segunda-feira, 14 de abril de 2014

CASOS CASAS & mistério ???


NA SEMANA PASSADA, muita gente reconheceu a casa da Avenida Carlos Alves. Além dos habituées Maninho Sanábio e Nilson Baptista, também acertaram: Bortolatto, Diego Silva, Eliane Fajardo, Patrícia Paula, Luiz Carlos Moura, Cida Abreu e Sebastião Luiz Costa.

POR ISSO, nesta semana, estamos lançando um desafio diferente. Vamos dizer onde é o local: é a Rua Coronel Augusto Pacheco de Rezende! Mas o desafio é: POR QUE AQUELE LOCAL É CHAMADO DE BECO DAS FLORES?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

SOBRE O PAU QUE NASCE TORTO


- Agora estou confiante, doutor, porque parece que, depois desse aperto, ele vai mudar o comportamento – diz a mulher.

Não sei a que doutor ela dirige o seu discurso de esperança. Também não sei quem é ELE. Será o marido? Pai? Filho?

Seja quem for a queixosa, ou o destinatário do discurso, vou dizer uma coisa para vocês: ELE NÃO VAI MELHORAR!

Digo pela minha longa experiência em ouvir pessoas por todos esses anos, não necessariamente de forma profissional, mas pelo bom senso que vai aumentando junto com os cabelos brancos, e também pela paciência que vai diminuindo junto com a audição.

Hoje, sentado na pracinha, vendo as crianças irem eufóricas para a escola, percebo, tarde é verdade, mas ainda a tempo, um grande motor do SOFRIMENTO: a EXPECTATIVA.

Meu Deus, quanto se sofre, e quanto se tem cada vez mais sofrido porque a outra pessoa que vive conosco, ou as pessoas que vivem conosco, não se comportam exatamente da maneira que nós ACHAMOS que elas deveriam se comportar.

Outra coisa, que é ainda pior, não apenas sofremos porque os outros não são do jeito que gostaríamos que fossem, mas achamos que eles vão “melhorar” e, quando não "melhoram”, sofremos também por isto.

Não quero dizer que as pessoas não mudem.  Sim, elas mudam, mas mudam, naturalmente, porque amadurecem.  O que não quer dizer que evoluam como seres humanos. Na verdade, em relação às nossas expectativas, que são do tempo em que conhecemos a pessoa, as mudanças, na maioria das vezes, são para “pior”.

Finalmente, uma palavra sobre os alarmistas, que perguntam: então, devemos perder a esperança?  Aqui, cabe uma pausa para diferenciáramos estas duas palavras: ESPERANÇA e EXPECTATIVA.

Ter expectativa significa CRIAR UMA FANTASIA, uma ilusão, na qual a pessoa que é o outro na minha vida seja capaz de, e vá realizar TODOS os meus desejos.

Ter esperança é relacionar-se como ensinado pelo genial Geraldo Azevedo: “se você vier pro que der e vier comigo, eu te prometo o sol, SE hoje o sol sair; ou a chuva, SE a chuva cair”. Isto também SE você vier pro que der e vier comigo, tá?

Crônica: Jorge Marin
Foto: pintura acrílica de Ann Marie Bone, disponível em http://www.deviantart.com/art/Twist-429694922.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

UM BARULHO NA VARANDA


Dia desses, ao entrar nos correios, me lembrei de uma coisa que marcou pra caramba minha infância. Acredito até que, não somente a minha, mas um monte de outras pessoas.

Eram as famosas correspondências que enviávamos aos diversos CONSULADOS E EMBAIXADAS em busca de informações e imagens de seus respectivos países. Por sinal, todas as cartas eram idênticas e, quase sempre,  escritas de próprio punho, onde trocávamos apenas o nome do país no envelope. Quase sempre chegávamos aos correios, carregando uma centena delas e por lá permanecíamos pacientemente, por  um bom tempo, até que acabássemos de selar uma a uma.

Interessante o prazer e a ansiedade que sentíamos em ficar aguardando por uma resposta, que, geralmente, aconteceria no prazo de duas ou três semanas. Mas valia a pena, pois sempre vinham acompanhados de lindas fotografias, selos, revistas etc. Era muito raro uma embaixada não responder, mas acontecia.

Como esquecer do barulho daqueles imensos envelopes que eram jogados pelos carteiros em nossa casa? Às vezes acontecia de chegar material de dois ou três países ao mesmo tempo e isso era facilmente percebido devido àquele  barulhão ao caírem na varanda. Uma MAGIA que, infelizmente, se perdeu no tempo, principalmente em circunstância de uma evolução tecnológica sem precedentes.

Semana passada, sentado confortavelmente frente ao meu computador, pude com apenas alguns toques no teclado, caminhar tranquilamente, através do Google Maps, pelas ruas de Pozzoleone, cidade natal de meus avós na Itália. Quanta facilidade e emoção, mas confesso ainda sentir saudade daquela ESPERA e do barulho dos ENVELOPES na varanda.

Crônica: Serjão Missiaggia.
Foto: disponível em http://www.infoescola.com/profissoes/carteiro/

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CASOS CASAS & detalhes




Rua Doutor João Couto.  Por muitos anos, a única via de saída da cidade.

Por isso, para todos nós, que por um motivo ou por outro, tivemos que deixar a Garbosa, ainda dá um certo nó na garganta lembrar de quando o ônibus da Bassamar dava aquela viradinha ali na Praça Carlos Alves e tomava o rumo do Caxangá.

Tenho certeza que muitos se perguntam: ah, e se eu tivesse ficado?  O que teria acontecido? No entanto, como dizia Ghandi: "a felicidade é o caminho".  No caso, a Rua Dr. João Couto pode ter sido, assim como é para os seus felizes moradores, o começo da felicidade.

Porém, se todos que deixaram São João, tivessem a visão dessa última foto, não sei não.

Fotos: Serjão Missiaggia
Texto: Jorge Marin


CASOS CASAS & mistério ???


ONDE FICA ESSA CASA ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio (sempre ele) foi o único a reconhecer a fachada ao lado da Casa dos Patinhos, na Rua Barão de São João.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"NAQUELE" TEMPO É QUE ERA BOM?


Aproximando-se a comemoração do quinto aniversário do Blog, uma pergunta é inevitável: “naquele” tempo é que era bom?

Constantemente, lemos comentários em nossas postagens e também no Facebook, expressando a saudade por um tempo que passou, um tempo supostamente “bom”, o que geralmente quer dizer: mais ingênuo, mais natural e, sei lá, até mais santo.

No entanto, é preciso que estejamos despertos para um fato: a nossa vida é AGORA, e todo sentimento em relação ao que se foi, às boas lembranças, e também às más, é pura PERDA DE TEMPO. 

Vivemos, sim, bons momentos e lembrá-los de vez em quando, até com um incremento aventuresco como fazemos aqui no Blog, é muito prazeroso. Mas, carregar tal memória, ainda que boa, o tempo todo, é como sair na rua com um gravador de rolo numa mão e uma câmera betamax na outra.  Além de anacrônico, é profundamente cansativo e desconfortável.

Naquele “nosso” tempo, que muitos dizem “ê tempo bom”, ainda se morria de gripe e tuberculose.  Em 1964, temos relembrado o cinquentenário por estes dias, não podíamos nos reunir, nem ler o que quiséssemos e, se num filme aparecesse uma cena de nudez, esta era coberta por umas bolinhas pretas que corriam atrás dos genitais, alguém se lembra?

Sim, éramos felizes, mas, da mesma forma como ocorre hoje, a felicidade estava nas pequenas coisas: num beijo roubado, numa farra com amigos, num baile do Operário. Hoje pode ser na formatura de um neto, num baile da (eca!) terceira idade e, por que não, num beijo roubado também.  Afinal, temos boca, corpo e paixão!

A grande lição que aprendi com o computador foi um comando chamado ESVAZIAR A LIXEIRA.  É bom para a memória randômica, dele e nossa.  Melhora o desempenho, dele e nosso. E, igualmente para ambos, é extremamente saudável.

Crônica: Jorge Marin
Foto: Mosh Dem, disponível em http://www.deviantart.com/art/Empty-89214600

quarta-feira, 2 de abril de 2014

UM AMIGO CHAMADO EMMERSON NOGUEIRA


Dias atrás, tive a HONRA de receber através de meu irmão Pitombense Silvio Heleno, um exemplar do CD gravado por Emmerson Nogueira em seu Estúdio Versão Acústica, com músicas de sua autoria e de nosso não menos genial e saudoso amigo Paulinho Cri Cri.

Depois de ouvir com muito carinho cada canção, não teria como deixar de comentar e exaltar ainda mais aquilo que tanto já sabíamos, ou seja, as qualidades de nosso talentoso conterrâneo. O cara além de excelente músico, compositor, cantor e fã das travessuras do Pitomba, é um arranjador fantástico. Enquanto escutava não tive como evitar certa emoção ao lembrar o saudoso Cacau e é claro o próprio Cri Cri.

Falando no pai Cacau, pessoa esta finíssima, que, juntamente com o mano Juninho, tive a felicidade de conhecer ainda no início da carreira do Emmerson, hoje fico a imaginar do orgulho que teria se ainda estivesse entre nós, dessa fascinante e mágica ascensão musical do filhão.

(SINCERAMENTE ACREDITO QUE AS BELAS CANÇÕES E AS BOAS ENERGIAS TRANSCENDEM E ALCANÇAM LUGARES INIMAGINÁVEIS).

Lembro-me como se fosse hoje, das vezes em que eu passava pelo calçadão e ele, gentilmente, me chamava pra dar as notícias sobre os festivais da canção que estariam acontecendo. Difícil esquecer aquele seu prazer ao passar os resultados, e do brilho que irradiava de seu olhar a cada conquista da dupla Emmerson e Caquinho.   

Cara, e não é que fui privilegiado ao ser a primeira pessoa a escutar “FIM DE TODAS AS CANÇÕES”, música que acabara de sair quentinha do forno e que foi primeiríssima colocada no famoso festival Canta Minas? Modéstia à parte, confesso que hoje me sinto meio que profético quando, ao acabar de escutá-la, ainda na oficina, comentar sobre seu potencial e das muitas vitórias que com certeza viriam. Não deu outra. Apesar de um belo nome, era na realidade, o INÍCIO DE TODAS AS CANÇÕES.

Aproveito esta oportunidade para agradecer o significativo momento e dizer que esse seu exemplo de humildade, músico, profissional e AMIGO é mais do que motivo para nos deixar envaidecido.

Ao Futuro e ALÉM!

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto: Face do Sílvio Heleno Picorone

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL