Escola Normal.

Foto: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério ???


ONDE FICA ESSA CASA COM JEITINHO DE POESIA ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - quem melhor definiu a casa-mistério da semana passada foi um de seus moradores, Luiz Peres, que assim a definiu: "casa construída em abril de 1957, pelo casal, Haroldo Peres (pai) e Maísa Prézia (mãe) 'in memorian', na Rua Rui Barbosa nº 02 - Bairro Santa Rita - São João Nepomuceno MG. Os filhos Luiz Peres, Flávio, Maísa, Marisa e Fábio agradecem pelo carinho, Pitomba BLOG".

A casa também foi reconhecida por outros leitores, como o Maninho Sanábio, João Bosco Tôrres, Lúcia Rigolon e Cristina Bedendo.

Foto: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015 É SÓ ALEGRIA!


Passadas as festas, a alegria e a euforia, já em 2015 temos uma conta vencendo e, ainda pisando em confetes e copos descartáveis, contemplamos um céu de anil, como se dizia, mas, afinal, perguntam os meus filhos, o que é essa porcaria de anil?

Normalmente, tenho a mania de ficar analisando as coisas e as pessoas, comparando, avaliando. Ou seja, sou um chato! Outro chato, este do século XVII, analisando a busca incessante pela alegria, afirmava: “não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la, que a julgamos boa”.

Aí, a gente percebe que tudo aquilo que fizemos na virada do ano para atrair prosperidade foi uma tremenda besteira, ou, colocado de outra forma, não comemos lentilha porque dinheiro é uma coisa muito boa, mas, na verdade, grande parte do valor do dinheiro é determinado porque comemos lentilha no réveillon. Pelo menos, assim pensava Espinoza, um dos pais da Ética.

Aí, um dos convidados da festa pode deixar o seu tablet (sim, porque, nestes tempos, para cada cem pessoas dançando, há pelo menos umas setenta conectadas em seus gadgets eletrônicos), e então questionar o filósofo:
- Você não está entendendo, véi, dinheiro é bom porque é naturalmente bom, e não porque eu acho que ele é bom.

Pois é, eu também pensava assim, que as coisas eram “naturalmente” boas. Por exemplo, desejo determinada mulher porque ela é muito gata, supergata. Mas, segundo meu guru holandês, ela só é supergata porque eu a desejo.

Essa Ética, matéria aliás da qual estamos carentes até a medula, é uma ética da ALEGRIA, porque é a busca da alegria que nos impulsiona, esse é o único sentimento que Espinoza reconhece. Ah, mas e a tristeza? É a falta de alegria! E o amor? É a alegria direcionada a uma causa exterior. E o ódio, tão presente em nosso mundo? É a falta de alegria também direcionada a uma causa exterior.

O fato é que, mesmo no século XXI, as pessoas são treinadas para acreditar que a razão está no controle; afinal, temos que controlar nossas paixões. Besteira! Aquela bobagem que você falou na noite passada, e que atribuiu aos efeitos da tacinha de champanha que tomou, na verdade é a sua potência de agir atuando em nome da alegria.

Assim, se tudo se resume à alegria, a questão de viver bem resume-se à retirada dos acessórios que normalmente associamos ao afeto, tipo “falta de”, “e se não” ou “e depois”, e vivenciar, saborear, apreciar e cultivar... a ALEGRIA! Palavra do Pitomba BLOG, ALEGRIA de ser sanjoanense.

Ah, e, para os mais jovens, anil é um corante azul.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Alissa, disponível em http://www.deviantart.com/art/Eternal-Blue-Sky-242891465

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL