segunda-feira, 12 de outubro de 2015
CASOS CASAS & mistério ???
QUE PAISAGEM SANJOANENSE É ESSA AÍ ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - As primeiras a reconhecer o Bairro Santa Rita foram: Aline Costa, Lúcia Salvador e Evanise Rezende.
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
ARVORADOS & DESARVORADOS
Pegando
uma carona na publicação de quarta-feira do meu compadre Serjão, gostaria de
falar sobre essa preocupação com as árvores urbanas. Ao contrário do que muitos
pensam, esse assunto não é frescura (talvez frescor) e nem papo de ecochato. As
árvores urbanas são, sim, extremamente importantes para a qualidade de vidas
dos cidadãos e do meio ambiente.
Pra
início de conversa, os custos de implantação e manejo são extremamente baixos
se comparados aos benefícios que as árvores proporcionam, que vão desde o óbvio
conforto térmico (muito bem-vindo em cidades quentes como a nossa) até o
bem-estar psicológico e alguns serviços que nossas amigas verdes nos prestam
gratuitamente.
Por
exemplo, as árvores aumentam a permeabilidade do solo, evitando o perigo das
enchentes e do escoamento superficial das chuvas (as enxurradas). Felizmente,
temos poucas ruas asfaltadas, mas, nos locais de alta concentração de asfalto e
concreto, ocorrem as chamadas “ilhas de calor”, locais extremamente quentes e
com baixa umidade, situação que pode ser moderada pela arborização daquelas
áreas.
E, já que
falamos em chuvas, sabiam que as copas das árvores funcionam como um fator de
retenção hídrica? Elas formam um tipo de caixa d’água natural que evita a
erosão e diminui o volume de chuva no solo.
A questão
da sombra, outro fator óbvio de bem-estar, pode servir também para economizar
recursos públicos, pois as sombras produzidas pelas árvores diminuem os
fenômenos de contração e dilatação de áreas pavimentadas. Também na área da
saúde, há economia de atendimento a pessoas com doenças de pele e de visão,
pois as copas das árvores filtram os raios solares e diminuem os efeitos da
fotoexposição humana.
Árvores abrigam
uma multidão de seres vivos que enriquecem o ecossistema urbano, pois criam uma
cadeia alimentar com insetos, líquens e pássaros que, por sua vez, vão
embelezar e enriquecer a biodiversidade.
Outro
grande benefício é a redução da poluição atmosférica. Em cidades onde houve
crescimento do número de veículos, como, por exemplo, todas as do Brasil, as árvores são capazes de reter em suas folhas aquelas partículas
poluentes que ficam em suspensão no ar, que, posteriormente, são lavadas pelas
águas das chuvas. Mais economia para os sistemas públicos de saúde, com redução
das doenças das vias respiratórias e das alergias.
Enfim,
além dos argumentos afetivos, humanitários e emocionais apresentados de forma brilhante
pelo Serjão na quarta-feira, resolvi elencar aqui alguns motivos pelos quais
esse assunto, que interessa a todos os cidadãos, deve fazer parte de todas as
agendas políticas de atuais e futuros governantes. Como lembra o grande
prefeito e arquiteto Jaime Lerner: “o planejamento da cidade é uma trajetória.
Você começa, a população reage e corrige”.
Crônica:
Jorge Marin
Foto : Serjão Missiaggia
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
AINDA NOSSAS ÁRVORES
Em minhas
caminhadas, fazendo uso de suas sombras, não há uma única vez em que passo
frente a essas meninas e fico a imaginar a possibilidade, de termos, no futuro,
outras mais iguais a essas espalhadas por nossas ruas. A falta de uma única
árvore é suficiente pra sentirmos o quanto úteis elas são, e seus inúmeros benefícios
serão facilmente percebidos quando se perde uma próxima de você sem que haja reposição.
E foi o que aconteceu próximo à minha varanda.
Interessante
que, recentemente, fazendo uma breve visita a Cataguases, fiquei impressionado
com a política de arborização que vem sendo desenvolvida há anos naquela cidade.
É bem verdade que, mesmo em se tratando
de um lugar bastante quente, principalmente se comparado à nossa querida
Garbosa, confesso que, diante da proteção do VERDE e suas inúmeras SOMBRAS, me
senti extremante mais confortável.
Por que
não começarmos a estimular uma REARBORIZAÇÃO CONTÍNUA de nossas ruas e praças,
tentando assim recuperar num breve período de tempo, pelo menos um pouquinho do
nosso tão precioso ACONCHEGO VERDE? Se
repararmos bem, fomos sutilmente perdendo, ao longo dos anos, muitas de nossas
árvores, a maioria das quais na área central da cidade e com pouquíssimas
reposições!
Cada
morador seria convidado a participar do plantio e, posteriormente, ser
responsável pela árvore que viesse a ser plantada próxima à sua residência. Seríamos
uma espécie de padrinho e sentinela daquela referente a nós. Pra isso, acho até
que deveríamos dar preferência às CRIANÇAS. Com absoluta certeza, nossos filhos
e netos serão eternamente gratos, e as gerações futuras não correrão o risco de
ter que pagar um alto preço por um erro do passado.
Coincidentemente,
logo pós terminar este texto, ao passar pela Rua Joaquim Murtinho, tive a grata
surpresa de deparar-me com quatro mudas recentemente ali plantadas. Ainda sem
as grades protetoras de madeira, lamentavelmente constatei que duas delas já
haviam sido quebradas por alguém.
Difícil
entender isso, não?
Crônica e
foto: Serjão Missiaggia
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
CASOS CASARÕES & seus detalhes misteriosos ???
QUEM SABE ALGUMA HISTÓRIA DESSA CASA ???
CASARÃO DA SEMANA PASSADA - As três primeiras a reconhecer o edifício do sr. Carlito Guazzi, o primeiro de São João, foram: Zezé do Couto Ciscoto, Mirian Knop (neta) e Evanise Rezende.
Além disso, muitos moradores foram lembrados: Vanda, Gilson Marcelos, Tadeu da Miralda, Dona Divinha e Gonzaga, Dona Agnalda e sr. Ricardo (construtor do prédio), Nely Gonçalves (madrinha do Pitomba) que, segundo o Márcio Velasco, assistiu, da sacada do prédio, ao primeiro abalo sísmico ocorrido em São João, provavelmente resultado da explosão, no início da década de 1970, da primeira Bomba de Melodias, causo já contado aqui no Blog.
Foto: Serjão Missiaggia
CASOS CASAS & mistérios ???
QUE LUGAR É ESSE EM SÃO JOÃO ???
ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Desta vez, dois leitores deram um show: entortamos a foto da rua que vai para a Torre (continuação da Rua Nazareth), mas o local foi reconhecido. Primeiro, pelo Maninho Sanábio, que ainda lembrou que era onde morava o Sebastiãozinho Mattos. Em seguida, também a Evanise Rezende acertou. Parabéns!!!
Foto: Serjão Missiaggia
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
TÓCHICOS: BEBENDO MACONHA (FINAL)
Já havia alguns
dias que minhas tias tinham recebido a notícia de que os “tóchicos” estavam
invadindo São João. Naquele glorioso ano de 1972, não se falava de outra coisa
na cidade.
Muitos apregoavam
o fim dos tempos, outros citavam a Bíblia naquela parte sobre Sodoma e Gomorra,
pois, diziam alguns, as tais drogas faziam as pessoas agirem diretamente no
pecado, mesmo sem vontade. Contam que uma certa moça, moça de família, até
concordou em fornicar com o seu namorado, mesmo sem ter nem noivado.
- Isso é
coisa de “cumunista” – dizia o sô Arnaldo, nosso vizinho.
Eu, na
bocozice dos meus quatorze anos, morria de medo dessas coisas estranhas. Embora
estivesse autorizado a sair de casa, para ir trabalhar lá no Banco Commércio e
Indústria, eu jamais me arrisquei a ir num dos tais "barzinhos"
porque me disseram, com conhecimento de causa, que lá eles colocavam uma tal de
maconha na sua bebida. Aí, você endoidava de vez!
Teve um
dia que eu fui lá na Delegacia, entregar umas correspondências pro Monteiro, e,
na saída, um soldado disse que o delegado, que era novo na cidade, queria falar
comigo. Cagão que só, morri de medo, mas entrei todo solícito com minha
pastinha, e o tal homem mandou eu sentar, e disse solenemente:
- Você
sabe que você está na lista?
Bom, é
preciso abrir um parêntese para explicar essa coisa de lista: nos tempos da
ditadura militar, era muito comum os policiais procurarem células comunistas
nas cidades. Assim, havia o grupo dos onze, que era um tipo de organização
criada pelo Brizola para apoiar o Jango. Aí, a polícia ficava fazendo uma lista
pra tentar adivinhar a “escalação” completa dos onze do grupo.
Mas, como
espionar comunista é pouco, eles também tinham uma lista dos “viados” (naquele
tempo podia falar) e outra, mais recente, dos maconheiros, e era nesta que eu
estava. Quase desmaiei quando o delegado falou, pois embora eu já tivesse lido
sobre a maconha num livro de botânica, e soubesse que ela era fumada e não
bebida (coisa que as minhas tias jamais concordaram), eu nunca tinha visto um
cigarro daqueles, mesmo porque eu detestava cigarro, acho que é porque eu tinha
bronquite.
- Eu não
acredito que você, um jovem trabalhador, use essas coisas não, meu filho, mas,
se seu nome está na lista, é porque você deve conhecer quem usa. Aí, eu só
queria saber mesmo é o nome das pessoas, pra dar, assim, uma orientação, sabe
como é.
Imaginem
vocês que, já naquele tempo, me ofereceram a “delação premiada”, mas, tanto em
1972 como hoje, eu sempre tive um ódio mortal de dedo duro. Eu não me lembro
como, mas eu saí e fui subindo a rua Capitão Basílio, preocupado, pensando
assim:
- Não
adianta nada ser inocente, pois se o seu nome tá na lista, aí já era!
Crônica:
Jorge Marin
Foto : disponível em http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/propagandas-antigas-de
.
Assinar:
Postagens (Atom)
BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL






