sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FALANDO DE POLÍTICA NO BLOG


Um questionamento frequente nos é feito aqui no Blog: mas, vocês não falam de política?

Sanjoanenses, conhecemos bem o fuzuê que é a disputa política em nossa terrinha. Imagino, com um certo exagero, que as discussões travadas na Rua do Sarmento possam se assemelhar àquelas vivenciadas pelos gregos, em suas cidades-estado no início da democracia.

O que leva a essa comparação, romântica ou delirante (não sei bem qual das duas) é o fato de nós, da mesma forma que aqueles atenienses antigos, nos conhecermos uns aos outros.

Mas, até aí morreu o Neves. Mas deixou o neto, dirão uns maldosos. O fato é que a política sempre foi um embate entre quem quer continuar mandando e quem não está mais disposto a obedecer.

Até agora.

Com a  chegada do Facebook, os partidários das pessoas que estão no poder não apenas querem que a situação permaneça exatamente como está como também esperam que os opositores do poder reconheçam que os seus desejos pessoais são malignos, fruto de alguma ideologia alienígena.

Por exemplo, se quem está no poder é um partido de esquerda, seus opositores dirão que eles são marxistas, comunistas ou terroristas.

Se o governo for de direita, então irão dizer que se trata de nazistas, fanáticos ou militaristas.

Sempre uma coisa ou outra. Sempre uma no lugar da outra.

E, enquanto brigamos uns com os outros, quadrilhas bem organizadas vão nos roubando: a qualidade de vida, a dignidade, a decência e até a nossa vivência de democracia.

E a famosa frase de César e Napoleão "dividir para governar" recebe uma leitura pós-moderna: "imbecilizar para roubar".

Crônica: Jorge Marin

MÚSICAS QUE O PITOMBA ESCUTAVA


STING & STEVE WONDER. Imperdível.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TEMPOS REMOTOS


Enquanto deitado confortavelmente no velho sofá de minha casa com um controle remoto nas mãos, fiquei a imaginar como seria hilário se, no tempo daqueles televisores antigos, já existissem os famosos suportes de girovisão. E que dificuldade seria para acessá-las, haja vista que muitas televisões, como a que tenho em meu quarto, encontra-se posicionada quase no teto. Por sinal, muitos entendidos dizem que esta ociosidade diante da parafernália dos eletrônicos, em muito vem contribuindo com a obesidade. Mas isso é já outro assunto.

Voltando então àquelas velhas e românticas televisões à válvula (quase sempre Philco ou Philips), quem não se recorda do esforço físico que éramos submetidos para poder controlá-las. Em muitas casas, inclusive na minha, havia até um revezamento pré-combinado para que não cansasse uma só pessoa. Disputar no par ou ímpar era também muito comum entre os membros da família, principalmente para ver quem, naquela noite, seria o contemplado pra levantar menos vezes.

E como éramos pacientes naquela época, não?  Ao ligá-las, obrigatoriamente, tínhamos que esperar que aquecessem suas válvulas por pelos menos dois a três minutos. Somente depois que começava a aparecer som e imagem. Alguns entendidos diziam que seria prudente, depois de duas horas funcionando, desligá-las por, pelo menos dez minutos, para que assim, dando uma boa esfriada em suas válvulas, não viessem a queimar.

Logo depois de aquecidas, uma primeira levantada do sofá de imediato sempre acontecia, e isso se dava em razão da necessidade de se fazer os primeiros ajustes na sintonia fina. Geralmente, esse procedimento era realizado ao se girar uma daquelas imensas “rodelas” que quase sempre se encontrava sobre o seletor de canais. O negócio era girar pra esquerda, girar pra direita, até que, finalmente, melhorasse aquele incômodo chuvisco. 

Épocas em que a energia elétrica variava muito, fazendo com que as faixas de convergência nos tirassem muitas vezes do sofá, e do sério também. E, para aquelas residências que não possuíam os enormes estabilizadores de energia, é que a coisa ficava ainda mais cansativa. Lá em casa, corrigir o vertical era minha responsabilidade, enquanto o horizontal sempre ficava por conta de minha irmã.

Uma levantadinha básica pra se ajustar o volume sempre acontecia, sendo que quase nunca para se mexer no brilho e contraste. Se um vento forte nos pegasse de surpresa, o negócio era dar uma pequena torcedela no cano externo da antena pra redirecioná-la melhor com a torre. Chuva com relâmpagos então era um deus nos acuda, pois, provavelmente, ficaria tudo fora do ar por pelo menos três dias. Subir nessas montanhas num período em que nem estrada existia direito não era fácil não. O Sr. João, com seu famoso jipe, e o Sr. Tavinho que o digam.

Sorte nossa que, naquele tempo, somente o sinal de dois canais de televisão chegava à cidade, sendo um deles a TV Tupi e outro a TV Rio, mas mesmo assim, tínhamos obrigatoriamente que nos levantar para girar uma pequena chaveta, quase sempre afixada na parede, usada para inverter as antenas e com isso sintonizar o outro canal.

Ô vida cansativa ver televisão naquele tempo, sô! Pelo menos, tudo isso acontecia em meio expediente, pois, na maioria das casas, os televisores eram ligados somente depois das dezoito horas.

Crônica: Serjão Missiaggia

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

BELEZAS DA TERRINHA


ÓIA ELA AÍ... A FÁBRICA!

COMENTÁRIOS SOBRE A RUA GALDINO FURTADO DE MENDONÇA - O primeiro a reconhecer a rua da semana passada foi o Camilo Pontes, que comentou: "minha irmã morava aí nessa rua. Era os fundos do sobrado do Largo da Matriz [o casarão do Sô Milu]!! Mais à frente, a estrada para Roça Grande, com a casa do Sr. Paulinho Vital à direita.".

Também reconheceram o local a Ana Emília Silva Vilela e a Mika Missiaggia Velasco, que se lembrou do enorme pé de jatobá.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia
Trat.imagem: Jorge Marin

TODA CASA TEM UM CASO


QUEM SABE ALGUM CASO SOBRE ESSA CASA???

CASA DA SEMANA PASSADA - Os primeiros a reconhecer a casa do Bairro São José foram: Ana Emília Silva Vilela, Fernanda Macêdo e Walter Badaró, que contou o caso da casa: "Casa da falecida Dona Clementina, senhora pequenininha, mas de uma enorme braveza. Não podíamos jogar uma bola em frente à casa dela, se ela pegasse a bola, a faca comia solta, ela era mãe do Zé Maria Pororó.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia.
Trat.imagem: Jorge Marin

CASOS CASAS & mistérios???


QUEM EXPLICA ESSA PAISAGEM???

ACERTADORES DA SEMANA PASSADA - Maninho Sanábio, Ana Emília Silva Vilela e Fernanda Macêdo foram os primeiros a reconhecer o jardim em frente à Multiclínica, também reconhecido pelo seu autor, o Flávio Vitoi.

Foto de hoje: Serjão Missiaggia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

INSTINTO MATERNO... EXISTE?


Buscando meu filho no colégio pela última vez no ano, chega, junto com o alívio, uma certa tristeza por passar dois meses longe do burburinho, das conversas e da efervescência da juventude.

Outro fenômeno que me encanta, e até mesmo intriga, é a manifestação multicor, por vezes também barulhenta, ou dramática das mães que vêm buscar seus filhos. Umas falam dos cuidados com o acompanhamento dos deveres, outras falam das falhas da escola, outras contam das atividades extraclasse. Um traço comum é que quase todas tentam, ao seu modo, demonstrar o tamanho do seu amor materno e da sua dedicação apaixonada aos filhos. Noto que algumas, envergonhadas, não conseguem demonstrar seu amor com aquela veemência que as outras demonstram.

Fico pensando: será que existe mesmo essa coisa que os religiosos e alguns psicanalistas de primeira hora tentaram nos vender, o AMOR MATERNO, natural, normal e incondicional?

A esse respeito, a escritora (e milionária) francesa Elisabeth Badinter afirma que o amor materno tal qual o conhecemos hoje foi, na verdade, INVENTADO no século XIX. Então quer dizer que as mães não amavam seus filhos antes? Umas amavam, outras não. O ponto de partida para o controverso livro da autora francesa, ela mesma mãe de três filhos, foi uma investigação feita pelo chefe de polícia de Paris em 1780 que demonstrou que, das 21.000 crianças nascidas na capital francesa naquele ano, apenas 1.000 eram amamentadas pelas mães e outras 1.000, por amas de leite contratadas.

O fato é que 19.000 crianças eram enviadas para o campo, onde as chamadas “amas mercenárias” criavam os recém-nascidos que, ao atingirem a idade de 5 anos, eram devolvidos às suas mães biológicas. Isto é, se sobrevivessem.

Ora, mas o que isso tem a ver com as mães do século XXI? Muita coisa. As mães de hoje, embora mergulhadas em informações, ainda sentem culpa quando percebem que não possuem o tal instinto materno. Muitas mães piram ao descobrir que não são mães suficientemente boas, sendo este conceito uma coisa meio esotérica, assim como suficientemente magras.

Outra constatação, reconfortante, é saber que um conceito absolutamente fictício, que é o instinto materno, consegue se materializar aprendido socialmente, a ponto de a maioria das mães atuais (e também os pais) só conseguirem ser felizes se os seus filhos o são.

Seguindo essa linha de raciocínio, poderíamos conjeturar que, se introjetássemos a gentileza, por exemplo, nos comportamentos das pessoas, daqui a uns trezentos anos essa prática seria considerada “normal” e o mundo, um lugar melhor para se viver.

Ou até mesmo, quem sabe, dizer àquelas mães da porta do colégio que elas podem, sim, ter preguiça (e até raiva) de ter que aguentar aquela criança chata e barulhenta. Ah, não se esqueçam de que os pais poderiam também ser convocados a aprender o tal instinto materno. Alguns, aliás, já o fizeram.

Crônica: Jorge Marin

BRIGADU, GENTE!

BRIGADU, GENTE!
VOLTEM SEMPRE, ESTAMOS ESPERANDO... NO MURINHO DO ADIL