quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

DE EL SHADAY A CANTARES


Essa foto sempre teve muito significado pra mim, pois, da mesma forma que aconteceu com o Pitomba, com as serenatas e de quando tocava com a Nely, teria sido igualmente uma época muito legal. Digo isso, não somente pelo lado musical, mas também pelo contato agradável com aqueles inesquecíveis amigos de jornada. Infelizmente, nem todos se encontravam nesse dia, quando, no anexo dos Trombeteiros, gravávamos um jingle para o Studio 35.

Primeiramente, em 1983, veio a nascer o Coral El Shaday, se é que poderíamos chamar de coral, pois era um grupo em que havia violões elétricos, contrabaixo, bongo e uma infinidade de outros instrumentos de percussão como: afoxé, chocalho, pandeiros, triângulo etc. Muitas vozes, em tons diferenciados e muitíssimo bem ensaiados, aconteciam em função de uma disciplina de ensaios, que eram quase sempre realizados no salão paroquial. Éramos responsáveis pela missa das dezoito horas, mas era muito comum também participarmos de jograis, serenatas beneficentes e outros.

Dois fatos muito me marcaram naquele período, sendo ambos com o nosso inesquecível amigo Neném Itaborahy, que, carinhosamente, era chamado pelos pitombenses de Baby. E ele se divertia muitíssimo com isso.

Um desses fatos aconteceu quando, ao encontrar certa vez com ele na rua, me perguntou se eu estaria entre o pessoal que havia feito uma serenata em sua casa na noite anterior. Mesmo sabendo da educação esmerada de nosso saudoso amigo, logo pensei: ih, é agora que vem chumbo grosso pro nosso lado! Assim, um tanto temeroso e cabisbaixo, em função de o hômi ser, além de um grande músico, também maestro, disse que sim. Para meu espanto, confessou que teria sido uma das serenatas mais bonitas que havia escutado e que a afinação dos instrumentos e das vozes estava perfeita. E que felicidade escutar aquilo vindo de Neném Itaborahy! 

Numa outra oportunidade, disse que sempre gostava de subir um pouco mais cedo quando ia buscar sua esposa na missa, apenas pra poder ficar alguns momentos do lado de fora escutando os cânticos.



Tempos mais tarde, já com o término do coral em 1985, surgiu a ideia de montarmos um conjunto, para que pudéssemos, através da música e de textos intercalados, levar uma mensagem cristã em nossas apresentações. Conjunto este que se chamou Cantares. Por sinal, uma inovação em matéria de evangelização, onde, visando principalmente os mais jovens, introduzimos, pela primeira vez na cidade, instrumentos e arranjos num estilo totalmente pop: bateria, teclado, contrabaixo, distorções, tumbadora, aparelhos potentes, jogo de luzes etc. Fizemos duas belas apresentações no centro cultural, ambas com o local totalmente ocupado.

Se, por um lado, alguns mais conservadores ficaram meio que assustados com aquela inovação de arranjos e parafernália de instrumentos, hoje é bastante gratificante vermos que a quase totalidade das igrejas seguiu o mesmo rumo. Bons conjuntos e, mesmo com alguns se excedendo um pouco mais no volume dos instrumentos, seguem, através da música, evangelizando e alegrando os mais diversos cultos.

Crônica: Serjão Missiaggia
Fotos   : acervo do autor

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

BELEZAS DA TERRINHA


Vista aérea do Grupo Escolar Coronel José Braz, tendo, ao fundo, o Hospital São João e a Igreja do Rosário.

Foto: Serjão Missiaggia


CASOS CASA(RÕES) & seus detalhes misteriosos


QUEM JÁ ESTEVE NESSA CASA AÍ ???

CASARÃO DA SEMANA PASSADA - O primeiro a reconhecer a casa do Sr. Gunga na Rua Zeca Henriques foi o Luiz Carlos Moura, seguido pela D. Renee Cruz. Também reconheceram a casa: Renato Espindola, Marcelo Oliveira, Lilian Loures, Silvia Avianna, Paulo Ladeira Ladeira, Cléa Pessoa, Denise Picorone e Bete Knop. 

O Nilson Magno Baptista, nossa enciclopédia, explicou "nesta casa viveu por muitos anos, juntamente com a família, o Sr. Edésio Ferreira, irmão do Sr. Hercílio Ferreira, o inesquecível "Bolote". Sr. Edésio era proprietário rural, grande produtor de leite e presidente do Sindicato Rural de São João Nepomuceno". 

Alguns não entraram na casa pela porta da frente, como revela a Mika, irmã do Serjão: "casa onde morou sr Gunga, irmão do Bolote.Fica na esquina da Av Zeca Henriques, antes da ponte para a Matriz. Quando minha família mudou-se para esta Av., nossos quintais eram separados por frágeis cercas de bambu.Entre nossa casa e esta , havia outra onde morava um casal de franceses.( depois morou a Nozinha, depois Carlota, depois Dr Geraldo Luís... etc ) Pois bem: saíamos do nosso quintal, passávamos pela casa dos franceses e saíamos no quintal desta casa do Gunga onde saboreávamos, escondido, muitas mangas gostosas".

Foto: Serjão Missiaggia

CASOS CASAS & mistério ???


QUE LUGAR É ESSE AÍ, MINHA GENTE ???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Pouca gente reconheceu a casa do Sr. Antônio Sachetto, na Rua Cônego Reis, ao lado da antiga casa do Jorge Marin (nem ele se lembrou!): somente a Maria Do Rosario Rigolon, filha do sr. Angilim, que tinha uma marcenaria do outro lado, e a Patricia Paula. Nesse mistério, marcamos ponto, pois nem o Maninho Sanábio (que desistiu) e nem o Luiz Carlos Moura, o Supercarteiro, acertaram.

Foto: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O SAGRADO E A INDONÉSIA


Afinal, o que é sagrado? O ataque terrorista à revista francesa Charlie Hebdo, que publicava charges ofensivas ao profeta Maomé deixou algumas reflexões que acabam por afetar a todos nós, e aos nossos conceitos, ou preconceitos.

Um dos nossos ídolos de juventude, Tony Bellotto, dos Titãs, é enfático em sua coluna dO Globo: “nada é tão sagrado que não mereça uma profanação ou uma sacanagem”. Mesmo com toda a isenção e com todo o liberalismo ou libertarismo que tento imprimir em minha vida, não consigo corroborar a opinião do meu ídolo titã.

Explico: admito uma vida vivida sem nenhum tipo de referência a qualquer tipo de deus. No entanto, não consigo prescindir da existência do sagrado, não no sentido proselitista ou canônico, mas no reconhecimento de uma Lei, seja esta cultural, mesmo não escrita ou institucionalizada. A Lei existe justamente como um balizador do que é ou não permitido em determinada sociedade.

Podem perguntar: mas não é possível, como ocorre muito no Brasil, de se driblar a lei? Sim, é possível, mas há consequências. O que tento dizer é que, por mais abominável que seja o terrorismo (e é!), uma pessoa que, deliberadamente, achincalha, debocha ou desqualifica determinado símbolo que é sagrado para determinada cultura, está, de certa forma, cometendo uma violência. Não digo que uma charge deva ser retaliada com um tiro, mas entendo que provocar pessoas ou grupos é um ato que não deve vir acompanhado da certeza de uma resposta tolerante ou compreensiva.

Talvez, na realidade, eu seja um medroso, mas jamais vou desrespeitar a crença de ninguém: pessoas tocam meu interfone e me oferecem aqueles panfletos sobre o fim do mundo e a ressurreição dos mortos, e a minha reação é cumprimentá-las, agradecê-las pela preocupação com a minha salvação, mas dizer, com toda a calma, que, infelizmente, não compartilho daquela crença. Só isso.

Talvez no Brasil dos últimos anos tenhamos nos tornado moderninhos demais, liberaizinhos demais e, quando se trata de Lei, os nossos ídolos são aqueles que a burlam, que a contornam, que a enrolam. E basta ver as pessoas nas quais votamos para nos representar politicamente que iremos constatar a veracidade do que eu digo.

Por isso, quando um conterrâneo nosso desembarca num país estrangeiro onde, claramente, explicitamente, está registrado na lei que o tráfico de drogas é punido com a morte, e esse indivíduo trafica droga, nós, brasileiros, ficamos na dúvida: o que será que vai acontecer com ele? Quando a resposta, mais do que lógica, vem na forma de uma bala cravada no coração do criminoso, reclamamos: é barbárie, é uma paisinho atrasado. Gente, não é um país atrasado: é a maior nação islâmica do mundo, com mais de 230 milhões de habitantes!

Percebem que, nos dois casos, o que está em jogo é o respeito, ou não, a outras culturas? E, também em ambos, trata-se de consequências sinistras a atos de transgressão a tais culturas? Eu não faço defesa de nenhuma postura. Acho apenas que, mais do que qualquer lei sagrada, a terceira Lei de Newton é bem esclarecedora.

Crônica: Jorge Marin
Foto     : Catedral de Jakarta, disponível em https://www.flickr.com/photos/chocky_halomoan/6492246785/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CAUSOS DO STIDUM - Final: Um Pito do Bolote


Ainda lembrando alguns fatos pitorescos do Stidum. Certa vez meu amigo Beto, numa daquelas inocentes brincadeiras de criança, cismou em andar de olhos fechados em toda a extensão de sua beirada. O negócio, segundo ele, seria tentar mostrar, claro, além de coragem, que isso seria possível. Não foi!  Por sorte, veio a acontecer uma queda sem nenhum arranhão, principalmente, por ter caído centímetros de uma enorme pedra.

Numa época em que ainda não existia um dos muros laterais, gostávamos de ficar descendo e escorregando pelo barranco até próximo a água. Fazíamos isso com bastante maestria, mas sempre sentados. Até, que um belo dia, adivinhe quem? Isso mesmo, meu amigo Beto, resolvendo inovar, começou descer de barriga.  Minha mãe havia acabado de passar sobre a pequenina ponte que ligava uma rua a outra e ter me alertado sobre o perigo de cair naquela água. E não deu outra, quando, na tentativa de imitar meu amigo, e ignorando totalmente o alerta de minha mãe, lá fui eu tranquilamente deslizando de barriga barranco abaixo. E não é que teria sido uma descida tranquila e emocionante se não fosse pelo simples fato de ter me esquecido de perguntar ao saudoso amigo como faria pra frear?  Fui de cara naquela água barrenta e imunda pra descobrir, meses depois, diante de fortes dores abdominais, que havia pescado algumas amebas.

Hoje, observando como uma grande parcela da população fica a tratar impunemente seus rios e mananciais, poluindo-os com os mais diversos tipo de lixo, é que lembrei um fato que aconteceu comigo e o inesquecível Bolote. Foi certa vez, quando me encontrava sozinho na beirada do córrego e brincava de jogar pedras na água pra fazer patinho. Lembram dessa brincadeira? Então! No exato momento em que eu estava arremessando uma dessas pedras, para minha infelicidade, também estava o Bolote, acabando de passar com sua famosa charrete. Ao ver-me atirando a pedra, puxou com toda força a rédea, pulou da charrete e vindo “furioso” pro meu lado foi logo dizendo: “Ah, se eu te pego, italiano! Dá no pé e pare de sujar córrego!” Só sei que saí a duzentos por hora e entrei rapidinho dentro de casa. Moral de história: nunca mais joguei uma única pedra no córrego.

Sempre tive pavor de aranhas e, para meu desespero, era muito comum depararmos com alguma subindo o muro. Certa vez, enquanto da varanda observava o movimento da rua, vi quando duas senhoras, vindo andando em sua beirada, começaram a pular e a gritar pedindo para que eu fosse matar uma dessas. Fingi não escutar!!!

Acho que todos já ouviram falar da enchente de 1960, que, segundo historiadores, teria sido em função de uma tromba d’água que havia caído na nascente do Stidum. A forte correnteza veio arrastando tudo, inclusive algumas toras de uma marcenaria que existia ali naquele lava-jato na Rua Joaquim Murtinho. As tais toras, entre umas e outras coisas, ajudaram a entupir a passagem da água sobre as pontes e, saindo do leito, foram parar frente à casa de nosso irmão pitombense Suveleno. Graças a um de seus ônibus (Expresso Picorone), que estava estacionado em frente, nada aconteceu, pois serviu de barreira pra que elas não atingissem a casa.

Naquele córrego já caiu também um Aero Willis, que, segundo consta, teria perdido o freio enquanto descia a Guarda-Mor Furtado, sendo que o mesmo aconteceu com uma bicicleta. Dizem que teve uma pessoa que pulou certa vez ali para suicidar, mas, sinceramente, não me lembro.                                                                                                                                                         
Para terminar, confesso que dois fenômenos muito me intrigaram ao longo desses anos: um deles foi o fato de ver tantos casais de namorados ali sentados e nunca terem se desequilibrado, e o outro foi o mistério pelo qual dezenas e dezenas de bebuns passaram naquela beirada, e, cambaleando daqui, cambaleando dali, jamais terem caído lá dentro.

Crônica: Serjão Missiaggia
Foto     : acervo do autor

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

BELEZAS DA TERRINHA


Maravilha essa nossa Praça Daniel Sarmento: dignidade, beleza e... sombra (benditos os vereadores que tombaram essa árvore!).

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL